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AGRONEGÓCIOS

Pesquisa identifica vírus capaz de combater o cancro cítrico nas lavouras

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Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), da Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido, e da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, identificou um vírus capaz de combater a bactéria causadora do cancro cítrico. Nos testes realizados em estufa, o tratamento reduziu em 60% a formação de lesões nas laranjeiras.

O estudo foi publicado em 15 de setembro na revista científica Microbial Genomics. A descoberta ganha importância diante do avanço da doença no principal cinturão citrícola do País. Segundo levantamento do Fundecitrus, o cancro cítrico está presente em 36,26% dos talhões de laranja de São Paulo e do Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais, uma expansão de 10,9% em relação ao ano anterior.

A região deverá produzir 263,15 milhões de caixas de laranja de 40,8 quilos na safra 2026/27, o equivalente a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas. Em todo o País, a produção de laranja movimentou R$ 22,97 bilhões em 2025, conforme a Produção Agrícola Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Um levantamento realizado durante cinco safras no cinturão citrícola paulista estimou que o cancro provocou, em média, a perda de 900 mil caixas de laranja de 40,8 quilos por ano. São aproximadamente 36,7 mil toneladas que deixaram de chegar à colheita a cada temporada. O prejuízo anual foi estimado, em valores convertidos pela cotação atual, em cerca de R$ 25 milhões.

O risco potencial é muito maior. Um estudo econômico elaborado por pesquisadores ligados à Universidade de São Paulo (USP) e ao Fundecitrus simulou a expansão da doença no Estado de São Paulo. Na comparação entre um cenário de prevenção e outro sem controle, a diferença chegou a 611,74 milhões de caixas acumuladas em 20 anos, média superior a 30 milhões de caixas por temporada. Esse volume corresponde a quase 12% da produção atualmente estimada para o cinturão de São Paulo e Minas Gerais.

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O estudo também concluiu que cada real aplicado na prevenção poderia evitar mais de R$ 12 em perdas de produção ao longo de 20 anos. A projeção foi feita com a estrutura produtiva e os preços disponíveis em 2012 e, portanto, não representa uma estimativa direta do prejuízo atual. Ela mostra, porém, que deixar a doença avançar custa muito mais do que impedir sua disseminação.

Há ainda o custo do controle. Um trabalho mais recente calculou que o programa tradicional de aplicações de cobre contra o cancro cítrico e a pinta-preta consumiria, em todo o cinturão paulista, o equivalente a aproximadamente R$ 521 milhões por safra pela cotação atual. O manejo otimizado reduziria essa conta para cerca de R$ 231 milhões, uma economia próxima de R$ 291 milhões. Como o cálculo reúne duas doenças, não é possível atribuir todo o valor ao cancro, mas ele dimensiona o mercado em que uma alternativa biológica poderá atuar.

É nesse ponto que o bacteriófago P27 apresenta potencial econômico. Se os resultados obtidos em estufa forem repetidos no campo, o vírus poderá diminuir as perdas de frutos e reduzir parte do uso de cobre. Ainda não é possível calcular quanto o produtor economizaria, porque faltam testes em pomares, definição de doses, custos de fabricação e duração do tratamento.

Para consultar o artigo científico completo, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Abertura de mercados para produtos brasileiros no Kuwait, Nicarágua, Síria e Bangladesh

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As autoridades sanitárias e fitossanitárias do Kuwait, Nicarágua, Síria e Bangladesh comunicaram a abertura de mercados para novos produtos brasileiros.

Para o Kuwait, está autorizada a exportação de mamão fresco.

Para a Nicarágua, foi autorizada a exportação de sementes de berinjela.

A Síria, por sua vez, autorizou a exportação de milho em grãos.

Para Bangladesh, por fim, está autorizada a exportação de grãos secos de destilaria (DDG).

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIOS

Mapa viabiliza exportação de genética bovina leiteira para Botsuana

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuou para viabilizar a exportação de 600 bovinos para Botsuana, sendo 590 animais da raça Girolando e 10 da raça Gir. A iniciativa busca contribuir para o desenvolvimento da pecuária leiteira do país africano, que produz atualmente apenas 10% do leite que consome, por meio do melhoramento genético do rebanho e da transferência de tecnologia brasileira.

No Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), a equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) verificou a documentação e as condições de transporte dos animais. Os bovinos foram transportados em três voos fretados. O primeiro ocorreu em julho, com o embarque de 189 animais, e os outros dois foram realizados nos dias 25 e 28 de setembro. Os animais partiram de Lins (SP), com destino a Lobatse, no sudeste de Botsuana. As negociações foram realizadas com a Botswana Development Corporation (BDC), empresa estatal do país.

Em 23 de setembro, o ministro de Negócios e Empreendedorismo de Botsuana, Tiroeaone Ntsima, e representantes da BDC estiveram em Lins para conhecer os animais destinados à exportação. A embaixadora de Botsuana no Brasil, Benetia Tumelo Chingapane, acompanhou a agenda do ministro durante a visita.

Transferência de tecnologia

A cooperação entre Brasil e Botsuana vai além do fornecimento de animais e material genético. O objetivo é compartilhar conhecimentos e tecnologias que contribuam para a estruturação de programas de melhoramento genético e para o aumento da produtividade leiteira. Entre as possibilidades em avaliação está a instalação de um laboratório de fertilização in vitro (FIV) no país.

A experiência brasileira nessa área também é compartilhada com a Índia. Em dezembro de 2025, um memorando de entendimento firmado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Mapa, estabeleceu um consórcio com três empresas indianas e duas brasileiras. O acordo prevê dez anos de cooperação científica e tecnológica, com foco na transferência e validação de tecnologias genômicas para a pecuária leiteira indiana.

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No âmbito da parceria, o Brasil apoiou a instalação de três laboratórios na Índia: um de fertilização in vitro, um de análises clínicas veterinárias e outro de genômica.

O Girolando é resultado do cruzamento entre as raças Gir e Holandesa. Enquanto a primeira se destaca pela rusticidade e adaptação ao clima tropical, a segunda apresenta elevado potencial de produção de leite. A combinação dessas características tornou a raça uma das principais utilizadas na pecuária leiteira brasileira.

A genética bovina desenvolvida no Brasil é resultado de décadas de pesquisa e melhoramento, com participação de instituições como a Embrapa, produtores, associações de criadores e órgãos públicos. A raça Gir, originária da Índia, também teve papel importante nesse processo, que permitiu ao país desenvolver animais adaptados às condições tropicais e com maior potencial produtivo.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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