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Nova Serra das Araras inicia operação e transforma ligação entre Rio e São Paulo

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Quem passa pela Serra das Araras, na BR-116/RJ/SP, começa a ver nesta terça-feira (23) os primeiros resultados de uma das maiores obras rodoviárias em execução no país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro dos Transportes, George Santoro, entregaram quatro quilômetros da nova pista de subida, totalmente iluminada, com oito viadutos, quatro faixas de rolamento, acostamento e 14 estruturas de contenção. A previsão é que o trecho seja liberado ao tráfego ainda esta semana, inaugurando uma nova etapa da ligação entre Rio de Janeiro e São Paulo, por onde passam, por mês, cerca de 390 mil veículos.

“A melhoria da Serra das Araras será um cartão postal para que muitas empresas, de diversas atividades econômicas, queiram estar mais perto do  Rio de Janeiro e produzir coisas aqui. Eu tenho certeza que o resultado dessa obra vai significar mais desenvolvimento para o Rio, mais empresas e mais empregos de qualidade para o estado”, destaca o presidente Lula.

Resultado da política de concessões da pasta dos Transportes, a modernização completa do eixo logístico da Serra na Rodovia Presidente Dutra receberá R$ 1,5 bilhão em investimentos pela RioSP, uma empresa Motiva. Atualmente, o empreendimento está com 70% de execução. O cronograma também foi antecipado, e a entrega integral da obra, inicialmente prevista para 2029, passou para 2027.

“Esse projeto resolve um problema de uma rodovia que fica mais de 40 dias do ano fechada – se somadas todas as interrupções que acontecem nela todos os dias – por conta de sinistros. A ideia aqui é a segurança, olhar as pessoas que vão passar todos os dias e não só a melhora da economia como um todo, mas principalmente a segurança viária que está aqui nesse projeto muito pensado e colocada”, ressalta o ministro dos Transportes, George Santoro.

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Entre as melhorias do projeto, o tempo de viagem será reduzido para os motoristas que trafegam entre Rio de Janeiro e São Paulo. O limite de velocidade na Serra passará de 40 km/h para 80 km/h, o que possibilita a diminuição de até 25% na duração do trajeto no sentido São Paulo e de até 50% no Rio de Janeiro. A mudança transforma a mobilidade da população e fortalece a economia da região, com mais condições de acesso para os turistas e de trabalho para os caminhoneiros.

“Essa inauguração representa um aquecimento na economia do estado. O investimento em rodovia que, pelo que estamos vendo, vai perdurar durante um bom tempo trazendo essa ideia de circulação de riqueza e mobilidade urbana, onde as pessoas poderão se conduzir de forma mais ágil e segura. São benefícios para o estado, para a população, para investimentos empresariais, pois também vai gerar postos de trabalho”, observa Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro.

Transformando vidas

Rota pujante para a economia, a Serra das Araras é fundamental para a logística e o abastecimento do país, uma vez que pela estrada são escoadas as cargas e mercadorias de duas grandes potências do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Entre os 390 mil veículos que circulam mensalmente pelo trecho, 36% da movimentação é feita por caminhoneiros, como André Ribeiro que depende das condições da via para transportar verduras. O motorista, de 47 anos, comemora a nova infraestrutura, que dá mais segurança para o exercício da atividade e proporciona o reencontro com a família.

“Era um trecho muito perigoso e com a pista muito sinuosa. Agora com as duas faixas descendo e subindo, vai ficar muito bom para nós que passamos pela rodovia”, lembra o caminhoneiro.

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Outro impacto positivo para os cariocas está na geração de empregos. Cerca de 2,2 mil pessoas trabalham diretamente na construção do empreendimento.

O morador de Paracambi (RJ), Ramon Ferreira, trabalha na Serra como eletricista e conta que, com felicidade, sai de casa para conquistar o pão de cada dia e atuar com empenho para a conclusão da intervenção, que, acredita, beneficiará toda a comunidade local.

“A iluminação na Serra das Araras foi implementada para melhorar a visibilidade do condutor e a travessia. Como trabalhador e usuário da via, estou muito feliz com a entrega dessa obra, porque vai melhorar a condução e o tempo de acesso às cidades vizinhas, além da volta para casa. Fazer parte desse trabalho foi prazeroso e muito gratificante, pois há muito tempo que não tínhamos uma obra tão grande que abraçou toda a população de Paracambi, de Piraí e diversos outros locais”, comemora.

Infraestrutura e investimentos

O Rio de Janeiro vive o maior ciclo de investimentos de infraestrutura de transportes de sua história. São mais de R$ 50 bilhões contratados em rodovias e ferrovias, valor que chegará a R$ 70 bilhões até o final do ano. Os investimentos ampliam a segurança, fortalecem a logística e impulsionam o desenvolvimento do estado.

Ao longo dos últimos três anos, o Ministério dos Transportes consolidou um portfólio robusto de concessões rodoviárias no Rio de Janeiro. Na lista das principais entregas já realizadas pelos parceiros privados que administram ativos no estado, destacam-se mais de 2 mil metros de duplicação, dois Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para caminhoneiros, 412 mil quilômetros de pintura de faixas, 91 mil metros de drenagem superficial recuperada e 7 mil toneladas de resíduos removidos.

Assessoria Especial de Comunicação

Ministério dos Transportes

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Fonte: Ministério dos Transportes

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BRASIL

Ministro destaca NIB e novos acordos comerciais no II Fórum de Investimentos Brasil-UE

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira (23/6), durante a abertura do II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, que o país vive um momento socioeconômico positivo para parcerias internacionais. O evento foi realizado na ApexBrasil.

Ao lado do comissário europeu Jozef Síkela e da embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, o ministro destacou que os avanços da economia nacional e as diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB) reposicionam o país estrategicamente para liderar parcerias globais em sustentabilidade, transição ecológica e bioeconomia.

“A nova indústria do Brasil tem a ambição de ser mais exportadora, mais competitiva, mais produtiva e mais sustentável.  E é na sustentabilidade que o Brasil tem que fincar mesmo o seu projeto de desenvolvimento econômico. Nós temos fontes renováveis de energia, recursos hídricos abundantes e um compromisso sério do governo com a redução de qualquer tipo de desmatamento”, afirmou Márcio Elias Rosa, ao destacar que o governo aposta, com a NIB, na agregação de valor e no fortalecimento de parcerias com outras nações.

Ele destacou a consolidação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, EFTA e Singapura, além de outras parcerias em debate. De acordo com o ministro, essa “é a melhor resposta que se pode dar no nível político para aqueles que apostam na instituição de barreiras tarifárias ou não tarifárias desnecessárias”.

Ele ressaltou, ainda, que o foco do governo é oferecer um ambiente de negócios com “segurança jurídica, previsibilidade econômica e estabilidade política” para que as nações estejam mais próximas e integradas”.

Alianças de longo prazo

Já o comissário europeu Jozef Síkela destacou que está no país para tornar a parceria do Brasil com a União Europeia mais forte. Ele ponderou que a cooperação baseada em regras e benefícios mútuos e alianças de longo prazo são, muitas vezes, substituídas por uma busca por soluções rápidas.

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Síkela ressaltou o acordo Mercosul-UE como o caminho para levar a parceria entre os dois blocos adiante. “Nós compartilhamos um forte compromisso com a democracia, o multilateralismo e a ação climática. Durante este período de choques globais e guerras de comércio, nós temos deixado o campo aberto para trabalhar pela estabilidade e pela prosperidade”, afirmou.

Também na abertura do Fórum, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, disse que o acordo Mercosul-UE oferece uma nova oportunidade para olhar a parceria pela perspectiva do investimento, da competitividade, pela cooperação estratégica de longo prazo.

“O acordo ajuda a criar um quadro mais previsível, competitivo e estratégico. Mas acordos não geram resultados por si só. Eles criam oportunidades, confiança em um quadro de referência. Cabe aos governos, empresas e instituições financeiras transformar esse potencial em investimentos, projetos e resultados concretos. Queremos ver como esse acordo pode apoiar uma agenda de investimentos mais forte entre Brasil e Europa”, explicou.

O presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), José Pio Borges, ressaltou que os desafios das novas tecnologias exigem integração e complementaridade estratégica. “O Brasil e as nações europeias entendem que nossa força reside não na autossuficiência impossível, mas em complementaridade estratégica. Tomem o caso das terras raras como exemplo. O Brasil e a União Europeia, juntos, têm condição de dominar toda a cadeia produtiva, desde a extração mineral até o processamento e as aplicações em inteligência artificial e defesa”, avaliou.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir André Muller, salientou que mesmo diante de um cenário desafiador, o Brasil tem batido recordes de exportação e de atração de investimentos. “Atraímos, no ano passado, US$ 70 bilhões de investimentos em um momento complexo do cenário internacional. Mas isso não é por acaso. É por conta de uma decisão acertada de um caminho que o país trilha, que é do entendimento, negociação, abertura. Nós escolhemos esse caminho”, concluiu.

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O fórum, correalizado pela Delegação da UE no Brasil, ApexBrasil e Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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BRASIL

Brasil é um dos primeiros países a ter plano de descarbonização industrial aprovado por fundo climático global

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A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, comemorou a aprovação, pelo Climate Investment Funds (CIF), do Plano de Investimento do Brasil para o Programa de Descarbonização Industrial. Com a decisão, anunciada no último dia 17, o Brasil se torna um dos primeiros países entre os sete selecionados pela iniciativa global a concluir essa etapa.

Para Julia, a aprovação representa um avanço na estratégia que busca de acelerar a transformação da indústria brasileira. “É assim que transformamos metas climáticas em investimento, em emprego verde e em competitividade para a indústria nacional, num cenário internacional cada vez mais exigente em sustentabilidade”, afirma.

Dentro da estratégia, o MDIC atua como articulador da agenda, em articulação com outros órgãos federais e bancos multilaterais de desenvolvimento. O Plano, que é coordenado pelo Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), o BNDES, o BID, o BID Invest, o Banco Mundial e a IFC, prevê aporte de US$ 250 milhões em projetos de descarbonização, com potencial para mobilizar mais de US$ 3 bilhões em cofinanciamentos, incluindo US$ 1,36 bilhão do setor privado. Os recursos serão direcionados aos setores de ferro e aço, cimento, produtos químicos e fertilizantes, responsáveis por aproximadamente 65% das emissões industriais do país.

A estratégia apoiará processos produtivos de baixa emissão de carbono, projetos de eficiência energética e o desenvolvimento de clusters e infraestruturas industriais voltados à descarbonização. A implementação ocorrerá por meio da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), que apoiará a formação e a seleção da carteira de projetos.

Intensidade energética

A iniciativa vai ampliar o acesso a financiamento para setores de maior intensidade energética, promovendo a redução de emissões, a atração de investimentos, a geração de empregos verdes e o fortalecimento da competitividade da indústria brasileira.

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Estimativas apontam que os projetos apoiados poderão evitar a emissão de 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. A iniciativa também deverá ampliar o uso de energias renováveis na indústria, estimular práticas de economia circular e contribuir para a geração de empregos alinhados à transição para uma economia de baixo carbono.

Acesse o plano

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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