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Integração entre estados fortalece inteligência e investigação criminal

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Macapá, 15/06/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), apoiou uma iniciativa de cooperação técnica entre as polícias civis de Roraima e do Amapá, realizada na sexta-feira (12), com o objetivo de ampliar o uso de tecnologias aplicadas à inteligência e à investigação criminal.

A ação permitiu o compartilhamento de ferramentas desenvolvidas pela Polícia Civil do Estado de Roraima (PCRR), por intermédio do seu Núcleo de Inteligência, com a Polícia Civil do Estado do Amapá (PCAP). Ao todo, 11 sistemas voltados à produção de conhecimento e ao apoio às atividades investigativas foram apresentados e disponibilizados para implementação pela instituição amapaense.

A atividade é resultado de alinhamentos institucionais entre os órgãos de inteligência dos dois estados e busca disseminar boas práticas, incentivar a inovação tecnológica e fortalecer a atuação integrada das forças de segurança pública.

A cooperação faz parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento das capacidades institucionais dos estados, com previsão de expansão para outras unidades da Federação. O próximo estado a receber o intercâmbio de ferramentas tecnológicas será o Tocantins.

A iniciativa reforça o compromisso do MJSP com a modernização das instituições de segurança pública por meio do intercâmbio de conhecimentos e da adoção de tecnologias capazes de ampliar a eficiência da produção de inteligência e das investigações criminais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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BRASIL

Dados do trabalho orientam debate sobre redução da jornada e fim da escala 6×1, afirma Chico Macena

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O 3º Encontro Nacional da Rede de Observatórios do Trabalho, realizado nesta segunda-feira (15), foi aberto com debates sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e com a apresentação dos resultados da pesquisa TIC Empresa 2025, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade responsável por implementar decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

O levantamento, que mede a posse e o uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) nas empresas brasileiras de diferentes portes, considerando aquelas com 10 ou mais pessoas ocupadas, revelou que 93% das empresas utilizam conectividade e possuem presença online.

Promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o encontro foi aberto pelo secretário-executivo do MTE, Chico Macena, que destacou a importância da produção de dados para a formulação de políticas públicas, criticou a pejotização — que, segundo ele, pode resultar em fraudes trabalhistas — e defendeu o fim da escala 6×1.

“Os dados de emprego foram fundamentais para construir a proposta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas. O trabalho precisa garantir dignidade e renda aos trabalhadores”, afirmou Chico Macena aos representantes dos 35 observatórios do trabalho, distribuídos em 22 estados e 13 municípios com mais de 200 mil habitantes, além de gestores públicos, pesquisadores e especialistas da área.

A diretora técnica do Dieese, Adriana Marcolino, ressaltou que o debate sobre o mundo do trabalho e a produção de dados são fundamentais para a elaboração de políticas públicas nos estados. “Os mercados de trabalho por estado são distintos, por isso, é importante territorializar as políticas de acordo com cada realidade”, afirmou.

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A secretária-executiva adjunta do MTE, Luciana Nakamura, apresentou o andamento da proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e do fim da escala 6×1. Segundo ela, o governo está “confiante” na aprovação da medida pelo Senado. “Será uma vitória para o povo brasileiro”, destacou. Ela informou ainda que outros países passam por processos semelhantes de transição, citando o Chile, que aprovou a redução da jornada de 45 para 40 horas semanais.

Dados apresentados durante o encontro apontam que o Brasil possui cerca de 50,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada, dos quais 14,8 milhões atuam na escala 6×1 e 37,2 milhões cumprem jornada semanal de 44 horas. As informações reforçam a relevância do debate sobre a modernização das relações de trabalho e seus impactos na qualidade de vida da população trabalhadora.

Os observatórios locais têm papel estratégico na elaboração de estudos e análises que apoiam o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e as Comissões Estaduais e Municipais de Trabalho. A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, destacou que a iniciativa é uma política permanente do Ministério.

“Os observatórios são essenciais para analisar os dados locais e produzir conhecimento capaz de subsidiar a formulação de políticas públicas”, afirmou.

Principais pontos da pesquisa TIC Empresas 2025

A pesquisa TIC Empresas 2025, apresentada durante o 3º Encontro Nacional da Rede de Observatórios do Trabalho, foi realizada a partir de uma amostra de 4.492 empresas, selecionadas entre o universo de 535 mil empresas cadastradas no Cempre (Cadastro Central de Empresas do IBGE).

Confira os principais pontos da pesquisa TIC Empresas 2025

A pesquisa TIC Empresas 2025 foi realizada a partir de uma amostra de 4.492 empresas, selecionadas entre o universo de 535 mil empresas do Cempre (Cadastro Central de Empresas do IBGE).

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Conectividade e presença online 

  • 93% das empresas possuem acesso à internet — em 2017, o percentual era de 49% e, em 2021, de 87%.
  • 56% das empresas possuem website — entre as grandes empresas, o índice chega a 87%. 

Comércio eletrônico e presença em plataformas digitais 

  • 79% possuem perfil no WhatsApp.
  • 76% possuem perfil ou conta em redes sociais, como Instagram, Snapchat, Flickr e TikTok.
  • 34% possuem perfil ativo no LinkedIn — entre as grandes empresas, o percentual chega a 78%; no setor da construção, a 40%.
  • 80% das empresas realizam vendas pela internet, utilizando ferramentas como WhatsApp, chat do Facebook e Skype. 

Meios de pagamento utilizados nas vendas online 

  • 91% utilizam Pix;
  • 41% utilizam cartão de crédito;
  • 60% utilizam débito online ou transferência bancária;
  • 62% utilizam boleto bancário

Segurança digital 

  • 53% das empresas investiram em políticas de segurança digital — entre as grandes empresas, o percentual chega a 88%.
  • 44% das empresas discutiram riscos de segurança digital em reuniões internas

Uso de novas tecnologias

Aplicações de Inteligência Artificial (IA)

Entre as empresas que utilizam IA: 

  • 73% usam para automatização de processos e fluxos de trabalho;
  • 38% para mineração de textos — na região Sudeste, o índice é de 39%;
  • 31% para reconhecimento e processamento de imagens;
  • 30% para geração de linguagem natural, aplicada a textos escritos ou falados;
  • 25% para machine learning voltado à predição de dados — percentual que chega a 36% entre as grandes empresas. 

Computação em nuvem e softwares 

  • 56% das empresas pagaram por serviços em nuvem;
  • 54% armazenam arquivos ou possuem banco de dados em nuvem;
  • 51% utilizam softwares de finanças ou contabilidade;
  • 45% utilizam softwares de segurança
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Internet das Coisas (IoT) 

  • 14% das empresas utilizaram Internet das Coisas (IoT).
  • Entre as grandes empresas, o percentual chega a 40%; no setor de informação e comunicação, a 36%.
  • Principais aplicações:
    • 90% para segurança de instalações;
    • 44% para manutenção de equipamentos

Programação – 16 de junho (terça-feira)

Local: Auditório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Brasília/DF

9h – Tema 3: Potencialidades e desafios dos avanços digitais na Saúde: caminhos para aproveitar investimentos com capilaridade no território e geração de empregos

  • Luciana Portilho (NIC.br) – apresentação da TIC Saúde

  • Ana Estela Haddad (Ministério da Saúde) – participação a confirmar

11h10 – Tema 4: Oportunidades em eixos estruturantes de desenvolvimento – Parte 2: infraestrutura básica e desenvolvimento regional

  • Roberto Garibe – Casa Civil (PAC)

  • Representante do Conselho Curador do FGTS – participação a confirmar

12h10 – Almoço

Local: Anexo do MTE – 1º andar, sala 108 – Brasília/DF

14h – Oficina “Os números e as oportunidades”

  • Paula Montagner e equipe do Dieese

Programação – 17 de junho (quarta-feira)

Local: Auditório do MTE – Brasília/DF

9h – Oficina sobre captação de recursos para bloco de assessoramento estatístico (emendas parlamentares)

11h – Oficina sobre o Painel de Indicadores da Rede de Observatórios do Trabalho

13h – Encerramento

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Fundo Nacional de Segurança Pública impulsiona modernização da segurança pública no Amapá com mais de R$ 20 milhões

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Macapá, 15/06/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, nesta segunda-feira (15), ações para fortalecer a segurança pública do Amapá com recursos superiores a R$ 20 milhões viabilizados pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Os recursos contemplam obras concluídas, equipamentos já incorporados à estrutura estadual e novos projetos voltados à ampliação da Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento (Aifa).

Entre as obras e melhorias entregues estão a primeira fase da reforma das instalações da Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento, vinculada ao Instituto de Ensino de Segurança Pública (Iesp), executada com recursos de R$ 1.650.327,48, e a ampliação da estrutura da unidade, incluindo a implantação de academia de musculação, com investimento de R$ 2.738.088,85.

Reforço à coordenação operacional

O estado também recebeu a Unidade Móvel de Comando e Controle, adquirida com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública no valor de R$ 12.230.500,00. O equipamento amplia significativamente a capacidade de coordenação integrada das forças de segurança, permitindo o monitoramento em tempo real de operações, grandes eventos e situações de crise.

A estrutura vinha sendo utilizada em atividades estratégicas no estado desde o final de 2025 e passa agora a integrar definitivamente o patrimônio operacional da segurança pública amapaense.

Para a diretora do FNSP, Camila Pintarelli, os resultados alcançados refletem o impacto direto das medidas de aperfeiçoamento da gestão implementadas pelo Fundo nos últimos anos.

“Essas ações demonstram que investir em governança produz resultados concretos para a população. Os mecanismos de gestão implementados pela equipe do Fundo Nacional de Segurança Pública têm permitido qualificar a execução e a liquidação dos recursos transferidos aos estados, acelerando a transformação do orçamento em resultados efetivos. A conclusão dessas obras e a disponibilização de equipamentos estratégicos ao Amapá evidenciam como uma gestão próxima, técnica e orientada a resultados contribui para fortalecer as capacidades operacionais das forças de segurança e gerar benefícios concretos para a sociedade”, explicou a diretora.

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Novos investimentos previstos

Novos projetos estão programados para ampliar a infraestrutura da Aifa/Iesp. Com recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Segurança Pública, encontram-se em fase interna de licitação a construção de uma piscina semiolímpica, com investimento previsto de R$ 2.057.155,40, e a implantação de campo de futebol, urbanização e paisagismo da academia, no valor de R$ 2.204.614,87.

Considerando as intervenções concluídas e os projetos em fase de licitação, os recursos destinados ao fortalecimento da formação policial no estado somam R$ 8.650.186,60.

Missão do MJSP no Amapá

A agenda do FNSP no Amapá segue até 17 de junho. Durante a missão técnica, equipes da Diretoria do Fundo realizam reuniões e atividades de orientação voltadas ao aperfeiçoamento da gestão dos recursos federais, com foco em licitações, planejamento orçamentário, doações, convênios e contratos de repasse.

A atuação possui especial relevância diante do volume expressivo de emendas parlamentares destinadas à segurança pública no estado, especialmente aquelas voltadas à execução de obras e projetos estruturantes. O objetivo é apoiar os gestores locais na superação de entraves administrativos, ampliar a eficiência da execução dos recursos e garantir maior celeridade na entrega de resultados à população.

As iniciativas desenvolvidas no Amapá integram a estratégia do Ministério da Justiça e Segurança Pública de fortalecer as capacidades operacionais dos estados por meio dos repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública, promovendo projetos estruturantes que ampliam a eficiência, a integração e a modernização das instituições de segurança pública em todo o Brasil.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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