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BRASIL

Projeto Transição Justa na Mobilidade Urbana abre seleção de municípios para apoio técnico

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O Ministério das Cidades, por meio do projeto Transição Justa na Mobilidade Urbana no Brasil, abriu, nesta sexta-feira (29), a seleção para escolha de até três municípios brasileiros que receberão apoio técnico especializado para aprimorar políticas e ações voltadas à melhoria do transporte público coletivo. A iniciativa tem foco em inclusão social, equidade racial e de gênero. As inscrições podem ser realizadas até 14 de junho de 2026, por meio do formulário de manifestação de interesse.

A iniciativa irá priorizar municípios com mais de um milhão de habitantes, capitais ou cidades-núcleo de regiões metropolitanas, que demonstrem interesse em incorporar abordagens de gênero, anticapacitista e antirracista em contratos, regulamentos ou normas técnicas de operação do transporte públicos, além de aprimoramentos no Plano de Mobilidade Urbana Local (PlanMob).
Processo de seleção
A seleção será realizada a partir da análise das informações enviadas pelos municípios no formulário de manifestação de interesse. Além dos critérios citados, serão priorizados municípios que possuam sistema de bilhetagem eletrônica, demonstrem disponibilidade para revisar normas e contratos de concessão e indiquem equipes com diversidade de gênero e raça, incluindo participação de servidoras e servidores públicos concursados. 
Após a análise das inscrições, os municípios pré-selecionados serão convocados para entrevistas online com a equipe do projeto. Os encontros têm data prevista para acontecer entre 22 e 29 de junho de 2026 e terão como objetivo esclarecer dúvidas, alinhar expectativas e identificar potencialidades e desafios para implementação das ações. 
O resultado da seleção será divulgado até 3 de julho de 2026, por e-mail e nas redes sociais do Ministério das Cidades.
Entre julho de 2026 e o fim de 2027, as três cidades-piloto selecionadas receberão assessoria técnica especializada em diferentes frentes com o objetivo de melhorar a qualidade do transporte público coletivo nessas cidades.
Além da assessoria especializada, a iniciativa promoverá capacitações em gênero e antirracista na mobilidade urbana e articulará a troca de experiências entre as cidades-piloto e duas “cidades mentoras” que já implementaram medidas inclusivas.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected]
Sobre o Projeto
O Projeto Transição Justa na Mobilidade Urbana no Brasil é uma iniciativa da Cooperação Brasil–Alemanha, implementada pelo Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), e pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, com recursos do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha (BMZ).
O projeto trabalhará para transformar o transporte público brasileiro, tornando-o mais qualitativo, inclusivo e seguro, com foco centrado nas necessidades de mulheres e pessoas negras. Atuando desde o cenário nacional até o municipal, a iniciativa conecta o setor público, a iniciativa privada e a sociedade civil para integrar diretrizes de gênero e antirracistas nas regulamentações, normas e projetos de mobilidade urbana do país.
Acompanhe a iniciativa do Projeto na ReDUS para detalhes da implementação.

Fonte: Ministério das Cidades

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BRASIL

Operação Brasil Contra o Crime Organizado provoca prejuízo de R$ 4,4 milhões a facções

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Brasília, 29/5/2026 – A Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFron), segue intensificando o combate às organizações criminosas em todo o País. No balanço referente ao período de 24 a 28 de maio, as ações integradas das forças de segurança provocaram prejuízo estimado de R$ 4,4 milhões ao crime organizado.

Durante os cinco dias de operação, foram apreendidos 813,3 kg de drogas, entre maconha, skunk e cocaína, além de 37 veículos — entre automóveis, embarcações e aeronaves — utilizados por organizações criminosas no transporte de ilícitos.

As ações também resultaram em 65 prisões e conduções, reforçando a atuação conjunta das forças de segurança em áreas de fronteira, divisas estaduais e corredores logísticos estratégicos utilizados pelo crime organizado.

Segundo o coordenador-geral de Fronteiras e Amazônia da Senasp, Jacks Galvão, os resultados refletem a efetividade da integração entre as forças de segurança estaduais e federais.

“O crime organizado atua de forma articulada e, por isso, nossa resposta precisa ser cada vez mais integrada. Os resultados desta semana demonstram a capacidade operacional das forças de segurança em identificar rotas criminosas, apreender drogas, retirar recursos das organizações criminosas e prender seus integrantes. Cada apreensão e cada prisão representam mais segurança para a população brasileira”, destacou.

Dados do Brasil Contra o Crime Organizado

A operação integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento da cooperação entre União e estados no enfrentamento às facções criminosas, aos crimes transfronteiriços e à descapitalização financeira dessas organizações.

Desde o início da Operação, em 11 de maio, as ações coordenadas pela CGFron já provocaram prejuízo estimado de R$ 298 milhões às organizações criminosas. No período, foram apreendidas 78,7 toneladas de drogas, entre maconha, skunk, cocaína e pasta base, além de 449 veículos — entre carros, embarcações e aeronaves — utilizados em atividades ilícitas.

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As operações também resultaram em 508 prisões e conduções, na apreensão de aproximadamente R$ 103 milhões em moedas e ativos financeiros e na recuperação ou prevenção de perdas de cerca de R$ 3,57 milhões aos cofres públicos.

Somente as apreensões de maconha representam prejuízo superior a R$ 50,7 milhões ao crime organizado, enquanto cocaína e pasta base somam mais de R$ 25,4 milhões, demonstrando o impacto das ações integradas no enfraquecimento financeiro das facções criminosas.

A Operação Brasil Contra o Crime Organizado segue em andamento nas 27 unidades da Federação, ampliando a presença do Estado em regiões estratégicas e fortalecendo o enfrentamento ao tráfico de drogas, armas, contrabando, crimes ambientais e demais atividades ilícitas relacionadas às organizações criminosas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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BRASIL

Brasil e Suriname firmam acordo de cooperação para reforçar o combate ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes

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Brasília, 29/5/2026 – O Governo Brasileiro e a República do Suriname assinaram, na quinta-feira (28), em Brasília, o Acordo de Cooperação entre a República Federativa do Brasil e a República do Suriname para Fortalecer o Combate ao Tráfico de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes. A assinatura ocorreu durante a visita oficial da presidenta do Suriname ao Brasil.

O acordo busca ampliar a cooperação bilateral entre os países em ações de prevenção, investigação e repressão ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes, além de fortalecer medidas de proteção, assistência e garantia de direitos às vítimas desses crimes.

A iniciativa está alinhada às diretrizes do IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2024-2028), especialmente no eixo voltado ao fortalecimento da cooperação internacional e da atuação articulada entre instituições nacionais e estrangeiras no combate às organizações criminosas transnacionais.

A parceria também integra a estratégia brasileira de consolidação de instrumentos bilaterais e regionais voltados ao enfrentamento do tráfico de pessoas e do contrabando de migrantes, especialmente em regiões de fronteira e áreas mais vulneráveis à atuação de redes criminosas.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) e da Coordenação-Geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes (CGETP), participou da articulação técnica do instrumento.

O acordo prevê iniciativas de intercâmbio de informações e boas práticas, fortalecimento institucional, capacitação de profissionais, cooperação técnica e articulação entre autoridades competentes dos dois países, com respeito aos marcos legais nacionais e aos compromissos internacionais assumidos por Brasil e Suriname.

A cooperação é considerada estratégica diante dos desafios relacionados à atuação transnacional de organizações criminosas na região amazônica e às dinâmicas migratórias na faixa de fronteira entre os dois países.

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Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula, o acordo representa um passo importante para fortalecer a resposta regional ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes.

“A cooperação internacional é um elemento indispensável para enfrentar crimes complexos e transnacionais, como o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes. Esse acordo fortalece a capacidade de atuação conjunta entre Brasil e Suriname, especialmente em uma região estratégica e desafiadora como a Amazônia”, afirmou a secretária.

Ela também destacou a importância da proteção às vítimas e da atuação integrada entre os países.
“Além do enfrentamento às organizações criminosas, o acordo reforça o compromisso dos dois países com a proteção dos direitos humanos, a assistência às vítimas e o desenvolvimento de estratégias coordenadas de prevenção”, completou.

O acordo com o Suriname soma-se à agenda crescente de cooperação internacional desenvolvida pelo Brasil nos últimos anos para enfrentar o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes. Entre 2024 e 2025, foram firmados instrumentos de cooperação e planos de ação com países como Bolívia, Colômbia, França e Reino Unido, além do fortalecimento da articulação regional no âmbito do Mercosul.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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