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MATO GROSSO

Após anos de violência, mulher recomeça com apoio do Centro de Atenção às Vítimas

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O medo, a culpa e a esperança de que o agressor mudasse fizeram uma dona de casa suportar, por anos, uma rotina de violência física, psicológica, patrimonial e de controle. Mãe de duas crianças, ela acreditava que precisava enfrentar tudo sozinha para proteger os filhos. Hoje, amparada pelo Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), ela afirma que buscar ajuda foi o passo que transformou sua vida. “Eu não imaginava o quanto precisava dessa medida protetiva. Só depois que consegui foi que percebi a diferença. Hoje me sinto protegida e aliviada”, relata.
A história dela reflete a realidade de milhares de mulheres em Mato Grosso. Entre janeiro e maio de 2026, o Estado registrou 8.053 ocorrências de ameaça contra mulheres de 18 a 59 anos, além de 4.120 casos de lesão corporal e 2.953 de injúria. Os registros de violência psicológica cresceram 40% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 1.328 para 1.860 ocorrências. Também houve aumento de 26% nos casos de descumprimento de medidas protetivas e de 14% nos registros de perseguição (stalking).
A coragem veio aos poucos
Mesmo após a separação, a vítima demorou meses para compreender que precisava da proteção da Justiça. Segundo ela, o maior obstáculo não foi apenas o medo das ameaças, mas acreditar que era responsável pelo que acontecia. “Eu achava que era culpa minha. Ele fazia com que eu pensasse isso. Também tinha medo por ser o pai dos meus filhos e achava que precisava aceitar muita coisa. Demorou bastante para cair a minha ficha, principalmente em relação à violência psicológica”.
Ela considera que a ampliação do prazo de 6 para 12 meses para que vítimas possam denunciar os agressores é fundamental porque muitas mulheres precisam de tempo para compreender a violência que sofrem. “Tem muita coisa que impede a mulher de procurar ajuda de imediato. O medo atrapalha demais. Às vezes a gente leva tempo para entender o que está acontecendo, criar coragem e aceitar que precisa de proteção. Esse prazo é importante porque muitas mulheres só conseguem enxergar isso depois”.
Acolhimento para recomeçar
Além da proteção judicial, ela encontrou no CEAV um espaço de escuta e fortalecimento emocional. Sem condições financeiras para manter acompanhamento psicológico particular, o atendimento oferecido pelo Tribunal tornou-se essencial durante o processo de reconstrução. “Foi a melhor coisa que me aconteceu. Toda semana eu posso ser ouvida, falar sobre o que estou sentindo, receber orientação e não ser julgada. Esse trabalho está me ajudando muito. É um alívio saber que vou ter alguém para me ouvir e me orientar”.
Hoje, ela incentiva outras mulheres a não enfrentarem a violência sozinhas. “Procurem ajuda. Eu não sabia que existiam tantos serviços de apoio. A falta de informação faz a gente acreditar que está sozinha, mas existe proteção e existem pessoas preparadas para ajudar. Se eu soubesse disso antes, teria procurado muito mais cedo”.
Criado para oferecer apoio a pessoas que sofreram danos físicos, psicológicos, morais ou patrimoniais em decorrência de crimes ou atos infracionais, o CEAV funciona no Fórum de Cuiabá e no e no Fórum de Várzea Grande, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, oferecendo atendimento especializado às vítimas.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Sema e parceiros promovem 1º mutirão itinerante de conciliação ambiental no interior do Estado

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O município de Apiacás, distante 972 Km de Cuiabá, sediou nesta quarta-feira (01), o primeiro mutirão itinerante de conciliação ambiental. A iniciativa foi desenvolvida no município por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Procuradoria-Geral do Estado, Poder Judiciário, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT).

Foram submetidos à tentativa de conciliação 145 processos relacionados à aplicação de multas ambientais, apreensões, embargos, entre outras medidas restritivas de direito, nos municípios de Apiacás e Guarantã do Norte. Desse total, 45 tramitam na esfera administrativa e o restante é objeto de inquérito civil e de ações civis públicas.

Segundo a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, mais de e 50% da área territorial do município de Apiacás está localizada em terras indígenas e unidades de conservação. Centenas de pequenos produtores foram autuados por cometerem infrações ambientais.

“O nosso objetivo é levar aos cidadãos, que possuem menores condições de acesso, as possibilidades de regularização, soluções paras as infrações que foram aplicadas e alternativas para regularização ambiental de seus imóveis rurais. Esperamos, com isso, oferecer condições para que esta população retorne à legalidade e comece a empreender com acesso a créditos e dentro dos parâmetros legais”, afirmou a secretária.

O promotor de Justiça que atua em Apiacás, Adalberto Biazotto, enfatiza que no mutirão de conciliação ambiental não há qualquer tipo de restrição aos aspectos legais. “Há o cumprimento integral da lei, da proteção ambiental e da recuperação integral do dano”, ressaltou.

O promotor esclareceu, no entanto, que em razão da realidade local e após muito diálogo, as instituições envolvidas elaboraram termo de ajustamento de conduta levando em consideração a realidade fática da comunidade Universal, localizada no município.

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“São pequenos proprietários que possuem o cadastro da agricultura familiar, com indícios de que foram ludibriados quando da aquisição de suas terras com a promessa de que poderiam abrir a área para produzir e, na verdade. a realidade não era essa”, explicou o promotor de Justiça.

Também participaram da solenidade de abertura do mutirão, o prefeito de Apiacás, Júlio Cesar dos Santos; o promotor de Justiça em Cuiabá, Marcelo Vacchiano; o procurador do Estado, Davi Maia; o advogado ambiental, Anderson Davi Maciel; o defensor público Leandro Martins, e o secretário executivo da Sema, Alex Marega.

Fonte: Governo MT – MT

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Corpo de Bombeiros fortalece atendimento na Região Oeste de MT com nova unidade operacional

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) inaugurou, nesta terça-feira (30.6), o 7º Núcleo Bombeiro Militar (7º NBM), em Mirassol D’Oeste (a 295 km de Cuiabá), ampliando a estrutura operacional na região Oeste do Estado e fortalecendo o atendimento às ocorrências de emergência, como incêndios, resgates, salvamentos e atendimentos pré-hospitalares.

Vinculado ao 5º Comando Regional de Bombeiros Militar (5º CRBM), o 7º NBM reforça a presença da corporação na região, onde já atuam unidades em Cáceres, Pontes e Lacerda e Comodoro. A nova estrutura passa a atender Mirassol D’Oeste e os municípios de São José dos Quatro Marcos, Porto Esperidião, Araputanga, Lambari D’Oeste, Curvelândia, Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal e Indiavaí, ampliando o acesso da população aos serviços prestados pela corporação.

O núcleo inicia as atividades com efetivo de 16 bombeiros militares e nove enfermeiros socorristas, que atuarão de forma integrada no atendimento às ocorrências.

O comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, destacou que a implantação do 7º NBM integra o processo de expansão da corporação no Estado e aproxima os serviços de emergência da população, ampliando a capacidade de resposta na região Oeste.

“A presença do Corpo de Bombeiros em mais um município representa mais do que estrutura física. Significa encurtar distâncias no atendimento, ampliar a eficiência das operações e fortalecer uma rede de serviços que impacta diretamente a saúde, a segurança e o desenvolvimento regional, garantindo mais rapidez e mais vidas salvas”, afirmou.

A unidade foi implantada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por intermédio do Corpo de Bombeiros Militar, e a Prefeitura de Mirassol D’Oeste. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 5,5 milhões na estruturação e operacionalização do núcleo. Desse total, aproximadamente R$ 3,4 milhões foram destinados à aquisição de viaturas de combate a incêndios, atendimento pré-hospitalar, salvamento e resgate, além de equipamentos operacionais.

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O prefeito de Mirassol D’Oeste, Héctor Bezerra, ressaltou a importância da implantação do 7º Núcleo Bombeiro Militar para a região Oeste de Mato Grosso e o impacto da nova estrutura no atendimento à população.

“Este é um momento muito importante para a nossa região, que passa a contar com uma estrutura fundamental para salvar vidas e atender não apenas Mirassol D’Oeste, mas também os municípios vizinhos. É uma conquista construída com muito esforço e parceria, que traz mais segurança e um novo momento para toda a região Oeste”, declarou.

O comandante do 7º NBM, 2º Tenente BM Nei Ramão Sena Santos, comentou a responsabilidade de assumir a unidade e o início das atividades operacionais na região.

“É com grande satisfação e orgulho que assumo o comando desta unidade. Estamos prontos para atender ao município e a toda a região. Antes, o pronto atendimento era realizado pela unidade de Cáceres. Hoje, com o núcleo instalado, passamos a atender os nove municípios da região, fortalecendo os serviços prestados à população”, falou.

A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades civis e militares, representantes de instituições públicas, integrantes das forças de segurança, lideranças locais e convidados.

Fonte: Governo MT – MT

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