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MATO GROSSO

Estudante da Rede Estadual representa Mato Grosso nas Paralimpíadas Escolares em São Paulo

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Aos 17 anos, Daniel Santana Prado, estudante da Escola Estadual Cleinia Rosalina de Souza, em Cuiabá, se prepara para representar Mato Grosso na fase nacional das Paralimpíadas Escolares 2026, entre os dias 16 e 20 de novembro, em São Paulo.

O caminho até essa nova oportunidade começou em 2024, quando a professora de educação física Débora Rosana de Souza Lopes Barreto, atualmente treinadora de Daniel, enxergou no atletismo uma nova possibilidade para o estudante. Ele teve paralisia infantil ao nascer, que atingiu a fala.

Desde 2021, Débora já trabalhava com atletismo escolar e passou a observar que estudantes com deficiência nem sempre tinham as mesmas oportunidades de participação nas competições. Essa percepção despertou nela o desejo de ampliar esses espaços e criar condições para que mais alunos pudessem vivenciar o esporte, desenvolver suas habilidades e reconhecer o próprio potencial.

Na época, Daniel praticava xadrez com o professor João Paulo, da mesma unidade, mas o diálogo entre os educadores e o estudante abriu caminho para uma nova oportunidade: participar do Meeting Paralímpico de 2024. A estreia no atletismo levou Daniel ao pódio.

Para Débora, as competições representam oportunidades de aprendizagem que vão além dos resultados esportivos. “Uma competição pode ensinar muito mais do que regras, técnicas e resultados. Quando estamos em outros estados, procuro mostrar aos estudantes um pouco da história dos lugares, das pessoas e das realidades que encontramos. São experiências que ampliam o olhar e contribuem para a formação deles como cidadãos”, destaca.

A professora também percebeu avanços no desenvolvimento de Daniel ao longo do percurso, especialmente na comunicação e na socialização. O contato com outros atletas com deficiência, segundo ela, permite ao estudante conhecer diferentes trajetórias de participação, autonomia e realização pessoal.

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Em 2025, nos Jogos Escolares Paralímpicos, realizados em São Paulo, Daniel conquistou o primeiro lugar no arremesso de peso e no lançamento de dardo, além do terceiro lugar nos 100 metros rasos.

Neste ano, Daniel voltou a competir na fase estadual dos Jogos Paralímpicos Escolares, realizada em Cáceres, onde conquistou a classificação para a etapa nacional. Também participaram da competição Luann Gabriel Ferreira Gomes, de 12 anos, e David Nathan Bueno de Oliveira, de 24 anos, que concluiu o ensino médio no primeiro semestre deste ano.

Agora, Daniel se prepara para representar Mato Grosso em mais um desafio, levando para a competição a experiência acumulada nas pistas e os aprendizados construídos ao longo de sua trajetória no esporte.

Para o coordenador pedagógico da Escola Estadual Cleinia Rosalina de Souza, Emanuel Ferreira do Nascimento, a história dos estudantes também evidencia a importância de reconhecer as experiências e o potencial de cada aluno.

“Precisamos reconhecer o esforço dos nossos alunos. Cada trajetória é única e todas elas nos inspiram como seres humanos, mostrando que, apesar das dificuldades do dia a dia, temos que continuar caminhando e acreditando em nossas possibilidades”, destaca.

Daniel, Débora, David e Luann, da esquerda para a direita, durante competição em Cáceres

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Investimento de R$ 1 bilhão impulsiona a agricultura familiar em Mato Grosso

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A agricultura familiar do Estado conta com mais de R$ 1 bilhão em investimentos do Governo de MT para fortalecer a produção e ampliar as oportunidades no campo. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), o volume representa um crescimento superior a 1.000% em relação às gestões anteriores.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que o objetivo é garantir que os recursos cheguem aos produtores que mais precisam, contribuindo para melhorar a produção e aumentar a renda das famílias rurais.

“Hoje, 100% das entregas da Secretaria são técnicas. Nós compramos e entregamos para quem efetivamente precisa. Nosso trabalho é transformar investimentos em oportunidades para os agricultores familiares”, afirmou.

Entre as iniciativas está o Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf 2.1), que conta com R$ 76 milhões em subsídios para financiar projetos produtivos. Cada produtor pode acessar até R$ 150 mil, com dois anos de carência e mais cinco anos para pagar. O financiamento não tem juros para quem mantém as parcelas em dia.


Em Cáceres, o produtor rural Ciro Cersino conseguiu R$ 50 mil por meio do edital Fundaaf 2.1 – Incentivo Produtivo. Com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), ele vai investir na implantação de um sistema de irrigação na propriedade.

Ciro trabalha em parceria com outros três produtores no cultivo de 5 mil bananeiras da variedade banana-terra-anã. As mudas foram fornecidas por uma unidade de pesquisa da Empaer. A produção é comercializada em Cuiabá, Cáceres e também por meio de cooperativas. Segundo o produtor, o planejamento e o uso de tecnologias têm ajudado a melhorar os resultados da lavoura, mesmo com a dificuldade para encontrar mão de obra.

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“Devido à deficiência de mão de obra, nós nos unimos em parceria com outros produtores e seguimos o planejamento da produção. Estamos colhendo com dez meses e quinze dias, e as plantas filhas, com três meses, já estão em floração”, explicou.

Ele também destaca a importância da irrigação, da fertirrigação e da logística para o desenvolvimento da atividade. Na propriedade, a água do tanque de peixes também é aproveitada para reduzir o uso de insumos. “Todos os recursos e o apoio que o Governo tem nos dado tem sido bem investido em nossa produção”, afirmou Ciro.

Outro programa voltado aos pequenos produtores é o Fundaff – Incentivo Rural, que recebeu R$ 21 milhões para apoiar projetos produtivos. Desse total de beneficiários, 82% são mulheres, segundo a Seaf.


Na região de fronteira com a Bolívia, Rosimeire Aparecida Siqueira investiu na criação de galinhas poedeiras. Com o apoio do programa, ela conseguiu adquirir as telas para cercar o galinheiro e a área da horta, melhorando a estrutura da propriedade, e ainda aumentou o número de galinhas.

Hoje, a venda de ovos garante uma receita de cerca de R$ 100 por dia. “Com os ovos produzidos a partir do investimento que consegui por meio do Fundaaf – Inclusão Rural, estou conseguindo investir mais na propriedade e tirar o sustento da nossa família”, contou.

Para a secretária Andreia Fujioka, iniciativas como essa ajudam a ampliar a autonomia financeira das produtoras rurais. “É um projeto que mudou a vida dessa mulher. Ela começou com um galinheiro e agora tem condições de crescer, ampliar a produção e conquistar sua independência financeira”, destacou.

O Governo de Mato Grosso também prevê R$ 550 milhões para o projeto MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, que tem como objetivo fortalecer cooperativas e associações de agricultores familiares. A iniciativa prevê apoiar pelo menos 128 organizações. O edital está disponível e as inscrições encarram dia 30 de outubro.

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Além dos investimentos na produção, a Seaf trabalha para facilitar o acesso dos agricultores ao mercado consumidor. Uma das iniciativas é a Vitrine do Campo, plataforma digital que pretende aproximar produtores e compradores, criando novas oportunidades de comercialização.

A estratégia também busca incentivar a permanência dos jovens no campo, com melhores condições de trabalho e geração de renda nas propriedades rurais.

Para Andreia Fujioka, o planejamento da produção e a garantia de mercado são fundamentais para o sucesso da agricultura familiar. “Estamos concluindo um projeto que estará disponível por meio de um aplicativo, 100% gratuito para que todos que produzem tenham a oportunidade de mostrar onde seus produtos podem ser encontrados. Não adianta produzir abacaxi e depois não ter para quem vender. O agricultor precisa começar a produção sabendo qual será o destino do seu produto. Queremos que ele tenha mais oportunidades, renda e dignidade”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Jogo educativo sobre prevenção de incêndios vence prêmio no SBoardGames 2026

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O jogo de tabuleiro “É Fogo!”, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Arena Lúdica, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), venceu a categoria de Melhor Narrativa no Festival de Jogos de Tabuleiro SBoardGames 2026, realizado em Goiânia na última semana. O projeto também foi finalista nas categorias de Melhor Game Design e Melhor Jogo, dentro da modalidade Serious Game. O jogo pode ser acessado de forma gratuita na plataforma de jogos de tabuleiro Tabletopia.

O jogo cooperativo de cartas coloca os participantes no papel de uma equipe que precisa combater o fogo através de ações coordenadas, evitando que o impacto ambiental se transforme em uma catástrofe. Cada ação dentro do jogo reproduz situações do mundo real, desde o reconhecimento da área e as ações de combate até a restauração ambiental, garantindo que a vida e o trabalho no campo permaneçam protegidos até o fim da partida.

A coordenadora de educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão da Sema, Juliana Carvalho, destaca que o jogo é uma ferramenta para que os participantes desenvolvam a capacidade de diálogo, planejamento territorial e cooperação. “Essas habilidades são essenciais para prevenção e resposta aos incêndios florestais. Também foi muito importante a participação das juventudes na criação dos jogos, um dos grupos prioritários para estimularmos os debates sobrer as emergências climáticas”.

Para a professora da UFMT responsável pelo Grupo de Pesquisa Arena Lúdica, Hélia Vannucchi, o projeto tem potencial transformador para a educação ambiental, pois aborda, de forma lúdica, a importância da prevenção e do combate aos incêndios.

“Nós reconhecemos que temas urgentes como a preservação ambiental ganham força quando tratados de forma leve e acessível: a discussão nasce espontaneamente durante a partida, em um momento de descontração voluntária e isso gera um engajamento muito maior e uma receptividade mais positiva do que métodos tradicionais. O jogo torna a educação ambiental uma experiência vivida e compartilhada”, afirmou a professora.

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Segundo Hélia, o reconhecimento no SBoardGames tem um significado ainda mais especial por se tratar de um festival que integra o SBGames, o Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital, considerado o maior evento acadêmico e científico da área de jogos na América Latina. Voltado à valorização da cultura dos jogos de tabuleiro, o evento reúne pesquisadores, estudantes, profissionais da indústria e criadores para discutir avanços em computação, arte e design, cultura, educação e saúde.

“É sobretudo, uma comprovação de que é possível unir rigor de projeto, relevância social e excelência criativa: um jogo feito em parceria com o poder público, com finalidade educativa e ambiental, conseguiu se destacar entre produções de todo o Brasil”, ressaltou a educadora.


A professora de gestão ambiental e ciências do ambiente do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Simone Raquel, foi convidada a realizar uma partida experimental junto com os seus alunos. Para ela, a experiência demonstrou de forma prática a importância do trabalho em equipe e de cada etapa da prevenção e do combate aos incêndios.

“A proposta foi muito bem aceita pelos alunos. Muitos termos que os alunos não sabem exatamente o que significa, ao longo do jogo, eles foram aprendendo, entendendo a importância deles e como isso faz diferença na prevenção dos incêndios nos nossos ecossistemas”, destacou a professora.

Como jogar

Para entender melhor como funciona o jogo “É Fogo!” a equipe do grupo de pesquisa Arena Lúdica preparou dois vídeos explicativos

*Texto com supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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