A Escola Estadual em Tempo Integral Santa Claudina, no Distrito de Mimoso, em Santo Antônio de Leverger, tem usado a própria história e o território onde está localizada como ponto de partida para novas experiências de aprendizagem. Com 78 anos de atuação, a unidade funciona no local onde nasceu o Marechal Cândido Rondon, personagem central da história de Mato Grosso e do Brasil.
Nesse ambiente marcado pela memória, a escola desenvolve projetos que aproximam os estudantes da realidade da comunidade. As atividades contam com a parceria de pequenos produtores da região, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em ações que unem pesquisa, tecnologia e conhecimento sobre o espaço local.
Uma das frentes de trabalho envolve o uso de drone para mapeamento e monitoramento de áreas próximas à escola e de propriedades parceiras. Com o equipamento, os alunos captam imagens aéreas, observam características do território, estudam aspectos ambientais e desenvolvem atividades relacionadas à geografia, à pesquisa científica e à análise de dados.
O drone utilizado pela unidade foi cedido pela Unemat e passou a integrar os projetos pedagógicos desenvolvidos nas disciplinas eletivas e nos Projetos de Corresponsabilidade, que compõem a Base Diversificada do currículo das escolas em tempo integral.
A proposta permite que os estudantes investiguem o lugar onde vivem com base em situações concretas. A paisagem, as áreas produtivas, os caminhos da comunidade e o entorno da escola deixam de ser apenas cenário e passam a ser objeto de estudo. Com isso, o conteúdo trabalhado em sala de aula ganha relação direta com a vida no campo, a história local e os desafios do território.
Camila Rodrigues de Oliveira, do 3º ano do Ensino Médio, conta que o uso de drone tornou as aulas mais práticas e interessantes. “Conseguimos observar melhor o território e entender os conteúdos de forma mais visual”
Para a colega dele, Ellen Cristine Queiroz, estudar em uma escola com tanta história e, ao mesmo tempo, participar de projetos que utilizam tecnologia e pesquisa é uma experiência marcante.
“Além de aprendermos sobre a história do Marechal Rondon e da própria escola, usamos tecnologias modernas que ajudam no nosso aprendizado”, disse Ellen.
O coordenador pedagógico, Omar Figueiredo, destaca que trabalhar a história de Rondon nas eletivas é extremamente importante para que os alunos se projetem no modelo no qual o marechal se enquadrou. “Essa escola é única, assim como a nossa forma de ensinar e de interagir com o ambiente”.
Na organização curricular, a Base Diversificada complementa a Base Nacional Comum Curricular e contribui para uma formação mais ampla, com atividades voltadas à pesquisa, à autonomia, à convivência e à resolução de problemas. Na Santa Claudina, essa proposta ganha contornos próprios por estar vinculada a uma comunidade rural e a um espaço de grande valor histórico.
Ele lembra que os pequenos produtores também têm um papel importante nesse processo. Eles colaboram com informações sobre a região, autorizam o acesso a áreas de observação e compartilham experiências sobre a produção rural e o uso do solo. “Essa aproximação fortalece o vínculo da escola com a comunidade e amplia as possibilidades de aprendizagem dos estudantes”.
A secretária de Estado de Educação, Flavia Emanuelle Soares, avalia que, ao incorporar drone, parcerias acadêmicas e a participação dos produtores locais ao cotidiano pedagógico, a Escola Santa Claudina amplia o alcance do ensino sem se afastar de sua identidade. “Sem contar que, no Distrito de Mimoso, a história do lugar permanece presente. Isso fortalece a escola como campo de pesquisa e de aprendizagem para os nossos estudantes”, completa Omar.
A escola atende mais de 250 estudantes do ensino fundamental, do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na sede e em duas salas anexas, localizadas em Porto de Fora e na comunidade Água Branca.
O prédio da unidade é tombado como patrimônio histórico desde 2012. Anexo à escola funciona o Memorial Rondon, construído em homenagem ao marechal. A região também guarda a memória dos pais de Rondon, que viveram e estão sepultados no local.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
O Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) comunica que a sessão ordinária por videoconferência da Segunda Câmara Criminal, prevista para o dia 24 de junho de 2026 (quarta-feira), foi adiada.
A decisão foi comunicada pelo presidente da Câmara, desembargador Rui Ramos Ribeiro. O aviso é direcionado a advogados, membros do Ministério Público, Defensoria Pública e demais interessados que acompanham os julgamentos da unidade.
Os processos que estavam pautados para a referida sessão terão nova data designada para julgamento, que será informada oportunamente.
Autor: Assessoria
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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT