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Pesquisadores desenvolvem cultivares de abacaxis com foco em resistência às doenças, melhor manejo e produtividade em MT

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O desenvolvimento de novas cultivares de abacaxi adaptadas às condições de cultivo em Mato Grosso é resultado de mais de uma década de pesquisa conduzida pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), com fomento do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). O trabalho resultou no lançamento das cultivares Unemat Esmeralda e Unemat Rubi, com foco em resistência a doenças, características agronômicas e viabilidade produtiva.

A iniciativa integra ações do Centro de Pesquisa, Estudos e Desenvolvimento Agroambientais (CPEDA) e do programa de extensão MT Horticultura, voltado à difusão de tecnologias para produtores rurais.

A cultura do abacaxi tem relevância econômica no Brasil, com destaque para o consumo in natura e potencial de exportação, chegando a ser o 4º maior produtor mundial. No entanto, atualmente, o principal problema fitossanitário da cultura no Brasil é a fusariose do abacaxizeiro (causada pelo fungo Fusarium guttiforme), que afeta sobretudo cultivares tradicionais como Pérola e Jupi, bastante suscetíveis à doença. Essa enfermidade pode comprometer diferentes fases da planta e causar perdas significativas.


Diante desse cenário, o melhoramento genético surge como estratégia para reduzir perdas e custos com controle químico, além de melhorar características de manejo. Pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), implantaram a partir de 2012 um Banco Ativo de Germoplasma (BAG), reunindo diferentes acessos de abacaxi para avaliação.

A partir dessa base, foram conduzidas etapas de avaliação da resistência genética ao Fusarium guttiforme, de caracterização agronômica e análise da diversidade genética, de cruzamentos controlados e formação de populações, bem como de seleção de clones por métodos estatísticos (REML/BLUP) e de testes de resistência à fusariose em campo; por último, realizou-se a seleção final de materiais promissores.

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Esse processo culminou, em 2024, no lançamento comercial das cultivares Esmeralda e Rubi. As cultivares avaliadas apresentam características agronômicas e de qualidade de fruto bem definidas, com destaque para a Unemat Rubi, que possui formato cilíndrico, polpa amarela, massa média de 1,6 kg e teor de sólidos solúveis de 13 °Brix, enquanto a outra cultivar atinge massa média de 2,1 kg e 13,9 °Brix, indicando maior doçura potencial. Ambas apresentam acidez titulável de 0,6% e relação açúcar/acidez superior a 20, evidenciando bom equilíbrio entre doçura e acidez, característica desejável para consumo in natura.

Quanto ao manejo, recomenda-se a utilização de mudas tipo filhote, previamente classificadas por tamanho e submetidas à cura ao sol por cerca de sete dias, o plantio deve ser realizado em sulcos ou covas, com organização das mudas para garantir uniformidade, adotando-se densidade entre 30 mil e 40 mil plantas por hectare. A adubação deve ser baseada em análise de solo, com aplicações mensais de cobertura do primeiro ao nono mês, associada ao controle de plantas daninhas por capina manual e uso de herbicidas, especialmente nos estágios iniciais, além de irrigação com necessidade entre 60 e 150 mm por mês.


De acordo com o coordenador da pesquisa, professor doutor Willian Krause, as duas cultivares apresentam porte ereto e desenvolvimento vegetativo acima de um metro de altura. “A Unemat Esmeralda possui altura média de 102 cm, enquanto a Rubi alcança cerca de 114,5 cm. Outro aspecto observado é o número reduzido de folhas e a produção média de mudas do tipo filhote, o que influencia diretamente na propagação e no manejo da cultura.”

Uma das características relevantes das novas cultivares é a ausência de espinhos nas folhas. Essa condição facilita operações como tratos culturais, colheita e manejo geral da lavoura, reduzindo riscos de acidentes e aumentando a eficiência operacional. As diferenças entre as cultivares concentram-se principalmente na coloração das folhas, a esmeralda de folhas verdes e a Rubi com folhas com tonalidade arroxeada.

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Fusariose

A fusariose é considerada a principal doença da cultura do abacaxizeiro, podendo causar perdas de até 80% da produção. Os sintomas incluem redução do crescimento, presença de exsudato e apodrecimento dos tecidos. Nos frutos do abacaxi, o exsudato é um líquido que sai das partes lesionadas ou infectadas, deixando a polpa úmida e pegajosa, quando há infecção, isso evolui para apodrecimento, com amolecimento, escurecimento e mau cheiro do fruto.


Frutos com presença de fungos (fusariose), apresentam podridão, com alterações de textura, sabor e odor, comprometendo sua qualidade. Por isso, não são recomendados para consumo humano.

As cultivares Unemat Esmeralda e Rubi apresentam resistência a essa doença, o que reduz a necessidade de intervenções químicas e contribui para maior estabilidade produtiva.

“O desenvolvimento das cultivares Esmeralda e Rubi representa uma alternativa tecnológica para os produtores ao reunir resistência genética a doenças, melhoria no manejo, maior padronização da produção e redução de custos com insumos. Além disso, evidencia a importância da pesquisa pública na geração e difusão de tecnologias para o fortalecimento da agricultura em Mato Grosso”, ressaltou o coordenador do projeto.

Fonte: Governo MT – MT

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Sema do Maranhão vem a MT conhecer modelo do Mutirão de Conciliação Ambiental

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Em sua oitava edição, o Mutirão de Conciliação Ambiental, realizado em Mato Grosso, se tornou referência e continua atraindo a atenção de outros estados. Após receber, na edição anterior, uma comitiva de procuradores de estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) recepcionou nesta segunda e terça-feira (13 e 14.4), representantes do órgão ambiental do estado do Maranhão.

“Estamos aqui para conhecer e realmente fazer essa imersão no mutirão, nas questões ambientais para que possamos levar a boa prática para o estado do Maranhão. É uma iniciativa bastante exitosa que se tornou referência na questão da conciliação ambiental”, ressaltou a secretária-adjunta de Desenvolvimento Sustentável do Maranhão, Karla Lima.

Para a chefe da assessoria jurídica do órgão ambiental maranhense, Laís Borges, o fluxo e a integração das instituições que realizam o mutirão de conciliação em Mato Grosso fazem a diferença.

“Eu achei o mutirão muito bem estruturado, o fluxo é perfeito com essa interação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Judiciário e Ministério Público. Estou realmente impressionada e encantada em viver essa experiência aqui e poder acompanhar esse procedimento. O empreendedor já vem com a intenção de regularizar nos âmbitos administrativo, cível e criminal, isso é muito importante. Você poder fazer um acordo nas três esferas ao mesmo tempo é maravilhoso do ponto de vista tanto do empreendedor como do ganho ambiental”, afirmou.

Nessa oitava edição, 210 processos foram selecionados para o mutirão, que começou na segunda e se estenderá até sexta-feira (17), no Complexo de Juizados de Cuiabá. Os atendimentos são realizados das 8h30 às 18h.

No ano passado, o Governo de Mato Grosso realizou duas edições e firmou acordos em 334 processos, que superam R$ 43 milhões. Os valores serão revertidos integralmente em ações para efetivação das políticas públicas ambientais.

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O mutirão é viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Polícia Judiciária Civil, Tribunal de Justiça e Ministério Público Estadual.

“É uma iniciativa exitosa que, inclusive, tem despertado o interesse de vários estados. Nessas edições, o percentual de acordo tem variado entre 50 a 60%, o que comprova a eficiência da iniciativa”, destacou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

Conforme a secretária, a conciliação envolve não apenas a multa administrativa, mas todas as outras sanções relacionadas, como apreensões, embargos e outras medidas restritivas de direito. O objetivo do mutirão é trazer uma solução administrativa, civil e criminal para os ilícitos ambientais.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

SES promove webinário sobre vigilância de anomalias congênitas em bebês

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) vai realizar, nesta quinta-feira (16.4), às 13h30, o webinário “Vigilância das Anomalias Congênitas em Mato Grosso: Integração entre Diagnóstico, Informação e Cuidado”, com o objetivo de fortalecer a implantação da vigilância dessas condições no estado. As inscrições para o evento estão abertas – clique aqui para se inscrever.

As anomalias congênitas são alterações estruturais ou funcionais presentes ao nascer, que podem impactar o desenvolvimento, a qualidade de vida e a sobrevivência das crianças.

O webinário é voltado aos profissionais que atuam na rede hospitalar, nas maternidades, nas clínicas pediátricas, na Atenção Primária à Saúde e na Vigilância em Saúde, reforçando a importância da atuação integrada para garantir cuidado oportuno e de qualidade às crianças com anomalias congênitas.

O evento será transmitido no canal do YouTube da Escola de Saúde Pública (ESP) e terá certificação para os participantes que acompanharem ao vivo – clique para assistir.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SES, Janaina Pauli, a vigilância das anomalias congênitas tem como finalidade identificar, registrar, analisar e monitorar os casos, subsidiando a organização do cuidado e a tomada de decisão em saúde pública.

“A implantação e o fortalecimento da vigilância das anomalias congênitas são estratégicos para ampliar a detecção dos casos, melhorar a qualidade das informações e subsidiar a organização da linha de cuidado no SUS [Sistema Único de Saúde]. Trata-se de uma ação essencial para garantir diagnóstico oportuno, acesso adequado aos serviços de saúde e acompanhamento qualificado das crianças e de suas famílias”, avaliou.

O evento terá como palestrantes o consultor técnico do Ministério da Saúde, Dr. João Matheus Bremm; o médico geneticista e coordenador do serviço de referência em triagem neonatal do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT), Dr. Marcial Francis Galera; a superintendente de Regulação em Saúde da SES, Josied Cunha; o médico pediatra da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da SES, Dr. Euze Márcio Carvalho; e a responsável técnica pela vigilância de anomalias congênitas da SES, Rejane Finotti.

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Eles vão tratar do diagnóstico e manejo clínico, da regulação do acesso aos serviços e da organização da Rede de Atenção à Saúde, da qualificação da informação e da estruturação da vigilância das anomalias congênitas em Mato Grosso.

Saiba mais sobre anomalias congênitas

As anomalias congênitas concentram-se principalmente nas malformações do sistema osteomuscular (ou musculoesquelético), seguidas por alterações na face e no pescoço, malformações do sistema geniturinário (órgãos reprodutores e urinários), cardiopatias congênitas e anomalias cromossômicas.

Em Mato Grosso, 434 dos 55.283 nascidos vivos em 2024 apresentaram alguma anomalia congênita. Dos 500 óbitos fetais registrados no mesmo ano, 48 apresentavam essas condições.

Fonte: Governo MT – MT

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