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AGRONEGÓCIOS

Agronegócio manteve a liderança nas exportações no primeiro trimestre

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O agronegócio de Minas Gerais manteve a liderança nas exportações do estado no primeiro trimestre de 2026, mas com perda de fôlego em relação ao ano anterior. Entre janeiro e março, o setor movimentou cerca de R$ 20,4 bilhões — equivalente a 38,5% da receita externa mineira — com retração tanto em valor quanto em volume embarcado.

Na comparação anual, a receita caiu 13,6%, enquanto o volume recuou 11,2%, totalizando 2,84 milhões de toneladas. O desempenho reflete uma combinação de fatores que inclui preços internacionais mais pressionados em algumas cadeias, ajustes de oferta e mudanças na composição da pauta exportadora, segundo avaliação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa).

A diferença entre a queda de valor e de volume ajuda a explicar o comportamento do trimestre. No café, principal produto da pauta mineira, o recuo no volume exportado foi mais intenso que a redução da receita, sinalizando sustentação de preços no mercado internacional, mesmo com menor embarque.

Já no setor sucroenergético, o movimento foi inverso. O aumento no volume exportado veio acompanhado de queda na receita, indicando desvalorização dos preços médios no período.

O café seguiu como carro-chefe das exportações, com cerca de R$ 12,5 bilhões em receita e embarques de 5,4 milhões de sacas. Ainda assim, registrou retração de 18,5% em valor e de 31,5% em volume frente ao mesmo intervalo do ano passado, refletindo menor disponibilidade e ajustes de mercado após ciclos anteriores de preços elevados.

O complexo soja ocupou a segunda posição na pauta, com aproximadamente R$ 2,7 bilhões exportados e 1,2 milhão de toneladas embarcadas, também com queda na comparação anual. A redução nas vendas de grão foi parcialmente compensada pelo avanço de farelo e óleo, o que alterou a composição interna do segmento.

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Entre os destaques positivos, o segmento de carnes avançou tanto em receita quanto em volume, somando cerca de R$ 2,2 bilhões e 117,6 mil toneladas. O crescimento foi puxado principalmente pela carne bovina, que atingiu o melhor resultado já registrado para o primeiro trimestre.

Os produtos florestais mantiveram relativa estabilidade, com cerca de R$ 1,25 bilhão em exportações. Houve leve queda na receita, mas aumento no volume embarcado, sustentado pelas vendas de papel.

O agro mineiro embarcou para 155 países no período. A China permaneceu como principal destino, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. Ao mesmo tempo, mercados como Índia, Taiwan, Tailândia, Filipinas e Suíça ganharam participação, indicando avanço na diversificação geográfica das exportações.

No Oriente Médio, as vendas somaram aproximadamente R$ 1,14 bilhão, com destaque para Emirados Árabes Unidos, Turquia e Arábia Saudita, reforçando a região como destino em expansão.

Além das commodities tradicionais, Minas Gerais também ampliou a presença internacional em nichos agroindustriais, como sementes de milho, mel, batatas processadas, leite condensado e doce de leite. Embora com menor peso na balança, esses produtos indicam avanço em itens de maior valor agregado e maior exigência sanitária e comercial.

O resultado do trimestre mostra um setor ainda dominante na pauta exportadora, mas mais exposto às oscilações de preços e à dinâmica global de demanda, em um cenário de maior competição e seletividade nos mercados internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Agro responde por mais de 65% das exportações do estado

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O agronegócio de Santa Catarina fechou 2025 com crescimento consistente, sustentado pela combinação de maior produção e preços mais firmes ao longo do ano. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 74,9 bilhões, avanço de 15,1% em relação a 2024, segundo levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado reflete alta de 6,3% nos preços médios recebidos pelos produtores e aumento de 9,5% no volume produzido. Na prática, o desempenho foi puxado por culturas e atividades com bom comportamento simultâneo de oferta e mercado, como milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos, favorecidos por condições climáticas mais regulares ao longo do ciclo.

No comércio exterior, o setor manteve peso predominante na economia catarinense. As exportações do agro somaram US$ 7,9 bilhões — o equivalente a cerca de R$ 41,5 bilhões, considerando câmbio próximo de R$ 5,25 —, com crescimento de 5,8% sobre o ano anterior. O segmento respondeu por mais de 65% das vendas externas do estado, consolidando sua relevância na geração de divisas.

Apesar do avanço, o boletim técnico aponta que o desempenho poderia ter sido mais robusto não fosse a elevação de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros a partir do segundo semestre, o que afetou parte dos embarques.

No campo, a melhora dos indicadores agregados não se traduziu de forma uniforme na renda do produtor. O estudo destaca que, no período pós-pandemia, a volatilidade de preços passou a ter impacto mais direto sobre a rentabilidade do que as variações climáticas. Entre 2021 e 2025, oscilações de mercado influenciaram de maneira mais intensa o resultado econômico de culturas como arroz, cebola e alho.

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Esse movimento fica evidente no conceito de “ponto de nivelamento”, indicador que define o patamar mínimo de preço e produtividade necessário para cobrir os custos de produção. Segundo a análise, culturas como soja e alho operam com maior margem de segurança, enquanto arroz e cebola apresentam menor folga, tornando-se mais sensíveis a quedas de preço ou perdas de produtividade.

O levantamento também indica que, mesmo em um cenário de crescimento, a gestão de risco se torna cada vez mais central para a atividade. A combinação entre custos, preços e produtividade passa a determinar, com mais precisão, a sustentabilidade econômica das propriedades.

Os dados consolidados de 2025 estão disponíveis no Observatório Agro Catarinense, plataforma que reúne indicadores da agropecuária estadual e acompanha a evolução do setor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Entidade pede R$ 623 bilhões para o próximo Plano Safra

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ao governo federal, nesta terça-feira (28.04), proposta de R$ 623 bilhões para o Plano Safra 2026/27, em meio ao encarecimento do crédito, à pressão sobre as margens e ao aumento do endividamento no campo. O documento foi entregue ao ministro da Agricultura, André de Paula, e prevê a divisão dos recursos entre agricultura empresarial e familiar, além de reforço ao seguro rural.

A iniciativa ocorre em um momento em que o setor mantém níveis elevados de produção, mas com rentabilidade mais estreita. A combinação de juros altos, volatilidade de preços, restrições de financiamento e maior risco climático tem levado produtores a sustentar a atividade com maior dependência de crédito e menor capacidade de absorver perdas.

No diagnóstico da CNA, o principal problema não está apenas no volume de recursos, mas na forma como o Plano Safra é estruturado. A entidade aponta descompasso entre o calendário orçamentário e o ciclo agrícola, o que reduz a previsibilidade e dificulta o planejamento de produtores, cooperativas e agentes financeiros. Na prática, a liberação de recursos ao longo do ano, muitas vezes condicionada a ajustes fiscais, interfere diretamente nas decisões de plantio, investimento e comercialização.

Outro ponto de atenção é o custo da equalização das taxas de juros. Em um ambiente de juros mais elevados, o gasto do governo para subsidiar o crédito rural aumenta, o que tem exigido reforços orçamentários ao longo do ciclo, cenário que, segundo a CNA, tende a se repetir caso não haja mudança no modelo.

O documento também reforça a necessidade de ampliar e modernizar o seguro rural. A entidade defende o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), visto como instrumento essencial para reduzir o risco das operações e dar estabilidade ao financiamento. Sem cobertura adequada, a avaliação é que o crédito tende a ficar mais caro ou mais restrito, sobretudo para médios produtores.

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Além do aumento de recursos, a CNA propõe a adoção de um modelo plurianual para o Plano Safra, com orçamento mais previsível e execução contínua. A ideia é reduzir a dependência de ajustes ao longo do ano e alinhar a política agrícola à dinâmica da produção.

Entre as propostas encaminhadas estão a criação de um plano agrícola plurianual com definição de prioridades, a ampliação dos recursos para o seguro rural e a modernização de sua legislação, o aumento do volume de crédito com divisão entre agricultura empresarial e familiar, medidas de apoio à saúde financeira do produtor e instrumentos de renegociação de dívidas, atualização dos limites de enquadramento por renda para programas como Pronaf e Pronamp, avanço de uma nova etapa da Lei do Agro, simplificação das regras do crédito rural e redução de burocracias, priorização de programas de investimento como armazenagem, irrigação e sustentabilidade, ampliação de fundos garantidores e estímulo a mecanismos privados de financiamento com maior participação do mercado de capitais.

Para o produtor, o debate sobre o Plano Safra deixa de ser apenas sobre o tamanho dos recursos anunciados e passa a envolver custo efetivo, acesso ao crédito e previsibilidade. Em um cenário de maior risco e juros elevados, a combinação entre financiamento, seguro e estabilidade orçamentária tende a determinar a capacidade de investimento e a sustentabilidade financeira da atividade nas próximas safras.

Fonte: Pensar Agro

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