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POLÍTICA NACIONAL

Indicações de seis embaixadores e do representante na ONU vão a Plenário

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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (20), seis indicados pela Presidência da República para chefiar embaixadas no Japão, Omã, Vietnã, Albânia, Bahamas e Belize. A votação ocorreu após sabatina com senadores. Os nomes seguem para votação em Plenário, o que deve ocorrer no mesmo dia.

Os senadores também aprovaram a indicação do diplomata Ricardo de Souza Monteiro para a representação brasileira na ONU e outros organismos internacionais na Suíça. Foram 11 votos favoráveis e 1 contrário. 

Omã

Diplomata desde 1994, João Batista do Nascimento Magalhães apontou que o país sofre hostilidades do Irã, cujo bloqueio no estreito de Hormuz reduziu cerca de 95% do transporte de petróleo na região. Pesquisas apontam que os conflitos podem provocar retração econômica superior à da covid-19, disse Magalhães.

— Superada a interferência do cenário econômico, existe uma oportunidade para a expansão do comércio bilateral. A [mineradora] Vale opera desde 2008 em Omã, investimento 100% brasileiro de cerca de US$ 3 milhões, e está em vias de finalizar nova operação. Há pouco, o fundo soberano omani anunciou um investimento de alguns milhões de dólares no terminal portuário de São Francisco do Sul, em Santa Catarina — disse.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que o Brasil é o principal parceiro latino do país árabe, com destaque na exportação de carne e frango. No entanto, o plano estratégico “Visão Omã 2040”, que busca tornar a nação autossuficiente em alimentos, causa dificuldades aos produtores brasileiros. Mourão leu o relatório da senadora Tereza Cristina (PP-MS) à MSF 14/2026.

O diplomata é graduado em direito pela Universidade de São Paulo e especializou-se em questões monetárias. Hoje, atua na Embaixada do Brasil em Pequim, na China.

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Japão

O indicado Paulo Roberto Soares Pacheco afirmou que as relações bilaterais poderão proteger Brasil e Japão da instabilidade causada por nações que ameaçam prejudicar a cadeia global de produção, formada por diversos países, para conseguir vantagens competitivas. 

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— A política externa deve priorizar parcerias sólidas, e a parceria com o Japão é exatamente isso […]. Elas permitem uma integração estável em setores estratégicos, como semicondutores, comunicações, soluções verdes, segurança energética, biotecnologia e minerais críticos.

O relator, senador Fernando Dueire (MDB-PE), destacou que a maior comunidade japonesa fora do Japão está no Brasil, com aproximadamente 2,7 milhões de pessoas. E a quinta maior comunidade brasileira no exterior está no Japão, disse o senador. 

Pacheco é formado em direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e ingressou no Itamaraty em 1988. Já atuou em Londres, Buenos Aires e Washington. Atualmente, é embaixador em Santiago, no Chile

ONU

Caso aprovado em Plenário, o diplomata Ricardo de Souza Monteiro atuará em Genebra, na Suíça, perante a ONU, a União Interparlamentar (UIP), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre outros órgãos.

— Criada em 1924, a delegação do Brasil em Genebra é a mais antiga missão multilateral brasileira. Genebra é a segunda maior sede das Nações Unidas e reúne expressivo número de organizações internacionais — disso o sabatinado.

A indicação (MSF 25/2026) foi relatada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da CRE.

Diplomata desde 1994, Monteiro fez mestrado em administração na Bélgica e se especializou em barreiras sanitárias ao comércio internacional.

Vietnã

O diplomata Marcelo Paz Saraiva Câmara afirmou que o Vietnã apresenta consistente crescimento nas últimas décadas. Em 1990, era uma das nações mais pobres do mundo, mas hoje possui o 34º maior produto interno bruto (PIB) do mundo. 

— Hanói [capital vietnamita] têm emitido sinais robustos de que busca construir uma parceria diferenciada com Brasília. [O país] é quarto maior destino das exportações agrícolas brasileiras. [Com] possível adoção de um acordo comercial preferencial entre Vietnã e o Mercosul, é de se esperar ainda maior ampliação do fluxo comercial. 

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Nelsinho explicou que o Brasil é considerado parceiro estratégico do Vietnã, com vistas à redução da dependência de grandes economias. O senador leu o relatório da senadora Tereza Cristina (PP-MS) à MSF 15/2026.

Câmara se graduou em relações internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e ingressou no Itamaraty em 1996. Desde 2022 é diretor do Departamento de Assuntos Estratégicos, de Defesa e de Desarmamento do Ministério de Relações Exteriores.

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Albânia 

Diplomata desde 1990, Fabio Vaz Pitaluga explicou que a Albânia tem história marcada pelo isolamento, mas que nos últimos anos se aproxima dos países europeus. A nação está em processo de ingresso na União Europeia, que assinou recentemente acordo comercial com o Mercosul.

— Há compromisso da Albânia com a integração europeia. Ao mesmo tempo persistem sérias questões estruturais. Sua economia vem crescendo de forma consistente para os padrões regionais apoiada no turismo, no consumo interno e em políticas macroeconômicas prudentes.

Relator da indicação (MSF 19/2026), Mourão chamou de modesto o comércio entre Brasil e Albânia, liderado pela venda de carnes brasileiras . 

O candidato à embaixada possui especialização em compras governamentais e negociações em blocos de livre comércio. Pitaluga é bacharel em Economia pela PUC-Rio e comanda atualmente a Embaixada do Brasil na Armênia.

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Bahamas 

O diplomata Ricardo André Vieira Diniz afirmou que combustíveis são, atualmente, a principal pauta do comércio entre os países. No entanto, ele declarou que a área de alimentos possui um “grande potencial para o exportador brasileiro”. 

— O primeiro-ministro Philip Davis chegou a declarar que gostaria muito de poder aumentar as importações de produtos do Brasil, especificamente a carne bovina […] Eles importam tudo que é consumido, 20% da pauta de importação deles é destinada a suprir as necessidades alimentares do país.

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O senador Sergio Moro (União-PR), relator da indicação (MSF 18/2026), explicou que a nação é parte da Commonwealth, organização formada principalmente por países que fizeram parte do antigo Império Britânico, sendo o rei Charles III, representado localmente por um governador-geral. Bahamas possui a economia de mais alta renda do Caribe, disse Moro.

Graduado em matemática, física e filosofia, Diniz ingressou no Itamaraty em 1986. Entre 2020 e 2025, atuou no Consulado-Geral do Brasil na Cidade do Cabo, na África do Sul.

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Belize

Diplomata desde 1984, Olyntho Vieira apontou que Belize é um dos menores e mais jovens países do mundo. A nação obteve independência da Inglaterra em 1981. O comércio gira em torno de produtos primários, turismo e centros de call center, segundo Vieira.

— Do ponto de vista econômico, as relações tendem a ser limitadas. Mas a posição no Caribe, por ser uma área politicamente importante, faz com que o país seja um importante ponto de observação na área de segurança.

O senador Esperidião Amin (PP-SC), relator da indicação (MSF 17/2026), afirmou que a principal relação entre o Brasil e Belize é de ajuda humanitária. O país caribenho é frequentemente atingido por furacões e desastres naturais. 

Graduado em engenharia mecânica, Olyntho Vieira ingressou na diplomacia em 1984, onde se especializou na proteção internacional de refugiados.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate custeio do piso salarial e da jornada de 36 horas na enfermagem pública

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A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados debate, na terça-feira (26), os desafios de custeio do piso salarial e da jornada de 36 horas na enfermagem pública. A Proposta de Emenda à Constituição 19/24, do Senado Federal, prevê as duas medidas.

O debate será realizado às 16 horas, no plenário 8.

Entre os convidados estão os ministros Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento; e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego.

O debate atende a pedido do deputado Bruno Farias (Avante-MG). Segundo o parlamentar, o tema tem relevância social, econômica e estrutural para o sistema de saúde brasileiro.

Bruno Farias afirma que a enfermagem responde pela maior parte do cuidado direto aos pacientes e que a definição de uma jornada de 36 horas semanais está diretamente relacionada à qualidade do atendimento, à segurança do paciente e à saúde física e mental dos profissionais.

O deputado acrescenta que a implementação do piso da enfermagem representou avanço na valorização profissional, mas também trouxe desafios quanto ao financiamento e à sustentabilidade, sobretudo para estados, municípios e instituições filantrópicas.

“Debater os mecanismos de financiamento é essencial para compreender como assegurar o cumprimento do piso salarial sem comprometer a oferta de serviços de saúde”, afirma.

Segundo Bruno Farias, a discussão pode contribuir para conciliar direitos trabalhistas, qualidade assistencial e responsabilidade fiscal, com foco na construção de soluções sustentáveis para os profissionais de enfermagem e para a sociedade.

Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proibição de “cálculo por dentro” de tributos

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A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que proíbe incluir tributo na base de cálculo do próprio tributo. A vedação vale para tributos federais, estaduais e municipais, em que há vedação expressa na Constituição.

Essa prática, chamada de cálculo por dentro, é uma metodologia contábil que permite que o valor de um tributo componha a sua própria base de cálculo. Na prática, isso significa que o consumidor paga um imposto maior do que a alíquota nominal prevista em lei.

Por exemplo, uma camiseta custa R$ 100 e a alíquota do imposto é de 20%. No cálculo por fora, o consumidor paga R$ 120 — exatamente o que a alíquota indica. No cálculo por dentro, o imposto entra na própria base de cálculo e o consumidor passa a pagar R$ 125, embora a alíquota nominal continue sendo 20%.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) ao Projeto de Lei Complementar 23/11, do ex-deputado Guilherme Campos (SP), e proposta anexa (PLP 163/12). O projeto original excluía da base de cálculo do ICMS o valor do próprio tributo devido em cada operação.

“O cálculo por dentro não é transparente, pois o consumidor não sabe que o tributo é tratado como se fosse parte do bem ou do serviço adquirido. Essa forma de fixar a base de cálculo provoca o aumento da carga tributária, eleva a alíquota real ou efetiva e aumenta o preço do produto ao consumidor”, disse o relator.

Kataguiri lembrou que a reforma tributária vai acabar com a possibilidade do cálculo por dentro, pois os tributos não poderão mais compor a base de cálculo deles mesmos nem a base de um outro tributo.

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Próximos passos
A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Plenário.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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