Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

Ministério da Saúde debate avaliação de tecnologias em saúde para doenças ultrarraras em evento internacional

Publicado

O Ministério da Saúde participou, nos dias 16 e 17 de setembro, do II Workshop Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde para Doenças Ultrarraras, no Rio de Janeiro.  Com o tema “Evidências que conectam ciência, avaliação e decisão em saúde”, o encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir desafios metodológicos e novas perspectivas em Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) aplicadas às doenças ultrarraras. 

A pasta foi representada pela diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Luciene Bonan. “Nas doenças ultrarraras, os desafios para produzir e interpretar evidências são ainda maiores, e isso exige que a avaliação de tecnologias em saúde avance também do ponto de vista metodológico”, destacou a diretora. 

O evento foi promovido pelo Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e pela Fundação Pró-Coração (Fundacor), com cooperação do Ministério, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Universidade de York. 

Um dos destaques do evento foi a participação do professor Michael Drummond, referência internacional em Economia da Saúde e ATS da Universidade de York, no Reino Unido. 

Transmitida ao vivo com tradução simultânea, a programação contou com um curso introdutório de estimativa de custos em relatórios de ATS para o Sistema Único de Saúde (SUS), painéis internacionais e mesas-redondas de temas como equidade e acessibilidade financeira. 

Também foram apresentados trabalhos do Projeto York, programa de cooperação científica e metodológica firmado a partir de um memorando de entendimento entre o Ministério da Saúde e a Universidade de York. 

Além de ampliar o intercâmbio entre os centros de pesquisa brasileiros e a universidade britânica, a parceria tem o objetivo de fortalecer a cooperação científica no desenvolvimento de pesquisas nas áreas de avaliação de tecnologias em saúde, considerando limiares de custo-efetividade alternativos, fatores de equidade e métodos para a avaliação de impacto de políticas de saúde. 

Leia mais:  SUS reforça resposta aos impactos do calor extremo no Sudeste

Como explicou Luciene Bonan, a iniciativa também visa otimizar o processo de incorporação de tecnologias em saúde ao SUS, discutindo parâmetros econômicos e metodologias específicas para a avaliação de evidências no contexto das doenças ultrarraras. 

“O trabalho desenvolvido em parceria com a Universidade de York contribui justamente para qualificar esse debate e oferecer ao Ministério da Saúde instrumentos mais adequados para apoiar decisões baseadas em evidências, considerando as particularidades dessas tecnologias e o contexto do SUS” pontuou. 

As pesquisas deverão subsidiar a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) durante as etapas de deliberação dos medicamentos e procedimentos que serão oferecidos pela rede pública de saúde. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

SAÚDE

Ministério da Saúde mobiliza SAMU 192 para treinar equipes e apoiar estudo clínico com polilaminina

Publicado

O Ministério da Saúde mobilizou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) da capital paulista para apoiar a identificação e o encaminhamento de pacientes ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). Os voluntários elegíveis poderão participar de um estudo clínico sobre o uso da polilaminina no tratamento de lesões agudas da medula espinhal.

Em reunião com o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (18), foi definido que o SAMU fará adaptação no protocolo desses casos e treinamento específico das equipes para identificar as pessoas que se enquadrem nos critérios dos ensaios, previstos para começarem no dia 24 deste mês.

A polilaminina será aplicada em cinco voluntários, que tenham sofrido lesão na medula há menos de 72 horas e atendam aos demais critérios estabelecidos pelo protocolo da pesquisa. A ação representa um avanço regulatório e científico no país ao viabilizar o desenvolvimento de uma nova terapia para pacientes com lesões na medula espinhal e integrar a pesquisa clínica diretamente à assistência no Sistema Único de Saúde (SUS).

Baseada em um protocolo validado e conduzida por pesquisadores capacitados, a parceria exige que o SAMU de São Paulo identifique prontamente os casos com o perfil exigido, viabilizando o rápido encaminhamento ao HC-FMUSP.

Articulação

Além do SAMU, a articulação do Ministério da Saúde envolve o HC-FMUSP e o laboratório responsável pela pesquisa. Também foi acertado que o treinamento das equipes da capital paulista poderá ser utilizado por serviços de urgência de cidades próximas, caso seja identificada a necessidade de ampliar a área de encaminhamento de pessoas socorridas para o estudo.

O estudo foca especificamente em pacientes com lesões agudas completas da medula espinhal torácica (entre as vértebras T2 e T10), ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. A previsão é recrutar cinco voluntários nesta etapa. A inclusão no estudo dependerá de atendimento rigoroso aos critérios clínicos. Após a aplicação da polilaminina, os pacientes serão acompanhados por seis meses.

Leia mais:  Diante de chuvas intensas e risco de inundações, SUS fortalece assistência no Sul do país

A polilaminina é um medicamento desenvolvido a partir da laminina, proteína naturalmente produzida pelo organismo humano e fundamental para a manutenção da estrutura celular e regeneração do tecido nervoso. Em casos de trauma medular, ocorre

o rompimento das estruturas responsáveis por conduzir os impulsos nervosos entre o cérebro e o restante do corpo.

Pesquisa clínica

Os estudos são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.

A fase 1 do ensaio clínico foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e visa confirmar a segurança da polilaminina. Caso os resultados sejam positivos, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3, quando a eficácia do tratamento será avaliada de forma mais ampla. O registro comercial do medicamento só poderá ser solicitado após a conclusão da terceira etapa.

Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu recursos na pesquisa básica, contribuindo para a construção de uma base científica sólida antes da aplicação em seres humanos. A pesquisa busca desenvolver alternativas para a regeneração tecidual e funcional.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

SAÚDE

Em Juiz de Fora (MG), ministro da Saúde visita instituições filantrópicas que ampliam oferta de atendimento especializado para pacientes do SUS

Publicado

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta sexta-feira (17), em Juiz de Fora (MG), instituições filantrópicas que ampliam a oferta de atendimento para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). No Instituto Brasileiro de Gestão da Saúde (IBG), foi formalizado um crédito de R$ 2,3 milhões do programa Agora Tem Especialistas para a realização de 596 cirurgias cardíacas. A agenda também incluiu o Hospital Evandro Ribeiro, participante da mesma modalidade.

Padilha também esteve na Santa Casa de Juiz de Fora (MG), instituição com o maior número de transplantes realizados em Minas Gerais e a quinta que mais registrou os procedimentos no país. A unidade também se destaca na tecnologia ao contar com sistema robótico para cirurgias. Já os atendimentos contemplam as áreas de cardiologia, neurologia e neurocirurgia, traumato-ortopedia, terapia intensiva, atenção materno-infantil, atendimento a pessoas queimadas.

Visitamos três grandes unidades de saúde em Juiz de Fora, que têm um papel importante para o SUS e para o avanço dos atendimentos. Estamos ampliando o número de procedimentos e incorporando novas tecnologias, como a cirurgia robótica, para oferecer tratamentos cada vez mais modernos e qualificados à população”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Hospitais privados abrem as portas para pacientes do SUS

A oferta aprovada para o IBG, que contempla 596 procedimentos por ano, prevê cirurgias cardiovasculares e oncológicas, como revascularização miocárdica, angioplastia, mastectomia simples e colectomia total. Pelo componente de créditos financeiros do Agora Tem Especialistas, atendimentos como esses, realizados para pacientes do SUS, geram recursos que podem ser utilizados pelas instituições para o abatimento de impostos federais.

No município mineiro, outras duas instituições já possuem R$ 5,9 milhões em contratos firmados para atender gratuitamente pacientes do SUS. O Hospital Evandro Ribeiro tem R$ 1,14 milhão contratado para a realização de 528 cirurgias por ano em oftalmologia e otorrinolaringologia. Já a Ascomcer – Instituto de Saúde possui outros R$ 2,24 milhões contratados para tratamentos oncológicos. Em Minas Gerais, o Agora Tem Especialistas já soma R$ 124,7 milhões em créditos financeiros contratados, o maior volume do país.

Leia mais:  Dia Mundial da Segurança do Paciente: veja como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas

Assistência de média e alta complexidade

Ao visitar o Hospital Evandro Ribeiro, o ministro da Saúde acompanhou serviços média e alta complexidade. Entre 2023 e 2026, o hospital registrou 278.847 procedimentos ambulatoriais. A população local também conta com cirurgias pelo Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) e transplantes de córnea e esclera.  A unidade trabalha ainda com atenção especializada às pessoas com deficiência auditiva, com oferta de reabilitação.   

Já no Instituto Brasileiro de Gestão da Saúde, o cuidado inclui, além da área cardiovascular, oncologia, com tratamentos de hematologia e radioterapia. Neurologia, traumo-ortepida, retirada de órgãos e tecidos também são disponibilizados no local. Dos 90 leitos da instituição, 71% são destinados ao SUS, incluindo internações de UTI.

instituições filantropicas.png
Foto: Rafael Nascimento/MS

Santa Casa de Juíz de Fora: referência em transplantes e alta tecnologia

De 2023 a 2026, a Santa Casa de Juíz de Fora realizou 885 transplantes de pâncreas, rins e córneas. A instituição é a que mais registrou procedimentos em MG, seguida pelo Hospital Felicio Rocho, em Belo Horizonte, com realização de 483 transplantes no mesmo período. Na Santa Casa, há laboratório de histocompatibilidade e imunogenética e habilitação para cadastro de doadores voluntários de medula óssea e outros precursores hematopoéticos. 

A Santa Casa de Juiz de Fora também possui um Centro de Cirurgias Robóticas, que conta com o CUVIS-Joint, sistema utilizado em cirurgias de artroplastia do joelho. O equipamento é o primeiro de sua categoria com operação 100% autônoma na América Latina. A tecnologia utiliza tomografia para planejar a cirurgia de forma individualizada. Durante o procedimento, o braço robótico realiza os cortes ósseos definidos pelo cirurgião, que permanece responsável pela operação e pela implantação da prótese.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Leia mais:  Ministério da Saúde vistoria veículos para transporte de pacientes do SUS no Rio Grande do Sul

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana