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SAÚDE

Pesquisa aponta que FIESMED reduz rotatividade de médicos e fortalece a atenção básica no SUS

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Um estudo recente do Ministério da Saúde mostra que o FIESMED, ajuda a manter médicos no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente nas regiões mais vulneráveis. O benefício — que dá mais tempo de carência e reduz a dívida do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) — atua junto com o Programa Mais Médicos e tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para ampliar a oferta de profissionais na Atenção Primária à Saúde (APS) e assegurar a continuidade do cuidado à população.

Os dados mostram que profissionais vinculados ao FIESMED apresentam maior tempo de permanência e menor rotatividade na comparação com médicos não participantes. Em 2024, a taxa média de rotatividade na APS entre os solicitantes do programa foi de 43,5%, frente a 68,9% entre os que não utilizavam o benefício. No período de 12 meses, a permanência média foi de 9,4 meses para os cadastrados no FIESMED, contra 7,6 meses para os não cadastrados. Na região Norte, a diferença foi ainda mais expressiva: a taxa de rotatividade entre os médicos beneficiados caiu de 80,6% para 31,3%.

O secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Jérzey Timóteo, destaca que a fixação desses profissionais em áreas vulneráveis depende de condições que favoreçam a sua permanência. “Muitos carregam o peso financeiro de anos de formação. É aí que o FIESMED se torna uma ponte: para quem está na Saúde da Família, abate o saldo devedor mês a mês; para quem está na residência em especialidade prioritária, suspende as parcelas. A iniciativa já é lei, funciona e auxilia quem cuida do povo brasileiro”, disse.

Motivação para a fixação de profissionais

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A pesquisa foi realizada com 642 médicos e revela que o programa influencia diretamente a decisão de atuar no SUS. Metade dos entrevistados afirmou que o FIESMED pesou na escolha pela atenção primária ou por programas da rede pública. Além disso, 51,3% apontaram que teriam baixa probabilidade de trabalhar em áreas remotas, prioritárias ou vulneráveis sem o benefício.

O alto valor das mensalidades durante a graduação se destaca entre os fatores decisivos para solicitar o benefício: grande parte dos participantes tinha dívidas superiores a R$ 400 mil, e 57,8% comprometiam mais de 20% da renda mensal com o FIES. Com o abatimento do programa, 45,3% relataram redução perceptível na preocupação com o débito acumulado na faculdade.

Integração entre ministérios acelera análise de pedidos

As bonificações do FIESMED são regulamentadas em conjunto pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Na prática, a Saúde define as áreas prioritárias e valida o tempo de trabalho do médico no SUS. Já o FNDE entra em ação para aplicar o abatimento direto no saldo devedor do financiamento.

Para tornar o processo mais rápido, seguro e transparente, o envio das solicitações entre os órgãos pode ser feito pelo Tramita.GOV.BR. A medida elimina etapas manuais e simplifica a troca de informações entre as pastas.

Para os médicos, nada muda: o pedido continua sendo feito diretamente na página de serviços do Portal Gov.br. Após analisar a atuação do profissional, o Ministério da Saúde repassa o processo de forma 100% eletrônica para que o FNDE confirme o abatimento.

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde mobiliza SAMU 192 para treinar equipes e apoiar estudo clínico com polilaminina

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O Ministério da Saúde mobilizou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) da capital paulista para apoiar a identificação e o encaminhamento de pacientes ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). Os voluntários elegíveis poderão participar de um estudo clínico sobre o uso da polilaminina no tratamento de lesões agudas da medula espinhal.

Em reunião com o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (18), foi definido que o SAMU fará adaptação no protocolo desses casos e treinamento específico das equipes para identificar as pessoas que se enquadrem nos critérios dos ensaios, previstos para começarem no dia 24 deste mês.

A polilaminina será aplicada em cinco voluntários, que tenham sofrido lesão na medula há menos de 72 horas e atendam aos demais critérios estabelecidos pelo protocolo da pesquisa. A ação representa um avanço regulatório e científico no país ao viabilizar o desenvolvimento de uma nova terapia para pacientes com lesões na medula espinhal e integrar a pesquisa clínica diretamente à assistência no Sistema Único de Saúde (SUS).

Baseada em um protocolo validado e conduzida por pesquisadores capacitados, a parceria exige que o SAMU de São Paulo identifique prontamente os casos com o perfil exigido, viabilizando o rápido encaminhamento ao HC-FMUSP.

Articulação

Além do SAMU, a articulação do Ministério da Saúde envolve o HC-FMUSP e o laboratório responsável pela pesquisa. Também foi acertado que o treinamento das equipes da capital paulista poderá ser utilizado por serviços de urgência de cidades próximas, caso seja identificada a necessidade de ampliar a área de encaminhamento de pessoas socorridas para o estudo.

O estudo foca especificamente em pacientes com lesões agudas completas da medula espinhal torácica (entre as vértebras T2 e T10), ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. A previsão é recrutar cinco voluntários nesta etapa. A inclusão no estudo dependerá de atendimento rigoroso aos critérios clínicos. Após a aplicação da polilaminina, os pacientes serão acompanhados por seis meses.

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A polilaminina é um medicamento desenvolvido a partir da laminina, proteína naturalmente produzida pelo organismo humano e fundamental para a manutenção da estrutura celular e regeneração do tecido nervoso. Em casos de trauma medular, ocorre

o rompimento das estruturas responsáveis por conduzir os impulsos nervosos entre o cérebro e o restante do corpo.

Pesquisa clínica

Os estudos são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.

A fase 1 do ensaio clínico foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e visa confirmar a segurança da polilaminina. Caso os resultados sejam positivos, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3, quando a eficácia do tratamento será avaliada de forma mais ampla. O registro comercial do medicamento só poderá ser solicitado após a conclusão da terceira etapa.

Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu recursos na pesquisa básica, contribuindo para a construção de uma base científica sólida antes da aplicação em seres humanos. A pesquisa busca desenvolver alternativas para a regeneração tecidual e funcional.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Em Juiz de Fora (MG), ministro da Saúde visita instituições filantrópicas que ampliam oferta de atendimento especializado para pacientes do SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta sexta-feira (17), em Juiz de Fora (MG), instituições filantrópicas que ampliam a oferta de atendimento para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). No Instituto Brasileiro de Gestão da Saúde (IBG), foi formalizado um crédito de R$ 2,3 milhões do programa Agora Tem Especialistas para a realização de 596 cirurgias cardíacas. A agenda também incluiu o Hospital Evandro Ribeiro, participante da mesma modalidade.

Padilha também esteve na Santa Casa de Juiz de Fora (MG), instituição com o maior número de transplantes realizados em Minas Gerais e a quinta que mais registrou os procedimentos no país. A unidade também se destaca na tecnologia ao contar com sistema robótico para cirurgias. Já os atendimentos contemplam as áreas de cardiologia, neurologia e neurocirurgia, traumato-ortopedia, terapia intensiva, atenção materno-infantil, atendimento a pessoas queimadas.

Visitamos três grandes unidades de saúde em Juiz de Fora, que têm um papel importante para o SUS e para o avanço dos atendimentos. Estamos ampliando o número de procedimentos e incorporando novas tecnologias, como a cirurgia robótica, para oferecer tratamentos cada vez mais modernos e qualificados à população”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Hospitais privados abrem as portas para pacientes do SUS

A oferta aprovada para o IBG, que contempla 596 procedimentos por ano, prevê cirurgias cardiovasculares e oncológicas, como revascularização miocárdica, angioplastia, mastectomia simples e colectomia total. Pelo componente de créditos financeiros do Agora Tem Especialistas, atendimentos como esses, realizados para pacientes do SUS, geram recursos que podem ser utilizados pelas instituições para o abatimento de impostos federais.

No município mineiro, outras duas instituições já possuem R$ 5,9 milhões em contratos firmados para atender gratuitamente pacientes do SUS. O Hospital Evandro Ribeiro tem R$ 1,14 milhão contratado para a realização de 528 cirurgias por ano em oftalmologia e otorrinolaringologia. Já a Ascomcer – Instituto de Saúde possui outros R$ 2,24 milhões contratados para tratamentos oncológicos. Em Minas Gerais, o Agora Tem Especialistas já soma R$ 124,7 milhões em créditos financeiros contratados, o maior volume do país.

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Assistência de média e alta complexidade

Ao visitar o Hospital Evandro Ribeiro, o ministro da Saúde acompanhou serviços média e alta complexidade. Entre 2023 e 2026, o hospital registrou 278.847 procedimentos ambulatoriais. A população local também conta com cirurgias pelo Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) e transplantes de córnea e esclera.  A unidade trabalha ainda com atenção especializada às pessoas com deficiência auditiva, com oferta de reabilitação.   

Já no Instituto Brasileiro de Gestão da Saúde, o cuidado inclui, além da área cardiovascular, oncologia, com tratamentos de hematologia e radioterapia. Neurologia, traumo-ortepida, retirada de órgãos e tecidos também são disponibilizados no local. Dos 90 leitos da instituição, 71% são destinados ao SUS, incluindo internações de UTI.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Santa Casa de Juíz de Fora: referência em transplantes e alta tecnologia

De 2023 a 2026, a Santa Casa de Juíz de Fora realizou 885 transplantes de pâncreas, rins e córneas. A instituição é a que mais registrou procedimentos em MG, seguida pelo Hospital Felicio Rocho, em Belo Horizonte, com realização de 483 transplantes no mesmo período. Na Santa Casa, há laboratório de histocompatibilidade e imunogenética e habilitação para cadastro de doadores voluntários de medula óssea e outros precursores hematopoéticos. 

A Santa Casa de Juiz de Fora também possui um Centro de Cirurgias Robóticas, que conta com o CUVIS-Joint, sistema utilizado em cirurgias de artroplastia do joelho. O equipamento é o primeiro de sua categoria com operação 100% autônoma na América Latina. A tecnologia utiliza tomografia para planejar a cirurgia de forma individualizada. Durante o procedimento, o braço robótico realiza os cortes ósseos definidos pelo cirurgião, que permanece responsável pela operação e pela implantação da prótese.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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