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AGRONEGÓCIOS

Trabalho começa na oficina e no mapa da lavoura para evitar desperdícios

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Antes de a primeira semente chegar ao solo, erros no diagnóstico da área, na regulagem dos equipamentos ou na manutenção das máquinas já podem comprometer o resultado da lavoura. Com 83,5 milhões de hectares cultivados e produção estimada em 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, pequenas falhas repetidas em grandes extensões representam desperdício de sementes, fertilizantes, defensivos, combustível e horas de trabalho.

A prevenção começa pelo conhecimento das diferenças existentes dentro da propriedade. Variações de fertilidade, textura do solo, relevo, umidade e histórico de produtividade fazem com que duas partes de um mesmo talhão possam exigir quantidades diferentes de insumos.

A Agricultura de Precisão permite reunir essas informações em mapas e definir uma estratégia para cada zona de manejo. Em vez de aplicar a mesma dose em toda a área, o produtor pode aumentar ou reduzir a quantidade de sementes e fertilizantes de acordo com o potencial produtivo de cada ponto.

Na adubação, a aplicação em taxa variável ajuda a evitar o excesso de nutrientes onde o solo já apresenta níveis adequados e a corrigir áreas deficientes. O mesmo princípio pode ser empregado na distribuição de sementes, com ajustes na população conforme as características do solo e a capacidade de resposta da cultivar ou do híbrido.

A tecnologia, entretanto, não corrige uma recomendação agronômica equivocada. Mapas desatualizados, amostras de solo mal coletadas e sensores sem calibração podem apenas tornar o erro mais rápido e mais uniforme.

Segundo Marcelo Hilário, químico industrial, mestre em Agronomia e profissional de Pesquisa e Desenvolvimento da Sell Agro, a redução do desperdício começa pela qualidade da informação. É o diagnóstico que orienta onde cada semente, quilo de fertilizante ou volume de defensivo pode oferecer maior retorno.

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Resultados obtidos em propriedades de Mato Grosso e do Paraná mostram o potencial da semeadura em taxa variável, mas também indicam que os ganhos não são automáticos. Em experimentos conduzidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o aumento ajustado da população de plantas elevou a produtividade do milho em até 8% e a do algodão em até 3%.

No teste com milho, uma elevação de 10% na quantidade de sementes aumentou em 8% a produtividade de um híbrido considerado responsivo. Outro híbrido avaliado não apresentou ganhos quando a população ultrapassou a recomendação original.

No algodão, o aumento de até 3% ocorreu somente nas partes do talhão com maior potencial produtivo e teor de argila superior a 30%. Os resultados reforçam que elevar indiscriminadamente a quantidade de sementes pode apenas aumentar o custo, sem assegurar retorno.

Depois do diagnóstico, a eficiência depende da capacidade da máquina de cumprir a prescrição. Uma plantadeira equipada com sensores, posicionamento por satélite e controle eletrônico continuará produzindo falhas se os dosadores estiverem desgastados, as linhas desalinhadas ou a pressão sobre o solo estiver incorreta.

A revisão deve começar pela estrutura do equipamento. Chassi, pontos de articulação, cilindros, mecanismos de dobramento, pinos, buchas, mangueiras, engates, rodas e rolamentos precisam ser verificados antes da entrada na lavoura. Vazamentos, folgas ou componentes desgastados podem provocar paradas justamente durante a janela mais favorável de plantio.

Os sistemas hidráulicos e elétricos também exigem testes prévios. Conectores, chicotes, sensores, motores, controladores e monitores devem funcionar de forma integrada. Não basta que a máquina se movimente; os dados exibidos precisam corresponder ao que está sendo efetivamente depositado no solo.

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Na regulagem, o produtor deve observar o nivelamento do chassi, a profundidade de semeadura, o desempenho do disco de corte, a pressão das rodas compactadoras e o fechamento do sulco. Alterações nesses pontos afetam o contato da semente com o solo, a absorção de água e a uniformidade da emergência.

A calibração dos dosadores deve ser feita com o lote que será utilizado. Diferenças de tamanho, formato e peso entre sementes podem alterar o desempenho do equipamento. “A dosagem deve ser calibrada com o lote de sementes que será utilizado”, afirma Guillermo Zegna, gerente comercial da fabricante de máquinas agrícolas Crucianelli.

Também é necessário medir a ocorrência de sementes duplas, espaços vazios e variações entre linhas. Esses problemas provocam competição entre plantas em alguns pontos e deixam partes do terreno sem aproveitar em outros, reduzindo a população efetiva da lavoura.

A velocidade de operação é outro fator decisivo. Trabalhar acima da recomendação do equipamento pode aumentar falhas e duplas, alterar a profundidade e prejudicar a distribuição. O ganho aparente de tempo pode ser anulado pela perda de plantabilidade e pela emergência irregular.

Essa atenção torna-se ainda mais importante quando a janela de semeadura é curta. Um dia perdido com quebra ou falha eletrônica pode atrasar a soja e, em regiões de segunda safra, reduzir o período disponível para o milho ou o algodão cultivado na sequência.

A tecnologia oferece ganhos quando diagnóstico, recomendação, máquina e operador trabalham juntos. O mapa orienta a decisão, a regulagem permite executá-la e o acompanhamento da operação revela se a prescrição está sendo cumprida. Sem essa sequência, equipamentos sofisticados podem apenas esconder desperdícios que começarão a aparecer depois, na emergência e na colheita.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

CONAPE debate crédito, regularização da pesca e impactos das mudanças climáticas

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realiza, nesta terça-feira (15), o primeiro dia da 49ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), em Brasília. O encontro reúne conselheiros e representantes do Governo Federal para discutir temas estratégicos para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura e o aprimoramento das políticas públicas para o setor.

Na abertura, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da participação dos diferentes segmentos do setor na construção das políticas públicas. Segundo ele, o fortalecimento do conselho depende da união e da articulação dos atores envolvidos na atividade pesqueira e aquícola. “Para que o nosso conselho e a nossa pauta se consolidem, a gente precisa ter um setor mais unido e articulado. Isso faz com que possamos consolidar o maior conselho que debate os temas da pesca e aquicultura no nosso país, o nosso CONAPE”, afirmou.

Entre os assuntos da programação desta terça-feira estão créditos e financiamentos para a pesca e aquicultura, com destaque para o Pronaf Azul, ações do MPA e BNDES, e a importância dos conselhos nacionais para as políticas públicas. No período da tarde, foram discutidas atualizações sobre os registros e monitoramento da atividade pesqueira, critérios para registro de embarcações e a proposta de atualização da IN 05/2012, Instrução Normativa que regulamenta a pesca amadora e esportiva no Brasil e estabelece as regras para o cadastro de pescadores, empresas e barcos voltados para o lazer.

A pauta também inclui a discussão sobre a proibição da pesca do peixe-porco/peroá, métodos de avaliação do risco de extinção de espécies aquáticas e o plano de recuperação da espécie. Outro tema de destaque é o enfrentamento dos impactos de estiagens, secas, cheias e demais eventos climáticos sobre as atividades pesqueira e aquícola.

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Na quarta-feira (16), os conselheiros vão tratar de projetos de lei de relevância para a pesca e aquicultura, da Rede Pesca Brasil e das atualizações dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs). Também estão previstas discussões sobre o Núcleo de Gestão Compartilhada e o fortalecimento da governança do CONAPE, incluindo a atualização do regimento interno.

No período da tarde, serão apresentadas ações dos comitês de conformidade da pesca nacional, competitividade da tilapicultura, competitividade da carcinicultura, pesca amadora e esportiva, uso compartilhado do mar e pesca artesanal. A programação inclui ainda informações sobre a 4.ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca e o acompanhamento dos encaminhamentos das reuniões anteriores, com definição das próximas ações.

Para o ministro Edipo Araujo, os debates realizados pelo conselho são fundamentais para orientar a atuação do poder público. “Estão aqui os temas que vão nos orientar no caminho da administração pública, para que lado nós vamos, de que forma vamos conduzir a construção destas políticas públicas”, destacou.

A 49.ª Reunião Ordinária do CONAPE segue até esta quarta-feira, com encerramento previsto para as 18h.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Como gestores públicos podem acompanhar a ocorrência de fenômenos severos envolvendo o El Niño

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O acompanhamento dos dados do Centro Virtual para Avisos de Eventos Meteorológicos Severos, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), é uma das formas de preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) recomenda que gestores municipais e trabalhadores do setor também acompanhem os alertas.

Chuvas intensas, tempestades, ventos fortes, queda de temperatura, ondas de calor e baixa umidade do ar são alguns dos fenômenos que podem ser citados nos avisos emitidos pelo INMET. Gestores públicos podem acompanhar frequentemente as atualizações da previsão do tempo e dos avisos meteorológicos.

Monitoramento meteorológico

Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro têm sequência de episódios de tempo severo, segundo o aviso desta terça-feira (15) do INMET. São chuvas intensas em curtos intervalos, alta incidência de raios, vendavais, microexplosões, tornados e ocorrências de granizo.

O que é o El Niño?

É um fenômeno meteorológico que tem como característica o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. A consequência é uma série de eventos atmosféricos capazes de alterar o clima em todo o mundo.

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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