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GT inicia debates para atualização do Estatuto da Metrópole

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O Grupo de Trabalho (GT) responsável por discutir a atualização do Estatuto da Metrópole (Lei nº 13.089/2015) realizou sua primeira reunião nesta terça-feira (2/06). A iniciativa integra as ações do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério das Cidades e a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP).

O encontro marcou o início dos trabalhos para a construção de uma proposta de atualização da legislação que aprimora a governança metropolitana no Brasil. O objetivo é adequar o Estatuto da Metrópole às transformações urbanas ocorridas nos últimos anos, fortalecendo os mecanismos de planejamento, gestão compartilhada entre União, estados e municípios.

Participam do grupo representantes da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (SNDUM), da FNP, da consultoria URBTEC, da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de instituições acadêmicas e do Poder Legislativo Federal, entre outras entidades ligadas à agenda metropolitana. A composição busca reunir diferentes experiências e garantir diversidade regional e institucional no debate.

Durante a reunião, foram apresentados os procedimentos para elaboração e tramitação de propostas legislativas no Congresso Nacional, além da metodologia que orientará os trabalhos do grupo e o cronograma das próximas atividades.

A atualização do Estatuto da Metrópole é considerada estratégica para enfrentar desafios comuns às regiões metropolitanas, onde vive grande parte da população brasileira. Temas como mobilidade urbana, habitação, saneamento, desenvolvimento territorial e sustentabilidade exigem cada vez mais planejamento integrado e articulação entre diferentes entes federativos.

A iniciativa busca fortalecer a governança metropolitana e ampliar a efetividade das políticas públicas, promovendo maior coordenação entre os governos e contribuindo para soluções mais eficientes para os desafios urbanos contemporâneos.

A expectativa é que os trabalhos resultem em uma proposta de legislação mais moderna e alinhada às diferentes realidades do país, fortalecendo o desenvolvimento urbano sustentável e o direito à cidade para milhões de brasileiros.

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Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
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Fonte: Ministério das Cidades

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Trabalhadora doméstica é resgatada após 49 anos submetida a condições análogas à escravidão no interior de São Paulo

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Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), resgatou, no dia 10 de junho, uma trabalhadora doméstica de 62 anos submetida a condições análogas à escravidão em Bragança Paulista (SP). A vítima trabalhava para a mesma família desde os 12 anos de idade e permaneceu por 49 anos em uma situação marcada por jornada exaustiva, isolamento social e supressão de direitos fundamentais.

A ação foi realizada a partir de denúncias registradas no Sistema Ipê e de procedimento preparatório conduzido pela Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região. O ingresso na residência foi autorizado judicialmente.

De acordo com a fiscalização, a trabalhadora foi retirada da escola ainda na infância e permaneceu analfabeta. Desde 1977, exercia atividades domésticas diariamente, sem folgas semanais, férias ou qualquer período regular de descanso. Durante décadas, sua rotina esteve integralmente voltada ao atendimento das demandas da família empregadora.

Embora tenha tido a carteira de trabalho assinada por determinado período e recebido valores a título de salário, não possuía autonomia sobre seus rendimentos. Após a aposentadoria, em 2015, deixou de receber qualquer pagamento, mas continuou trabalhando de forma ininterrupta.

Nos últimos anos, a situação tornou-se ainda mais grave. A trabalhadora passou a cuidar integralmente da empregadora, idosa e acamada, permanecendo à disposição durante o dia e a noite. Esse regime de disponibilidade permanente resultava em privação de sono e comprometimento de sua saúde física e mental.

Isolamento e controle psicológico

A fiscalização constatou que a trabalhadora viveu praticamente sem vida social ou familiar ao longo de quase cinco décadas. Ela não constituiu família, não participava de atividades sociais e mantinha contato extremamente limitado com parentes. Nas raras ocasiões em que visitava familiares, permanecia acompanhada pela empregadora e por períodos curtos.

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Mesmo em eventos familiares da empregadora, não se sentava à mesa para as refeições, permanecendo continuamente a serviço. Segundo os auditores-fiscais do Trabalho, o isolamento era reforçado por mecanismos de coerção psicológica. A trabalhadora acreditava que, caso deixasse a residência, a empregadora poderia morrer, sentimento que contribuiu para mantê-la vinculada à situação de exploração por décadas.

Para a equipe de fiscalização, o caso evidencia não apenas a ausência de direitos trabalhistas, mas também a supressão completa da autonomia e da vida pessoal da trabalhadora. A restrição dos contatos familiares, a inexistência de vínculos afetivos próprios, a falta de lazer e descanso e a impossibilidade de decidir sobre a própria rotina configuraram um quadro de isolamento social profundo associado à jornada exaustiva, caracterizando uma forma contemporânea de servidão psicológica.

Providências adotadas

Após a caracterização das condições análogas à escravidão, a Inspeção do Trabalho determinou o afastamento imediato da trabalhadora do local.

Também foi elaborada uma planilha de cálculos rescisórios no valor de R$ 1.756.545,16, incluindo verbas salariais, férias, 13º salário e indenização por dano moral individual fixada em R$ 500 mil.

O pagamento das verbas, inicialmente previsto para o dia 11 de junho, não foi realizado. O MTE e o MPT mantêm tratativas com os representantes legais da família da empregadora para a quitação dos valores devidos.

A Auditoria Fiscal do Trabalho ressalta que, conforme a legislação brasileira, o empregador doméstico é, em regra, uma pessoa física ou um núcleo familiar. Dessa forma, não apenas o titular formal da relação de trabalho, mas também outros integrantes da família que tenham se beneficiado do trabalho prestado e possuíam conhecimento da situação poderão ser responsabilizados solidariamente.

Denúncias

Denúncias de trabalho análogo ao de escravo podem ser feitas de forma anônima por meio do Sistema Ipê, plataforma lançada em 2020 pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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As denúncias podem ser registradas pelo endereço: https://ipe.sit.trabalho.gov.br.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Ministro das Cidades faz entrega, anúncios e vistoria obras no RS

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O ministro das Cidades, Vladimir Lima, estará no Rio Grande do Sul na próxima segunda-feira, 15 de junho, onde fará entrega de residencial, assinará autorizações para início de obras, fará anúncios em diferentes áreas de atuação do Ministério e visitará obras do Minha Casa, Minha Vida.

O ministro tem compromissos em quatro municípios gaúchos. Em Viamão, o ministro entrega o Residencial Viver COOHAGIG, com 400 unidades habitacionais.

Em Porto Alegre, a programação reúne anúncios de contratação de obras para diversos municípios gaúchos envolvendo saneamento e habitação; além de da contratação do REFROTA, para a capital, com 100 ônibus elétricos.

Em Estrela, estão previstas visita ao Residencial Renascer, empreendimento do MCMV FAR com 100 unidades habitacionais, e assinatura da autorização de início de obra do Residencial Estrela.

Em Lajeado, a agenda inclui visita às obras dos residenciais Novo Horizonte e Vida Nova.

A agenda reforça a presença do Governo Federal no Rio Grande do Sul e a continuidade das ações para reconstruir cidades, ampliar o acesso à moradia, ao saneamento e melhorar o transporte coletivo e garantir mais dignidade às famílias gaúchas.

SERVIÇO

▶️Agenda do ministro das Cidades, Vladimir Lima, no Rio Grande do Sul

▶️Visita à obra do Residencial Renascer e assinatura de autorização de início de obra do Residencial Estrela

Data: 15/06/2026, segunda-feira | Municípios: Estrela, Lajeado, Viamão e Porto Alegre

Estrela Horário: 8h30

Local: Residencial Renascer — Rua Centenário Lions, Bairro Novo Paraíso 

Lajeado

▶️Visita às obras dos residenciais Novo Horizonte e Vida Nova

Horário: 10h15

Locais previstos: Loteamento Vida Nova — Rua José Franz, Bairro Conventos Loteamento Novo Horizonte — Rua Ermy J. Bruinsmann, Bairro Igrejinha Loteamento Novo Horizonte — Rua 10, Bairro Santo Antônio

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Viamão

▶️Entrega do empreendimento Viver COOHAGIG

Horário: 15h30

Local: Estrada Caminho do Meio, 4250. Bairro Augusta, Viamão.

Porto Alegre

▶️Anúncios para reconstrução, habitação, saneamento e mobilidade urbana no Rio Grande do Sul

Horário: 17h10

Local: Sede da Casa do Governo – Rua Honório Silveira Dias, 1830. Porto Alegre.

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Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
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Fonte: Ministério das Cidades

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