EDUCAÇÃO
Novos campi de universidades federais iniciam atividades
Publicado
2 de julho de 2026
Oito dos 11 novos campi de universidades federais criados no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) já iniciaram atividades acadêmicas em diferentes regiões do Brasil. A expansão, conduzida pelo Ministério da Educação (MEC), amplia a presença da Rede Federal de Educação Superior e leva novas oportunidades de formação a municípios que ainda não contavam com universidades federais. Os investimentos no eixo “Expansão” do Novo PAC chegam a R$ 600 milhões.
O primeiro campus a iniciar as aulas foi o de Baturité (CE), da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em 2024. Em 2025, começaram as atividades nos campi de Rurópolis (PA), da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa); Sertânia (PE), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Cidade Ocidental (GO), da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Em 2026, passaram a funcionar os campi de Jequié (BA), da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); São José do Rio Preto (SP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Estância (SE), da Universidade Federal de Sergipe (UFS); e Ipatinga (MG), da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).
Para o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a expansão da Rede Federal fortalece o acesso à educação superior pública e contribui para o desenvolvimento regional. “A abertura de novos campi é uma estratégia para ampliar oportunidades de acesso à universidade federal e levar ensino, pesquisa, extensão e inovação para regiões que ainda não contavam com a presença da rede federal”, afirmou.
Atividades em estruturas provisórias – Enquanto as obras das estruturas definitivas avançam, as atividades acadêmicas desses campi têm sido realizadas provisoriamente em prédios cedidos por redes municipais e estaduais de ensino nas próprias localidades.
De acordo com o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, a estratégia permite antecipar o acesso dos estudantes à universidade federal. “Com essa solução, conseguimos iniciar a oferta de cursos antes da conclusão das obras e garantir que os estudantes já comecem sua formação enquanto os campi permanentes são construídos”, explicou.
Cursos ofertados nos novos campi – Os novos campi têm cursos definidos de acordo com as demandas regionais e com as áreas de atuação de cada universidade.
Em Baturité (CE), a Unilab iniciou atividades com o curso de medicina. No campus de Rurópolis (PA), da Ufopa, são ofertados os cursos de agronomia e letras – língua portuguesa. Em Sertânia (PE), a UFPE oferta gestão pública, engenharia de energias renováveis, engenharia de recursos hídricos e do meio ambiente e história.
Em Cidade Ocidental (GO), o campus da UFG oferta cursos de ciências da segurança, engenharia de segurança cibernética, engenharia de software, administração pública, inteligência artificial aplicada à gestão pública e gestão de saúde digital. Em Jequié (BA), a UFSB prevê os cursos de administração, bacharelado interdisciplinar em ciências, bacharelado interdisciplinar em humanidades, engenharia em cibersegurança e agronomia. No campus de São José do Rio Preto (SP), da UFSCar, são ofertados bacharelado interdisciplinar em artes, bacharelado interdisciplinar em ciência, tecnologia e inovação e bacharelado interdisciplinar em ciências e humanidades.
Em Ipatinga (MG), a Ufop disponibiliza o curso de pedagogia, com previsão de o curso de direito ser ofertado a partir do segundo semestre de 2026. O campus de Estância (SE), da UFS, oferta engenharia têxtil, gestão e empreendedorismo, gestão ambiental, ciência de dados, biotecnologia e engenharia de produção.
Novos campi para 2026 – Outros campi previstos na expansão também devem entrar em funcionamento ao longo de 2026. No campus de São Gabriel da Cachoeira (AM), da Ufam, as atividades têm previsão para iniciar no segundo semestre, com o curso de licenciatura em formação de professores indígenas já autorizado pelo MEC.
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) também prepara o início das atividades em Lucas do Rio Verde (MT), onde estão previstos cursos de engenharia de software, inteligência artificial e letras – português e inglês.
Entre as unidades anunciadas, o campus de Caxias do Sul (RS), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi credenciado em junho e seu primeiro curso autorizado é o de ciência de dados.
Expansão pelo Novo PAC – A criação dos novos campi integra o eixo de educação superior do Novo PAC, que prevê investimentos de cerca de R$ 600 milhões para ampliar e fortalecer a rede federal de ensino superior em todas as regiões do país.
A iniciativa busca ampliar o acesso à universidade pública e estimular o desenvolvimento regional, por meio da formação de profissionais qualificados, da produção científica e de projetos de extensão voltados às necessidades locais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira, 3 de julho, a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS). A nova política tem como objetivo assegurar a oferta qualificada, o acesso, a permanência e o êxito escolar na modalidade da Educação Bilíngue de Surdos. A PNEBS também assegura os direitos linguísticos, educacionais e culturais desses estudantes.
As diretrizes dessa política foram apresentadas pela secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Zara Figueiredo, em cerimônia realizada no auditório do Ministério da Educação. O evento contou com a participação do secretário-executivo do MEC, Rodolfo de Carvalho Cabral, além de representantes da comunidade surda brasileira.
A secretária do MEC, destacou que a política representa um avanço na garantia do direito à educação da população surda.
“É uma política que está sendo implementada como resultado do trabalho iniciado, ainda na década de 1990, pela própria comunidade surda e que, hoje, se concretiza nas instituições públicas. Para que a permanência dos estudantes surdos seja qualificada, precisamos garantir acessibilidade, infraestrutura e professores com formação adequada”, afirmou Zara.
Em sua fala, o secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral, também enfatizou a importância da nova política. “O compromisso deste governo é de ir além da superfície. Hoje, entregamos a PNEBS, uma política concreta que visa transformar a realidade, criar mecanismos para fortalecer características específicas da modalidade, trazer a Libras como primeira língua e o português escrito como segunda língua, respeitando os direitos escritos e culturais da comunidade surda”.
A política vai seguir os seguintes eixos:
1. Governança e coordenação federativa: responsável pela articulação e pelo acompanhamento das ações da PNEBS nas redes de ensino nas unidades da federação.
2. Diretrizes: prevê a publicação das Diretrizes Nacionais da Modalidade Escolar de Educação Bilíngue de Surdos na Educação Básica, sob responsabilidade do Conselho Nacional de Educação (CNE).
3. Currículo e Material Didático-Pedagógico: produção e disponibilização de materiais didáticos, pedagógicos, formativos e literários, incluindo recursos educacionais digitais e audiovisuais em Libras e em português escrito.
4. Produção de Conhecimento e Monitoramento: a Rede de Saberes tem a finalidade de produzir e difundir estudos, materiais de apoio e indicadores para aperfeiçoamento e monitoramento da Política Linguística no âmbito da Educação Bilíngue de Surdos.
5. Formação: serão fortalecidas as ações de formação continuada e capacitação das redes de ensino, em parceria com as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), destinadas a gestores, professores e demais profissionais da educação.
6. Reconhecimento, Valorização e Difusão de Experiências Inovadoras: serão promovidos eventos, seminários e ações voltados ao fortalecimento e à disseminação de conhecimentos sobre Educação Bilíngue de Surdos, além da produção de materiais instrucionais destinados às instituições de ensino, entidades, movimentos sociais, conselhos e comissões da área educacional.
Cenário – Atualmente, apenas 12% das redes de ensino dispõem de materiais pedagógicos adequados em Libras. As provas, no formato videoLibras, alcançam somente 1,31% dos estudantes e, embora cerca de 51% das escolas possuam Salas de Recursos Multifuncionais, ainda há carência de apoio bilíngue especializado. Além disso, apenas 2.501 professores possuem formação continuada em Educação Bilíngue de Surdos, reflexo da reduzida oferta de cursos de pedagogia bilíngue no país.
Artigos – Durante o evento também foi lançado o edital de seleção de artigos acadêmicos voltados a pesquisadores surdos, pesquisadoras surdas e ouvintes que desenvolvem estudos sobre Educação Bilíngue de surdos. Os trabalhos selecionados irão compor os Cadernos Equidade, publicação produzida a partir da parceria entre a Unesco e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi).
Investimentos – O Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade) destina recursos financeiros suplementares às escolas públicas da educação básica que atendem populações historicamente excluídas e em situação de maior vulnerabilidade social e educacional, promovendo melhorias na infraestrutura, nas condições de oferta e na qualidade do ensino.
Por meio do PDDE Equidade – Salas de Recursos Multifuncionais e do PDDE Equidade – Educação Bilíngue de Surdos, são apoiadas para aquisição de materiais e equipamentos, bem como para o desenvolvimento de atividades educacionais voltadas ao fortalecimento da Educação Bilíngue de Surdos.
Em 2024, 23 escolas bilíngues de surdos receberam recursos do PDDE Salas de Recursos Multifuncionais (PDDE-SRM), totalizando R$ 717 mil. Em 2025, o PDDE Equidade – Diversidades – Educação Bilíngue de Surdos contemplou 135 instituições de ensino, entre escolas e classes bilíngues de surdos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta sexta-feira, 3 de julho, o terceiro episódio do videocast PODMEC, com o tema “Pé-de-Meia: como funciona a poupança que está mudando a vida dos estudantes?”. O projeto é produzido pela pasta na modalidade videocast, com o objetivo de levar informações sobre educação de forma clara, acessível e direta à população. O novo episódio discute a relevância do programa Pé-de-Meia, conhecido como a poupança do ensino médio, que vem ampliando as oportunidades educacionais de estudantes em todo o país e contribuindo para a redução da evasão escolar no ensino médio do Brasil.
O episódio debate o fato de que sair da escola antes de terminar os estudos por falta de condições financeiras ainda é uma realidade para muitos estudantes brasileiros. O medo de não conseguir se manter até o fim do ensino médio gera insegurança que, somada a outras causas, impedem os jovens de acreditar num futuro com mais oportunidades.
Nesta edição, a apresentadora Jacira Doce recebe a secretária da Secretaria de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, além de convidadas especiais, para explicar como o programa Pé-de-Meia está transformando a permanência escolar no Brasil.
O videocast informa como funciona a poupança para estudantes do ensino médio público, quais são os valores de cada incentivo e como o dinheiro é liberado sem burocracia, direto na conta do estudante. Além de esclarecer as dúvidas mais comuns dos estudantes, no quadro “Pode isso MEC?”, o episódio traz dados que mostram o alcance do programa: mais de 7,2 milhões de estudantes beneficiados e uma queda expressiva na evasão escolar do ensino médio.
O programa explica como o Pé-de-Meia estimula a autonomia financeira dos jovens, prepara o caminho para o Enem e para o ensino superior e garante a permanência dos jovens na escola. Além disso, apresenta o relato real de uma aluna que já planeja o próprio futuro graças ao benefício.
O PODMEC combina linguagem simples, conversa qualificada e distribuição multiplataforma para explicar serviços, programas e oportunidades. A iniciativa busca democratizar o acesso à informação, esclarecer dúvidas frequentes e fortalecer a comunicação pública por meio de uma abordagem mais próxima do cotidiano das pessoas, com linguagem adaptada a diferentes públicos e foco especial em estudantes do ensino médio, jovens em transição para o ensino superior, famílias, professores e comunidade educacional.
O videocast nasceu com a proposta de aproximar o MEC dos estudantes, professores, famílias e demais cidadãos interessados em políticas públicas educacionais. A produção é distribuída em plataformas como YouTube, Spotify e redes sociais do MEC, com episódios completos, cortes em vídeo, conteúdos de bastidores, chamadas para redes sociais e materiais complementares.
Episódios – Nos primeiros episódios, o PODMEC teve como foco o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O episódio de estreia contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e orientou estudantes sobre o período de inscrições, novidades do edital, organização da rotina de estudos, saúde física e mental durante a preparação e principais dúvidas sobre o exame.
Além do ministro, o primeiro episódio contou com a coapresentação de Jacira Doce e a participação de educadores e criadores de conteúdo ligados à preparação estudantil: Gis Bezerra, João Pedrosa, Professor Noslen e Simone Porfíria. A gravação foi realizada em formato presencial, no estúdio do YouTube, em Brasília.
O segundo episódio foi sobre o tema “Enem muda vidas”. A produção ampliou a conversa para mostrar de que modo o exame se consolidou como política pública de acesso ao ensino superior. A edição aborda histórias de superação, primeira geração na universidade, desafios financeiros e familiares, além das oportunidades abertas por instrumentos como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Participaram do segundo episódio Paulo Jubilut, Cíntia Santos, Sandro Curió e Kelly Baptista, em uma conversa sobre educação como ferramenta de transformação social. A proposta é inspirar estudantes e mostrar que o Enem é mais do que uma prova: é uma porta de entrada para novos projetos de vida.
Após os episódios iniciais sobre o Enem, o videocast abordará outros temas e serviços do Ministério da Educação, como educação profissional e tecnológica (EPT), formação de professores, educação de jovens e adultos (EJA), permanência estudantil, Sisu, Fies, Prouni e MEC Livros.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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