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Justiça Eleitoral transfere seções eleitorais para o Sesi Escola Cuiabá, no Bela Vista

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O Sesi Escola Cuiabá, no bairro Bela Vista, foi designado pela Justiça Eleitoral em Mato Grosso como novo local de votação de 14 seções da 51ª Zona Eleitoral, que até então funcionavam na Escola Estadual “Professor Benedito de Carvalho”, no bairro Morada do Ouro, na Capital. A decisão, que estabelece o novo local de votação e desativa o antigo, foi assinada pela juíza eleitoral Rita Soraya Tolentino de Barros, por meio da portaria nº 10/2025. A mudança das sessões eleitorais está amparada pelo artigo 135. do Código Eleitoral, visando uma preparação e melhor adequação dos locais de votação para receber o eleitorado nos próximos pleitos. 

A unidade escolar privada, mantida pela Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), está localizada num raio de 2,9 km de distância da escola estadual, considerada próxima para uma transferência. As 14 seções eleitorais representam um eleitorado de 3.261 pessoas, oriundas dos dois bairros e aqueles adjacentes. Enquanto o Sesi Escola Cuiabá está localizado na Avenida Oátomo Canavarros, nº 1079, a outra unidade escolar está situada na Rua A, nº 296 do bairro vizinho. 

Para a homologação da transferência do local de votação foram considerados o fato de o prédio do Sesi Escola Cuiabá encontrar-se todo reformado, além da quantidade de salas suficientes (um total de 28) – adaptadas para o acesso de Pessoa com Deficiência (PCD) -, e banheiros voltados para a inclusão social. 

O prédio da escola estadual possui barreiras estruturais para recepção dos eleitores, gerando transtornos no exercício da votação por parte de PCD’s, assim com a presença de uma grande quantidade de condomínios residenciais no seu entorno, o que dificulta a mobilidade. 

A 51ª Zona Eleitoral ainda constatou que a Benedito de Carvalho apresentava quantidade insuficiente de salas no piso inferior e o prédio não conta com rampa de acesso ao 2º andar. O elevador não está em funcionamento, por falta de manutenção, há pelo menos duas eleições (2022/2024), sem previsão de conserto. Aliado a esse panorama, a Resolução 23.659/2021, em seu parágrafo 3º do Artigo 14, diz que é “vedada a criação de seção específica, no andar de baixo, para a concentração de pessoas com deficiência, por configurar segregação discriminatória”. 

Apesar das tentativas de organização prévia, com a identificação das seções que têm pessoas com deficiência para alocá-las no primeiro piso, não foi possível operacionalizar esse agrupamento, porque a distribuição de eleitores por seção é feita automaticamente pelo sistema ELO. 

Antes de homologar a transferência das seções eleitorais e, consequentemente, a desativação do local de votação anterior, a juíza avaliou vistoria feita por servidores da 51ª Zona Eleitoral nas instalações do Sesi Escola Cuiabá. O resultado ratificou a escolha do novo local pelas instalações físicas adequadas para receber o eleitorado e pela estrutura necessária com internet, mobiliário, segurança e comodidade. 

Jornalista: Anderson Pinho 

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma vista aérea da unidade SESI Escola, localizada em uma área urbana. O prédio é moderno, com fachada colorida e logotipo visível ao centro. Ao lado direito, há uma cobertura ampla sobre a quadra ou área de convivência. A escola está cercada por um muro claro, com árvores e calçadas ao redor. Ao fundo, vê-se diversos prédios altos e em construção, indicando que o local está inserido em uma região em crescimento urbano. Na parte inferior da imagem é possível ver parte da avenida Oátomo Canavarros. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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Tribunal Regional Eleitoral e Ministério Público orientam partidos sobre período pré-eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, em ação conjunta com a Procuradoria Regional Eleitoral, iniciou nesta terça-feira (26.05) a divulgação de regras de conduta para o período pré-eleitoral. A Recomendação 01/2026 traça os limites legais para a realização de eventos, reuniões e convenções por parte de legendas partidárias, filiados e pré-candidatos. O documento de órgão de controle reforça que a propaganda eleitoral possui permissão de circulação apenas a partir do dia 15 de agosto do ano de eleição.   

O texto de orientação estabelece que as convenções de partidos possuem autorização para ocorrer em formato presencial, virtual ou híbrido, no período de 20 de julho a 5 de agosto. A realização de atos de convenção deve manter o caráter de ambiente intrapartidário e evitar condutas que configurem propaganda de oficialidade. As legendas estão proibidas de realizar pedidos explícitos de votos, de usar instrumentos vetados em campanha e de apresentar elementos como números, bandeiras, slogans e jingles de forma antecipada.   

A legislação de eleições resguarda o direito de participação de pré-candidatos em entrevistas e em debates de rádio, de televisão e de internet, com o dever de emissoras de garantir tratamento de isonomia. Os partidos podem custear encontros em locais fechados para a discussão de políticas de sociedade, de planos de governo e de alianças de legendas. A lei também autoriza campanhas prévias de arrecadação de recursos financeiros e a exposição de posicionamentos pessoais de política em redes de relacionamento social. A promoção de showmícios e de eventos com a presença de artistas para animação de público possui proibição total.   

“Considerando a relevância das orientações para a regularidade do pleito, determino sua ampla divulgação no âmbito desta Justiça Eleitoral”, fundamentou a presidente do TRE, desembargadora Serly Marcondes Alves.  O procurador regional eleitoral, Fabrizio Predebon da Silva, ressaltou o caráter de prevenção de documento. “O Ministério Público Eleitoral, na defesa do regime democrático e da lisura do pleito, prefere atuar preventivamente, contribuindo para que se evitem os atos viciosos das eleições e se produzam resultados eleitorais legítimos”, atestou o membro de Ministério Público no texto de recomendação.  

FISCALIZAÇÃO E ADOÇÃO DE MEDIDAS DE PUNIÇÃO  

A desobediência aos limites traçados em legislação eleva o risco de configuração de propaganda eleitoral antecipada, de condutas vedadas e de abuso de poder. A Procuradoria Regional Eleitoral destaca que qualquer encontro político de proporção ampla exige rigorosa observância de normas de artigo 36-A de Lei das Eleições. O descumprimento de recomendação sujeita os infratores à adoção de medidas judiciais de cabimento.   

A Secretaria Judiciária de tribunal fará a notificação de juízes membros de corte e de diretórios estaduais de agremiações.  

 

Daniel Dino 

Assessoria TRE-MT 

 

Fonte: TRE – MT

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