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TURISMO

É falso que o Ministério do Turismo vai monitorar dados pessoais de turistas; confira tudo sobre a Ficha Digital de Hóspedes

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Meios de hospedagem de todo o Brasil, como hotéis, pousadas, hostels e resorts, vêm implementando a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNHR). O que antes era feito no papel, tomando tempo de turistas e gerando custos ao setor, agora é feito em formato 100% digital, que agiliza a identificação de clientes cumprindo rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Inspirada nos check-ins de aeroportos, a plataforma passou a ser exigida desde segunda-feira (20). A ficha digital é preenchida pelo hóspede, que pode digitar as informações ou optar pelo preenchimento automático pelo Gov.br.

A FNRH Digital foi desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e pode ser preenchida antes da chegada no hotel, por link enviado pela hospedagem, ou direto no balcão da recepção, por meio de um QRCode. Pessoas sem celular podem fazer pelo serviço próprio da hospedagem.

A nova Ficha Digital de Hóspedes foi aprovada pelo Congresso Nacional (deputados[a] e senadores[a]) e sancionada em 2024 pela Presidência da República, e foi apoiada pelo setor. O processo de adesão da hotelaria à ferramenta – iniciado ainda em novembro do ano passado, com a permanente orientação do Ministério ao setor – marca o fim da era do papel e da burocracia desnecessária no balcão dos empreendimentos de norte a sul do país.

Aos viajantes, o benefício é imediato: rapidez. Com o sistema, o check-in agora pode ser concluído em segundos. Já para os meios de hospedagem, a plataforma representa redução de custos, eliminando a necessidade de se manter arquivos físicos por longos períodos.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça a segurança do novo sistema e incentiva a adequação da hotelaria.

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“Todo o sistema foi construído sob o rigor da LGPD, com dados criptografados e total respeito à privacidade. O que estamos fazendo é usar a tecnologia para facilitar a vida do hóspede e profissionalizar o setor, garantindo que ele esteja preparado para oferecer as melhores experiências possíveis aos seus clientes. Especialmente no momento em que o turismo brasileiro vem alcançando recordes históricos de desempenho”, destaca o ministro.

A VERDADE SOBRE A FICHA – Para que hóspedes e hoteleiros possam aproveitar as vantagens da nova ficha digital de registro, o Ministério do Turismo esclarece alguns dos principais pontos da ferramenta e desmente falsas informações sobre a plataforma. Confira!

– A coleta de dados de hóspedes começou com a nova FNRH Digital?

Não. A Lei Geral do Turismo de 2008 definiu o envio de dados ao Ministério do Turismo, e a portaria nº 41 do Ministério do Turismo, de 14 de novembro de 2025, apenas estabeleceu a digitalização do processo, tornando-o mais rápido e seguro.

– O sistema permite a apropriação indevida de dados?

Não. O Gov.br funciona somente como um validador de identidade. O sistema apenas confirma o CPF do hóspede para evitar fraudes e erros de preenchimento, garantindo que o cliente é quem diz ser.

– As informações recolhidas pelo sistema ficam expostas?

Não. Os registros são criptografados e armazenados no banco de dados do Serpro. O Ministério do Turismo acessa apenas dados macro (quantitativos); dados individuais só são acessados por ordem judicial ou policial, como já ocorre hoje.

– A ferramenta colhe informações sobre gastos dos hóspedes?

Não. A FNRH Digital não coleta dados a respeito de despesas dos hóspedes. Ela serve exclusivamente para estatísticas oficiais de fluxo turístico e apoio à segurança pública.

– O check-in vai ficar mais difícil com a nova ficha digital?

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Não. Quem utiliza a conta Gov.br finaliza o registro em segundos. O processo é antecipado via sistema Gov.br e concluído por meio da leitura de QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo próprio estabelecimento.

– É obrigatório fazer o check-in antes de chegar ao meio de hospedagem?

Não. O check-in pode ser feito previamente ou, caso o hóspede prefira, é possível optar pelo preenchimento digital já no hotel, com auxílio do atendente diretamente no balcão do estabelecimento.

– O novo sistema é pago pelo meio de hospedagem?

Não. O sistema oficial é gratuito, o Ministério do Turismo não cobra pelo acesso. Eventuais custos dependem apenas do contrato do hotel com seus fornecedores de softwares de gestão (PMS).

– Hoteleiros ainda podem aderir ao sistema da FNRH Digital?

Sim, empreendimentos não adequados ainda podem fazê-lo. O Ministério do Turismo reforça que está à disposição da hotelaria de todo o país para orientar o processo de transição.

– Como o Ministério do Turismo vem acompanhando a transição?

O foco inicial é sensibilizar o setor quanto à necessidade de adaptação, conscientizando quanto aos benefícios da utilização do sistema para seus hóspedes e a gestão dos próprios negócios.

ORIENTAÇÕES – O Ministério reitera que o processo de transição para a nova FNRH Digital exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

A Pasta disponibiliza uma página eletrônica com todo o passo a passo da ferramenta para hóspedes e hoteleiros. (Acesse AQUI)

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Ministério do Turismo participa de evento com líderes para debater a promoção dos Destinos Turísticos Inteligentes

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O Ministério do Turismo marca presença no 4º Fórum Internacional de Destinos Inteligentes (FIDI), que acontece até esta sexta-feira (30), no Rio de Janeiro. O evento promove a troca de experiências, a apresentação de iniciativas inovadoras, além permitir a interação entre os gestores em busca de uma transformação sustentável e tecnológica que beneficiem diretamente os cidadãos.

O Ministério está representado pela coordenadora-geral de Inovação, Inteligência e Estatísticas do Turismo, Bárbara Blaudt.

Organizado pelo Instituto Cidades do Futuro e a Associação Nacional de Secretários e Dirigentes de Turismo (ANSEDITUR), o encontro reúne profissionais, gestores públicos, empresas, instituições, startups e especialistas em turismo e tecnologia de diversos países para trocar experiências, debater tendências e estimular soluções inovadoras sobre o tema.

Os Destinos Turísticos Inteligentes (DTI) são locais que utilizam tecnologia, inovação, sustentabilidade e acessibilidade para gerir o turismo de forma eficiente. Eles focam em melhorar a experiência do visitante antes, durante e depois da viagem, ao mesmo tempo em que aumentam a qualidade de vida dos moradores locais.

O evento mobiliza líderes, tomadores de decisão e referências de diversos países como Espanha, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Colômbia e México.

Ao longo dos quatro dias de evento, estão previstos painéis, conferências, e atividades de relacionamento que abordam temas centrais de modelos de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI). Estão sendo discutidos pautas pertinentes como sustentabilidade social e ambiental, inovação, mobilidade, governança, tecnologia, gestão de dados, acessibilidade e promoção de DTI.

“O FIDI Rio 2026 apresenta a América Latina como um laboratório de inovação turística, mostrando ao mundo que a região não apenas adota tendências globais, mas também às lidera”, comenta a coordenadora.

“Em um contexto em que a competitividade dos destinos depende cada vez mais de sua capacidade de inovar, gerenciar dados e criar experiências sustentáveis, o FIDI se posiciona como o espaço fundamental para antecipar o futuro e construí-lo de forma colaborativa”, acrescentou Bárbara.

Leia mais:  Faturamento do turismo de negócios sobe 31% em março e alcança R$ 1,47 bilhão

Por Lúcio Flávio
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Ministério do Turismo lança edital para fortalecer turismo sustentável e qualificação de gestores de geoparques

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O Ministério do Turismo lançou edital para a contratação de consultoria especializada com o objetivo de atualizar o Manual para Desenvolvimento de Projetos Turísticos de Geoparque. A iniciativa, realizada em parceria com a UNESCO, integra projeto de cooperação técnica internacional e reforça a atuação institucional voltada ao fortalecimento do turismo sustentável nesses territórios.

Geoparques são áreas geográficas unificadas com patrimônio geológico de importância internacional, geridas por um conceito de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.

A contratação prevê a revisão técnica, metodológica e gráfico-editorial da publicação, que resultará na edição 2026 do manual. As propostas podem ser enviadas até o dia 25 de maio de 2026, por meio da plataforma de fornecedores da UNESCO. Acesse AQUI.

Além da atualização do documento, o edital contempla a estruturação de conteúdos e trilhas de aprendizagem que servirão de base para capacitações continuadas na modalidade de Educação a Distância (EaD), em alinhamento à Política Nacional de Qualificação no Turismo.

“O Ministério do Turismo segue avançando no fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável dos geoparques no Brasil. A atualização do manual vai oferecer diretrizes mais qualificadas para apoiar gestores e territórios na estruturação de projetos, promovendo a valorização do patrimônio natural e cultural”, destacou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

A nova edição do manual deverá incorporar referenciais conceituais, metodológicos e normativos atualizados, em consonância com diretrizes nacionais e internacionais aplicáveis aos geoparques.

O material será direcionado a gestores públicos, parceiros institucionais e atores estratégicos, com foco no desenvolvimento sustentável de territórios aspirantes, em fase de candidatura e já reconhecidos como Geoparques Mundiais da UNESCO.

O conteúdo reunirá boas práticas relacionadas à governança, ao marketing territorial, à captação de recursos, à sustentabilidade financeira e ao estímulo ao empreendedorismo turístico. A proposta também prevê eventual reorganização estrutural do material, assegurando consistência técnica, atualização bibliográfica e aderência às orientações da Rede Global de Geoparques da UNESCO e às normativas nacionais.

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Como parte das entregas, o edital também prevê a realização de um seminário nacional para apresentação dos resultados da consultoria, com o objetivo de ampliar a disseminação de conhecimento e promover a articulação entre os diversos atores envolvidos no desenvolvimento do turismo em territórios de geoparque. A ação busca fortalecer a integração entre conservação, educação, turismo e desenvolvimento regional, em consonância com os princípios que orientam os Geoparques Mundiais da UNESCO.

Geoparques

Para se instituir um geoparque é necessário que uma região tenha atributos geológicos e paleontológicos de relevância internacional, aliados a ações de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.

A implantação deve contemplar o turismo, desenvolver a economia local e modificar, assim, a realidade socioeconômica dos habitantes da região.

Os geoparques não estão apenas relacionados à existência de rochas e fósseis, como também ao comprometimento local de participação e envolvimento da comunidade.

Segundo a Unesco, entre os objetivos dos geoparques está a preservação das regiões que contam a evolução dos continentes e o desenvolvimento social e econômico desses locais por meio do geoturismo.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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