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EDUCAÇÃO

Centro de Equoterapia do IF Sudeste MG atende gratuitamente

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O Centro de Equoterapia do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) vem realizando um trabalho, em Barbacena (MG), que ajuda a comunidade e traz benefícios motores, cognitivos, emocionais, de socialização e comunicação, além de promover autonomia e inclusão para um público que possui necessidades específicas. O Centro de Equoterapia foi fundado em 2009 e é certificado pela Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil). 

A unidade integra as ações do Setor de Equideocultura do Campus Barbacena do IF Sudeste MG e atualmente atende 16 pessoas. O polo de formação humana e acadêmica é composto por uma equipe coordenada por uma médica veterinária e professora do campus, contando com o suporte de dois bolsistas de extensão e um estagiário. 

Contribuindo para o processo de evolução, autonomia, participação e inclusão, a equoterapia funciona por meio de um trabalho individualizado e os resultados são acompanhados pela equipe multiprofissional ao longo da terapia, potencializando as capacidades de cada pessoa, respeitando seu ritmo, suas limitações e suas possibilidades de desenvolvimento. O Centro de Equoterapia também possui importante papel na formação dos estudantes do campus, aproximando ensino, pesquisa e extensão e possibilitando o contato dos alunos com uma área que integra a equideocultura às áreas da saúde, educação e inclusão. 

Além dos aspectos terapêuticos, a equoterapia também possui uma importante dimensão educacional e social. Por ser realizada em um ambiente com animais, ao ar livre e com atividades que estimulam a participação ativa, pode proporcionar experiências de aprendizagem, responsabilidade e interação social. A atividade com o cavalo torna o processo terapêutico mais lúdico e significativo, favorecendo o envolvimento e a motivação do praticante. 

Atendimento – O Centro de Equoterapia do Campus Barbacena atende ao público interno e externo, inclusive com vagas reservadas para instituições parceiras da região, que encaminham os praticantes conforme cotas predefinidas. Entre os parceiros estão a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), a Associação de Mães e Amigos do Autista de Barbacena (Amab), entre outras instituições do município.  

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Para ingressar no projeto, é exigida a apresentação de uma indicação médica por escrito. Posteriormente, o candidato passa por uma triagem criteriosa e uma entrevista detalhada conduzida por uma equipe multiprofissional formada por especialistas em fisioterapia, psicologia e equitação. Para obter mais detalhes sobre o cronograma de vagas ou o funcionamento das sessões, o contato pode ser feito diretamente com a coordenação pelos e-mails: [email protected] ou [email protected] 

Como funciona  Cada sessão tem duração de 30 minutos, acontece semanalmente e conta, de forma geral, com três profissionais diretamente envolvidos no atendimento. O primeiro é o guia, responsável pela condução e pelo controle do cavalo durante a sessão. O segundo é o auxiliar-guia, que acompanha o conjunto cavalo-praticante pelo outro lado, auxiliando na segurança, no controle do animal e na execução das atividades propostas. Do outro lado do cavalo permanece o terapeuta, responsável pelo acompanhamento terapêutico e pela condução da sessão de acordo com os objetivos estabelecidos para aquele praticante. 

Para garantir a segurança, o atendimento é planejado considerando as condições clínicas e funcionais do praticante; as características e o treinamento do cavalo; os equipamentos utilizados, como o capacete do praticante; o ambiente controlado e adequado; e a atuação coordenada dos profissionais. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e do IF Sudeste MG

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

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Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

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A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Guias orientam escolas para análise dos resultados do Ideb

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O Ministério da Educação (MEC) promoverá, entre 8 e 11 de setembro, uma mobilização nacional para apropriação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A iniciativa, intitulada Dia D, busca garantir que as unidades de ensino separem um dia para realizar a leitura detalhada dos resultados da própria escola no Ideb, de forma a aprofundar as análises além da média geral. Para auxiliar na realização desse processo, a pasta disponibilizou, na página do Brasil Aprende+, quatro guias de apoio, cada um trazendo orientações específicas para redes de ensinogestorescoordenadores pedagógicos e professores

Os materiais buscam ressaltar a ideia de que, apesar dos avanços constatados no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2025, redes e escolas crescem em ritmos diferentes. Dessa forma, o objetivo é reforçar a necessidade do fortalecimento do regime de colaboração para ampliar as oportunidades de ensino e reduzir as desigualdades.  

Os guias foram criados para serem utilizados como ponto de partida ou como complemento das estratégias estabelecidas pelas escolas, de maneira a subsidiar o planejamento e o redirecionamento de ações, com vistas à superação das defasagens de aprendizagem identificadas. Os dados encontrados no Dia D devem ser articulados com outros indicadores produzidos na própria escola, como os relatórios individuais e as avaliações internas, e com outros dados relacionados à redução de desigualdades, à promoção de equidade e de clima escolar positivo, além daqueles que as redes e comunidades escolares julgarem relevantes. 

A construção dos guias segue uma linha comum de raciocínio, com todos eles trazendo apresentação, explicação sobre o Dia D e seus objetivos, considerações sobre a importância de interpretar os dados, instruções de como construir o Dia D e informações sobre as responsabilidades compartilhadas. Além disso, cada um deles trará metodologias para as atividades particulares dos profissionais de educação, bem como orientações para o desenvolvimento dos planos de ação. 

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Brasil Aprende+ – Vinculado ao Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, o Brasil Aprende+ é uma estratégia de mobilização nacional que reúne União, estados, municípios e o Distrito Federal para melhorar a aprendizagem dos estudantes do ensino fundamental. O objetivo é identificar os desafios de cada território, chegar às escolas e ajudar as redes na construção de respostas para melhorar a aprendizagem dos estudantes. Para tal, visa transformar os dados do Índice de Aprendizagem da Educação Básica (Ideb) de 2025 em ações concretas dentro das redes e das escolas a partir de 2026. 

A iniciativa tem como foco, na esfera dos cerca de 5,7 mil municípios avaliados, os 442 que apresentaram média inferior a 5 nos anos iniciais do ensino fundamental (sendo que 320 deles registraram crescimento no Ideb enquanto cerca de 120 apresentaram queda ou permaneceram estagnados). Considerando essa diversidade, o MEC não vai tratar o conjunto como uma situação única, mas trabalhar para compreender as diferentes trajetórias e necessidades de cada rede. A mobilização será desenvolvida em oito etapas, com atuação conjunta entre a pasta e as redes de ensino, desde a análise dos resultados até o acompanhamento das ações realizadas nas escolas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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