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TECNOLOGIA

ProÁfrica vai financiar projetos sobre doenças tropicais, mudanças climáticas e inteligência artificial

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A busca por soluções para mudanças climáticas, doenças tropicais, segurança alimentar, inteligência artificial e desenvolvimento sustentável ganhou um novo incentivo no Brasil. Pesquisadores brasileiros terão a oportunidade de desenvolver projetos em parceria com instituições africanas por meio do Programa de Cooperação Afro-Brasileira em Ciência e Tecnologia (ProÁfrica), relançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Com investimento de R$ 25 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a chamada pública vai aproximar universidades, institutos de pesquisa e especialistas para criar soluções conjuntas voltadas a desafios comuns das regiões. O edital está aberto para pesquisadores doutores vinculados a instituições brasileiras de ciência e tecnologia. As propostas podem ser enviadas até 31 de agosto de 2026 pela Plataforma Integrada Carlos Chagas, do CNPq. 

A iniciativa financia pesquisas em áreas como saúde pública, agricultura resiliente, inteligência artificial, energias renováveis, biotecnologia, telemedicina e combate às desigualdades sociais. Além disso, vai ampliar a presença internacional da produção científica afro-brasileira e fortalecer a cooperação entre países do Sul Global por meio do intercâmbio de pesquisadores, compartilhamento de infraestrutura científica e formação de novos profissionais. 

ProÁfrica
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Segundo o presidente do CNPq, Olival Freire, o ProÁfrica integra uma estratégia mais ampla da diplomacia científica brasileira voltada à ampliação das relações acadêmicas e tecnológicas com países do Sul Global. “O ProÁfrica se insere em um esforço feito pela diplomacia brasileira de inserção do Brasil em rotas de trocas acadêmicas e educacionais não apenas com o Norte Global, o que já é tradicional, mas especialmente com o Sul Global. É nesse contexto que também temos iniciativas de cooperação com os países do Brics e da América Latina”, afirmou. 

Entre os temas prioritários da chamada estão conservação da biodiversidade, mudanças climáticas, desertificação, agricultura sustentável, pesca, energias renováveis, armazenamento de energia, doenças tropicais negligenciadas, saúde digital, internet das coisas, inovação frugal, estudos afro-brasileiros, linguística aplicada e políticas públicas para redução das desigualdades. 

A chamada pública foi estruturada em três modalidades de financiamento. Redes temáticas de pesquisa já consolidadas poderão receber até R$ 1 milhão por projeto. Redes emergentes e projetos bilaterais terão apoio de até R$ 400 mil cada uma. 

Além do apoio financeiro, o ProÁfrica prevê bolsas para pesquisadores brasileiros atuarem em países africanos e para pesquisadores africanos desenvolverem atividades no Brasil. A chamada também permite custear passagens, diárias, seguro-saúde e missões internacionais de pesquisa. 

Outro destaque da iniciativa é a preocupação com a descentralização da ciência brasileira. Pelo menos 30% dos recursos serão destinados a projetos envolvendo instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 

Olival Freire destaca que a chamada pública foi desenhada tanto para fortalecer redes já existentes quanto para estimular novas conexões entre pesquisadores. “A novidade do ProÁfrica é justamente apoiar trocas acadêmicas entre pesquisadores africanos e brasileiros que tenham redes de colaboração ou iniciativas de pesquisa em comum. Também teremos modalidades voltadas a redes que ainda estão em fase inicial, ajudando a consolidar essa cooperação acadêmica”, explicou. 

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a cooperação científica entre Brasil e África é uma oportunidade estratégica para produzir conhecimento conectado às realidades sociais dos dois territórios. “Brasil e África compartilham desafios históricos, sociais, ambientais e econômicos. Quando aproximamos nossos pesquisadores, universidades e centros de inovação, criamos soluções mais conectadas à vida das pessoas e fortalecemos uma ciência comprometida com o desenvolvimento sustentável e com a soberania dos nossos países”, afirmou. 

Os projetos aprovados poderão ter duração de até 36 meses, dependendo da modalidade escolhida. O julgamento das propostas será realizado entre setembro e outubro de 2026. Entre os critérios avaliados estão mérito científico, impacto tecnológico, qualidade da cooperação internacional e capacidade técnica das equipes participantes. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Nota de Pesar

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) manifesta profundo pesar pelo falecimento do economista e ex-deputado estadual pernambucano Waldemar Borges, aos 67 anos, ocorrido neste sábado (4). Expressamos irrestrita solidariedade à ministra Luciana Santos, esposa de Borges, e aos três filhos do casal diante da perda familiar.

​Nascido no Recife em 1958, o parlamentar construiu uma trajetória no setor público local ao longo de quase 40 anos. Formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele exerceu funções no legislativo e no executivo. Atuou como vereador na capital por quatro mandatos e como deputado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2011.

​Sua experiência profissional incluiu passagens por secretarias de estado e a presidência da Empresa de Processamento de Dados do Recife (Emprel). Servidores e colaboradores do ministério e suas unidades vinculadas unem-se no luto e no respeito à memória do ex-parlamentar. O comunicado oficial divulgado pelos familiares ressalta que sua retidão permanece como “um farol para as próximas gerações”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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