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MATO GROSSO

Solar dos Müller é tombado ao Patrimônio Histórico e Artístico de Mato Grosso

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O Solar dos Müller, imóvel do século XIX situado na região central de Cuiabá, foi tombado ao Patrimônio Histórico e Artístico Estadual em portaria publicada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). De estilo arquitetônico Colonial, a edificação serviu de residência a gerações da família Müller, incluindo Júlio Müller, que foi interventor e governador de Mato Grosso entre 1937 e 1945, e sua esposa, a professora, escritora e poetisa Maria de Arruda Müller.

De acordo com o superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel, Robinson de Carvalho Araujo, o imóvel possui um relevante significado histo´rico e cultural para Mato Grosso.

“Ali moraram personalidades protagonistas de importantes transformaço~es culturais, poli´ticas e sociais do Estado e do país. Uma delas é Júlio Müller, que viveu no local até falecer. E é um imóvel muito bem preservado, que marca um modo de viver típico daquele período histórico. Por isso o Estado de Mato Grosso teve a sensibilidade de entender que merecia tombamento”, explica o superintendente.

O tombamento acolhe a decisão do Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso. Entre as fundamentações se destacam as características técnicas e construtivas, materiais, técnicas, adornos e demais elementos histo´ricos arquiteto^nicos, culturais, arti´sticos, sociais e simbo´licos identificados no imo´vel.

Também chamado de “Casarão”, o Solar dos Müller é do ano de 1898, e possui elementos constitutivos das edificações residenciais da alta sociedade cuiabana na transição entre os séculos XIX e XX. O imóvel serve de mostruário referencial histórico do estilo arquitetônico adaptado ao clima cuiabano, com paredes de adobe, porão ventilado, cobertura de telhas cerâmicas coloniais em quatro águas, grandes janelas de madeira e ornamentos equilibrados e simétricos.

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É predominante na edificação o estilo arquitetônico Colonial Bandeirista, que lhe confere beleza e estética funcional. A planta retangular em L forma um pátio interno que ventila e ilumina os ambientes a partir de um quintal arborizado com sombras que conecta a casa principal a cômodos de serviço anexos.

Situado à rua Campo Grande, esquina com a rua Comandante Costa, no Centro de Cuiabá, o Casarão já era protegido por fazer parte do entorno de uma área tombada pelo Governo Federal.

“Agora, o Casarão é protegido por tombamento próprio, isso significa que é de interesse público, devendo ser preservado para as gerações futuras. É um ato de reconhecimento histórico do local”, destaca Robinson.

Acesse AQUI a portaria de tombamento do Solar dos Müller

Tombamento de patrimônio histórico e cultural

O tombamento é um conjunto de ações realizadas pelo Poder Público com o objetivo de preservar, por meio de legislação específica, bens culturais de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental, impedindo que venham a ser demolidos, destruídos ou mutilados.

Com o ato de tombamento, o bem está sujeito à fiscalização quanto às suas condições de conservação, e qualquer intervenção deve ser previamente autorizada pelo Poder Público. Mas além dos deveres, o proprietário do imóvel também pode ser beneficiado para seguir seu compromisso de manter o local preservado, com isenções de alguns impostos, acesso a recursos públicos por meio de editais específicos.

Em Mato Grosso, a proteção do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Estado é regida pela Lei 11.323/2021.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

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Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sessão da 2ª Câmara Criminal é adiada e terá nova data para julgamento

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O Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) comunica que a sessão ordinária por videoconferência da Segunda Câmara Criminal, prevista para o dia 24 de junho de 2026 (quarta-feira), foi adiada.
A decisão foi comunicada pelo presidente da Câmara, desembargador Rui Ramos Ribeiro. O aviso é direcionado a advogados, membros do Ministério Público, Defensoria Pública e demais interessados que acompanham os julgamentos da unidade.
Os processos que estavam pautados para a referida sessão terão nova data designada para julgamento, que será informada oportunamente.

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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