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EDUCAÇÃO

Alfabetização é um direito fundamental em todas as idades

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A alfabetização é um processo que envolve diferentes etapas, no qual crianças, jovens, adultos e idosos aprendem habilidades que lhes permitem compreender, produzir e utilizar conhecimentos em diferentes situações da vida social. Trata-se de um direito fundamental, que oferece uma base para todas as demais aprendizagens ao longo da trajetória escolar. Nesta terça-feira, 8 de setembro, o Ministério da Educação (MEC) celebra o Dia Mundial da Alfabetização, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ressaltar a importância da etapa no desenvolvimento de uma sociedade mais justa, pacífica e sustentável.

A principal política nacional para a alfabetização desenvolvida pelo MEC é o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), que tem como objetivo assegurar que a alfabetização das crianças ocorra até o final do 2º ano do ensino fundamental. Além disso, a iniciativa estabelece como princípios a promoção da equidade educacional, sendo considerados aspectos regionais, socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero; a colaboração entre os entes federativos; e o fortalecimento das formas de cooperação entre estados e municípios.  

Com a política, em 2025, o Brasil atingiu a marca de 66% de crianças alfabetizadas na idade esperada, superando a meta estabelecida para o ano. Para 2026, a expectativa é que essa meta seja alcançada novamente e que o país possa continuar avançando para atingir, ainda em 2030, a meta de mais de 80% das crianças alfabetizadas ao final do 2° ano do ensino fundamental. Outro indicativo do avanço é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua 2025, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta para uma taxa de analfabetismo de 4,9%, comparados a 6,7% em 2016, ano de início da série histórica. 

O processo de alfabetização inicia na entrada da criança no ensino fundamental e o aluno poderá ser considerado alfabetizado, dentro do período recomendável, se possuir as habilidades de ler e de compreender textos curtos, de localizar informações e de escrever palavras. Entretanto, o processo não pode ser limitado a esse curto período, já que, como explica a secretária de Educação Básica no MEC, Kátia Schweickardt, ele se inicia ainda na primeira infância e segue por toda a vida escolar do estudante, com o desenvolvimento das capacidades de ler, escrever e compreender textos mais complexos. 

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“A alfabetização começa lá atrás e já pode ser trabalhada por meio do contato com os livros, do incentivo à curiosidade e do envolvimento das famílias, especialmente dos adultos de referência das crianças, nos processos de aprendizagem”, disse Schweickardt. “Dessa forma, quando o aluno chega ao primeiro ano [do ensino fundamental], aquilo tudo já vai ter sido bastante trabalhado e os efeitos disso vão aparecer de maneira positiva. Certamente ele conseguirá se desenvolver e atingirá, no marco temporal recomendável, o nível de alfabetização esperado”. 

secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt
Da esquerda para a direita o coordenador-geral de Alfabetização, João Paulo Mendes, e a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt

É nesse contexto que a parceria entre escola e família assume um papel importante. Por meio do diálogo frequente, as unidades de ensino podem orientar as famílias sobre como apoiar as crianças em casa, enquanto os responsáveis compartilham informações importantes sobre o desenvolvimento, os interesses e as necessidades dos estudantes. Assim, o trabalho conjunto contribui para identificar precocemente possíveis dificuldades; promover maior frequência e permanência escolar; criar uma rede de apoio ao desenvolvimento infantil; e ampliar as oportunidades de contato das crianças com práticas de leitura e de escrita. 

Quem seguiu por esse caminho foi o cineasta Renan Montenegro, que incentivou seu filho, Santiago, a desenvolver o hábito de leitura desde cedo. “Ele ainda era pequeno quando começamos a separar um tempo, principalmente na hora de dormir, para ler histórias com ele e para criar esse costume. Além disso, sempre trabalhamos muito a conversação com ele, para que ele pudesse se expressar bem e formar um bom vocabulário. Agora ele já tem oito anos e ganha um livro novo todo mês, que foi a forma que nós encontramos de incentivá-lo a seguir no universo literário. Ele quer sempre aprender lendo e conhecendo coisas novas”, afirmou.  

Foto Renan Montenegro e o filho Santiago
Foto Renan Montenegro e o filho Santiago

Oferta de Alfabetização – A alfabetização é uma responsabilidade compartilhada entre os entes federativos, conforme estabelece a Constituição Federal e a legislação educacional brasileira. Os municípios assumem papel de protagonistas, porque são os encarregados de aplicar as políticas de fato. Enquanto isso, a União busca coordenar estrategicamente a política nacional, oferecendo assistência técnica e financeira e apoia a formação de profissionais da educação, e os estados atuam em regime de colaboração, apoiando tecnicamente os municípios e articulando ações para garantir equidade e qualidade nos territórios. 

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O coordenador-geral de Alfabetização do MEC, João Paulo Mendes, também destacou o papel do professor como importante agente educacional neste processo. Segundo ele, “cada docente, à luz do diagnóstico claro de quem são as crianças daquele território, quais são as suas potencialidades e defasagens de aprendizagem, vai definir a melhor metodologia e abordagem para a criança ter o seu direito de alfabetização concretizada. Ao dar o acesso à cultura da leitura e da escrita, o professor favorece os processos seguintes de aprendizagem e garante que a criança, ao longo das séries seguintes, siga aprendendo com mais potencialidade”. 

EJA – A educação de jovens e adultos garante que nunca seja tarde demais para voltar a estudar. A modalidade de ensino permite que pessoas com idade a partir de 15 anos que não tenham concluído o ensino fundamental ou a partir de 18 anos que não tenham concluído o ensino médio retomem os estudos. São atendidas na EJA pessoas dos mais diferentes níveis de alfabetização, passando por aquelas que ainda não sabem ler e escrever até aquelas que interromperam os estudos em algum momento. 

 A EJA reúne jovens, adultos e idosos com trajetórias escolares, experiências de trabalho, conhecimentos e condições de vida diversas. A modalidade, portanto, oferece práticas pedagógicas sensíveis a essas características, com currículos contextualizados e valorização dos saberes construídos ao longo da vida. 

Dayanne Sousa dá aula no Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas), em Brasília, e comentou sobre como funciona a alfabetização na modalidade. “O ensino precisa ser mais encaixado no dia a dia deles e precisa ser construído de uma maneira que faça sentido para os alunos. O trabalho precisa ser adaptado e mais direcionado com os próprios saberes e interesses dos estudantes, para que ele veja que aquilo realmente fará diferença na vida deles. E você vê, a cada dia, que eles começam a ler e entender os assuntos. Vemos criando um brilho nos olhos deles, porque eles entendem que são, sim, capazes. Eles chegam aqui de uma maneira e saem de outra completamente diferente”, completou. 

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Dentro da EJA, o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA) é uma política central, construída de forma colaborativa pelo MEC com União, estados, Distrito Federal e municípios. O Pacto busca elevar a escolaridade, ampliar a oferta de matrículas de EJA nos sistemas públicos de ensino e aumentar o oferecimento da EJA integrada à educação profissional. 

Uma das ações desenvolvidas pelo Pacto é o Cadastro da EJA (CadEJA), uma plataforma que registra a demanda por turmas de EJA nos municípios e estados e localiza escolas com oferta na modalidade, favorecendo o contato com as pessoas interessadas por parte das redes de ensino. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Guias orientam escolas para análise dos resultados do Ideb

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O Ministério da Educação (MEC) promoverá, entre 8 e 11 de setembro, uma mobilização nacional para apropriação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A iniciativa, intitulada Dia D, busca garantir que as unidades de ensino separem um dia para realizar a leitura detalhada dos resultados da própria escola no Ideb, de forma a aprofundar as análises além da média geral. Para auxiliar na realização desse processo, a pasta disponibilizou, na página do Brasil Aprende+, quatro guias de apoio, cada um trazendo orientações específicas para redes de ensinogestorescoordenadores pedagógicos e professores

Os materiais buscam ressaltar a ideia de que, apesar dos avanços constatados no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2025, redes e escolas crescem em ritmos diferentes. Dessa forma, o objetivo é reforçar a necessidade do fortalecimento do regime de colaboração para ampliar as oportunidades de ensino e reduzir as desigualdades.  

Os guias foram criados para serem utilizados como ponto de partida ou como complemento das estratégias estabelecidas pelas escolas, de maneira a subsidiar o planejamento e o redirecionamento de ações, com vistas à superação das defasagens de aprendizagem identificadas. Os dados encontrados no Dia D devem ser articulados com outros indicadores produzidos na própria escola, como os relatórios individuais e as avaliações internas, e com outros dados relacionados à redução de desigualdades, à promoção de equidade e de clima escolar positivo, além daqueles que as redes e comunidades escolares julgarem relevantes. 

A construção dos guias segue uma linha comum de raciocínio, com todos eles trazendo apresentação, explicação sobre o Dia D e seus objetivos, considerações sobre a importância de interpretar os dados, instruções de como construir o Dia D e informações sobre as responsabilidades compartilhadas. Além disso, cada um deles trará metodologias para as atividades particulares dos profissionais de educação, bem como orientações para o desenvolvimento dos planos de ação. 

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Brasil Aprende+ – Vinculado ao Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, o Brasil Aprende+ é uma estratégia de mobilização nacional que reúne União, estados, municípios e o Distrito Federal para melhorar a aprendizagem dos estudantes do ensino fundamental. O objetivo é identificar os desafios de cada território, chegar às escolas e ajudar as redes na construção de respostas para melhorar a aprendizagem dos estudantes. Para tal, visa transformar os dados do Índice de Aprendizagem da Educação Básica (Ideb) de 2025 em ações concretas dentro das redes e das escolas a partir de 2026. 

A iniciativa tem como foco, na esfera dos cerca de 5,7 mil municípios avaliados, os 442 que apresentaram média inferior a 5 nos anos iniciais do ensino fundamental (sendo que 320 deles registraram crescimento no Ideb enquanto cerca de 120 apresentaram queda ou permaneceram estagnados). Considerando essa diversidade, o MEC não vai tratar o conjunto como uma situação única, mas trabalhar para compreender as diferentes trajetórias e necessidades de cada rede. A mobilização será desenvolvida em oito etapas, com atuação conjunta entre a pasta e as redes de ensino, desde a análise dos resultados até o acompanhamento das ações realizadas nas escolas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Comissão amplia prazo para preenchimento dos dados do Fundeb-VAAR

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O Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 4 de setembro, a Resolução n° 28, da Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de Qualidade (CIF), que dispõe sobre a ampliação do prazo para envio da comprovação do cumprimento das condicionalidades do Valor Aluno Ano por Resultado (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Com a mudança, as redes de ensino terão até 15 de setembro para fazer o registro das informações relacionadas às condicionalidades no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).  

A prestação das informações dentro do prazo é requisito obrigatório para que os entes federativos cumpram as exigências previstas na Lei nº 14.113/2020 e se habilitem a receber a complementação do VAAR no exercício de 2027.  

Leia mais:MEC orienta redes sobre preenchimento do Fundeb-VAAR  

Metodologia e condicionalidades – A aferição do cumprimento das metas e a metodologia de cálculo dos indicadores para habilitação das redes seguem estritamente os parâmetros regulamentados pela Resolução CIF nº 24/2026, aprovada pela Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de Qualidade.  

O documento estabelece os procedimentos técnicos de verificação, com foco central nas seguintes condicionalidades de gestão:  

  • Condicionalidade I (Gestão Escolar por Mérito e Desempenho): exige a comprovação de regulação e implementação de processo de seleção técnica de mérito e desempenho – ou escolha com a participação da comunidade escolar – para o provimento do cargo ou função de gestor escolar.  
  • Condicionalidade IV (ICMS Educação e Regime de Colaboração): aferição da aprovação de lei estadual e do efetivo repasse da cota-parte municipal do ICMS, com base em indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade no estado. 
  • Condicionalidade V (Referenciais Curriculares e BNCC): validação dos referenciais curriculares das redes de ensino alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devidamente aprovados pelos respectivos Conselhos de Educação e em plena implementação nas escolas. 
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A metodologia prevê ainda o cruzamento automatizado de dados declarados no Simec com bases oficiais do Inep, da Receita Federal e dos Tribunais de Contas para garantir a integridade da apuração. 

Como preencher – O preenchimento deve ser realizado diretamente no Simec, no módulo Fundeb – VAAR – Condicionalidades. Na plataforma, as redes devem inserir as informações solicitadas e anexar a documentação necessária para comprovar o atendimento às condicionalidades.  

As redes que já participaram do ciclo anterior podem aproveitar informações e documentos registrados anteriormente no sistema, quando aplicável. Além disso, o MEC oferece apoio institucional às redes de ensino durante o processo. O Guia de Preenchimento está disponível na aba “Apresentação” do módulo, no Simec. Em caso de dúvidas, o atendimento é realizado por meio do WhatsApp (61) 2022-2066.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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