Magistrados, servidores e assessores terão a oportunidade de conhecer, nesta quinta-feira (18 de junho), às 9h, no Fórum da Capital, em Cuiabá, a OMNIA, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida por servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso para apoiar a gestão da produtividade das unidades judiciárias.
O lançamento oficial marca o início da implantação estadual da solução, criada pela Divisão de Inteligência Artificial e Automação (IAA), vinculada ao Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI) da Corregedoria-Geral da Justiça. Após essa etapa, a ferramenta passará a integrar o Projeto Conecta, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com nacionalização prevista para o fim de junho.
A OMNIA funciona como uma assistente inteligente de gestão judiciária. Por meio de comandos em linguagem natural, magistrados, gestores, assessores e servidores podem consultar indicadores de desempenho, acompanhar metas nacionais do CNJ, obter relatórios de produtividade e acessar informações gerenciais sem a necessidade de navegar por diferentes sistemas.
“O lançamento da OMNIA representa um momento de orgulho para o Poder Judiciário de Mato Grosso. Trata-se de uma solução desenvolvida por servidores da nossa própria instituição, pensada para atender às necessidades reais das unidades judiciárias. É um produto prata da casa que irá ultrapassar as fronteiras do Estado e será disponibilizado nacionalmente pelo CNJ”, destaca o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.
A programação inclui palestra do presidente do Comitê de Governança Estratégica de Inteligência Artificial (CGEIA), desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, sobre os desafios e oportunidades da inteligência artificial no Judiciário. Também estão previstas a apresentação da OMNIA, demonstração de funcionalidades e um painel com o diretor do DAPI, Guilherme Schultz, a coordenadora da CTI, Márcia Regina de Carvalho Buhr, o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Jorge Alexandre Martins Ferreira e o servidor Uiller Del Prado, desenvolvedor e responsável técnico pela ferramenta.
O evento contará com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, da juíza diretora do Fórum da Capital, Hanae Yamamura de Oliveira, além de magistrados, gestores, assessores e servidores do Fórum.
Todos os magistrados, servidores, assessores e estagiários estão convidados a participar do lançamento da OMNIA. Para auxiliar na organização do evento, os participantes devem realizar inscrição prévia pelo link:
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na terça-feira (16.6), uma ocorrência de ferimento por arma branca no bairro Vila Mariana, em Cáceres (a 219km de Cuiabá).
A equipe da 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 21h57. Ao chegar no local, os bombeiros encontraram a vítima, uma mulher de 44 anos, sentada, consciente e orientada, apresentando duas perfurações nas costas.
Durante o atendimento pré-hospitalar, foram realizados curativos compressivos para conter o sangramento. A paciente permaneceu estável durante todo o atendimento, apresentando sinais vitais dentro dos parâmetros de normalidade.
Após regulação médica, a mulher foi encaminhada ao Hospital Regional de Cáceres para avaliação especializada.
O CBMMT não possui mais informações sobre o estado de saúde da vítima.
O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, reuniu, nesta terça-feira (16.6), em seu ambulatório, cerca de 60 pacientes e servidores na Roda de Conversa sobre a Doença Falciforme. O evento foi realizado das 9h30 às 11h para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, comemorado nesta sexta-feira (19).
Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data busca dar visibilidade aos portadores desta condição genética e promover educação em saúde.
“Fizemos este espaço de diálogo para que os pacientes pudessem trocar experiências e receber orientações da nossa equipe multidisciplinar com o objetivo de ampliar o conhecimento deles e fortalecer o cuidado com a saúde em Mato Grosso”, afirmou o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo.
O encontro tratou sobre autocuidado, com exemplos de pequenas atitudes diárias que fazem toda a diferença para o paciente, e sobre a importância, benefícios e uso correto do medicamento quimioterápico hidroxiureia, oferecido pelo MT Hemocentro nos casos necessários para diminuir o processo inflamatório desencadeado pela doença.
A equipe também abordou a carteirinha de hemoglobinopatia, lançada pela Secretaria de Estado de Saúde em maio, que reúne informações do diagnóstico da doença, tipagem sanguínea, fluxogramas de complicações, sinais de alerta e manejo da dor do paciente.
“Aproveitamos o encontro para tratar sobre os direitos dos pacientes, acesso ao atendimento, como ter mais qualidade no cuidado e tirar todas as dúvidas. A ferramenta traz um módulo dedicado ao manejo da dor, que será ótimo para as pessoas com doença falciforme”, acrescentou.
O presidente da Associação de Pessoas com Doença Falciforme do Estado de Mato Grosso (ASFAMT), Rosalino Batista de Oliveira, também participou das atividades.
Unidade atende cerca de 600 pacientes com doença falciforme
O MT Hemocentro é referência no Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso e atende atualmente 603 pacientes com a doença, que realizam consultas regulares com médico hematologista para acompanhamento e tratamento ambulatorial, exames de rotina e são acompanhados por uma equipe multidisciplinar.
Quando necessário, os pacientes também realizam transfusões e infusão de medicamentos no ambulatório.
Nas pessoas com a doença, as hemácias (glóbulos vermelhos do sangue), que em condições normais são redondas, ficam com a forma de “meia lua” ou “foice”.
Essa mudança ocorre em situações de esforço físico, estresse, frio, traumas, desidratação e infecções. Nesse formato, os glóbulos vermelhos não oxigenam o organismo de maneira satisfatória, porque têm dificuldade de passar pelos vasos sanguíneos, causando má circulação.
Moradora do bairro Residencial Santa Terezinha, em Cuiabá, Ronildes Alves de Almeida, 48 anos, mãe do paciente João Otávio Loiola, de 7 anos, conta que descobriu a doença quando ele tinha um ano e meio e que costuma comparecer às consultas no MT Hemocentro, no mínimo, mensalmente.
“Começamos a frequentar o hemocentro quando o João tinha quase cinco anos. Até então, o tratamento com a dra. Suely tem sido satisfatório. Ela é uma excelente profissional, só tenho a agradecer a doutora e todas as equipes do hemocentro, as meninas e enfermeiras. No começo, eu ia de três em três meses. Hoje ele vai de mês em mês, até de 15 em 15 dias porque a hemoglobina dele está sempre baixa, aí levo ele para observação”, afirmou.
Crédito: Arquivo pessoal
Sobre a doença
A doença falciforme é genética, hereditária e caracterizada por alterações nas hemácias do sangue – os glóbulos vermelhos se tornam rígidos e assumem formato de foice, dificultando a passagem de oxigênio para cérebro, pulmões, rins e outros órgãos.
A enfermidade não tem cura e pode provocar o comprometimento das principais funções do organismo, caso o portador não receba a assistência adequada. O diagnóstico é feito na Triagem Neonatal, com o Teste do Pezinho, e pelo exame de eletroforese de hemoglobina.
Entre os sintomas estão crises de dor, síndrome mão-pé, infecções, úlcera de perna, sequestro do sangue no baço, palidez, cansaço fácil e icterícia.