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TURISMO

Do litoral às serras: roteiros para explorar a Mata Atlântica pelo Brasil

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A Mata Atlântica é um dos cenários mais surpreendentes para quem busca contato com a natureza. O bioma encanta pela diversidade de paisagens, como serras, florestas tropicais fechadas, manguezais, ilhas e praias paradisíacas. Para além dos pontos conhecidos apenas pelas imagens famosas, a região oferece uma infinidade de roteiros focados em aventura, observação de vida silvestre, banhos de cachoeira e imersão cultural.

Os destinos evidenciam as experiências que fazem desse bioma um dos maiores patrimônios naturais e turísticos do Brasil. Confira alguns destinos:

NORDESTE: costa, serras e eventos culturais

Alagoas (Costa dos Corais e Serras de Maribondo): Na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, as águas cristalinas de Maragogi e Japaratinga convidam a passeios de catamarã e mergulho com snorkel entre corais e vida marinha. Já nas serras do interior alagoano, as trilhas em meio à floresta de altitude abrigam refúgios perfeitos para observadores de aves.

Bahia (Parque Nacional do Monte Pascoal/Costa do Descobrimento): Na Costa do Descobrimento, o Parque Nacional do Monte Pascoal combina caminhadas pela mata, praias desertas e imersão na cultura viva do povo Pataxó. Mais ao sul, em Prado e Cumuruxatiba, o Parque Nacional do Descobrimento revela trilhas sombreadas, que terminam em mirantes para o mar.

Ceará (Parque Nacional de Ubajara): Encravado na Serra da Ibiapaba, o destino destaca-se pela combinação de clima ameno, mata fechada, mirantes panorâmicos e cachoeiras. O ponto alto da visita é a famosa Gruta de Ubajara, acessada por trilhas intensas ou por um passeio de teleférico.

Paraíba (Jardim Botânico de João Pessoa e Barra de Mamanguape): Na capital, a Mata do Buraquinho oferece uma pausa verde no meio da cidade, com trilhas guiadas sob copas centenárias. Na Costa Norte, a Área de Proteção Ambiental da Barra de Mamanguape oferece passeios de barco pelos manguezais para avistamento do peixe-boi-marinho.

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Pernambuco (Parque Estadual Dois Irmãos e Fernando de Noronha): Na Região Metropolitana do Recife, o Parque Estadual Dois Irmãos preserva trilhas imersas na vegetação nativa e açudes históricos. Na ilha de Fernando de Noronha, os caminhos que ligam praias, morros e mirantes atravessam áreas de Mata Atlântica preservada, cenário que também leva a belíssimas praias, como a Baía do Sancho.

Rio Grande do Norte (Mata da Pipa): O Parque Estadual Mata da Pipa une a exuberância da Mata Atlântica de falésia ao litoral potiguar. Trilhas sinalizadas e bem cuidadas levam a mirantes sobre o oceano e permitem avistar grupos de saguis e aves nativas.

Sergipe (Serra de Itabaiana e Litoral Sul): O Parque Nacional da Serra de Itabaiana é um dos principais destinos de ecoturismo do estado, com trilhas, poços de águas cristalinas e riachos em meio à vegetação nativa. No litoral sul, os manguezais do estuário de Indiaroba complementam a experiência com passeios de barco, observação da fauna e gastronomia regional.

SUDESTE: cadeias montanhosas, cavernas e litoral selvagem

Espírito Santo (Parque Nacional do Caparaó e Parque Estadual da Pedra Azul): Na divisa com Minas Gerais, o Caparaó atrai praticantes de trekking que buscam conquistar o Pico da Bandeira e relaxar em cachoeiras. Na região serrana capixaba, o Parque Estadual da Pedra Azul oferece trilhas, mirantes e paisagens marcadas por formações rochosas, cercadas por áreas preservadas de Mata Atlântica.

Minas Gerais (Parque Estadual do Ibitipoca e Caparaó): Ibitipoca encanta com suas cavernas de quartzito, cânions profundos, cachoeiras de águas douradas e a famosa Janela do Céu. Já no Caparaó mineiro, as trilhas levam a picos e vales cobertos pela vegetação preservada da serra.

Rio de Janeiro (Serra dos Órgãos e Tijuca): O Parque Nacional da Serra dos Órgãos abriga a lendária Travessia Petrópolis-Teresópolis e o icônico Dedo de Deus. Na capital, o Parque Nacional da Tijuca oferece caminhadas que levam a picos com vista para a baía e o mar, como a Pedra da Gávea e o Bico do Papagaio.

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São Paulo (Serra do Mar e PETAR): O Parque Estadual da Serra do Mar preserva a maior faixa contínua de floresta do estado, ligando o litoral norte ao vale do Paraíba com trilhas e cachoeiras. No sul do estado, o Parque Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é o epicentro do espeleoturismo, com cavernas, rios subterrâneos e trilhas guiadas em meio à Mata Atlântica preservada.

SUL: cânions, araucárias e serras

Paraná (Parque Nacional do Iguaçu e Serra do Mar Paranaense): Em Foz do Iguaçu, o visitante contempla a força das Cataratas em meio à floresta subtropical. No litoral paranaense, a Serra do Mar oferece paisagens que podem ser apreciadas no tradicional passeio de trem entre Curitiba e Morretes. Para os amantes do montanhismo, o Pico Paraná, ponto culminante da região Sul, é um dos principais desafios.

Rio Grande do Sul (Aparados da Serra e Serra Geral): Em Cambará do Sul, os parques nacionais revelam paisagens compostas por cânions verticais, como o Itaimbezinho e o Fortaleza. As trilhas no topo e pelo interior dos vales exibem cachoeiras e matas de araucárias.

Santa Catarina (Serra do Rio do Rastro e São Joaquim): A subida da Serra do Rio do Rastro oferece uma das viagens de estrada mais espetaculares do Brasil, cortando encostas cobertas de vegetação preservada. No Parque Nacional de São Joaquim, as trilhas da Pedra Furada e as geadas de inverno atraem viajantes em busca de paisagens serranas e gastronomia típica.

CENTRO-OESTE: serras, nascentes e águas cristalinas

Mato Grosso do Sul (Serra da Bodoquena e Bonito): A Serra da Bodoquena abriga importantes áreas conservadas de Mata Atlântica no interior do Brasil, onde rios de águas cristalinas, cachoeiras e florestas preservadas compõem cenários de rara beleza. O destino conecta-se a Bonito, referência mundial em flutuação, mergulho e turismo de aventura.

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Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Conheça a Praça São Francisco: patrimônio que une tradições portuguesas e espanholas no Brasil

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A cerca de 26 quilômetros de Aracaju, no município de São Cristóvão (SE), a Praça São Francisco preserva uma joia urbanística e arquitetônica singular nas Américas. Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco em 2010, a praça monumental é o principal símbolo da quarta cidade mais antiga do Brasil (fundada em 1590), que serviu como primeira capital do estado de Sergipe.

O grande diferencial do local é seu desenho urbano: um espaço quadrangular aberto, cercado por edificações religiosas e civis dos séculos 17, 18 e 19. Esse conjunto reflete, de forma única, a influência das tradições urbanísticas de Espanha e Portugal durante o período da União Ibérica (1580–1640).

Reconhecimento

A Praça São Francisco recebeu o título da Unesco por guardar a memória de um momento marcante da história: o período em que as Coroas espanhola e portuguesa estiveram unidas sob o comando de um único rei. Essa fusão resultou em uma paisagem urbana integrada e preservada com autenticidade ao longo dos séculos.

O que fazer

Entre os principais atrativos da Praça São Francisco e de seu entorno estão:

  • Igreja e Convento de São Francisco: conjunto monumental do século 17, que domina o lado principal da praça. Em seu interior funciona o Museu de Arte Sacra de Sergipe, considerado um dos mais importantes acervos do gênero no país.

  • Antigo Palácio Provincial: edifício histórico que abrigou a sede do governo sergipano e hoje abriga o Museu Histórico de Sergipe, com acervos que contam a história política, social e cultural do estado.

  • Igreja e Hospital da Santa Casa de Misericórdia: importante complexo arquitetônico localizado na praça, representando a tradição assistencial e religiosa do Período Colonial.

  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória: uma das edificações religiosas mais antigas do estado, a poucos passos da praça principal.

  • Caminhada pelo Centro Histórico: explorar as ruas de pedra e os casarões coloniais preservados, aproveitando os mirantes para o Rio Paramopama.

Leia mais:  Conheça a Praça São Francisco: patrimônio que une tradições portuguesas e espanholas no Brasil

Quando visitar

São Cristóvão pode ser visitada durante todo o ano, mas algumas datas festivas movimentam a cidade com manifestações culturais e religiosas marcantes:

  • Festival de Artes de São Cristóvão (FASC): um dos festivais multiculturais mais tradicionais do Nordeste, que transforma as praças e casarões históricos em palcos para shows, teatro, artes plásticas, literatura e gastronomia.

  • Festa e Procissão de Nosso Senhor dos Passos: realização secular, que ocorre durante o período da Quaresma, atraindo milhares de fiéis e romeiros de diversas partes do país.

  • Semana Santa: marcada por celebrações religiosas e apresentações culturais nas igrejas históricas da praça.

Como chegar

A Praça São Francisco fica no Centro Histórico de São Cristóvão, a cerca de 26 quilômetros da capital sergipana, Aracaju.

Para quem chega de avião, o ponto de desembarque é o Aeroporto Internacional de Aracaju. Do aeroporto, o trajeto até São Cristóvão pode ser feito de carro ou linhas de ônibus pelas rodovias SE-065 e BR-101, em um percurso de aproximadamente 30 a 40 minutos.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Conheça Congonhas (MG), onde a principal obra de Aleijadinho se tornou Patrimônio Mundial da Unesco

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Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1985, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG), reúne um dos mais importantes conjuntos artísticos e religiosos do Brasil. O complexo preserva a basílica, seis capelas que retratam a Paixão de Cristo e as famosas esculturas dos 12 Profetas, consideradas a principal obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

A construção do santuário começou em 1757, após uma promessa feita pelo minerador português Feliciano Mendes, que atribuiu ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos  sua recuperação de uma grave doença. Ao longo dos séculos 18 e 19, o monumento recebeu a contribuição de importantes artistas do Período Colonial, como Aleijadinho e Mestre Ataíde, tornando-se uma das maiores referências da arte barroca na América Latina.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos por representar uma das mais importantes realizações da arte barroca na América Latina. O conjunto reúne a basílica, as esculturas dos 12 Profetas em pedra-sabão e as seis capelas dos Passos da Paixão, que preservam 66 esculturas em madeira policromada (pintada em várias cores) representando os últimos momentos da vida de Jesus Cristo.

Grande parte dessas obras foi produzida por Aleijadinho entre o fim do século 18 e o início do século 19. Consideradas o ponto mais alto de sua carreira, as esculturas tornaram-se um dos principais símbolos do barroco brasileiro e foram decisivas para o reconhecimento internacional do santuário.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Santuário do Bom Jesus de Matosinhos: principal cartão-postal da cidade, reúne a basílica e todo o conjunto reconhecido pela Unesco.

  • 12 Profetas: esculturas em pedra-sabão, produzidas por Aleijadinho entre 1800 e 1805, consideradas uma das maiores obras da arte barroca brasileira.

  • Capelas dos Passos da Paixão: seis capelas preservam 66 esculturas em madeira policromada, que retratam cenas da Paixão de Cristo.

  • Salão dos Ex-Votos: espaço que reúne objetos deixados por fiéis em agradecimento por graças alcançadas ao longo de mais de dois séculos de devoção.

  • Museu de Congonhas: apresenta exposições sobre a história do santuário, a obra de Aleijadinho e a formação da cidade.

  • Beco dos Canudos: preserva construções do Período Colonial, que hoje abrigam lojas de artesanato em pedra-sabão, madeira, cerâmica e outros produtos típicos.

Leia mais:  Edital para diagnóstico e qualificação do turismo de pesca no Brasil segue aberto até 31 de agosto

Quem tiver mais tempo também pode visitar a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a antiga Estação Ferroviária, importantes marcos da história de Congonhas.

Quando visitar

O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos pode ser visitado durante todo o ano, mas algumas celebrações tornam a experiência mais especial:

  • Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos (setembro): principal festa religiosa da cidade, reúne milhares de romeiros de diferentes estados.

  • Semana Santa: procissões, celebrações religiosas e encenações da Paixão de Cristo movimentam o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos e as igrejas históricas da cidade.

  • Corpus Christi: fiéis confeccionam tapetes ornamentais, que cobrem as ruas próximas ao santuário; tradição que integra as celebrações religiosas da data.

  • Natal: missas, concertos e apresentações culturais integram a programação de fim de ano nas igrejas e espaços históricos da cidade.

Ao longo do ano, Congonhas também promove eventos culturais, exposições e atividades ligadas ao patrimônio histórico e ao barroco mineiro.

Como chegar

Congonhas está na região Central de Minas Gerais, a cerca de 80 quilômetros de Belo Horizonte. Quem chega de avião pode desembarcar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins) e seguir de carro, ônibus ou traslado até o município. Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-040, rodovia que liga Belo Horizonte à cidade. Também há linhas regulares de ônibus partindo da capital mineira.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

Leia mais:  Cânions do Velho Chico: descubra o Monumento Natural do Rio São Francisco

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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