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SAÚDE

Ministério da Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratamento da diabetes e alterações oculares

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O Ministério da Saúde ampliou, nesta quarta-feira (15), o uso da membrana amniótica nos cuidados ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Após a indicação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a publicação das Portarias Nº 20 e Nº 22, ambas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), a tecnologia passa a ser indicada para transplantes relacionados a feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados com o uso do tecido por ano.

A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e utilizado na medicina regenerativa, com ação anti-inflamatória e cicatrizante, que reduz as complicações no tratamento de diversas doenças. No pé diabético, por exemplo, a tecnologia possibilita uma cicatrização até duas vezes mais rápida das feridas, quando comparada aos curativos padrão. No SUS, ela já é utilizada no tratamento de queimaduras extensas desde 2025.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a incorporação de tratamentos inovadores no SUS coloca o Brasil em posição de destaque no uso de tecnologias regenerativas mundialmente, além de ampliar o cuidado com os pacientes na rede pública de saúde.

“Estamos garantindo mais opções terapêuticas para a assistência, beneficiando pacientes com uma chance de recuperação mais ágil, com a redução das possíveis complicações e infecções. Isso significa menos internações prolongadas, menores custos hospitalares e mais qualidade de vida”, destacou a secretária.

Já no tratamento de alterações oculares, como nas pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido auxilia na cicatrização de feridas e pode reduzir a dor, além de otimizar a recuperação da superfície ocular. O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

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Vicente Ramos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Saúde atualiza o sistema Gerencia APS para ampliar e simplificar solicitações às estratégias da atenção primária

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O Ministério da Saúde disponibilizou atualizações no sistema Gerencia APS, ferramenta estratégica voltada aos gestores municipais com acesso  pelo e-Gestor APS.  O objetivo é facilitar o acesso às informações de credenciamento de equipes, programas e serviços da Atenção Primária à Saúde (APS).

“O Gerencia APS é um sistema em constante evolução. A incorporação de novos módulos tem como objetivo tornar mais ágeis e organizadas as solicitações e apoiar os municípios no processo de expansão da atenção primária, facilitando o acesso a incentivos financeiros e programas fundamentais para a população”, afirma o coordenador-geral de Programação de Financiamento da APS, Dirceu Klitzke. 

Com uma experiência mais intuitiva, foram incorporadas novas funcionalidades ao Gerencia APS, como: 

Isso permite que os gestores solicitem de forma mais ágil e organizada, com acompanhamento do andamento dos processos. 

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Organização das solicitações e apoio à tomada de decisão 

O Gerencia APS é um sistema que organiza as solicitações de cofinanciamento da APS, reunindo em um único ambiente os processos de credenciamento e habilitação de equipes, serviços e estabelecimentos, além da alteração de tipologia de equipes e adesão a programas e incentivos federais. 

O sistema também possibilita o monitoramento da situação das solicitações, contribuindo para maior transparência, previsibilidade e segurança na gestão dos recursos da atenção primária. Ao centralizar essas informações, a ferramenta fortalece o planejamento local, facilita a tomada de decisão e promove a conformidade com as políticas públicas e incentivos cofinanciados pelo governo federal, com impacto direto na ampliação do acesso e da cobertura da APS. 

Acompanhe todas as atualizações

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Thaís Ellen S. Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Vacinas contra o câncer: Brasil lidera consórcio internacional para prevenção e tratamento da doença

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A ida a uma unidade de saúde para se vacinar é uma prática já consolidada entre os brasileiros para se proteger de vírus e bactérias que ameaçam a vida. Em um futuro próximo, esse hábito poderá se tornar também um aliado contra o câncer, uma das doenças mais complexas da atualidade. A estratégia é uma das prioridades do Ministério da Saúde.

A pasta lidera a mobilização de instituições públicas e privadas nacionais, em conjunto com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, para desenvolver vacinas capazes de estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas.

O consórcio foca no desenvolvimento de imunizantes voltados ao diagnóstico precoce e à prevenção da doença, a exemplo do que ocorre com a vacina contra o HPV (papilomavirus humano), já disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

Ao contrário dos imunizantes atuais que criam um ‘escudo’ em nosso corpo, as vacinas contra o câncer agem como um guia que instrui nossas células de defesa para identificar tumores que antes passavam despercebidos.

A abordagem é considerada inovadora, uma vez que os protocolos existentes tratam o câncer com recursos externos, como a rádio e a quimioterapia, que podem afetar também células saudáveis do organismo, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri.

“Os esforços são para avançarmos em um modelo de tratamento mais preciso e menos invasivo. É um passo relevante rumo a terapias mais seguras, que priorizam a qualidade de vida durante o tratamento e apontam para uma nova perspectiva no cuidado oncológico, aliando eficácia terapêutica a um menor impacto no organismo”, destacou.

Entre os estudos com estágio mais avançado está a pesquisa contra o vírus Epstein-Barr (EBV). O agente é associado ao desenvolvimento de linfomas e tumores nasofaríngeos, localizados atrás do nariz e próximo à garganta.

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O Brasil, explica o diretor do Centro de Imuno-Oncologia da Universidade de Oxford, Timothy Elliott, participará da produção local da vacina em grau clínico e da condução do primeiro ensaio clínico de fase inicial do EBV no mundo. “A parceria estratégica amplia o escopo global das pesquisas sobre a resposta do sistema imunológico ao câncer e sobre como podemos modulá-la para beneficiar a saúde humana, especialmente no Brasil”, afirmou.

As tecnologias atuais ainda apresentam limitações para a população latino-americana, em razão da predominância de dados provenientes de populações do Norte Global nos bancos internacionais, ressaltou Timothy.

“A parceria aumentará a probabilidade de sucesso de imunoterapias e vacinas no Brasil e na América Latina, ao incorporar evidências baseadas na imunidade ao câncer da população brasileira”, completou Timothy. 

Mobilização

A colaboração entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Oxford resulta de acordo firmado entre a SCTIE/MS e o Centro de Imuno-Oncologia da Universidade de Oxford, assinado em dezembro do ano passado.

A articulação está estruturada em três pilares: avanço de descobertas científicas em imunologia e oncologia; uso de inteligência artificial para o desenvolvimento de vacinas personalizadas; e aceleração de ensaios clínicos.

Com a formalização da parceria, o Ministério da Saúde intensificou a mobilização de organizações nacionais para fortalecer um ecossistema de inovação em saúde. Entre as instituições envolvidas, estão o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e os hospitais de excelência vinculados ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

O primeiro encontro presencial da rede ocorreu no Brasil, durante o evento Diálogo em Saúde Brasil – Reino Unido, promovido no Rio de Janeiro no último mês. duas visitas técnicas em São Paulo. A primeira no CNPEM, em Campinas, primeiro centro-âncora do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, ação do Ministério da Saúde para impulsionar novas tecnologias. Já o segundo encontro, ocorreu na capital paulista, no Hospital A.C.Camargo Cancer Center, integrante do Proadi-SUS.

Leia mais:  Ministério da Saúde anuncia Mês de Vacinação dos Povos Indígenas 2026

Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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