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EDUCAÇÃO

Comissão de Implantação da UFEsporte realiza primeira reunião

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Nesta quinta-feira, 24 de setembro, a Comissão de Implantação da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte) realizou sua primeira reunião ordinária no Ministério da Educação (MEC), em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo federal, de instituições de ensino superior e de entidades do setor esportivo para iniciar o planejamento técnico e pedagógico da nova instituição de educação superior.  

Criada pela Lei nº 15.457, de 3 de julho de 2026, a UFEsporte tem como finalidade formar profissionais para a gestão de políticas públicas, administração de entidades esportivas e formadores especializados em treinamento de atletas de alto rendimento. 

Participaram do encontro o secretário de Educação Superior, Marcus Vinícius David; o secretário Nacional do Paradesporto, Fábio Augusto de Araújo; e a secretária Nacional de Excelência Esportiva, Iziane Castro Marques. Para a presidência da comissão, foi eleito o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fernando Marinho Mezzadri. A vice-presidência ficará a cargo do professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Israel Teoldo da Costa. 

O grupo é responsável por elaborar o estatuto, o regimento geral, o projeto pedagógico institucional e a estrutura organizacional da universidade, além de definir os cursos que comporão a oferta inicial da instituição. 

Instituído pela Portaria MEC nº 639/2026 e atualizado pela Portaria MEC nº 705/2026, o colegiado é composto por 28 membros, sendo 23 titulares e cinco suplentes. A estrutura integra representantes da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Secretaria-Executiva do MEC, do Ministério do Esporte (MEsp), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), do Conselho Nacional do Esporte (CNE) e do Instituto Santos Dumont (ISD), além de professores e pesquisadores da área de Ciência do Esporte e indicação da Presidência do Senado Federal.  

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De acordo com o planejamento apresentado para a instituição, as atividades acadêmicas estão previstas para começar no segundo semestre de 2027, com cinco cursos de graduação e cinco de pós-graduação lato sensu. Em quatro anos, a previsão é chegar a 11 cursos de graduação e até 3 mil estudantes. A grade acadêmica deverá abranger áreas como Ciência do esporte, educação física, gestão e marketing esportivo, medicina esportiva e reabilitação e nutrição esportiva. 

Entre as diretrizes previstas para a instituição estão ações relacionadas à inclusão de pessoas com deficiência no paradesporto e ao acesso à educação formal por atletas em fase de transição de carreira. A proposta também contempla ações relacionadas à igualdade entre homens e mulheres no esporte, à igualdade de oportunidades e remuneração e ao combate à discriminação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu  

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Hotel-Escola do IFCE reúne hospedagem e laboratório de práticas profissionais

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No Campus Guaramiranga do Instituto Federal do Ceará (IFCE), o Hotel-Escola Guaramiranga articula hospedagem para o público e laboratório de práticas profissionais para estudantes da área, uma iniciativa pioneira na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O espaço permite que alunos tenham contato com situações concretas de trabalho nas áreas de turismo, hospitalidade, gastronomia e eventos, articulando conteúdos estudados em sala de aula com atividades desenvolvidas em um ambiente ativo que recebe hóspedes. 

O Hotel, localizado em uma cidade da serra cearense com clima frio, áreas verdes, trilhas e cachoeiras, comercializa diárias que incluem café da manhã, Wi-Fi gratuito, estacionamento, vigilância 24 horas, piscinas adulto e infantil, parquinho, jardim, espaço de jogos e salão de eventos com capacidade para 150 pessoas. A hospedagem é aberta ao público em geral, mediante reserva prévia.  

Ensino e prática profissionais — A proposta do Hotel–Escola é integrar a rotina de hospedagem às atividades acadêmicas. Dessa forma, os estudantes podem acompanhar e participar de diferentes etapas da prestação dos serviços, desde a reserva e recepção até as atividades de governança, alimentação, eventos, comunicação e marketing. A operação é organizada por meio do Projeto de Ensino e Extensão Qualifique, executado pela Fundação de Apoio do IFCE. 

O Hotel–Escola também recebe atividades que ultrapassam os cursos regulares, como ações de qualificação profissional, projetos de extensão, palestras, fóruns, rodas de conversa, visitas, atividades com egressos e imersões pedagógicas. Além de trabalhar com alunos do IFCE, de acordo com suas atividades curriculares, o espaço recebe estudantes de outras instituições de ensino. 

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Entre as iniciativas está o Programa Mulheres Mil, que possibilitou a oferta recente do curso de Camareira em Meios de Hospedagem. Já o projeto de imersão pedagógica permite que grupos permaneçam geralmente de dois a três dias hospedados no Hotel–Escola, participando de explicações, demonstrações e atividades práticas. 

Aprendizagem – Guaramiranga está inserida no Maciço de Baturité e em uma Área de Proteção Ambiental (APA), possibilitando que atividades acadêmicas dialoguem com temas relacionados ao meio ambiente, sustentabilidade, cultura e produção local.  

Os estudantes envolvidos no Hotel-Escola são contemplados com estágios, bolsas, projetos de extensão e outras experiências pedagógicas. As atividades são acompanhadas pelos servidores responsáveis pelos laboratórios e pelos professores orientadores e a proposta é combinar a experiência prática com os objetivos pedagógicos de cada atividade. 

Para fins de aprendizagem, o Hotel–Escola foi organizado em quatro grandes laboratórios: Reservas e Recepção; Governança; Cozinha e Restauração; Eventos e Marketing. A estrutura conta ainda com os setores de Administração Financeira e Infraestrutura.  

Serviço de hospedagem: 

Reservas e informações: (85) 99409-8657 (WhatsApp) 
E-mail: [email protected] 
Telefone: (85) 3401-2224 
Instagram: @hotelescolaifce 
Check-in: a partir das 14h 
Check-out: até 12h 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e do IFCE 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

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O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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