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EDUCAÇÃO

Mulheres Mil: alunas superaram o desafio de voltar a estudar

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Conciliar os estudos, o trabalho doméstico e os cuidados com os filhos é um desafio para mulheres que desejam iniciar ou retomar os estudos. Nesse contexto, o Programa Mulheres Mil, do Ministério da Educação (MEC), oferece cursos gratuitos de qualificação profissional para mulheres a partir dos 16 anos, com prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade social e econômica. Somente neste mês de agosto, está prevista a oferta de mais de 8 mil vagas em todo o Brasil.

Na semana em que é celebrado o Dia do Estudante, 11 de agosto, as histórias de Maria Vitória, de 24 anos, e Mariana Amorim, de 31, mostram as trajetórias de mulheres que superaram um desafio comum a muitas brasileiras: conciliar os estudos com a maternidade.

Estudos e maternidade – Maria Vitória conheceu o Mulheres Mil por meio de uma amiga. A possibilidade de fazer uma formação profissional gratuita voltada para mulheres despertou seu interesse. Antes de ingressar no programa, ela estava sem estudar e sem uma perspectiva profissional definida. A decisão de retomar os estudos veio do desejo de ampliar os conhecimentos, buscar oportunidades de trabalho e ainda servir de exemplo para o filho, Davi Romeu, de 6 anos.

Atualmente, Maria Vitória faz o curso de cuidadora infantil no Campus Natal do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). “Gosto da área e vejo oportunidades de trabalhar com isso. O que me despertou foi a chance de aprender uma nova profissão e gerar renda para a minha família”, explica.

A rotina de estudos é conciliada com os cuidados com o filho e as tarefas de casa. Davi é autista e permanece na cuidoteca da unidade durante o período das aulas. O espaço acolhe crianças com e sem deficiência enquanto as responsáveis estudam e participam dos cursos.

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Para Maria Vitória, contar com esse apoio permite acompanhar as aulas com mais tranquilidade. Segundo ela, o filho também passou a associar a rotina de estudos da mãe à importância da educação. “Ele fica orgulhoso e fala que também quer estudar. Virei exemplo dentro de casa”, relata. Depois de concluir o curso, a estudante pretende trabalhar como cuidadora infantil, contribuir para a renda familiar e continuar estudando.

A história de Mariana Amorim também reúne formação profissional, maternidade e responsabilidades domésticas. Ela já concluiu o curso de auxiliar escolar e iniciou o curso de cuidadora infantil no período noturno, no Campus Montes Claros do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG).

Mariana conheceu a iniciativa por meio de uma vizinha que já estudava na instituição. Mãe de duas meninas — Maria Cecília, de 10 anos, e Maria Eduarda, de 5 anos —, ela concilia a rotina de estudante com os cuidados com as filhas e as responsabilidades da casa.

Durante as aulas, as meninas permanecem na cuidoteca. Para Mariana, o espaço é importante para que consiga estudar com mais tranquilidade. “Enquanto estou nas aulas, minhas filhas ficam na cuidoteca, com profissionais preparados. Elas gostam de ficar lá. Sinto que são bem cuidadas e isso me deixa segura para estudar”, relata.

Ao concluir o curso de cuidadora infantil, ela pretende buscar uma oportunidade na área e continuar estudando. “Minhas filhas ficam muito felizes em me ver estudando. Elas dizem que têm orgulho de mim e isso me enche de alegria e motivação”, relata.

Cuidotecas – São espaços públicos, gratuitos, seguros e acessíveis destinados ao acolhimento e cuidado de crianças de 3 a 12 anos, com e sem deficiência, durante o período em que seus responsáveis realizam os cursos. No espaço, as crianças podem participar de brincadeiras, leitura, jogos, artes e outras atividades, além de receberem cuidados relacionados à alimentação, higiene e descanso.

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A iniciativa integra o Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida, coordenado pelo MDS, parceiro do MEC na execução do Mulheres Mil + Cuidados.

Como participar do Mulheres Mil – As vagas podem ser consultadas no Painel de Oportunidades do Pronatec. Para participar, as interessadas devem atender aos pré-requisitos previstos em cada edital e realizar a inscrição diretamente na instituição ofertante ou pelo respectivo site oficial, conforme as orientações de cada processo seletivo.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

MEC abre inscrições para instrutores de práticas restaurativas

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O Ministério da Educação (MEC) está com as inscrições abertas para a Formação Nacional de Instrutores de Práticas Restaurativas na Educação. O curso será ofertado a partir de setembro de 2026, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Para participar da formação, os interessados devem preencher o formulário de inscrição até 17 de agosto de 2026.

As práticas restaurativas são formas de lidar com conflitos e danos por meio do diálogo, da escuta qualificada e da construção conjunta de soluções. Em contraposição a abordagens exclusivamente punitivas, elas buscam compreender as causas dos conflitos, reparar os impactos causados e fortalecer as relações entre as pessoas e a comunidade, contribuindo para uma convivência mais respeitosa e colaborativa.

A iniciativa integra as ações do Programa Escola que Protege (ProEP) e tem como objetivo formar profissionais capazes de atuar na qualificação e na multiplicação das práticas restaurativas nas redes públicas de ensino. A formação busca fortalecer a prevenção das violências nas escolas, a promoção da convivência escolar e a resolução pacífica de conflitos.

Podem se inscrever servidores públicos da educação que possuam certificação como facilitador de Círculos de Construção de Paz e Justiça Restaurativa e experiência, preferencialmente no contexto educacional.

O curso será ofertado pela UFS, na modalidade on-line, com encontros semanais, distribuídos em quatro turmas. As duas primeiras ocorrerão entre setembro e dezembro de 2026, e as duas últimas, entre janeiro e abril de 2027.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

MEC orienta redes sobre preenchimento do Fundeb VAAR

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Os estados, os municípios e o Distrito Federal têm até 31 de agosto de 2026 para registrar, no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), as informações e os documentos necessários à aferição das condicionalidades do Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O preenchimento é necessário para que as redes de ensino sejam habilitadas ao recebimento da complementação-VAAR no exercício de 2027, conforme as regras estabelecidas pela Resolução CIF nº 24/2026.

O VAAR é uma das modalidades de complementação da União ao Fundeb. Para receber esses recursos, as redes de ensino precisam atender a critérios previstos na legislação. A Lei nº 14.113/2020 estabelece cinco condicionalidades de melhoria da gestão. Para o ciclo de aferição que definirá a habilitação à complementação-VAAR de 2027, a Resolução CIF nº 24/2026 estabelece a metodologia de três delas: as condicionalidades I, IV e V.

Condicionalidades – A Condicionalidade I trata do provimento de gestores escolares por critérios técnicos de mérito e desempenho. Para ser habilitada, a rede precisa, entre outros requisitos, possuir legislação própria que regulamente o provimento dos gestores, adotar processo de seleção por meio de edital ou documento equivalente e ter a maioria dos gestores em atuação provida segundo os critérios previstos na resolução.

No ciclo 2026/2027, o percentual mínimo de gestores escolares providos por critérios técnicos de mérito e desempenho deve ser superior a 50%. Esse percentual será ampliado progressivamente nos ciclos seguintes: superior a 70% em 2027/2028, superior a 90% em 2028/2029 e 100% em 2029/2030.

A Condicionalidade IV é aplicável somente às redes estaduais e está relacionada ao ICMS Educacional. Os estados devem comprovar a existência de legislação e regulamentação para a distribuição da cota municipal do ICMS com base em indicadores de melhoria dos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerando o nível socioeconômico dos estudantes. A habilitação do estado nessa condicionalidade é aplicada aos respectivos municípios.

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Já a Condicionalidade V verifica a existência de referenciais curriculares alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e às Normas de Computação na Educação Básica – Complemento à BNCC. Para essa condicionalidade, as redes precisam possuir referencial curricular alinhado à BNCC, aprovado pelo sistema de ensino, e referencial alinhado às normas de computação na educação básica ou aderir ao referencial do estado. O documento referente à computação deve ter sido aprovado em data posterior à publicação do normativo nacional, de 4 de outubro de 2022.

Caso o referencial curricular adotado não contemple as Normas de Computação na Educação Básica – Complemento à BNCC, a rede será inabilitada em 2026 para fins de recebimento da complementação-VAAR em 2027.

Preenchimento – Quem já foi habilitado não precisa, necessariamente, preencher todas as informações novamente. As redes que foram habilitadas nas condicionalidades para receber a complementação-VAAR em 2026 poderão aproveitar informações e documentos já registrados no Simec para o preenchimento referente ao ciclo de 2027, conforme as regras da Resolução CIF nº 24/2026.

Nas condicionalidades I e IV, a rede poderá confirmar as informações e documentos do ano anterior, utilizar a base já registrada para realizar o novo preenchimento ou fazer um novo registro.

Na Condicionalidade V, as redes anteriormente habilitadas ficam dispensadas de comprovar novamente que possuem referencial curricular alinhado à BNCC.

Todas as informações devem ser registradas no Simec até 31 de agosto de 2026. Somente serão consideradas habilitadas para receber a complementação-VAAR as redes que apresentarem, no prazo estabelecido, todas as informações solicitadas e atenderem aos critérios.

O Ministério da Educação (MEC) poderá realizar, por meio do Simec, diligências para solicitar retificações, complementações ou esclarecimentos. Nesses casos, a rede terá 15 dias para responder à solicitação.

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O não atendimento à diligência dentro do prazo implicará a inabilitação da rede na respectiva condicionalidade para o recebimento da complementação-VAAR no exercício subsequente.

Por isso, além de realizar o preenchimento dentro do prazo, é importante que as secretarias de educação acompanhem semanalmente as notificações encaminhadas pelo Simec.

Como acessar – O registro deve ser realizado no módulo “Fundeb – VAAR – Condicionalidades”, disponível no Simec. As redes devem reunir previamente os documentos exigidos para cada condicionalidade.

No MEC, a Secretaria de Educação Básica (SEB), por meio da Diretoria de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica (Dimam), oferece apoio institucional às redes de ensino durante o processo. O Guia de Preenchimento está disponível na aba “Apresentação” do módulo no Simec. Em caso de dúvidas, há o atendimento por meio do WhatsApp (61) 2022-2066.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB

Fonte: Ministério da Educação

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