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Penitenciária em Dourados (MS) recebe ações integradas do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e reforça a segurança na região de fronteira

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Dourados, 15/06/2026 – A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (AGEPEN-MS) intensificaram nesta semana as ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), localizada em Dourados (MS), a aproximadamente 120 quilômetros da fronteira com o Paraguai. Situada em uma das regiões mais estratégicas do país para o enfrentamento ao crime organizado, a unidade passou a concentrar ações integradas do Projeto Padrão Segurança Máxima (PSM) com a Força Penal Nacional (FPN), a Operação MUTE e a Operação Modo Avião. 
As ações mobilizam servidores da Força Penal Nacional (FPN), coordenada pela Polícia Penal Federal (PPF), equipes especializadas da Diretoria de Inteligência Penal da SENAPPEN e da Gerência de Inteligência do Mato Grosso do Sul, 50 policiais penais do estado e policiais penais operacionais do Comando de Operações Penitenciárias MS (COPE). A atuação integrada reúne inteligência, tecnologia e apoio operacional especializado em unidades prisionais de alta complexidade. Atualmente, a PED custodia aproximadamente 2800 pessoas privadas de liberdade.

Com a Operação MUTE, a equipe realiza revistas estruturadas para busca de aparelhos celulares e materiais ilícitos do ambiente prisional, enquanto com a Operação Modo Avião há o emprego de tecnologia especializada para identificação de sinais de telefonia móvel, fortalecendo a capacidade de monitoramento e contribuindo para a interrupção de comunicações criminosas originadas no interior das unidades prisionais.
Durante a ação também foi utilizado georradar, equipamento capaz de identificar estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações ou intervenções físicas no terreno. A ferramenta permite localizar possíveis túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que possam representar riscos à segurança da unidade prisional.

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A PED também integra o Projeto Padrão Segurança Máxima, iniciativa da SENAPPEN que prevê investimentos em equipamentos, tecnologia e qualificação profissional. A unidade deverá receber equipamentos como aparelhos de raio X, scanners corporais (body scan) e viaturas especializadas, ampliando a capacidade de fiscalização, controle de acessos e segurança institucional.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a atuação simultânea das diferentes frentes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado demonstra a estratégia adotada pelo Governo Federal para enfrentar as organizações criminosas. “Estamos levando para as unidades prisionais estratégicas aquilo que há de mais moderno em tecnologia, inteligência e procedimentos operacionais. O enfrentamento ao crime organizado exige integração permanente entre União e estados. Quando fortalecemos o controle prisional, interrompemos fluxos de comunicação criminosa, reduzimos a capacidade de articulação dessas organizações e ampliamos a proteção da sociedade.”

Segundo o diretor-presidente da AGEPEN-MS, Rodrigo Rossi Maiorchini, as ações demonstram a relevância da unidade o enfrentamento às organizações criminosas. “A Penitenciária Estadual de Dourados ocupa uma posição estratégica no sistema prisional brasileiro e desempenha papel fundamental para a segurança pública da região. Essa ação conjunta fortalece os nossos protocolos, amplia as capacidades operacionais das equipes e contribui para elevar os padrões de segurança da unidade. Um esforço que beneficia diretamente a sociedade e reforça a presença do Estado no combate ao crime organizado.”

 

O portal do Brasil | Ministério da Justiça e Segurança Pública

SENAPPEN
Divulgação SENAPPEN

Força Penal Nacional em Mato Grosso do Sul

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou, por meio da Portaria MJSP nº 1.214/2026, o emprego da Força Penal Nacional em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul pelo período inicial de 90 dias.

A atuação é coordenada pela Polícia Penal Federal e reúne policiais penais de diferentes unidades da Federação, promovendo a integração de experiências e boas práticas desenvolvidas pelos sistemas penitenciários estaduais e federal.

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Atualmente, a missão conta com policiais penais federais e estaduais mobilizados, oriundos dos estados do Acre, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe, que atuam em conjunto com a Polícia Penal Federal e os policiais penais de Mato Grosso do Sul.

Sobre o Padrão Segurança Máxima

O Projeto Padrão Segurança Máxima (PSM) integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e tem como objetivo fortalecer o controle prisional, ampliar a capacidade de enfrentamento às organizações criminosas e modernizar o sistema penitenciário brasileiro.

Estruturado nos eixos de inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação de servidores, o projeto prevê investimentos em equipamentos, infraestrutura, tecnologia e qualificação profissional para 138 unidades prisionais estratégicas em todo o país.

A iniciativa busca integrar inteligência, tecnologia e atuação operacional para fortalecer as polícias penais, ampliar a segurança das unidades prisionais e contribuir para a proteção da sociedade.

Ascom MJSP/ SENAPPEN 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Política Nacional de Proteção de Dados avança com participação social

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Brasília, 15/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), realizou, na sexta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD).

O evento ocorreu em formato híbrido, no Palácio da Justiça, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu representantes do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da sociedade civil, da academia e do setor privado.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, ressaltou o caráter estratégico da primeira audiência pública após dois mandatos do CNPD.

“A construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade representa um passo fundamental. Trata-se de um instrumento que orientará a atuação do Estado brasileiro, fortalecerá os mecanismos de cooperação e ampliará o diálogo interinstitucional em torno dos direitos digitais, promovendo maior coerência, efetividade e participação na formulação de políticas públicas.”

Fernandes também destacou a centralidade do tema para a cidadania digital. “O direito à proteção de dados pessoais e à privacidade é hoje um dos pilares da cidadania digital. Em um contexto de transformação tecnológica acelerada, assegurar esses direitos significa garantir autonomia, dignidade e confiança nas interações digitais.”

A audiência integrou um processo mais amplo de elaboração participativa da política, que tem como referência os subsídios elaborados pelos seis Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs) do CNPD, além das diretrizes encaminhadas pela ANPD ao MJSP. Ao todo, foram registradas 22 inscrições de fala da sociedade civil, além das contribuições dos coordenadores dos GTTs.

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Eixos e propostas

Os grupos de trabalho apresentaram recomendações organizadas em seis eixos estruturantes: educação e capacitação em proteção de dados (GTT 1); mecanismos e práticas de conformidade (GTT 2); governança de dados no setor privado (GTT 3) e no setor público (GTT 4); dados pessoais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação (GTT 5); e harmonização entre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI) (GTT 6).

Entre as propostas apresentadas pelos coordenadores dos GTTs, destacaram-se a criação de uma Escola Nacional de Proteção de Dados, a institucionalização de uma Semana da Privacidade no calendário nacional, o estabelecimento de parcerias com o Ministério da Educação para integrar a temática aos currículos escolares e o desenvolvimento de ferramentas de autoavaliação para órgãos públicos. O GTT 5 propôs 36 subsídios voltados ao equilíbrio entre proteção de direitos e geração de valor econômico a partir do tratamento responsável de dados pessoais.

Representantes da sociedade civil apresentaram contribuições sobre temas como a necessidade de indicadores de monitoramento da política, a harmonização entre a LGPD e o direito de acesso à informação, a regulação do uso de tecnologias de reconhecimento facial e dados biométricos, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e a inclusão de diretrizes específicas para a segurança pública.

Organizações como o Instituto Alana, a Transparência Brasil, a Open Knowledge Brasil, a Fiquem Sabendo, o Idec, o iFood e o Instituto Sigilo, entre outras, também participaram da audiência.

A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, que participou ao lado do também diretor Iagê Miola, enfatizou a importância de compreender os diferentes anseios e perspectivas da sociedade.

“O CNPD trabalhou diligentemente, constituindo diferentes grupos de trabalho dedicados à abordagem dos diversos temas relacionados à política nacional. Tive a oportunidade de participar de vários desses encontros, nos quais pudemos trocar impressões, compartilhar experiências e acompanhar um trabalho muito sério e competente de construção dessas diretrizes”, disse.

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O MJSP informou que as contribuições recebidas durante a audiência, bem como as manifestações escritas que poderão ser encaminhadas posteriormente, serão analisadas e incorporadas ao processo de elaboração da política. A expectativa, reforçada por múltiplos participantes, é que o decreto seja publicado ainda em 2026 — mais de oito anos após a aprovação da LGPD.

“Essa diversidade de perspectivas é fundamental para qualificar a escuta do Governo Federal e contribuir para a elaboração de uma política pública consistente, legítima e representativa”, concluiu Victor Fernandes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério das Cidades entrega moradias do MCMV entidades, em Viamão (RS)

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 Em boa parte das portas do Residencial Viver COOHAGIG, em Viamão, há uma mulher à frente da família. Segundo representantes da Cooperativa Habitacional Giuseppe Garibaldi, 71% das moradias do empreendimento têm mulheres chefes de família como responsáveis. São mães solo, viúvas, trabalhadoras, cuidadoras e mulheres que, ao longo dos últimos anos, transformaram a busca pela casa própria em um processo de resistência, organização e recomeço.

Foi nesse cenário que o Ministério das Cidades realizou, nesta segunda-feira (15), a entrega do Residencial Viver COOHAGIG, que tem 400 unidades habitacionais, com investimento de R$ 34,2 milhões e previsão de beneficiar cerca de 1,6 mil pessoas. A agenda contou com a presença do ministro das Cidades, Vladimir Lima, e também marcou a formalização dos primeiros 65 contratos no empreendimento.

Ao todo, o residencial conta com 400 unidades habitacionais, com investimento de R$ 34,2 milhões. Mais do que a conclusão de uma obra, a entrega representou a chegada de famílias a um endereço definitivo. Para muitas delas, a nova casa significa deixar para trás o aluguel, a moradia provisória, a casa cedida por parentes ou a insegurança de não saber onde viver nos próximos anos.

“Estamos aqui com vocês, a mulherada no comando, e isso dá muito orgulho de ver”, disse o ministro Vladimir Lima. Referindo-se às que são chefes de família e titulares dos contratos com o Minha Casa, Minha Vida completou: “é para que vocês possam dizer: este aqui é meu lar, é o lar da minha família e isso aqui ninguém me tira”.

Entre as moradoras do residencial está Silvia Regina Goulart da Silva. Costureira, pessoa com deficiência física e usuária de cadeira de rodas, ela recebeu uma unidade adaptada para garantir acessibilidade. A casa fica próxima à portaria do empreendimento, conforme a prioridade destinada a pessoas com deficiência e idosos, e foi planejada para oferecer mais autonomia.

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O residencial também reúne trajetórias como a de Elizete Zacharias, mãe solo e chefe de família, que saiu do Paraná para Porto Alegre com o filho de apenas seis meses nos braços. Depois de morar com uma tia e enfrentar anos pagando aluguel, conheceu o projeto por meio de uma amiga. A entrada na cooperativa abriu um caminho de esperança não apenas para ela, mas também para familiares que, com o tempo, passaram a participar do processo coletivo e também conquistaram suas moradias.

Outra beneficiária é Marlete Rosso, mulher chefe de família e viúva. Antes da casa própria, ela morava de favor com os filhos na casa de parentes e enfrentava dificuldades agravadas pela necessidade de cuidado com uma filha com deficiência. Com apoio de outras mães da APAE, buscou informações sobre o Minha Casa, Minha Vida no CRAS e chegou à cooperativa. Mesmo com problemas de saúde e tendo como renda fixa o benefício da filha, seguiu trabalhando e fazendo bicos para sustentar os dois filhos menores.

Essas histórias ajudam a explicar por que a entrega do Viver COOHAGIG teve um significado tão simbólico. Nesse contexto, o Minha Casa, Minha Vida Entidades tem papel estratégico. A modalidade valoriza a produção social da moradia, reconhece o trabalho de associações, cooperativas e movimentos organizados e fortalece o protagonismo das famílias na busca por uma casa própria. Por meio da participação comunitária e da autogestão, as famílias deixam de ser apenas beneficiárias e passam a integrar a construção do projeto habitacional.

 “Hoje está aí o salto de qualidade de 400 famílias contempladas”, disse Paulo Dornelles, representante da cooperativa.

A entrega em Viamão integrou a agenda do ministro Vladimir Lima no Rio Grande do Sul, que também passou por Estrela, Lajeado e Porto Alegre. Ao longo do dia, o Ministério das Cidades realizou visitas, entregas, assinaturas e anúncios voltados à ampliação do acesso à moradia digna, à reconstrução dos municípios gaúchos, ao saneamento e à mobilidade urbana.

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O deputado federal, Paulo Pimenta, lembrou da tragédia das enchentes e de que o presidente Lula fala que quando governo federal, governo do estado e prefeituras trabalham juntos, quem ganha é a população. Para ele, o Rio Grande do Sul é exemplo disse, com milhares de imóveis da reconstrução. “Cada cidade em que a gente passa, são centenas de imóveis. E a quantidade de obras, de infraestrutura, tem pontes, tem famílias beneficiadas com apoio emergencial…Então, isso é uma demonstração de que quando a gente trabalha junto, quem ganha é a comunidade, é a população”, disse Pimenta.

Acesse a Central de Conteúdos e as Redes Sociais do Ministério das Cidades

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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