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Sinfra não tem pagamentos atrasados por nenhuma obra executada no Estado

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) esclarece que não tem pagamentos atrasados em relação a serviços executados em obras públicas no Estado de Mato Grosso. Os pagamentos seguem a legislação e são feitos de acordo com as medições comprovando os trabalhos realizados.

No caso da empresa Guizardi Júnior Construtora e Incorporadora, a Sinfra-MT abriu processos administrativos em todos os sete contratos firmados com a empresa, em razão de falhas na execução contratual, abandono de obras e descumprimento de obrigações previstas no contrato.

Em todos os contratos foram aplicadas sanções administrativas, como multas, rescisões, impedimento de participar de licitações, além de instauração de processos para apuração de responsabilidades e ressarcimento ao erário.

Além dos processos conduzidos pela Sinfra, a empresa também foi alvo de Processo Administrativo de Responsabilização instaurado pela Controladoria Geral do Estado (CGE), que resultou na aplicação de multa no valor de R$ 7,3 milhões pela Lei Anticorrupção.

“O Governo paga rigorosamente em dia todos os serviços que são executados. Agora, se uma empresa não realizar as obras, ela não vai receber. É simples assim, a Sinfra-MT não tolera o mal-feito, não tolera a bandalheira e todos os procedimentos administrativos foram devidamente abertos, inclusive em relação à responsabilidade dos servidores”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

Os contratos com a empresa foram firmados para obras na MT-494, em Nobres, na MT-402 em Cuiabá, MT-208 em Aripuanã, MT-235 em Comodoro, MT-170 e MT-242 em Brasnorte, e na MT-208/419 em Carlinda.

No caso da pavimentação da MT-208/419 e da MT-242, novas empresas foram contratadas para executar o serviço. Já a MT-235 está com um processo licitatório em andamento, mas há uma decisão judicial suspendendo o andamento até o julgamento do mérito. As outras obras foram interrompidas no fim e finalizadas por meio de contratos regionais de manutenção.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

SAI Virtual garante acordo em menos de uma hora após acidente de trânsito em Cuiabá

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Print de tela que mostra videoconferência do SAI Virtual e, em destaque na tela, termo de ocorrência do acordo firmado após atendimento. No lado esquerdo, em telas menores, aparecem os três participantes da audiência virtual.Um acidente de trânsito sem vítimas registrado na manhã de terça-feira (23 de junho), em Cuiabá, foi solucionado em menos de uma hora por meio do Serviço de Atendimento Imediato (SAI) Virtual, do Poder Judiciário de Mato Grosso. As partes participaram da audiência de conciliação por videoconferência, chegaram a um acordo e encerraram o conflito sem precisar se deslocar até uma unidade judicial.

O acidente ocorreu por volta das 10h, no cruzamento das avenidas Ipiranga e Senador Metelo, em frente à Casa de Carne Martins, no bairro Porto. Segundo o termo de ocorrência, os dois motoristas apresentaram a mesma versão dos fatos. O condutor de um dos veículos relatou que iniciou a travessia após a abertura do semáforo, quando o outro automóvel, que seguia no sentido contrário, teria avançado o sinal, provocando a colisão.

Às 10h10, o SAI Virtual foi acionado. Às 11h, a audiência de conciliação foi realizada por videoconferência, por meio do Microsoft Teams. Durante a sessão, conduzida pelo conciliador Gabriel Moreira Freire, o motorista responsável assumiu integralmente a responsabilidade pelos danos causados ao outro veículo.

Pelo acordo, o motorista responsável se comprometeu a custear o reparo do automóvel, estimado em R$ 2,5 mil, por meio de oficina escolhida pela outra parte ou pelo acionamento do seguro para terceiros, sem custos para o proprietário do veículo danificado. As partes também definiram prazo para a escolha da forma de reparação e início dos procedimentos.

Banner vertical de divulgação do SAI Virtual que mostra uma foto de um homem ao volante, com o carro batido, e olhando a tela do celular, cuja tela expõe a logo do SAI Virtual. Em destaque aparece a frase: Acidente sem vítimas? Chame o SAI.“O caso demonstra como o SAI Virtual permite resolver conflitos de forma rápida, consensual e sem burocracia, reduzindo o tempo entre o registro da ocorrência e a formalização do acordo”, avalia a diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), Shusiene Tassinari Machado.

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O SAI Virtual está em funcionamento gratuitamente nas comarcas de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis. A ferramenta permite que os envolvidos em acidentes de trânsito sem vítimas participem da audiência de conciliação diretamente pelo celular, sem necessidade de deslocamento.

Como funciona – O cidadão envolvido em acidente de trânsito sem vítimas pode acessar o Portal do TJMT, na área Portais Temáticos, e selecionar o SAI Virtual. No ambiente digital é possível registrar a ocorrência, preencher os formulários e participar da audiência de conciliação por videoconferência.

A conciliação é voluntária e gratuita. Os acordos firmados podem ser homologados por sentença judicial, desde que atendidos os requisitos legais.

Leia mais:

Veja em quais situações o SAI pode ser acionado

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Participação qualificada e engajada marca curso sobre Direitos das Pessoas com Deficiência

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Foto horizontal que mostra a juíza Renata Evaristo sorrindo diretamente para a câmera. Ela é negra, tem longos cabelos escuros e ondulados soltos, e usa brincos pendentes de cristal e uma blusa azul. A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) vem registrando alto nível de participação no curso “A Proteção dos Direitos das Pessoas com Deficiência e o Papel do Judiciário”, ofertado na modalidade de ensino a distância (EAD). A formação, que integra as ações estratégicas do Poder Judiciário de Mato Grosso, tem se destacado pelo engajamento dos cursistas, pela profundidade dos debates e pela construção coletiva de soluções voltadas à efetivação dos direitos das pessoas com deficiência.

Responsável pela tutoria do curso, a juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira avaliou de forma extremamente positiva o envolvimento dos participantes. Segundo ela, as contribuições apresentadas ao longo das atividades demonstram não apenas domínio técnico, mas também sensibilidade diante da temática. “A participação dos alunos no curso tem sido extremamente positiva e enriquecedora. Temos observado contribuições de elevado nível técnico, demonstrando o compromisso dos participantes com a temática e a busca por uma atuação cada vez mais qualificada”, destacou.

A juíza também ressaltou que, além do conhecimento jurídico, os cursistas têm apresentado uma postura marcada por empatia e compreensão da diversidade humana. “Essas manifestações revelam equilíbrio, sensibilidade e empatia diante dos desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência, evidenciando uma compreensão mais ampla da diversidade humana e da importância da inclusão.”

Outro ponto enfatizado pela tutora é a forte conexão entre as discussões realizadas e os conteúdos propostos ao longo da formação. De acordo com Renata, os participantes têm compartilhado experiências práticas e sugestões que podem contribuir diretamente para a melhoria da prestação jurisdicional. “As discussões têm apresentado profundidade e forte conexão com os conteúdos trabalhados ao longo do curso. Os participantes compartilham reflexões relevantes, experiências profissionais e sugestões de ações concretas que podem contribuir para a promoção da acessibilidade, da inclusão e da efetivação dos direitos das pessoas com deficiência”, pontuou.

Humanização da Justiça

Entre os aspectos mais recorrentes nas manifestações dos cursistas, a magistrada destaca a necessidade de uma atuação judicial mais humanizada. “Merece destaque a percepção da necessidade de uma prestação jurisdicional cada vez mais humanizada, capaz de reconhecer as particularidades de cada indivíduo e assegurar o acesso à justiça em condições de igualdade”, observou. Para ela, acompanhar esse processo de aprendizado tem sido uma experiência gratificante. “É muito gratificante acompanhar esse processo de construção coletiva do conhecimento e perceber o engajamento dos cursistas na consolidação de uma cultura institucional mais inclusiva, acessível e comprometida com a dignidade da pessoa humana”, completou.

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Foto em plano médio do juiz Lessandro sorrindo, vestindo terno azul marinho, camisa azul claro, gravata azul marinho e óculos. Ele é branco de cabelos castanhos, está em uma passarela com estrutura metálica branca, telhado em arco e treliças brancas.Aprendizado teórico e aplicação prática

Entre os participantes, o juiz substituto Lessandro Réus Barbosa, que atua na Primeira Vara da Comarca de Porto Alegre do Norte, também destacou a relevância do curso para a formação dos magistrados e assessores. Segundo ele, o conteúdo permite compreender as diferentes formas como a sociedade e o ordenamento jurídico trataram a deficiência ao longo do tempo. “Foi possível perceber a existência de modelos que, em cada momento histórico, trataram essas pessoas de maneira distinta, até chegarmos ao atual estágio, em que o arcabouço jurídico passou a reconhecê-las efetivamente como sujeitos de direitos”, explicou.

Apesar dos avanços, Lessandro Réus Barbosa ressaltou que ainda há importantes desafios a serem superados na efetivação desses direitos. “Aprendemos que, apesar do reconhecimento jurídico e da ampliação da proteção, especialmente após a Constituição de 1988 e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, há muito ainda a ser trabalhado para a efetiva proteção dessas pessoas no Brasil”, afirmou.

O juiz também destacou a metodologia adotada no curso, especialmente a proposta de debates a partir de casos concretos. “As aulas envolvem leitura de apostilas, vídeos explicativos e, ao final, trazem uma metodologia muito interessante, que é um fórum de debate com casos concretos de pessoas com deficiência”, explicou. Para ele, essa abordagem contribui diretamente para o aprimoramento da atuação judicial. “Esses casos nos levam a refletir sobre o papel do Judiciário e sobre como podemos atuar da melhor forma possível para proteger as pessoas que necessitam dessa tutela estatal e dessa atenção mais especial”, disse.

Como resultado do aprendizado, o magistrado reforça a importância da atuação conjunta de diferentes atores sociais. “Compreendemos que, apesar dos avanços históricos no reconhecimento dos direitos e do princípio da igualdade, é necessário um trabalho conjunto da sociedade civil, do Estado brasileiro e, principalmente, do Poder Judiciário, para que esses direitos sejam não apenas reconhecidos, mas efetivados na prática”, concluiu.

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Quebra de preconceitos e novo paradigma sobre deficiência

Foto horizontal do juiz Thiago dos Santos, que aparece sorridente em um plano médio, vestindo terno preto, camisa social clara e gravata azul. Ele usa óculos, possui cabelos curtos e crespos e uma barba rala bem aparada. O curso também tem promovido reflexões importantes sobre a necessidade de superação de preconceitos historicamente enraizados na sociedade e, por consequência, nas instituições. Para o juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos, responsável pela Primeira Vara da Comarca de Paranatinga, a formação cumpre um papel fundamental ao apresentar uma nova compreensão sobre a pessoa com deficiência. “O curso vem para quebrar alguns preconceitos que nós temos. Ele vem justamente para desmistificar que a pessoa com deficiência seria incapaz de viver em sociedade em razão das suas limitações”, afirmou.

Segundo ele, uma das principais contribuições do curso é a apresentação do conceito biopsicossocial de deficiência, adotado a partir da Convenção de Nova York, incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro com status constitucional. “O curso mostra que o novo conceito de pessoa com deficiência não é mais o conceito médico, que excluía, mas sim o biopsicossocial. Ele demonstra que as limitações existem, muitas vezes, por conta das barreiras impostas pela própria sociedade”, explicou.

O magistrado destacou ainda a evolução no tratamento jurídico conferido a essas pessoas, especialmente no reconhecimento de sua condição como sujeitos de direitos. “O conceito médico sempre tratou a pessoa com deficiência como objeto de direito, e hoje esse papel vem sendo remodelado. Isso é muito relevante para o Judiciário, inclusive com mudanças em institutos como a curatela, que antes afetava toda a vida civil e hoje se restringe à esfera negocial”, pontuou.

Na avaliação de Gonçalves, o curso também reforça a responsabilidade do Poder Judiciário na concretização de políticas públicas inclusivas. “Ele chama a atenção para o papel do Judiciário na efetivação dessas políticas. Já temos ações afirmativas para ingresso no serviço público e a Lei Brasileira de Inclusão, que trata da acessibilidade e das adaptações razoáveis, que vão muito além da construção de rampas — envolvem comunicação, atendimento adequado, Libras, braile, entre outros aspectos”, ressaltou.

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Banner digital verde com o título O juiz também enfatizou a importância de incorporar essa visão na atuação cotidiana dos magistrados. “O curso serve justamente para incutir nos membros do Poder Judiciário a ideia de que a pessoa com deficiência é sujeita de direito e que é necessário quebrar barreiras sociais para garantir uma vida plena e inclusiva”, afirmou. Como exemplo prático, mencionou um dos casos debatidos ao longo da formação, envolvendo uma criança com transtorno do espectro autista. “Foi apresentado um caso de uma criança que seria excluída de uma festa junina sob o argumento de proteção, por conta da hipersensibilidade a ruídos. Esse exemplo nos faz refletir que, muitas vezes, uma fala aparentemente protetiva pode esconder um caráter discriminatório”, explicou.

Para o magistrado, nessas situações, cabe ao Judiciário assegurar a inclusão. “O papel do Judiciário, diante de uma demanda como essa, é garantir a participação plena da criança e promover as adaptações razoáveis necessárias, para que ela seja incluída e não afastada do convívio social”, concluiu.

As aulas terminam no próximo domingo (28 de junho).

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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