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SAÚDE

Brasil defende cooperação entre países para enfrentar novos desafios de saúde nas Américas

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta segunda-feira (28), da abertura do 63º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), realizado em Washington, D.C., nos Estados Unidos. Em discurso por videoconferência aos ministros e autoridades de saúde das Américas, Padilha reafirmou o compromisso do Brasil com a ciência e com o trabalho conjunto entre os países para enfrentar desafios de saúde que ultrapassam fronteiras. O encontro reúne até o dia 2 de outubro, ministros da Saúde e outras autoridades dos países das Américas.  
 
Membro fundador da OPAS, o Brasil reforçou durante a sessão sua disposição de participar da definição das políticas e prioridades de cooperação técnica da Organização para os Estados-membros. Durante o discurso, Padilha chamou atenção para uma combinação de antigos e novos desafios sanitários nas Américas. Entre eles, mencionou o ressurgimento de doenças imunopreveníveis, como o sarampo, os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde, o avanço das doenças crônicas, as desigualdades no acesso aos serviços e a necessidade de preparação para futuras emergências sanitárias. 

“As Américas enfrentam hoje desafios sanitários que pareciam superados e outros emergentes. O ressurgimento de doenças imunopreveníveis, como o sarampo, os impactos das mudanças climáticas na saúde, o avanço das doenças crônicas, as desigualdades no acesso à saúde e os riscos de novas emergências sanitárias exigem respostas coordenadas e instituições multilaterais fortes”, destacou o ministro. 

Padilha também defendeu políticas de saúde baseadas em evidências científicas e associadas à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à capacidade de produção e à ampliação do acesso da população às inovações.  

O ministro destacou ainda as iniciativas adotadas pelo Brasil para ampliar a prevenção e a assistência. Na imunização, citou a incorporação da vacina pneumocócica 20-valente ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) e os avanços em relação à vacina contra a dengue. 

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Padilha também ressaltou avanços no controle de doenças e defendeu o papel dos sistemas universais de saúde ao lembrar que o Brasil apresentou resultados importantes, como a eliminação da transmissão vertical do HIV e das hepatites virais, demonstrando que sistemas universais, vigilância, ciência e políticas públicas sustentadas produzem resultados. 

SUS e ampliação do acesso 

Na assistência à saúde, o ministro apresentou aos representantes dos países das Américas iniciativas brasileiras voltadas à redução das desigualdades de acesso. Entre elas, destacou o programa Agora Tem Especialistas, direcionado à diminuição do tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS).  

O ministro também citou o fortalecimento da telemedicina, a utilização de unidades móveis de saúde e odontológicas e o transporte sanitário como estratégias para aproximar os serviços das populações que mais precisam.  

Clima e saúde na mesma agenda 

As mudanças climáticas também tiveram destaque no discurso brasileiro. Padilha ressaltou que os impactos do clima já fazem parte da realidade dos sistemas de saúde das Américas, seja pela ocorrência de eventos extremos, pelo avanço de doenças transmitidas por vetores ou pela pressão sobre os serviços de saúde. Segundo o ministro, clima e saúde não podem mais ser tratados como agendas separadas. 

Parceria com a OPAS 

O ministro da Saúde ressaltou ainda a parceria entre o Brasil e a OPAS. O país abriga a sede do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) e conta com cerca de 30 Centros Colaboradores da OPAS/OMS, que mobilizam conhecimento científico e técnico de instituições brasileiras em apoio às prioridades da Organização e à cooperação entre os países das Américas.  O ministro defendeu uma OPAS forte, capaz de coordenar respostas regionais e apoiar os países. Ao relembrar as lições da pandemia de covid-19, afirmou que desafios como sarampo, dengue e impactos das mudanças climáticas também exigem cooperação internacional. 

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Conselho Diretor 

O 63º Conselho Diretor da OPAS ocorre em Washington, D.C., entre 28 de setembro e 2 de outubro. O colegiado é um dos principais órgãos de governança da Organização e reúne autoridades sanitárias dos Estados-membros para definir políticas, aprovar estratégias e orientar a cooperação regional em saúde. 

Nesta edição, os países analisam propostas relacionadas à gestão de emergências e riscos sanitários, resistência aos antimicrobianos, prevenção e controle de arboviroses, segurança dos alimentos e fortalecimento dos fundos regionais para aquisição de vacinas, medicamentos e outras tecnologias e fortalecimentos dos sistemas de saúde.  

Edjalma Borges 
Ministério da Saúde  

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde autoriza início das obras de ampliação do Hospital Universitário de Roraima

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O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Saúde Indígena da pasta, Lucinha Tremembé, assinaram nesta segunda-feira (28) a ordem de serviço para a construção do Bloco C do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR). A obra conta com investimento federal de R$ 70 milhões, com execução pela HU Brasil (Hospitais Universitários Federais).

Primeiro hospital universitário de Roraima, o HU-UFRR terá sua capacidade de atendimento ampliada com a construção do novo bloco, fortalecendo a oferta de atenção especializada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. Atualmente, a unidade conta com 128 leitos, sendo 36 destinados à população indígena.

 “Essa ampliação vai ter mais leitos, mas também vai ter mais capacidade resolutiva. São seis salas cirúrgicas, com capacidade de realizar procedimentos de alta complexidade e leitos de unidade de terapia intensiva para atender casos de maior complexidade, beneficiando a população de Roraima, especialmente os povos indígenas”, destacou Massuda.

Referência no atendimento aos povos indígenas

O HU-UFRR desempenha um papel estratégico no atendimento à população indígena. Entre abril de 2025 e julho de 2026, o hospital registrou 2.056 internações, das quais 572 foram de pacientes indígenas. No atendimento ambulatorial, entre novembro de 2025 e julho de 2026, foram atendidos 2.846 pacientes, sendo 355 indígenas. A unidade recebe pessoas de cerca de 13 etnias, incluindo pacientes provenientes da Guiana e da Venezuela.

O hospital conta com a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas, que oferece acolhimento e assistência diferenciados, respeitando as especificidades culturais dessa população. A estrutura inclui leitos redários e espaços destinados às práticas culturais indígenas.

O HU-UFRR também participa de mutirões articulados pela HU Brasil e pelo Ministério da Saúde para atender pacientes encaminhados pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e pelas Casas de Saúde Indígena (CASAIs).

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 “O cuidado em saúde indígena precisa considerar as especificidades socioculturais dos povos indígenas. A ampliação do hospital fortalece o acesso à atenção especializada e a possibilidade de oferecer uma assistência equânime, garantindo a qualidade do cuidado, o respeito às necessidades dos povos indígenas e acolhimento culturalmente adequado”, destacou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Novo tomógrafo

Além da ampliação da estrutura hospitalar, o Ministério da Saúde está adquirindo um novo tomógrafo para o HU-UFRR, com chegada prevista para o primeiro semestre de 2027. O equipamento substituirá o aparelho atual, pertencente ao governo estadual, e reforçará a capacidade de realização de exames de imagem na própria unidade.

CAPS de Pacaraima

Em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, o secretário-executivo visitou as obras do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. A construção conta com investimento de R$ 2,145 milhões e está com 92% de execução física. A conclusão está prevista para 1º de outubro de 2026.

Habilitado pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 4.089, de 28 de maio de 2024, o serviço vai fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial em uma região marcada pela intensa circulação de pessoas.

Operação Acolhida

A agenda também incluiu o acompanhamento das ações de saúde da Operação Acolhida, que garantem vacinação e atenção primária à população migrante desde sua chegada ao Brasil.

Por meio do Projeto Saúde nas Fronteiras, executado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), 38 profissionais atuam em Boa Vista e Pacaraima. Desde agosto de 2025, as equipes realizaram 41.925 atendimentos individuais de atenção primária. Também foram registrados 861 teleatendimentos desde outubro de 2025. O investimento previsto no projeto é de R$ 5,66 milhões.

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Entre 2023 e agosto de 2026, foram aplicadas mais de 677 mil doses de vacinas em Pacaraima e mais de 54 mil em Boa Vista. O abastecimento das salas de vacinação está regular.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Presidente da República visita complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou nesta segunda-feira (28/9) o complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, em Belém. A instituição recebeu da União R$ 35,51 milhões em equipamentos e R$ 11,43 milhões para o custeio da atenção especializada. Na ocasião, Lula sancionou o projeto de lei que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada.

O presidente conheceu a estrutura ampliada do Hospital São João de Deus, que integra o complexo e reúne serviços de alta complexidade para atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha acompanhou a visita.

“O complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa do Pará (BP) foi o primeiro privado a aderir ao Agora Tem Especialistas. Em um ano, aumentou em 15% sua capacidade de internação e passou a realizar mais cirurgias. Presenciamos hoje a primeira cirurgia robótica presencial da Amazônia Brasileira, realizada pelo SUS, levando tecnologia de ponta para o cuidado do paciente“, ressalta Padilha.

Com a ampliação, o complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará passa a reunir 514 leitos gerais, 120 leitos de UTI e cuidados intermediários e 23 salas cirúrgicas. Também foram ampliados os serviços e a oferta de equipamentos para diagnóstico e tratamento, como tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética, salas de hemodinâmica e máquinas de hemodiálise.

Qualidade e assistência à saúde – A Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada busca garantir a segurança do paciente e a oferta de atendimento com qualidade nos serviços de saúde privada do país.

A política estabelece padrões, estruturas e processos de cuidado com o paciente de acordo com as normativas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Também prevê a divulgação periódica dos resultados de qualidade, bem como estabelece multas, que variam de R$ 5 mil a R$ 500 mil, para instituições que não cumprirem os requisitos.

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Investimentos e atendimento pelo SUS – A instituição aderiu ao programa Agora Tem Especialistas e conta com conjuntos de equipamentos para cirurgias gerais e oftalmológicas, que permitem ampliar a capacidade em mais 1,6 mil procedimentos por ano. A maior parte de seus atendimentos é destinada aos pacientes do SUS.

Por meio do Agora Tem Especialistas, o Pará conta com 16 conjuntos de equipamentos para cirurgias, sendo 12 de cirurgia geral e quatro de oftalmologia, com capacidade estimada para a realização de mais 25,6 mil procedimentos por ano. No primeiro semestre de 2026, o estado realizou 203,5 mil cirurgias eletivas.

Tecnologia e alta complexidade – O complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará também integra a Rede de UTIs Inteligentes do SUS, com 20 leitos. O modelo utiliza a integração de equipamentos, prontuários e sistemas, além de informações em tempo real e inteligência artificial, para apoiar as equipes na identificação precoce de riscos e no cuidado de pacientes em estado grave.

Na assistência cardiovascular, a instituição dispõe de serviço de hemodinâmica para procedimentos especializados e minimamente invasivos, que já realizou 2,7 mil procedimentos.

Cirurgia robótica – Durante a visita, o presidente Lula conheceu as estruturas destinadas à realização de procedimentos de alta complexidade. Nesta segunda-feira (28/9), ocorre no local a primeira cirurgia robótica realizada pelo SUS na Região Amazônica.

Lula também conheceu o centro de hemodinâmica, que atende pacientes com condições cardiológicas e realiza procedimentos como angioplastias e cateterismos.

Agora Tem Especialistas – Além da ampliação da capacidade da rede pública e filantrópica, o Agora Tem Especialistas mobiliza a rede privada para atender pacientes do SUS. No Pará, três instituições estão contratadas, com previsão de realizar 12,1 mil procedimentos, entre consultas, exames e cirurgias, totalizando R$ 23,8 milhões em serviços. Na Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, são 342 procedimentos, com investimento de R$ 664,3 mil.

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O estado conta ainda com 86 profissionais do Mais Médicos Especialistas, que atuam em serviços do SUS para ampliar a oferta de atendimento especializado à população.

Tratamento do câncer – O complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará também está estruturando a ampliação do tratamento oncológico pelo SUS, com a implantação de uma Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e a chegada de um novo acelerador linear para radioterapia. O equipamento terá capacidade adicional de 600 atendimentos por ano.

Fonte: Ministério da Saúde

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