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MATO GROSSO

Sinfra protocola informações sobre contratos da MT-170 no MP, TCE e CGE

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística protocolou, nesta sexta-feira (29.5), um dossiê técnico relativo aos problemas encontrados na obra de asfaltamento da MT-170, antiga BR-174, na Região Noroeste de Mato Grosso. O documento foi enviado ao Ministério Público de Mato Grosso, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Controladoria Geral do Estado (CGE).

Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, todos os atos tomados e documentados pela Sinfra mostram que em nenhum momento houve omissão e que a secretaria sempre buscou resguardar a lisura dos atos de gestão.

“Infelizmente ocorreram esses problemas na MT-170, que são provenientes de má execução dos serviços. Mas, este é um governo que vai entregar mais de 7 mil quilômetros de asfalto, já construiu quase 300 pontes de concreto e fez muito pela infraestrutura de Mato Grosso. Não podemos aceitar que por motivação política, pessoas façam hoje críticas eleitoreiras, uma vez que o Governo tem tomado todas as providências e atitudes dentro das normas técnicas e jurídicas”, afirmou.

O relatório foi motivado pelo aparecimento prematuro de diversos problemas ao longo de todo o trecho de 50,7 quilômetros da rodovia, executado pelo Consórcio Sanches Tripoloni – Trafecon – MT Sul.

Desde 2023, a Sinfra tem notificado o consórcio responsável pelas obras. Naquele ano, foram quatro notificações, por falhas na base e execução inadequada. Em 2024, foram mais 16 notificações indicando problemas na execução, as quais se somaram mais seis, em 2025.

No momento, a Sinfra tem um processo administrativo em fase final de instrução, assegurando o exercício do contraditório e da ampla defesa, para rescindir o contrato e aplicar penas de suspensão temporária do direito de licitar e contratar com o poder público por até cinco anos, além de multas acima de R$ 4 milhões.

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Também já foi deflagrado um procedimento de expectativa de sinistro perante a seguradora, para assegurar a execução integral da apólice de seguro-garantia contratada.

Além disso, foi instaurada apuração técnica autônoma acerca de eventuais omissões e falhas de fiscalização da empresa supervisora do contrato Consol, bem como processo de mapeamento de conduta de servidores públicos envolvidos, que foi encaminhado à Unidade Setorial de Correição.

Histórico da obra

As obras foram contratadas pelo Governo de Mato Grosso em 2014, quando a rodovia ainda era de responsabilidade federal, a BR-174, por meio de convênio firmado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). A licitação foi realizada no formato de Regime Diferenciado de Contratação Integrada. Ou seja, as empresas vencedoras eram responsáveis por elaborar os projetos básico e executivo, assim como pela execução integral da obra.

Parte das obras ficou paralisada por anos e a rodovia foi estadualizada em dezembro de 2021, para que o Governo do Estado pudesse assumir a execução do asfaltamento.

Em julho de 2022 foi instaurada uma Mesa Técnica junto com o Tribunal de Contas do Estado, para realizar uma repactuação técnica e financeira do contrato, já que o empreendimento foi concebido originalmente sob premissas técnicas do Dnit. O TCE e o consórcio concordaram formalmente com as alterações realizadas, sem apontar qualquer inviabilidade para execução das obras, à época.

Os problemas encontrados

O documento da Sinfra enviado aos órgãos de controle é fundamentado em relatórios de auditoria emitidos pela empresa gerenciadora RTA e aponta indícios de lesão ao erário e desvio de finalidade. O dossiê tem o objetivo de subsidiar investigações sobre possíveis atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.

Os ensaios físicos realizados no local mostram que as obras foram executadas com um grau de compactação inferior ao exigido no leito e na sub-base. Também foram utilizados materiais inferiores ao previsto e a camada de asfalto tem uma espessura abaixo do tolerável. A obra também teve alteração na composição do cimento asfáltico que estava previsto no projeto, elaborado pelo próprio Consórcio. O custo estimado para correção dos problemas é estimado em R$ 42 milhões.

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Uma vez que o próprio Consórcio Sanches Tripoloni – Trafecon – MT Sul foi responsável por elaborar os projetos e não o executou conforme o projetado. Diante dos diversos problemas encontrados, existem indícios de que as irregularidades não são um simples descumprimento contratual. De acordo com a auditoria, as irregularidades sinalizam para uma execução intencional de serviços inadequados para aumentar as margens de lucro e propiciar o enriquecimento ilícito do particular, em detrimento da qualidade da infraestrutura contratada.

Diante de todos os problemas, a Sinfra encaminhou o dossiê ao MP e se colocou à disposição para as possíveis investigações civis e para colaborar com a inspeção anunciada pelo TCE, além de pedir prioridade na conclusão de auditoria da CGE sobre a obra. Todas as informações sobre os outros cinco lotes de pavimentação da rodovia também serão enviados ao TCE.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri condena réu por morte após briga familiar em 1991

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O Tribunal do Júri da Comarca de Paranatinga (380 km de Cuiabá) condenou um homem pelo homicídio qualificado de Bento Ribeiro Duarte, crime ocorrido em junho de 1991, na zona rural do município. O julgamento foi realizado após mais de três décadas de tramitação processual e resultou no reconhecimento, pelos jurados, da autoria e materialidade do delito, bem como das duas qualificadoras imputadas pelo Ministério Público: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.De acordo com a denúncia, o crime aconteceu na manhã de 14 de junho de 1991, na Fazenda Canaxuê. Na ocasião, o réu, Antônio Aparecido Alves, efetuou disparos de arma de fogo contra a vítima, atingindo-a fatalmente. As investigações apontaram que o homicídio ocorreu após um desentendimento doméstico envolvendo o acusado e sua esposa, que havia buscado abrigo na casa da vítima na noite anterior.A promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonça Siscar Pacheco foi quem atuou no Tribunal do Júri, sustentando a acusação em plenário e defendendo a condenação do réu conforme os termos da denúncia.Nos autos, ficou evidenciado que Bento Ribeiro Duarte não tinha envolvimento direto no conflito conjugal, sendo morto após intervir na situação. Testemunhos indicam que a vítima acolheu a mulher do réu e chegou a aconselhar o casal, o que teria desagradado o agressor. O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu que o crime foi praticado por motivo fútil, decorrente de ciúmes e desentendimento trivial, além de ter sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o réu agiu de forma repentina, surpreendendo-a com disparos de arma de fogo. Com base na decisão soberana dos jurados, o juiz-presidente Tiago Gonçalves dos Santos condenou o acusado a 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A pena foi fixada considerando as circunstâncias judiciais e a gravidade concreta do crime, sobretudo as consequências para a família da vítima, que ficou desamparada após o homicídio.Apesar da condenação, o réu, atualmente com 66 anos, poderá recorrer em liberdade, visto que juízo afastou a execução provisória da pena, deixando de determinar o início imediato do cumprimento da condenação. O Ministério Público, no entanto, irá recorrer dessa decisão especificamente quanto à possibilidade de o acusado aguardar o julgamento dos recursos em liberdade, para que seja reconhecida a necessidade de execução imediata da pena imposta pelo Tribunal do Júri.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Polícia Civil prende homem que descumpriu medidas protetivas e ameaçou vizinha de morte

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta sexta-feira (29.5), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 55 anos, investigado pelos crimes de descumprimento de medida protetiva de urgência e ameaça.

A vítima, de 40 anos, e o suspeito são vizinhos. Os problemas começaram há cerca de quatro anos. Porém, em janeiro deste ano, eles se agravaram, e a mulher procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande e registrou um boletim de ocorrência por ameaça e importunação sexual.

Em seu relato, ela afirmou que o vizinho subia na laje da casa dele e ficava olhando para dentro da residência dela, tocava no próprio órgão genital quando a via, lhe dirigia elogios pejorativos e, quando era ignorado, a ameaçava de morte. Ele também ameaçava o marido da vítima, que chegou a instalar uma câmera para flagrar a importunação e viu que ele fazia o mesmo com outras vizinhas.

Em março, ela voltou a procurar a Delegacia relatando os mesmos atos e requereu medidas protetivas de urgência, que foram deferidas pela Justiça.

No dia 9 de maio, ela procurou a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e de Pessoas Vulneráveis 24 horas de Várzea Grande relatando que estava chegando em casa, acompanhada do marido, quando o investigado passou a fazer gestos com as mãos simulando disparos de arma de fogo em direção ao casal e proferiu a frase: “Vou matar vocês”.

Diante da gravidade dos fatos e do descumprimento das medidas protetivas, foi expedido o mandado de prisão preventiva contra o suspeito.

Na manhã desta sexta-feira (29.5), equipes da Delegacia da Mulher e de Pessoas Vulneráveis 24 horas, com apoio de uma equipe da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), realizaram a prisão do suspeito em sua residência. Após a detenção, ele foi conduzido até a unidade policial para os procedimentos de praxe.

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Fonte: Governo MT – MT

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