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TECNOLOGIA

MCTI reconhece destaques nacionais no Prêmio Finep de Inovação 2025

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) celebrou, nesta terça-feira (17), a entrega dos troféus da etapa nacional do Prêmio Finep de Inovação 2025, em cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Promovida pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), instituição vinculada à pasta, a iniciativa reconhece projetos de destaque em nove categorias estratégicas, reforçando o papel do MCTI na promoção da inovação e do desenvolvimento científico e tecnológico no país. 

A etapa nacional reuniu 40 projetos finalistas, selecionados ao longo de cinco etapas regionais realizadas entre setembro e novembro de 2025. Ao todo, 116 iniciativas foram premiadas nas fases regionais, evidenciando a diversidade e a capilaridade do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação. 

Para a ministra do MCTI, Luciana Santos, o prêmio ressalta o potencial da ciência brasileira. “Aqui estão os melhores e mais ousados projetos apoiados pelo Ministério e pela Finep, uma demonstração concreta da capacidade do Brasil de produzir soluções tecnológicas de alto impacto para desafios estratégicos do nosso tempo”. 

O professor associado do Departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais Luiz Gustavo Cançado venceu a categoria “Infraestrutura de P&D em ICTs” com o projeto de um oftalmoscópio que possibilita o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer. Segundo ele, o apoio público é fundamental para o projeto. “Nós temos um sistema de ciência muito robusto junto ao CNPq, CAPES, Finep e MCTI que possibilita avançar nas áreas de ciência e tecnologia e transbordar esse conhecimento para a população brasileira”, afirmou.   

Segundo o Presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a premiação é um importante reconhecimento para pesquisadores e empresas de todo o Brasil. “O Prêmio Finep de Inovação cumpre o papel de dar visibilidade àquilo que o Brasil tem de melhor:  a criatividade, a competência científica, e a ousadia dos nossos empreendedores”, destacou.  

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O Prêmio 

Retomado após uma década, o Prêmio Finep de Inovação dá visibilidade a iniciativas inovadoras de todas as regiões do Brasil. Podem concorrer empresas, startups, instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e ecossistemas de inovação que desenvolvem soluções nas áreas de agroindústria sustentável, bioeconomia, saúde, defesa nacional, transformação digital, infraestrutura, Deep Techs e pesquisa e desenvolvimento. 

A edição 2025 do Prêmio Finep de inovação incluiu um destaque especial para o Melhor Projeto Coordenado por Mulheres. O prêmio Niède Guidon, que homenageia a arqueóloga, pesquisadora e professora brasileira, foi para o projeto Cell4vision, criador de uma plataforma biológica de células tronco em nano scaffolds biomiméticos para tratamentos regenerativos em oftalmologia. Para a coordenadora do projeto, Dra. Marize Campos Valadares, a premiação valoriza o trabalho de mulheres na ciência e é uma forma de motivação para outras mulheres. “Eu lidero um grupo grande de mulheres cientistas, e esse momento vai fazer com que elas se sintam pertencentes, elas vão saber que podem estar aqui também. Esse prêmio é uma inspiração para jovens pesquisadoras”, comemorou. 

Confira os demais vencedores: 

Categoria Complexo Econômico Industrial da Saúde:  

Vencedor: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul 

Projeto: Plataforma alvo-específica para edição gênica em neurônios com mutação no gene motor de portadores de epilepsia e deficiência no neurodesenvolvimento.  

Categoria Infraestrutura, Saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis:   

Vencedor: Startup Aeroriver 

Projeto: O Barco Voador – Desenvolvimento de um veículo de efeito solo para operação na Amazônia.  

Categoria Transformação Digital da Indústria para ampliar a produtividade 

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Vencedor: Bioobancos Digitais 

Projeto: Plataforma para gestão epidemiológica e medicina personalizada da Nuclearis Sistemas em Medicina Nuclear, ltda. 

Categoria Bioeconomia, Descarbonização Transição e Segurança Energéticas:   

Vencedor: Clark Tecnologia Quimica, Indústria e Comercio 

Projeto: Desenvolvimento de eletrolisadores de água por meio alcalino para a produção de hidrogênio a partir de eletricidade de fontes renováveis.  

Categoria Deep-Tech:   

Vencedor: Nintx Pesquisa e Desenvolvimento  

Projeto: Desenvolvimento pré-clínico de terapia multi-targetcom alcance global baseada na biodiversidade brasileira contra doenças inflamatórias intestinais 

Categoria Ambiente de Inovação:   

Vencedor: Porto Digital 

Projeto: Projeto de consolidação do Armazém da Criatividade 

Categoria Infraestrutura de P&D em Icts: 

Vencedor: Universidade Federal de Minas Gerais/instituto de Ciências Exatas 

Projeto: Laboratório de instrumentação óptica aplicada à saúde 

Categoria Tecnologias de interesse para a Soberania e a Defesa Nacionais: 

Vencedor:  Visiona Tecnologia Espacial 

Projeto: Satélite de pequeno porte de observação de altíssima resolução, utilizando técnicas de super-resolução e sistemas de coleta e fusão de dados.  

  

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

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A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

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Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Pesquisa sobre águas da Amazônia leva Maria Teresa Fernandez Piedade ao Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026

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A trajetória científica de Maria Teresa Fernandez Piedade, marcada por décadas de dedicação à Amazônia, foi reconhecida com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026, uma das principais honrarias da ciência brasileira. Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ambos vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ela se consolidou como referência no estudo das áreas alagáveis e da dinâmica dos rios amazônicos, essenciais para o equilíbrio ambiental e climático do País. 

Desde o início de sua formação, a cientista já indicava o caminho que seguiria. “Sempre tive uma curiosidade natural pela água e pelos organismos associados”, relata. A escolha pela biologia veio acompanhada do desejo de atuar na Amazônia. “Quando decidi fazer biologia, imediatamente pensei em fazer pesquisa, e, de preferência, na região. Naquela época, esse desejo parecia apenas um sonho”, lembra. 

Ao longo de quase cinco décadas, Maria Teresa concentrou seus estudos nas adaptações da vegetação e de outros organismos às variações dos níveis dos rios, fenômeno que altera profundamente os ecossistemas amazônicos. Segundo ela, compreender essa dinâmica é essencial para entender o funcionamento da floresta e suas conexões. “Meu trabalho é, principalmente, buscar as adaptações da vegetação aos corpos de água da região dos grandes e dos pequenos rios da Amazônia e estudar como os organismos se adaptam a esses sistemas onde a água sobe e desce ao longo do ano”, resume.  

A pesquisadora também tem se dedicado a investigar os impactos das intervenções humanas nesses ambientes. Estudos conduzidos por sua equipe apontam que alterações no regime natural dos rios, como as causadas por barragens, podem provocar mudanças profundas na vegetação e na biodiversidade.  

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Apesar dos avanços, ela faz um alerta sobre os desafios persistentes. “É uma corrida contra o tempo”, diz, ao se referir às pressões causadas por desmatamento, poluição e mudanças climáticas. Para a cientista, ainda há grandes lacunas de conhecimento na região, o que torna urgente a formação de novos pesquisadores e o fortalecimento da ciência na Amazônia. 

O prêmio  

Ao comentar a premiação, Maria Teresa reconhece o caráter simbólico da conquista. “Receber o Prêmio Almirante Álvaro Alberto é um sonho inimaginável”, afirma. “Eu nunca pensei que receberia essa honraria, foi uma grata surpresa que me deixou bastante emocionada e lisonjeada”, comemora.   

Ela também ressalta o papel do apoio institucional ao longo de sua trajetória, especialmente do CNPq, que viabilizou bolsas e projetos fundamentais para o desenvolvimento de suas pesquisas. 

Piedade também enfatiza a importância de ampliar a participação feminina na ciência. “Nenhuma mulher deve se sentir menor e deixar de fazer pesquisa porque é mulher”, afirma, destacando a contribuição feminina para uma ciência mais colaborativa e sensível às dimensões humanas do trabalho científico. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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