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Polícia Civil mira servidor suspeito de emitir documentos falsos para facção criminosa

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a segunda fase da Operação Hidra para cumprir ordens judiciais contra um servidor público da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), envolvido em um esquema de falsificação de identidades.

A Politec colaborou com as investigações, e a Corregedoria do órgão acompanhou a Polícia Civil no cumprimento das ordens judiciais nesta quarta-feira.

Na operação, são cumpridos mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, com base em investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.

O servidor atua como papiloscopista na Politec, profissional responsável pela emissão de documentos, além da identificação de vítimas e suspeitos em crimes e acidentes. As ordens judiciais foram cumpridas na residência do servidor, em Várzea Grande, e também em seu local de trabalho, no interior do Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá.

Além das buscas, a decisão judicial impôs medidas cautelares diversas da prisão ao servidor público e demais investigados, incluindo a proibição de manter contato entre si e de ausentar-se da comarca sem prévia autorização judicial.

Durante o cumprimento da ordem judicial na residência do investigado, foram apreendidas canetas emagracedoras contrabadeadas e anabolizantes.

Investigações

A investigação iniciou em julho de 2025, após a prisão de um homem de 44 anos, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”, apontado como membro de uma facção criminosa paulista, que se encontrava foragido há pelo menos 12 anos em Mato Grosso.

Na ocasião, foi descoberto que ele, sua companheira, de 32 anos, e seus dois filhos, de 12 e 15 anos, utilizavam documentação falsa. Além disso, foi apreendida, com o suspeito, uma pistola com a numeração raspada.

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1ª fase da operação

Com o aprofundamento das investigações, em agosto de 2025, foi deflagrada a primeira fase da operação, quando foi identificado um homem de 66 anos como o suposto intermediário do esquema.

Com a análise de dados extraídos na primeira fase, foi possível identificar a proximidade e as tratativas entre o suspeito que agia como intermediário, que possuía múltiplos documentos de identidade falsos com nomes distintos, e o papiloscopista alvo da investigação, que atuava na facilitação da confecção de identidades falsas.

A delegada Eliane da Silva Moraes, titular da Delegacia de Estelionato, ressalta que a operação é fundamental para garantir a integridade dos sistemas de identificação do Estado e combater a infiltração de grupos criminosos em órgãos públicos.

“O trabalho dos diversos setores da Delegacia de Estelionato de Cuiabá e a integração com a Politec foram fundamentais para o êxito da operação, que desarticulou um forte esquema de falsificação de documentos ligados a outros crimes”, disse a delegada.

Hidra de Lerna

O nome da operação faz alusão à Hidra de Lerna, criatura mitológica de várias cabeças, representando a multiplicidade de personalidades utilizadas pelos investigados para despistar a Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

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Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil desarticula quadrilha que aplicava golpes com consórcios e cartas de crédito em MT e RO

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação “Vitrine Falsa”, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa investigada por aplicar golpes em série contra consumidores nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, utilizando falsas ofertas de consórcios e cartas de crédito supostamente contempladas.

Durante a operação, foram cumpridas sete ordens judiciais, sendo uma prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar e três medidas cautelares diversas da prisão.

O principal investigado e apontado como líder do grupo criminoso, de 31 anos, foi preso preventivamente em Cuiabá, e duas mulheres, uma de 41 anos e a filha dela, de 22 anos, foram alvos de mandados de busca e apreensão e ordens judiciais de medidas cautelares diversas da prisão.

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) apontam que os suspeitos utilizavam empresas de fachada para comercializar contratos de consórcio e falsas cartas de crédito contempladas, prometendo rápida liberação de valores elevados mediante pagamento antecipado de entradas, lances e taxas administrativas.

Após receberem os valores das vítimas, os investigados deixavam de cumprir e interrompiam os contratos e desapareciam, causando prejuízos financeiros expressivos às vítimas.

Conforme apurado pela Polícia Civil, há mais de 40 boletins de ocorrência registrados contra o principal investigado, especialmente nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, revelando a atuação reiterada e interestadual do grupo criminoso.

As investigações indicam que os suspeitos utilizavam redes sociais, anúncios patrocinados e plataformas digitais de comércio eletrônico para atrair consumidores, criando uma falsa aparência de legalidade e credibilidade.

De acordo com a investigação, em diversos casos, os suspeitos exploravam relações de confiança, inclusive em ambientes religiosos e sociais, para convencer consumidores a realizar pagamentos elevados acreditando que receberiam cartas contempladas ou financiamentos facilitados.

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Vitrine Falsa

O nome da operação, “Vitrine Falsa”, faz referência ao modus operandi utilizado pela associação criminosa. A expressão “vitrine” remete ao espaço de exposição de produtos e serviços ao consumidor no ambiente digital, em alusão direta aos anúncios publicados em redes sociais, plataformas de venda e comércio eletrônico utilizados para captar vítimas. Já o termo “falsa” evidencia o caráter fraudulento das atividades criminosas desenvolvidas pelo grupo.

Além da prisão preventiva, a Justiça também determinou medidas cautelares para impedir a continuidade das atividades ilícitas, incluindo restrições ao exercício de atividades econômicas ligadas à comercialização de consórcios e medidas patrimoniais destinadas ao ressarcimento das vítimas.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outras vítimas, localizar possíveis novos envolvidos e dimensionar o total dos prejuízos causados pela organização criminosa.

Denúncias

Denúncias sobre crimes ligados aos direitos do consumidor podem ser feitas pela população por meio do telefone 197, pela Delegacia Digital, ou pessoalmente em qualquer delegacia de polícia.

Também é possível procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Policia Civil MT – MT

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