TECNOLOGIA
41 anos do MCTI: quando ciência, tecnologia e pessoas se encontram
Publicado
13 de março de 2026Há 41 anos, o Brasil iniciava uma trajetória institucional de valorização da ciência, da tecnologia e da inovação. A criação do Ministério da Ciência e Tecnologia, em 15 de março de 1985, representou mais do que a organização de políticas públicas para o setor. Não se tratou de construir apenas prédios ou de colecionar relatórios: foi uma escolha de Estado para construir capacidades — universidades fortes, laboratórios, redes de pesquisa — que sustentassem a autonomia do País. Hoje, essa ambição tem destino: transformar conhecimento em soberania, reduzir dependências externas e cultivar tecnologia que responda aos problemas do cotidiano brasileiro.
Essa rota para a soberania tecnológica exige persistência, investimento e, acima de tudo, confiança nas pessoas. Afinal, tecnologia não nasce de políticas abstratas: nasce de mãos que medem, de olhos que observam, de crianças que sonham e de cientistas que retornam para ensinar. É aí que a história do ministério ganha carne — quando as políticas públicas encontram rostos, vozes e vidas.
Onde a ciência começa

- Nathaly Lopes Archilha é pesquisadora e lidera uma das equipes do acelerador de partículas Sirius. Foto: Divulgação CNPEM
Os grandes avanços científicos e tecnológicos de um país começam com pessoas dispostas a fazer perguntas difíceis e buscar respostas que ainda não existem. Pesquisadores são responsáveis por transformar curiosidade em descoberta, descoberta em conhecimento e conhecimento em soluções que impactam a economia, a indústria e a vida cotidiana.
Esses profissionais atuam em universidades, institutos de pesquisa e grandes laboratórios científicos espalhados pelo Brasil. São eles que desenvolvem novas tecnologias, investigam fenômenos da natureza e formam as próximas gerações de cientistas. Um exemplo dessa dedicação está no trabalho da pesquisadora Nathaly Lopes Archilha.
Aos 41 anos, ela dedica sua carreira a estudar estruturas microscópicas que ajudam a explicar fenômenos naturais e industriais e é líder da linha de luz Mogno, no Sirius, o acelerador de partículas brasileiro. O equipamento fica no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).
É lá que um dos aparatos científicos mais avançados do mundo permite observar materiais em micro e nanoescala, revelando detalhes invisíveis a olho nu e abrindo novas possibilidades para a ciência e a tecnologia.
“Hoje me considero uma pesquisadora de síncrotron*. Eu e minha equipe garantimos a operação estável da infraestrutura, recebemos usuários de diversas áreas, treinamos para a operação do equipamento e oferecemos suporte desde o preparo de amostras até o pós-processamento dos dados”, explica.
Segundo Nathaly, o impacto do trabalho que desenvolve vai muito além da pesquisa básica. “Essa infraestrutura fortalece a pesquisa nacional ao viabilizar experimentos, permitir o desenvolvimento de novas metodologias e capacitar usuários para extrair resultados de alta qualidade”, afirmou.
Para ela, manter estruturas de pesquisa e financiamento contínuo é essencial para que a ciência avance no Brasil. “Poder desenvolver ciência no Brasil com apoio de políticas públicas significa ter condições reais de transformar conhecimento em impacto para o país”, concluiu.
Quando o conhecimento cruza fronteiras

- A pesquisadora Livia Hecke Morais é uma das especialistas repatriadas por meio do programa do CNPq. Foto: Arquivo pessoal
Falar de ciência é falar de uma atividade global. Pesquisadores circulam entre países, laboratórios e universidades, compartilhando conhecimento e aprendendo novas técnicas. Mas, para que um país fortaleça sua autonomia científica, é fundamental que esses talentos tenham condições de construir suas carreiras também dentro do próprio território.
Programas de bolsas e iniciativas de fomento ajudam a formar cientistas desde a graduação e permitem que pesquisadores que passaram parte de sua trajetória no exterior retornem ao Brasil trazendo novas ideias, métodos e redes de colaboração. A trajetória da pesquisadora Livia Hecke Morais mostra como esse ciclo funciona na prática.
A neurocientista iniciou sua trajetória ainda na graduação, quando recebeu uma bolsa de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. “Eu fui bolsista do CNPq durante a minha graduação, por dois anos, o que me ajudou nos primeiros estágios da minha carreira, quando eu ainda estava me descobrindo como cientista”, explicou.
Ao longo da carreira, novas bolsas permitiram que ela avançasse na pesquisa e consolidasse sua formação acadêmica. “Acho muito importante o apoio de programas do governo durante todos os estágios da carreira científica. Sem esse apoio financeiro desde cedo, perdemos muitas pessoas com grande potencial”, complementou a pesquisadora.
Depois de uma experiência internacional, Livia decidiu retornar ao Brasil para dar continuidade ao trabalho científico. “A perspectiva de receber bolsa e verba destinada à pesquisa foi essencial. Foi o momento certo para expandir minha linha de pesquisa e fortalecer vínculos profissionais locais”, disse.
Para ela, investir em ciência significa investir no futuro do País.
Jovens que transformam pesquisa em inovação

- Hermílio Carvalho venceu o primeiro lugar na 8ª edição do Prêmio Jovens Inovadores do Brics. Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)
Se a pesquisa científica é a base do conhecimento, a inovação é o caminho que leva esse conhecimento para a sociedade. Startups, empresas de tecnologia e projetos empreendedores transformam descobertas acadêmicas em produtos e serviços capazes de resolver problemas concretos.
Nos últimos anos, programas de incentivo à inovação têm aproximado universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo. É nesse ambiente que jovens pesquisadores começam a transformar ideias em soluções reais. Um exemplo dessa nova geração é o médico e empreendedor Hermílio Carvalho, o jovem que levou uma inovação brasileira ao Brics.
Com apenas 27 anos, Carvalho já lidera uma empresa de software especializada em IA para a área da saúde. Médico de formação e doutorando em biotecnologia, sua trajetória ganhou reconhecimento internacional ao conquistar o primeiro lugar na 8ª Edição do Prêmio Jovens Inovadores do Brics. “Isso representou para mim uma grande alegria e uma excelente realização profissional. Tivemos uma experiência incrível com o ecossistema de ciência e tecnologia do Brics”, explicou.
Para ele, o avanço de iniciativas inovadoras no País está diretamente ligado ao apoio de políticas públicas e ao olhar de uma nova geração de pesquisadores que busca transformar conhecimento em soluções para problemas reais. “Programas como o Catalise ICT e iniciativas apoiadas pela Finep foram fundamentais para trazer nosso projeto da universidade para o mercado. A gente vê problemas no nosso País há muitos anos e acredita que temos o potencial de melhorar essas situações usando o conhecimento construído nas universidades.”
O futuro começa na curiosidade das crianças

- Kayelle O’hara Barbosa Silva, primeira da esquerda para a direita, foi uma das representantes do Campus Teresina Central do Instituto Federal do Piauí (IFPI). Foto: Rodrigo Cabral (ASCOM/MCTI)
Antes de se tornar pesquisador, cientista ou empreendedor, quase todo profissional da ciência já foi uma criança curiosa — alguém que olhou para o céu, desmontou um brinquedo para entender como funcionava ou fez perguntas que pareciam não terem resposta. Incentivar essa curiosidade desde cedo é uma das formas mais poderosas de construir o futuro de uma nação.
No Brasil, iniciativas como olimpíadas científicas, programas educacionais e projetos de popularização da ciência aproximam estudantes do universo da pesquisa e mostram que investigar, descobrir e imaginar também pode fazer parte da infância.
Foi assim para as estudantes Kayelle O’hara Barbosa Silva, de 17 anos, do Piauí (PI), e Amanda Varollo Ribeiro, de 14 anos, de São Paulo (SP). As duas participaram do Programa Caça Asteroides, uma iniciativa que permite que estudantes analisem imagens reais do espaço em busca de rochas que cruzam a órbita da Terra. Para Kayelle, a experiência foi uma forma de perceber o tamanho do mundo da ciência. “A ciência tem o poder de mover a sociedade e fazê-la evoluir. Ela combina técnicas e saberes para solucionar problemas que fazem parte da nossa vida em todos os aspectos”, afirma.

- Amanda Varollo Ribeiro, primeira da esquerda para a direita, foi uma das representantes do Sesi Sumaré (SP). Foto: Jerônimo Gonzalez (ASCOM/MCTI)
Amanda também lembra que, no início, tudo parecia novo e desafiador — das imagens espaciais aos programas de computador usados para analisá-las. Com o tempo, a curiosidade falou mais alto. “No começo tudo era muito novo: as imagens, o programa que usamos para analisá-las, a equipe. Mas, com o tempo, fui aprendendo com meus colegas, e caçar asteroides acabou se tornando uma parte de quem sou hoje”, conta.
Entre telescópios, computadores e sonhos de descoberta, as duas estudantes representam algo maior do que uma competição científica. Representam a próxima geração de brasileiros que, ainda na escola, já começam a olhar para o universo — e para o futuro — com olhos de cientista.
Ciência que inclui
Se a ciência amplia horizontes para quem pesquisa e descobre, ela também transforma a vida de pessoas que dependem de tecnologias para viver com autonomia. A chamada tecnologia assistiva reúne soluções desenvolvidas para ampliar a independência e a qualidade de vida de pessoas com deficiência.
Essas iniciativas envolvem pesquisa científica, formação profissional e políticas públicas que garantem acesso a equipamentos e serviços especializados. Entre elas está o programa de formação e entrega de cães-guia, que tem mudado a vida de pessoas com deficiência visual em todo o País.
A fala aponta para algo essencial: tecnologia assistiva não é luxo; é condição para participação plena na sociedade. O Plano Novo Viver Sem Limite e iniciativas correlatas colocam a tecnologia assistiva no centro da política pública, reconhecendo que a ciência só cumpre sua promessa quando melhora a vida das pessoas.
Uma dessas histórias é a do bancário Thiago Felipe Diniz Figueiredo, morador de Brasília (DF). Cego desde a infância, ele passou muitos anos dependendo da ajuda de outras pessoas para se deslocar no dia a dia. A chegada de um cão-guia transformou essa realidade e trouxe maior independência, segurança e qualidade de vida.
“Eu costumo dizer que minha vida se divide entre antes e depois do cão-guia. O menor dos benefícios que ele pode trazer é levar do ponto A ao ponto B. O cão-guia significa autonomia, liberdade, autoestima e companhia. É o acesso à tecnologia assistiva que permite que a pessoa com deficiência participe plenamente da sociedade”, afirma.
A ciência que cuida de pessoas
As histórias reunidas nesta reportagem mostram diferentes rostos da ciência brasileira: a pesquisadora que opera um acelerador de partículas, a cientista que voltou ao País para ensinar e pesquisar, o jovem empreendedor que transformou pesquisa em inovação, as estudantes que descobriram o universo da investigação científica e o homem que encontrou autonomia graças à tecnologia assistiva.
Cada uma dessas trajetórias revela algo essencial: a ciência não existe apenas em laboratórios ou universidades. Ela está presente nas escolhas cotidianas, nas oportunidades que se abrem e nas vidas que se transformam. E para que essa ciência esteja a serviço do desenvolvimento nacional e de mais qualidade de vida para as pessoas é preciso investimento, foco, planejamento e visão estratégica.
Ao completar 41 anos, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação reafirma uma missão que continua atual: construir um país mais justo, desenvolvido e soberano por meio do conhecimento.
Porque, no fim das contas, a ciência se inicia no mesmo lugar: nas pessoas. E é por elas e para elas que há quatro décadas o MCTI dedica seus esforços.
TECNOLOGIA
MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos
Publicado
24 de abril de 2026
Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.
A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.
Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.
O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.
A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.
Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.
Minerais críticos
“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.
Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.
Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.
Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.
TECNOLOGIA
Pesquisa sobre águas da Amazônia leva Maria Teresa Fernandez Piedade ao Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026
Publicado
24 de abril de 2026
A trajetória científica de Maria Teresa Fernandez Piedade, marcada por décadas de dedicação à Amazônia, foi reconhecida com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026, uma das principais honrarias da ciência brasileira. Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ambos vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ela se consolidou como referência no estudo das áreas alagáveis e da dinâmica dos rios amazônicos, essenciais para o equilíbrio ambiental e climático do País.
Desde o início de sua formação, a cientista já indicava o caminho que seguiria. “Sempre tive uma curiosidade natural pela água e pelos organismos associados”, relata. A escolha pela biologia veio acompanhada do desejo de atuar na Amazônia. “Quando decidi fazer biologia, imediatamente pensei em fazer pesquisa, e, de preferência, na região. Naquela época, esse desejo parecia apenas um sonho”, lembra.
Ao longo de quase cinco décadas, Maria Teresa concentrou seus estudos nas adaptações da vegetação e de outros organismos às variações dos níveis dos rios, fenômeno que altera profundamente os ecossistemas amazônicos. Segundo ela, compreender essa dinâmica é essencial para entender o funcionamento da floresta e suas conexões. “Meu trabalho é, principalmente, buscar as adaptações da vegetação aos corpos de água da região dos grandes e dos pequenos rios da Amazônia e estudar como os organismos se adaptam a esses sistemas onde a água sobe e desce ao longo do ano”, resume.
A pesquisadora também tem se dedicado a investigar os impactos das intervenções humanas nesses ambientes. Estudos conduzidos por sua equipe apontam que alterações no regime natural dos rios, como as causadas por barragens, podem provocar mudanças profundas na vegetação e na biodiversidade.
Apesar dos avanços, ela faz um alerta sobre os desafios persistentes. “É uma corrida contra o tempo”, diz, ao se referir às pressões causadas por desmatamento, poluição e mudanças climáticas. Para a cientista, ainda há grandes lacunas de conhecimento na região, o que torna urgente a formação de novos pesquisadores e o fortalecimento da ciência na Amazônia.
O prêmio
Ao comentar a premiação, Maria Teresa reconhece o caráter simbólico da conquista. “Receber o Prêmio Almirante Álvaro Alberto é um sonho inimaginável”, afirma. “Eu nunca pensei que receberia essa honraria, foi uma grata surpresa que me deixou bastante emocionada e lisonjeada”, comemora.
Ela também ressalta o papel do apoio institucional ao longo de sua trajetória, especialmente do CNPq, que viabilizou bolsas e projetos fundamentais para o desenvolvimento de suas pesquisas.
Piedade também enfatiza a importância de ampliar a participação feminina na ciência. “Nenhuma mulher deve se sentir menor e deixar de fazer pesquisa porque é mulher”, afirma, destacando a contribuição feminina para uma ciência mais colaborativa e sensível às dimensões humanas do trabalho científico.
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