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Audiência pública discute federalização da Transpantaneira

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Foto: NAJYLLA NUNES

A federalização da rodovia MT-060, que liga os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, foi discutida em audiência pública nesta quinta-feira (05), na Câmara Municipal de Poconé (distante a 104 km de Cuiabá).

A estrada liga os municípios de Poconé a Corumbá (MS), em uma distância de aproximadamente 400 km. O trecho mato-grossense ainda não é de responsabilidade do governo federal e, atualmente, a estrada é de chão e, em períodos de chuva, fica intransitável, pois fica alagável.

Iniciada em 1970, antes da divisão do estado de Mato Grosso, as obras da Rodovia Transpantaneira já eram consideradas um grande sonho de desenvolvimento para os moradores da região. O objetivo era interligar o sul e o norte do Pantanal, além de unir duas importantes cidades, Poconé e Corumbá, assegurando assim a integração de toda a região. Em 1976, a construção foi paralisada à beira do Rio Cuiabá, em Porto Jofre, desde então os dois municípios têm lutado para que seja enfim federalizado a  rodovia, a fim de transformar a economia de toda região.

O deputado Paulo Araújo, co-autor da audiência pública em conjunto com a vereadora de Poconé Camila Silva (PSC), pediu mobilização da classe política mato-grossense para a concretização do projeto de integração da Rodovia Transpantaneira que, segundo ele, simboliza um sonho de desenvolvimento para muitas de pessoas.

Foto: NAJYLLA NUNES

“Sem dúvida nenhuma, é uma interligação importante para os dois estados, pois entendo que essa seja, talvez, a região com maior potencial turístico do estado de Mato Grosso. O turismo é a vocação de toda a Baixada Cuiabana e, se conseguirmos fazer a interligação da região de Poconé a Corumbá iremos, sem dúvida nenhuma, conseguir fomentar o turismo nessa região”, afirmou Araújo.

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A vereadora Camila Silva explicou que a federalização facilita o trabalho para a pavimentação da rodovia, proporcionando incremento na economia da região e levando desenvolvimento para a população, através da integração entre os dois estados.

“A federalização desta estrada é um sonho da população poconeana. Essa obra representaria uma melhor infraestrutura para o escoamento da produção do estado de Mato Grosso, bem como alavancaria o turismo na nossa região e, sem dúvida nenhuma, geraria empregos para os nossos jovens que em sua grande maioria encontra-se desempregados”, argumentou Camila.

O coronel Ângelo Rabelo, representante do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), destacou a necessidade de ampliação da infraestrutura dos estados. “Muitos me perguntam se a construção dessa rodovia traria impactos ambientais. Entendo que hoje nós temos uma engenharia ambiental inteligente. Essa engenharia, tenho certeza, trabalharia com um único objetivo de atender a população sofrida, que são os pantaneiros que nunca tiveram estrada, nem comunicação. Acredito que essa federalização seria sinônimo de oportunidade para a geração de empregos, através do turismo e potencializaria essa região que é isolada do país”, afirmou Rabelo.

Já o engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Marcelo Rezende, ressalta a complexidade da obra. “É um processo demorado e complexo, contudo, o Dnit irá realizar um estudo técnico para saber a viabilidade técnica, porque envolve também a questão ambiental. Entendemos a importância desse projeto, pois visa fazer uma interconexão dos modais rodoviário, ferroviário e hidroviário, inclusive vai melhorar a qualidade de vida de toda população e também ajudará a escoar a produção de grãos de todo o estado”, analisou o engenheiro.

O deputado Paulo Araújo anunciou a criação de um comitê e uma expedição por parte do governo do estado de Mato Grosso para os próximos dias. “A partir dessa audiência pública será criado um comitê com o objetivo representar toda esta região das vias que ligam a MT-060 também, conhecida como Transpantaneira. Outro encaminhamento foi um compromisso do governo de Mato Grosso, que irá realizar uma expedição aqui na Transpantaneira em uma data futura. Já estamos articulando essa ação que será conjunta como o nosso estado vizinho Mato Grosso do Sul”, explicou o parlamentar.

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Também participaram da audiência Tatá Amaral (DEM), prefeito de Poconé; Antônio Souza (DEM), presidente da Câmara Municipal de Poconé; o vereador de Poconé, Márcio Pereira (MDB); o secretario de Turismo de Poconé, Walney de Souza; o vereador Manoel Rodrigues (PRB) de Corumbá e Luiz Alberto, primeiro assessor técnico do Sindicato Rural de Poconé.

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Mesa Diretora estabelece regras para atividades da ALMT durante o período eleitoral

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A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (3) o Ato nº 018/2026, que disciplina a realização de audiências públicas, sessões solenes e demais eventos institucionais durante o período eleitoral. A medida atende às normas da legislação eleitoral e estabelece regras para a utilização da estrutura da Casa durante o período de vedação eleitoral, que começa neste sábado (4), três meses antes da realização do primeiro turno das eleições.

Conforme o ato, durante esse período ficarão suspensas as sessões solenes, sessões especiais de homenagem ou comemoração, eventos comemorativos, homenagens, solenidades, simpósios, feiras e atos congêneres promovidos com a utilização da estrutura física ou administrativa da Assembleia Legislativa.

As audiências públicas, reuniões de Câmaras Setoriais Temáticas, Grupos de Trabalho e demais reuniões técnicas somente poderão ser realizadas se estiverem relacionadas ao exercício das funções legislativa, fiscalizatória, orçamentária ou administrativa da Assembleia, ou para atender exigência constitucional, legal ou regimental. Nesses casos, será necessária justificativa formal e autorização da Mesa Diretora.

Entre as atividades mantidas durante o período eleitoral estão sessões plenárias ordinárias e extraordinárias, reuniões das comissões permanentes e temporárias, audiências públicas exigidas pela Constituição ou por lei e reuniões técnicas internas de natureza administrativa.

Mesmo nas hipóteses permitidas, deverão ser observadas as restrições previstas na legislação eleitoral, como a vedação à promoção pessoal ou eleitoral, à distribuição de material de campanha, ao uso de slogans, símbolos, identidade visual ou expressões vinculados a candidaturas e à utilização da estrutura da Assembleia para finalidade diversa do interesse institucional.

O ato estabelece ainda que a divulgação institucional das atividades autorizadas deverá limitar-se ao estritamente necessário para assegurar a publicidade oficial, a transparência administrativa e a comunicação de interesse público, em conformidade com a legislação eleitoral.

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Fonte: ALMT – MT

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Assembleia sedia reunião da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e reforça atuação integrada

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A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (PEM-ALMT) sediou, nesta sexta-feira (3), reunião da Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá. Realizado no Auditório Milton Figueiredo, o encontro reuniu representantes do sistema de Justiça, órgãos públicos e instituições parceiras para alinhar estratégias, aperfeiçoar o atendimento às vítimas e fortalecer a atuação integrada no enfrentamento à violência contra a mulher.

A subprocuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que com a iniciativa, Assembleia reafirma seu compromisso de atuar de forma ativa na defesa dos direitos das mulheres e de manter as portas abertas às instituições que integram a rede de proteção. Segundo ela, o trabalho articulado entre os órgãos reduz o tempo de acesso das vítimas aos serviços públicos, agiliza encaminhamentos e torna mais eficiente o acolhimento das mulheres em situação de violência.

Francielle lembrou ainda que a PEM realiza, em média, cerca de 450 atendimentos por ano e que a Assembleia já contribuiu para a implantação de 48 subprocuradorias municipais, além de desenvolver iniciativas como a Rota do Respeito.

Coordenadora da Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges explicou que as reuniões são realizadas a cada dois meses e reúnem representantes de aproximadamente 40 a 50 instituições. Conforme a magistrada, os encontros permitem revisar fluxos de atendimento, fortalecer campanhas preventivas e definir ações conjuntas voltadas à proteção das vítimas.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

Entre os assuntos debatidos nesta reunião esteve o planejamento das ações para o mês de agosto, período em que são intensificadas as campanhas de conscientização em razão do aniversário da Lei Maria da Penha.

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A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra ressaltou que o enfrentamento à violência doméstica depende da integração entre os órgãos de proteção, segurança pública, sistema de Justiça, saúde, educação, assistência social e sociedade civil. Para ela, essa atuação conjunta fortalece a confiança das vítimas nas instituições e amplia as possibilidades de romper o ciclo da violência antes que os casos evoluam para situações mais graves.

Claire também defendeu que o combate à violência contra a mulher passa pela educação, tanto no ambiente familiar quanto nas escolas, e pelo enfrentamento à misoginia. Segundo a promotora, a construção de uma sociedade mais igualitária exige a participação de toda a comunidade, incluindo instituições públicas, organizações sociais, igrejas, imprensa e cidadãos, para que as mulheres encontrem apoio e segurança para denunciar a violência e acessar seus direitos.

Fonte: ALMT – MT

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