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Conselho Nacional dos Direitos da Mulher fortalece articulação institucional e agenda de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas

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O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) intensificou, na primeira quinzena de abril de 2026, sua atuação em Brasília com uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento da articulação institucional e ao avanço de políticas públicas de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, em diálogo com o Legislativo, o Executivo e a sociedade civil.

Na primeira quinzena de abril de 2026, o CNDM desenvolveu uma intensa agenda de atividades em Brasília, marcada pela incidência política, articulação interinstitucional e fortalecimento de estratégias de enfrentamento às violências contra mulheres e meninas. As ações realizadas entre os dias 8 e 17 de abril evidenciam o papel estratégico do Conselho na construção e no monitoramento de políticas públicas, bem como na interlocução com o Legislativo, o Executivo e a sociedade civil.

A participação do Conselho na Comissão Geral sobre Feminicídio, realizada na Câmara dos Deputados em 8 de abril, representou um momento relevante de visibilização do tema no cenário nacional. A atividade ampliou o debate público e reforçou a necessidade de aprofundar a agenda legislativa sobre o enfrentamento ao feminicídio, inclusive com a recomendação de realização de audiências públicas nos estados, visando maior capilaridade e engajamento territorial.

Nos dias 13 a 17 de abril, o Conselho promoveu reuniões internas das cinco Câmaras Técnicas, da Coordenação Política e do Pleno, onde foi anunciado o lançamento do e-book e painel interativo com diretrizes da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), realizada em 2025. A publicação sistematiza propostas e resultados do processo conferencial, contribuindo para a formulação do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e para o fortalecimento do controle social.

Um dos destaques da quinzena foi o Seminário Nacional pelo Fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres, realizado nos dias 14 e 15 de abril, em parceria com o Ministério das Mulheres e a Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher. O evento reuniu representantes do governo, do sistema de justiça, do parlamento e da sociedade civil, consolidando-se como espaço estratégico de articulação e construção coletiva. Com ampla participação — incluindo conselheiras do CNDM, especialistas e movimentos sociais — o seminário abordou desde políticas públicas até desafios emergentes, como a violência digital e a violência política de gênero. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, disse que será anunciado no segundo semestre o novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres

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As discussões ressaltaram a complexidade e a transversalidade do enfrentamento à violência, destacando a necessidade de integração entre diferentes políticas e instituições. Também foi enfatizado o papel das novas tecnologias na ampliação das violências, especialmente no ambiente digital, e os impactos dessas práticas na democracia e na participação política das mulheres.

Paralelamente, nos dia 14 e 15 de abril, o CNDM participou da etapa final da Caravana da Diversidade para atuação em rede na defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes, foi uma experiência exitosa de escuta social e construção participativa. Com atuação em todo o país, a iniciativa resultou na elaboração de diretrizes estratégicas que subsidiarão as ações do Conselho, especialmente na perspectiva interseccional, contemplando juventudes, diversidade sexual, igualdade racial e inclusão de pessoas com deficiência.

A agenda institucional incluiu ainda reunião com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O encontro reforçou a articulação entre o CNDM e o Legislativo, com destaque para o apoio ao Projeto de Lei nº 896/2023, que propõe a tipificação da misoginia como crime e apoio ao PLP 41/2026 que trata sobre o sistema Nacional de Enfrentamento à da violência contra meninas e mulheres, de autoria da Dep. Federal Jack Rocha. A reunião também simbolizou solidariedade frente aos episódios de violência política de gênero enfrentados pela parlamentar, reafirmando o compromisso do Conselho com a defesa da democracia e dos direitos das mulheres.

As atividades da primeira quinzena de abril evidenciam o fortalecimento do CNDM como espaço de articulação política, produção de conhecimento e incidência institucional. Ao promover o diálogo entre diferentes atores e pautar temas estruturantes, o Conselho reafirma seu papel central na construção de políticas públicas voltadas à equidade de gênero e ao enfrentamento das múltiplas formas de violência que atingem mulheres e meninas no Brasil.

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Fonte: Ministério das Mulheres

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MTE amplia serviços à população do DF com nova agência em Samambaia

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ampliou o atendimento à população do Distrito Federal com a instalação da Agência Regional do Trabalho e Emprego em Samambaia (ARTE/Samambaia), inaugurada no dia 13 de abril, no posto Na Hora da região. A iniciativa, coordenada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Distrito Federal (SRTE/DF), tem como objetivo facilitar o acesso da população a serviços essenciais de trabalho e emprego. Em apenas 20 dias de funcionamento, a unidade já ultrapassou a marca de 10 mil atendimentos, evidenciando a alta demanda local e a efetividade da ação.

Entre os serviços oferecidos estão orientações para acesso a plataformas digitais, como seguro-desemprego, abono salarial e habilitação da Carteira de Trabalho Digital (CTPS); informações sobre retificação de dados na CTPS e no CAGED; habilitação ao seguro-desemprego e abertura de recursos; além de suporte a demandas trabalhistas, com encaminhamento à SRTE/DF, quando necessário.

Segundo o superintendente regional do Trabalho e Emprego no Distrito Federal, Jackson da Silva Azara, a nova unidade reforça o compromisso de ampliar e descentralizar o atendimento, promovendo mais inclusão e agilidade para trabalhadores e empregadores da região. “Essa unidade representa um avanço importante na garantia de mais acesso, agilidade e qualidade no atendimento à população de Samambaia e regiões próximas”, conclui.

A expansão aproxima os serviços do MTE da população de Samambaia e de regiões administrativas próximas, ampliando o acesso e reforçando a eficiência do atendimento. 

Endereço: QN 122 Conjunto 15 Lotes 05, 06 e 07 Samambaia Shopping ( Subsolo) – Samambaia, Brasília (DF)

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Seminário de cotas eleitorais de gênero no Brasil, celebra 30 anos das cotas de gênero e debate paridade na política

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O Ministério das Mulheres participou, na manhã desta terça-feira (28), do seminário 30 anos de cotas eleitorais de gênero no Brasil, realizado no auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

A iniciativa marca três décadas da primeira eleição com cotas de gênero no país, realizada em 1996, e integra o projeto de pesquisa “Mulheres, direitos e políticas de cotas legislativas no Brasil entre 1988 e 2022”, coordenado pela professora Clara Araújo (UERJ/Nuderg), presente ao evento e que debateu o tema: As cotas nos partidos políticos e nas eleições legislativas: o quanto avançamos?

Ao longo do primeiro dia, a programação reuniu autoridades, parlamentares e especialistas para debater avanços e desafios da participação feminina nos espaços de poder e nas estruturas partidárias.

Durante a abertura, a Secretária Nacional do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, que representou a Ministra da Mulheres Márcia Lopes, ressaltou que a sub-representação das Mulheres na política deve ser tratada como questão central de Estado. “A sub-representação da Mulheres na política não pode ser tratado como falta de interesse das mulheres pela política. Há barreiras históricas e estruturais que demandam ações de governo como as demandas do Cuidado que saíram da esfera doméstica e hoje passam ser vista como demandas de Políticas Públicas”, destacou.

A Secretária também chamou atenção para os efeitos da violência política de gênero e para a necessidade de respostas institucionais mais efetivas, além de reforçar a importância de políticas públicas voltadas ao cuidado.

A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, lembrou o processo histórico de construção da política de cotas e destacou que, apesar dos avanços, a presença das Mulheres ainda está longe da paridade. “A roda da política ainda gira para manter as mulheres fora dos espaços de poder”, afirmou.

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Para a advogada e ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Edilene Lôbo, as cotas são uma rampa de decolagem, mas precisamos avançar para a paridade, com base no princípio constitucional da equidade. “Nós não estamos falando de um tema periférico, mas de um compromisso com uma democracia plena e com um país que só será verdadeiramente próspero quando garantir a participação efetiva das mulheres em todos os espaços de poder”, alinhavou.

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A deputada Iza Arruda, coordenadora do Observatório Nacional da Mulher na Política (ONMP), destacou a importância da presença feminina na política e os obstáculos ainda enfrentados pelas mulheres. “É sobre poder estar aqui e representar tantas outras mulheres, enfrentando barreiras geográficas, sociais e estruturais que ainda tentam nos invisibilizar o tempo inteiro”, afirmou.

Já a deputada Erika Hilton (Erika Hilton), presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, afirmou que, apesar de 30 anos da política de cotas, os resultados ainda são insuficientes diante das desigualdades estruturais. “Nós ainda vivemos uma política majoritariamente misógina, com violência política de gênero e tentativas de exclusão das mulheres dos espaços de poder”, lembrou.

Todas as parlamentares presentes reforçaram a necessidade de avançar no debate sobre reserva de cadeiras no Legislativo.

O seminário contou com a participação de pesquisadoras, parlamentares e representantes da sociedade civil. As atividades seguem com debates sobre reformas políticas, mecanismos de equidade e os próximos passos da política de cotas no Brasil.

Participaram, ainda, da mesa de abertura, a deputada Laura Carneiro, coordenadora-adjunta da Bancada Feminina e Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres.

O evento é promovido de forma conjunta pelo Observatório Nacional da Mulher na Política (ONMP), pelo Núcleo de Estudos sobre Desigualdades e Relações de Gênero da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NUDERG/UERJ) e pelo Instituto Alziras. O seminário conta com financiamento do Ministério das Mulheres, com recursos do Orçamento Geral da União (OGU) de 2024, viabilizados por emenda de comissão articulada junto à Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A programação se estende no decorrer desta quarta-feira (29).

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Fonte: Ministério das Mulheres

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