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EDUCAÇÃO

Artigos sobre educação bilíngue de surdos podem ser enviados até 11/9

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com a Unesco, prorrogou até o dia 11 de setembro o prazo para submissão de artigos científicos à chamada pública do Cadernos Equidade. A prorrogação é válida exclusivamente para a edição temática sobre educação bilíngue de surdos.  

A iniciativa busca ampliar a participação de acadêmicos, gestores públicos, docentes de redes públicas e privadas e lideranças surdas na produção de conhecimento sobre a área. A publicação insere-se no contexto de implementação e fortalecimento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs), instituída pelo MEC para assegurar o acesso, a permanência e a qualidade da aprendizagem de estudantes surdos, surdocegos, com deficiência auditiva, sinalizantes e com altas habilidades ou deficiências associadas. 

Apesar da prorrogação, foram mantidas as temáticas, divididas em cinco eixos fundamentais: 

  1. Currículo, Projeto Político-Pedagógico e Práticas Pedagógicas: organização curricular com a Libras como primeira língua e o português escrito como segunda. 
  2. Materiais Didáticos, Pedagógicos, Literários, Digitais e Audiovisuais Bilíngues: produção e aplicação de recursos específicos voltados a estudantes surdos. 
  3. Formação Profissional e Experiências Inovadoras: capacitação docente e relatos de práticas em escolas bilíngues, classes bilíngues, escolas comuns ou polos.  
  4. Avaliação e Monitoramento: avaliação da aprendizagem, aspectos linguísticos e monitoramento da oferta educacional. 
  5. Direitos Linguísticos, Pertencimento e Interseccionalidades: ambiência linguística, protagonismo surdo, diversidade e combate às desigualdades.  

Orientações para submissão – Os artigos devem ser inéditos, redigidos em português escrito (com tamanho entre 35.000 e 50.000 caracteres com espaços) e submetidos diretamente para o e-mail: [email protected] até as 23h59 de 11 de setembro. 

Para garantir o acesso linguístico pleno, os textos aprovados deverão conter obrigatoriamente um resumo em vídeo comunicado por meio de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que será disponibilizado via QR Code na edição final da publicação. O vídeo deve seguir padrões técnicos de gravação, com enquadramento adequado e iluminação neutra para boa visualização dos sinais e expressões.  

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Para detalhar os objetivos do Cadernos Equidade e orientar os participantes com total acessibilidade, o Ministério da Educação disponibilizou uma versão em Libras da chamada pública. No vídeo, é detalhado como a publicação articula produção acadêmica, gestão e práticas pedagógicas para qualificar as políticas públicas de inclusão. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Inscrições para a Escola Sirius a professores de ensino médio vão até 20/9

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As inscrições para a 9ª edição da Escola Sirius para Professores do Ensino Médio (Espem) estão abertas até 20 de setembro e podem ser realizadas exclusivamente pela internet, no site oficial do programa. A iniciativa é gratuita e reúne professores de física, química e biologia de todo o Brasil em uma semana de imersão científica no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). O evento ocorrerá de 11 a 16 de janeiro de 2027.  

O evento é organizado pelo CNPEM e, durante a semana de atividades, os participantes farão um verdadeiro mergulho nas instalações científicas e nos programas de pesquisa do centro, que incluem competências em luz síncrotron, biociências, biorrenováveis, nanotecnologia e engenharia avançada, além de conhecerem a Ilum Escola de Ciência, a faculdade da instituição. A programação combina visitas técnicas, práticas experimentais e oficinas formativas voltadas à sala de aula.  

Nesta edição, o caráter de formação continuada da Escola Sirius será reforçado. Além do contato com pesquisas em áreas como saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade, os professores participarão de uma atividade integradora em grupos para desenvolver propostas educacionais inspiradas nas vivências ao longo da semana.  

Podem concorrer às vagas professoras e professores de física, química ou biologia do ensino médio ou da educação de jovens e adultos (EJA), das redes pública e privada. É exigida formação em licenciatura em uma dessas áreas ou, para quem tem formação em outra área, comprovação de que já leciona uma das três disciplinas.  

Professores universitários de licenciatura em física, química ou biologia de instituições públicas, docentes de cursinhos pré-vestibulares da rede pública e estudantes de licenciatura que já atuaram em sala de aula no ensino médio também podem concorrer, mas apenas às vagas remanescentes.  

Vagas – São oferecidas até 60 vagas. A organização priorizará ao menos dois candidatos por unidade federativa, incluindo o Distrito Federal, e reservará ao menos 25% das vagas para cada uma das três disciplinas (física, química e biologia), com o restante distribuído conforme a demanda. O resultado será divulgado a partir de 5 de outubro de 2026. 

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O CNPEM arca, total ou parcialmente, com passagens aéreas ou rodoviárias de ida e volta até Campinas, hospedagem em quarto duplo próximo ao campus com café da manhã incluso, almoço de segunda a sexta-feira no refeitório do centro e traslado diário entre o hotel e o campus.  

Em caso de dúvidas, o CNPEM disponibiliza o seguinte e-mail para contato: [email protected]

CNPEM – O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais é uma Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com interveniência do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Saúde (MS). O Centro abriga o Sirius, uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo e a maior infraestrutura científica já construída no Brasil, além de desenvolver o Projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas com patógenos.  

Com atuação nas áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade, o CNPEM reúne infraestrutura aberta à comunidade científica, pesquisa de excelência, inovação tecnológica e formação de recursos humanos, por meio de seus Laboratórios Nacionais (LNLS, LNBio, LNNano e LNBR), da Diretoria Adjunta de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNPEM 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC cria GT para elaborar política de diversidade e inclusão

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 2 de setembro, a Portaria nº 771/2026, que institui um Grupo de Trabalho (GT) encarregado de elaborar a proposta da Política de Diversidade, Equidade, Acessibilidade e Inclusão no âmbito da pasta. Assinada pela Secretaria-Executiva, a medida visa construir diretrizes institucionais voltadas à valorização da diversidade, ao enfrentamento de todas as formas de discriminação e à promoção de adequações estruturais no próprio órgão. 

A nova política abrangerá todas as unidades administrativas integrantes da estrutura do MEC. Embora não se aplique diretamente às entidades vinculadas, como autarquias e fundações, a norma prevê o apoio técnico e a articulação institucional com esses órgãos sempre que necessário. 

Atribuições e atuação – O Grupo de Trabalho atuará de forma técnica e consultiva, com as seguintes competências centrais: 

  • Diagnóstico Institucional: mapear a situação atual do ministério referente às pautas de diversidade, equidade, acessibilidade e inclusão. 
  • Diretrizes e Governança: propor os princípios, objetivos, eixos de ação e a estrutura de governança da futura política. 
  • Enfrentamento a Discriminações: formular medidas institucionais para a prevenção e o combate ao capacitismo, racismo, machismo e a qualquer tipo de preconceito. 
  • Adequação de Infraestrutura: indicar adaptações de acessibilidade nas edificações sob a gestão direta do Ministério da Educação. 
  • Plano de Ação e Minuta: apresentar plano de implementação com cronograma e ações, culminando na elaboração da minuta de ato normativo e do relatório final a ser submetido ao secretário-executivo. 

Composição e escuta participativa – O colegiado é composto por representantes de áreas estratégicas do órgão: um membro da Secretaria-Executiva, um da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e quatro da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, Subsecretaria de Gestão Administrativa, representando o Gabinete, a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, a Coordenação-Geral de Administração e Logística, e o Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (CetreMEC). 

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A coordenação do GT ficará a cargo do representante da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, com coordenação-adjunta da Secadi e Secretaria-Executiva conduzida pelo CetreMEC. 

Para garantir representatividade na elaboração do texto, a coordenação promoverá escutas estruturadas, reuniões temáticas e chamamentos internos com os servidores da casa, de modo a assegurar a participação de pessoas com deficiência e de profissionais com trajetórias ligadas às agendas de inclusão. O grupo também poderá convidar especialistas, representantes de entidades vinculadas e membros da sociedade civil para colaborar com as discussões. 

Funcionamento e prazos – As reuniões do grupo de trabalho ocorrerão, preferencialmente, por videoconferência, com encontros ordinários a cada 15 dias. A primeira reunião deverá ser realizada em até 15 dias após a designação formal dos membros. 

O GT terá prazo de duração de 180 dias – prorrogável uma única vez por igual período –, ao fim do qual encaminhará o relatório final e a minuta da política para análise da Secretaria-Executiva. A participação dos integrantes é considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada. A portaria já está em vigor. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

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