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TURISMO

Caminho Saint-Hilaire une fé, natureza e história na única cordilheira do Brasil

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Prepare-se para embarcar em uma experiência transformadora pelo Brasil profundo. Encravado na única cordilheira do país, o Caminho Saint-Hilaire (CaSHi) desponta como uma rota regional, que conecta ecoturismo, cultura e espiritualidade no estado de Minas Gerais. O trajeto liga os municípios de Conceição do Mato Dentro e Diamantina, promovendo uma imersão no ecoturismo de base comunitária. A travessia cruza a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e passa por áreas de Mata Atlântica e Cerrado, com destaque para as paisagens dos campos rupestres.

A trilha foi batizada em homenagem a Auguste de Saint-Hilaire, naturalista francês que esteve na região no século 19 e registrou em seus diários a riqueza da flora nativa e a  cultura mineira. Essa herança está eternizada na identidade visual da rota: a logomarca, inserida na tradicional pegada amarela e preta, traz elementos das plantas coletadas pelo cientista naquelas montanhas, em um design assinado por Luciano Amador Jr., sob a gestão do Instituto Auguste de Saint-Hilaire.

Durante a travessia, cuja duração varia entre nove e doze dias, os aventureiros passam por diversas unidades de conservação essenciais para a biodiversidade, como a Área de Proteção Ambiental (APA) das Águas Vertentes, o Monumento Natural Várzea do Lajeado e Serra do Raio, além das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) Terra da Unidade e Terra do Sol. Ao longo do trajeto, a paisagem natural se revela em miradouros de altitude, grutas escondidas, cascatas e locais para banho, culminando em céus límpidos e perfeitos para a observação astronômica noturna. O percurso pode ser feito a pé, de bicicleta ou a cavalo.

Para os caminhantes, a distância planejada é de 182 quilômetros, exigindo de dez a doze dias de viagem. Já os ciclistas e cavaleiros percorrem um traçado de 200 quilômetros, em jornadas que duram de sete a nove dias. Com um nível de dificuldade moderado e uma altimetria positiva que chega a 1.277 metros, a aventura exige preparo físico e equipamentos adequados. 

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Vale ressaltar que a trilha ainda não está disponível no formato autoguiado, sendo indispensável a contratação de guias locais para garantir a segurança e o pleno aproveitamento da experiência.

Turismo de base comunitária

Além das paisagens moldadas por montanhas e cachoeiras cristalinas, o roteiro se conecta por quinze comunidades tradicionais, como Itapanhoacanga, Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras, Córregos, Vau e Tapera. Nesses vilarejos, o visitante encontra casarios preservados e igrejas barrocas. A região abriga o Patrimônio Mundial de Diamantina até o sistema agrícola das apanhadoras de flores Sempre-Vivas, considerado pela ONU o primeiro Patrimônio Agrícola Mundial do Brasil.

A gastronomia é um espetáculo à parte nessa travessia. A rota atravessa os renomados territórios produtores do queijo minas artesanal do Serro e de Diamantina, ambos reconhecidos como bens culturais imateriais da humanidade. O paladar do viajante pode ser brindado, ainda, com os vinhos finos, os cafés e as cervejas artesanais produzidas no Alto Jequitinhonha. Para revigorar as energias, a tradição local oferece o Chá do Pedestre, uma bebida relaxante e anti-inflamatória à base de rosmaninho, que foi adotada pelo próprio Saint-Hilaire durante suas expedições.

Fé e espiritualidade

O Caminho transcende o turismo de natureza para se consolidar como uma rota de peregrinação. Enquanto o caminhante convencional parte da Praça Dom Joaquim, em Conceição do Mato Dentro, rumo ao norte, o peregrino é convidado a realizar o trajeto no sentido inverso, partindo da Casa da Serva de Deus Irmã Benigna, em Diamantina. Essa jornada é guiada por catorze estações de renovação da fé, englobando santuários, igrejas e capelas históricas.

O trajeto passa por locais de imensa devoção e beleza, como a Igreja de Nossa Senhora Aparecida de Córregos, que abriga um raro órgão musical do século 18, e o Santuário de Nossa Senhora das Dores, situado em uma pacata vila na estonteante Serra do Caroula. Essa atmosfera é complementada pelas práticas holísticas das comunidades, que preservam vivos os saberes das benzedeiras, os conhecimentos sobre plantas medicinais  e diversas terapias integrativas, promovendo uma verdadeira ciência espiritual e uma autêntica reconexão interior para quem percorre o território.

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Como chegar

Para os viajantes que desejam iniciar a expedição a partir do marco zero, em Conceição do Mato Dentro, a logística é facilitada pela infraestrutura viária mineira. O município está a 164 quilômetros de Belo Horizonte e a 135 quilômetros do Aeroporto Internacional de Confins. O acesso principal se dá pela rodovia estadual MG-10, atravessando as belezas do Parque Nacional da Serra do Cipó. 

Trilhas de Longo Curso 

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras. 

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Trilha Brigadeiro Caparaó conecta parques e revela paisagens da Mata Atlântica em Minas Gerais

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Entre florestas de Mata Atlântica, estradas de terra, comunidades rurais e áreas protegidas, a Trilha de Longo Curso Brigadeiro Caparaó convida os visitantes a conhecer, a pé, diferentes paisagens da Zona da Mata Mineira. O percurso conecta o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro ao Parque Nacional do Caparaó e tem como ponto culminante o Pico da Bandeira.

Com aproximadamente 250 quilômetros de extensão e duração estimada de 15 dias, a trilha é percorrida a pé e passa pelos municípios de Fervedouro, Araponga, Divino, Carangola, Caparaó e Espera Feliz. 

A experiência vai além da caminhada. Ao longo do percurso, os visitantes encontram áreas de Mata Atlântica, propriedades rurais e comunidades que ajudam a revelar características da vida e da produção locais. A agricultura familiar ocupa lugar de destaque nesse cenário, aproximando turismo, conservação ambiental e geração de renda no campo.

Natureza e biodiversidade

Um dos principais destaques da região é o Muriqui-do-Norte, maior primata das Américas e espécie ameaçada de extinção. A área abriga grupos desses animais, que podem ser observados em seu ambiente natural. A biodiversidade da Mata Atlântica também está presente na fauna e na flora encontradas ao longo da região.

A trilha ainda atravessa territórios marcados por referências históricas e culturais. O caminho recupera antigas rotas usadas por tropeiros e passa por territórios relacionados à presença e à resistência do povo indígena puri.

Para quem percorre a região, a experiência inclui a produção de cafés especiais. A Zona da Mata Mineira reúne propriedades onde é possível conhecer o caminho do café desde a lavoura até a xícara, aproximando os visitantes da produção rural e dos sabores característicos do território.

Para chegar à região de início da trilha, o acesso indicado é pela BR-116 até Fervedouro (MG). De lá, os visitantes devem seguir pela BR-482 até a entrada do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, no sentido de Araponga (MG).

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Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Diamantina: cidade entre montanhas preserva um Patrimônio Mundial em Minas Gerais

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Cercada por montanhas no interior de Minas Gerais, Diamantina cresceu acompanhando o relevo da Serra do Espinhaço. Ruas estreitas e irregulares, construções coloridas e igrejas se espalham pelas encostas e formam uma paisagem em que cidade e natureza parecem ter sido desenhadas juntas.

A antiga Vila do Tijuco ganhou importância no século 18 com a exploração de diamantes. A atividade atraiu garimpeiros, comerciantes e representantes da Coroa Portuguesa e deixou marcas na formação da cidade, na arquitetura e nos costumes que atravessaram gerações.

Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1999, o Centro Histórico preserva características de sua formação nos séculos 18 e 19. Hoje, além da arquitetura, Diamantina oferece aos visitantes museus, igrejas, manifestações culturais, gastronomia mineira e paisagens naturais.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu Diamantina pela forma como a cidade adaptou referências europeias às condições locais e desenvolveu características próprias. O conjunto urbano também chama atenção pela integração com a paisagem montanhosa que cerca a cidade.

Diferentemente de outras cidades coloniais brasileiras, onde a arquitetura histórica é marcada principalmente pelo uso de pedra, alvenaria e azulejos, parte da arquitetura histórica de Diamantina tem forte presença de madeira. Casarões de um ou dois pavimentos, fachadas brancas com detalhes coloridos, igrejas e ruas pavimentadas com pedras compõem o cenário preservado no Centro Histórico.

Outro elemento importante é a própria disposição da cidade. As construções acompanham as irregularidades do terreno e há uma diferença de até 150 metros entre os pontos mais altos e mais baixos do núcleo histórico. Essa relação entre arquitetura, relevo e paisagem é uma das particularidades de Diamantina.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Centro Histórico: caminhar pelas ruas de pedra é uma das melhores formas de conhecer os casarões, igrejas, praças e construções preservadas da cidade.
  • Casa de Juscelino: espaço dedicado à trajetória de Juscelino Kubitschek (nascido na cidade), com objetos e documentos ligados ao ex-presidente.
  • Casa de Chica da Silva: construção histórica associada a uma das personagens mais conhecidas da história de Diamantina e do período da mineração.
  • Museu do Diamante: reúne acervo relacionado à mineração, à sociedade e à formação histórica da região.
  • Igreja de São Francisco de Assis: uma das construções religiosas que integram a paisagem histórica da cidade.
  • Mercado Velho: tradicional ponto de encontro no centro, recebe atividades culturais e permite ao visitante conhecer produtos e sabores da região.
  • Vesperata: uma das manifestações culturais mais conhecidas de Diamantina, com músicos tocando das sacadas dos casarões, enquanto o público acompanha a apresentação nas ruas do Centro Histórico.
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Além dos atrativos urbanos, Diamantina pode servir de ponto de partida para quem quer conhecer paisagens da Serra do Espinhaço, com cachoeiras, trilhas e formações rochosas nos arredores.

Quando visitar

Diamantina pode ser visitada durante todo o ano:

  • Abril a setembro: período geralmente mais seco, que favorece caminhadas pelo Centro Histórico e passeios ao ar livre.
  • Temporada da Vesperata: em datas específicas ao longo do ano, a apresentação transforma as ruas do Centro Histórico em palco e está entre as experiências mais tradicionais da cidade.
  • Carnaval: a cidade recebe programação e grande movimento de visitantes durante a festa.

Para aproveitar o Centro Histórico com calma e conhecer também alguns dos atrativos naturais dos arredores, vale reservar pelo menos dois dias para a viagem.

Como chegar

Diamantina está localizada no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, a cerca de 300 quilômetros de Belo Horizonte.

Para quem chega de avião, Belo Horizonte é uma das principais portas de entrada. A partir da capital mineira, o percurso até Diamantina pode ser feito por rodovia.

De carro, um dos principais acessos é pela BR-367, que passa pela região e conecta Diamantina a outros municípios mineiros. Quem parte de Belo Horizonte pode seguir por rodovias estaduais e federais em direção ao norte do estado até chegar à cidade.

No Centro Histórico, muitos dos principais atrativos ficam próximos uns dos outros e podem ser conhecidos a pé.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

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O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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