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SAÚDE

Ministério da Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce, do cuidado contínuo e da ampliação do acesso à assistência integral

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Neste 19 de junho, Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, o Ministério da Saúde reforça a importância do cuidado integral e da atuação coordenada da Rede de Atenção à Saúde. Ao investir no diagnóstico precoce, no acompanhamento contínuo e na ampliação do acesso à assistência especializada, o Sistema Único de Saúde (SUS) fortalece o direito à saúde e contribui para que mais pessoas vivam com qualidade, autonomia e cidadania.

“Falar sobre Doença Falciforme é falar sobre equidade, acesso e cuidado integral. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico e a inserção da pessoa na linha de cuidado do SUS, maiores são as possibilidades de minimizar complicações e assegurar uma vida com mais saúde e autonomia. A conscientização da sociedade e dos profissionais de saúde é essencial para fortalecer essa rede de atenção e qualificar o cuidado das pessoas”, destaca o diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET), Arthur Mello.

A Doença Falciforme é uma condição genética hereditária que altera o formato das hemácias, as células responsáveis por transportar oxigênio pelo corpo. Em vez de arredondadas, essas células assumem formato semelhante ao de uma foice, o que dificulta a circulação sanguínea e pode provocar crises dolorosas, infecções, anemia, lesões em órgãos e outras complicações que exigem acompanhamento especializado ao longo de toda a vida.

Embora seja mais frequente entre pessoas negras e afrodescendentes, a Doença Falciforme está presente em todas as regiões do Brasil e pode afetar pessoas de diferentes origens étnicas. Por isso, ampliar a conscientização e combater a desinformação são estratégias fundamentais para garantir diagnóstico oportuno, acesso ao tratamento e redução das desigualdades em saúde.

No Brasil, estima-se o registro de cerca de 1.000 novos casos anuais em recém-nascidos com Doença Falciforme. A condição integra o grupo das hemoglobinopatias e representa um importante desafio para a saúde pública, exigindo ações permanentes de vigilância, assistência e educação em saúde.

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Diagnóstico precoce transforma trajetórias

Um passo fundamental na identificação da doença é a realização do Teste do Pezinho, feito nos primeiros dias de vida (preferencialmente a partir de 48 horas após o nascimento até o 5º dia de vida do recém-nascido) por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). O exame permite detectar de forma precoce a Doença Falciforme e encaminhar a criança para acompanhamento especializado ainda nos primeiros meses de vida, reduzindo riscos e melhorando os desfechos clínicos.

Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde - DF
Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde – DF

Quando o diagnóstico acontece em tempo oportuno, é possível iniciar medidas preventivas importantes, como vacinação ampliada, acompanhamento regular na Rede de Atenção à Saúde, monitoramento clínico e acesso a medicamentos que ajudam a evitar complicações.

Entre essas medidas estão a profilaxia com Fenoximetilpenicilina para crianças de 0 a 5 anos, a atualização do calendário vacinal, o acompanhamento multiprofissional e a realização de exames periódicos para identificação precoce de alterações clínicas e prevenção de eventos graves, como o acidente vascular cerebral (AVC).

Linha de cuidado estruturada no SUS

No SUS, as pessoas com Doença Falciforme contam com uma rede de cuidado estruturada que acompanha diferentes momentos da vida, desde a Atenção Primária até os serviços especializados e hospitalares de alta complexidade.

Entre as ações disponíveis estão o acompanhamento clínico contínuo, a oferta de medicamentos essenciais, a prevenção de infecções, o aconselhamento genético e, em situações específicas, o transplante de medula óssea, atualmente a única alternativa terapêutica com potencial curativo.

O SUS disponibiliza ainda medicamentos como a hidroxiureia, a partir de 9 meses de idade, considerada um dos principais avanços terapêuticos para a Doença Falciforme, capaz de reduzir crises dolorosas, internações e outras complicações associadas à doença.

Outra importante estratégia é a realização do exame Doppler Transcraniano em crianças de 2 a 16 anos de idade, que permite identificar precocemente o risco de acidente vascular cerebral e adotar medidas preventivas oportunas, contribuindo para a redução da morbimortalidade.

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O cuidado também inclui orientação às famílias, estímulo ao autocuidado e apoio para que crianças, adolescentes e adultos possam desenvolver suas atividades cotidianas com mais segurança, autonomia e qualidade de vida.

Saiba mais sobre o Programa Nacional de Triagem Neonatal

Patricia Coelho
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde investe mais de R$ 22,4 milhões no fortalecimento a saúde indígena em Mato Grosso do Sul

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Para ampliar a assistência à saúde indígena em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 22,4 milhões para a construção de uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) na Aldeia Água Branca, no município de Aquidauana, e para a ampliação da frota utilizada pelas equipes de saúde. O investimento contempla a entrega de 98 caminhonetes, sendo 64 disponibilizadas imediatamente e outras 34 nos próximos dias. O anúncio foi feito neste sábado (20), pela secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Do total de recursos, R$ 21,38 milhões serão destinados à locação de 98 veículos e à disponibilização de 185 motoristas. Outros R$ 1,05 milhão serão investidos na ampliação da UBSI da Aldeia Água Branca, beneficiando diretamente 706 indígenas. Além da ampliação da unidade de saúde, Aquidauana e os demais municípios atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) serão contemplados com o reforço da frota utilizada pelas equipes de saúde indígena, ampliando a capacidade de atendimento nos territórios.

O contrato prevê a locação de veículos com motorista, manutenção, limpeza, seguro e franquia livre, garantindo melhores condições para o acesso das comunidades aos serviços de saúde. A iniciativa também contribuirá para agilizar o deslocamento das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), bem como a realização de vistorias em estruturas de saneamento e o transporte de insumos, medicamentos e equipamentos.

Para a secretária Lucinha, os investimentos são estratégicos e estão alinhados ao compromisso do Governo do Brasil com o fortalecimento da saúde indígena. “Esses investimentos reforçam o compromisso do governo com a ampliação do acesso à saúde, a qualificação da infraestrutura e o fortalecimento da atenção primária nos territórios indígenas. No DSEI Mato Grosso do Sul, as equipes dependem quase integralmente do transporte terrestre para percorrer os cerca de 250 mil quilômetros quadrados de área de atuação. Por isso, a disponibilidade de veículos adequados e em boas condições é fundamental para garantir a continuidade da assistência e evitar a descontinuidade do atendimento nas comunidades mais distantes”, completou.

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O DSEI de Mato Grosso do Sul atende mais de 93 mil indígenas pertencentes a oito povos — Guarani, Kaiowá, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Ofaié, Guató e Atikum — distribuídos em 30 municípios do estado. Atualmente, a rede é composta por 81 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), 53 pontos de apoio e três Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai).

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde inicia aplicação da vacina Pneumo 20 em todo o país

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Crianças menores de 5 anos que não completaram o esquema vacinal já podem ser vacinadas pelo SUS com a vacina Pneumo 20, que protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, causadora de doenças graves como pneumonia e meningite. A estratégia nacional será lançada neste sábado (20), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Novidade na rede pública, a vacina passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação — esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a atual gestão. Na rede privada, pode custar mais de R$ 500.

O diferencial da vacina é a ampliação da proteção contra sorotipos que mais causam doença pneumocócica invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, oferecendo cobertura mais abrangente que as formulações anteriores. Também protege contra otite média, que pode causar perda auditiva e evoluir para infecções mais graves. Desde maio, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 570 mil doses para todos os estados, garantindo o início da vacinação. Até o fim do ano, a previsão é de distribuição de mais de 6,1 milhões de doses.

Ao acompanhar o início da estratégia nacional de vacinação, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da ampliação da proteção oferecida pelo imunizante: “Estou muito feliz de a gente poder transformar essa vacinação em realidade. Eu pude ver as primeiras bebezinhas, com dois meses de idade, já sendo protegidas com essa vacina, que é uma vacina que protege contra 20 tipos dessa bactéria, que é o pneumococcus. E como essa vacina é muito mais ampla do que a que a gente utilizava, ela vai proteger ainda, contra pneumonia grave e contra meningite. ”

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a principal causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos, com taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

Além de reduzir casos e mortes, a vacinação em larga escala vai ajudar a reduzir os custos do SUS com internações, UTIs, reabilitação e tratamento de sequelas. Padilha também ressaltou os avanços recentes da vacinação no país e o papel dos profissionais do SUS na recuperação das coberturas vacinais: “O Brasil voltou a ser campeão mundial da vacinação no país e isso se deve, também, ao esforço dos agentes comunitários de saúde, dos profissionais de saúde, dos enfermeiros e enfermeiras, auxiliares de enfermagem, vacinadores e vacinadoras. Em 2019 perdemos o título de País livre do Sarampo e recuperamos esse título agora em 2024. E todos os profissionais de saúde do SUS nos ajudaram a chegar em 2025 com a maior cobertura vacinal dos últimos 9 anos no Brasil”.

Quem pode receber a nova vacina?

A vacina Pneumo 20 é destinada às crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal recomendado. Até agora, as vacinas ofertadas são a Pneumo 10, Pneumo 13 e a polissacarídica 23.

Com a incorporação da Pneumo 20, o Ministério da Saúde inicia uma transição gradual para substituição dos imunizantes, ampliando a proteção contra mais sorotipos da bactéria pneumococo com potencial de prevenção de casos graves.

Além das crianças, a vacina também será destinada a povos indígenas com mais de 5 anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada, idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados ou institucionalizados e pessoas com condições clínicas especiais atendidas na Rede de Imunobiológicos para Pessoas em Situações Especiais (RIE).

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Durante a transição, o esquema vacinal infantil será de uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses, uma dose da vacina Pneumo 10 aos 4 meses de idade e um reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, com intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas 13 e 23 seguem em uso em estratégias específicas até o fim dos estoques.

 Após o esgotamento dos estoques da vacina Pneumo 10, o esquema passará a ser exclusivamente com a Pneumo 20. O histórico de vacinação pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, no aplicativo Meu SUS Digital.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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