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EDUCAÇÃO

Semana do Surdo destaca novas diretrizes para a Educação Bilíngue de Surdos

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N a semana marcada pelo Dia Internacional das Línguas de Sinais, celebrado em 23 de setembro, e pelo Dia Nacional do Surdo, em 26 de setembro, mesma data em que celebra a criação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), a educação bilíngue de surdos ganha destaque com novas diretrizes, recursos para escolas, formação de profissionais e expansão de vagas no ensino superior. As datas reforçam a visibilidade, a equidade linguística e o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como elemento central de identidade e cultura surda.

Entre os principais marcos das políticas do Ministério da Educação (MEC) está a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs), instituída pela Portaria MEC nº 588, de 2 de julho de 2026. A Pnebs é organizada em seis eixos estruturantes: rede de governança; diretrizes; currículo e material didático-pedagógico; produção de conhecimento e monitoramento; formação; e reconhecimento, valorização e difusão de experiências inovadoras. 

A diretora de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos (Dipebs) da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Patrícia Luiza Curione, ressalta que o objetivo central da Pnebs é garantir o direito de o aluno surdo ter a Libras como primeira língua (L1) de instrução, interação, comunicação e ensino, e o português escrito como segunda língua (L2). A diretora pontuou ainda que a política orienta, de maneira técnica e orçamentária, as redes estaduais, municipais e distrital para oferecer uma formação de qualidade em todo o território nacional, assegurando docentes bilíngues que sejam referência linguística e profissional no ambiente escolar.

 Assista ao vídeo:

Apoio às unidades escolares – Para garantir a infraestrutura necessária nas escolas, as unidades contam com o Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE Equidade, por meio da Resolução nº 8, de 7 de maio de 2026. O programa destina recursos financeiros diretamente às unidades registradas no Censo Escolar do Inep, por meio de dois eixos: 

  • Sala de Recursos Multifuncionais (PDDE SRM): voltado à aquisição de equipamentos, materiais pedagógicos e tecnologias assistivas para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), prioritariamente nas Salas de Recursos Multifuncionais. 
  • Diversidades (Subeixo Educação Bilíngue de Surdos): o objetivo é apoiar a garantia do acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem de estudantes público-alvo da educação bilíngue de surdos nas escolas bilíngues, escolas-polo e turmas bilíngues de surdos. 
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De acordo com dados do Censo Escolar 2025 do Inep, a modalidade da educação bilíngue de surdos está presente em 119 escolas de todas as regiões do país. Desse total, 50 são escolas bilíngues de surdos e 69 são escolas que oferecem classes ou turmas bilíngues de surdos, somando 690 salas e turmas em funcionamento. A maior parte dessa oferta está na rede pública, com 94 escolas e 536 salas e turmas. A modalidade está garantida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional desde a Lei nº 14.191/2021. 

Formação de profissionais e materiais pedagógicos – A qualificação do corpo docente e técnico é articulada por meio do Programa Rede Nacional de Formação Continuada de Profissionais da Educação (Renafor). Regulamentada pela Portaria Secadi/MEC nº 10, de 18 de fevereiro de 2026, a ação oferece cursos em parceria com Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), abrangendo metodologias de ensino, currículo, avaliação e ensino do português escrito. Refletindo esse esforço, dados do Inep apontam um aumento de 74% no número de profissionais com formação específica em educação bilíngue de surdos entre 2024 e 2025. 

No campo da produção cultural e literária, o MEC apoia iniciativas pedagógicas em parceria com universidades federais, como o 3º e 4º Campeonato Artístico-Literário do #CasaLibras (promovido pela UFSCar) e o 1º Concurso Nacional de Literatura Surda e Festival Nacional de Sinalizantes (realizado pela UFPel). A diretora Patrícia Luiza Curione enfatizou que o incentivo a projetos literários em língua de sinais fortalece o desenvolvimento pedagógico e valoriza a expressão e a identidade dos estudantes surdos. Além disso, no segundo semestre de 2026, o ministério lançou sete editais em parceria com a Unesco para o desenvolvimento de materiais didáticos, instrucionais e formativos. 

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Expansão no ensino superior – Por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), está prevista a criação de 1.040 vagas anuais em 23 ofertas de cursos de graduação direcionados à comunidade surda, no âmbito do eixo Universidades Inclusivas da segunda fase do Programa Universidades Transformadoras: 

  • Pedagogia Bilíngue: dez ofertas e 440 vagas anuais. 
  • Letras-Libras: nove ofertas e 340 vagas anuais. 
  • Tradução e Interpretação de Libras: quatro ofertas e 260 vagas anuais. 

A expansão de vagas na rede federal contempla 40 novas ofertas e 1.775 vagas anuais em áreas da saúde e do cuidado importantes para a identificação precoce da condição surda e para a orientação às famílias sobre o acesso à Libras desde a primeira infância, distribuídas entre Psicologia (745 vagas), Terapia Ocupacional (600 vagas) e Fonoaudiologia (430 vagas). O ingresso para as novas turmas ocorrerá de forma gradual, com oferta prioritária via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a partir de 2027. 

Garantia de aprendizagem – A análise do desenvolvimento escolar dos estudantes público-alvo da educação bilíngue de surdos deve considerar as especificidades linguísticas e culturais desses estudantes e a organização de um ensino nesse modelo. A diretora Patrícia Luiza Curione destacou que a avaliação do aprendizado não se pauta por comparações diretas de desempenho entre surdos e ouvintes, mas pelo oferecimento de condições efetivas para que o aluno surdo compreenda e aprenda os conteúdos curriculares tendo a Libras como língua de instrução, interação, comunicação e ensino. 

A diretora reforçou ainda que o ensino em Libras favorece a aprendizagem das demais áreas do conhecimento e da língua portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua, contribuindo para a autonomia do estudante ao longo de sua trajetória escolar e para sua participação plena na sociedade. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Sesu  

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Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

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Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulheres Mil: Espírito Santo ofertará 175 vagas em outubro

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Com início previsto para outubro de 2026, o programa Mulheres Mil, do Ministério da Educação (MEC), ofertará cerca de 175 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional no estado do Espírito Santo. As oportunidades reúnem vários cursos de educação profissional e tecnológica (EPT) e visam promover a inclusão produtiva e a autonomia das mulheres na região. 

As qualificações profissionais no estado serão ofertadas pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional do Espírito Santo, todas em Vila Velha (ES). Confira os cursos e as vagas: 

  • Agente de Desenvolvimento Cooperativista (30 vagas | carga horária de 160 horas);  
  • Artesão de Biojoias (25 vagas | carga horária de 160 horas);  
  • Artesão de Pintura em Tecido (20 vagas | carga horária de 160 horas);  
  • Artesão em Bordado à Mão (20 vagas | carga horária de 160 horas); 
  • Assistente Administrativo (20 vagas | carga horária de 160 horas); 
  • Assistente de Recursos Humanos (20 vagas | carga horária de 160 horas); 
  • Maquiador (40 vagas | carga horária de 160 horas). 

Como se inscrever – Para conferir o detalhamento das oportunidades, os requisitos de participação e o processo seletivo, as candidatas devem acessar o Painel de Oportunidades do Pronatec e selecionar o filtro “Mulheres Mil”. Em seguida, precisam escolher o estado e o mês “outubro”.  

As inscrições e a consulta aos editais de ingresso devem ser realizadas diretamente junto às instituições de ensino ou em seus respectivos canais oficiais.  

Mulheres Mil – O programa Mulheres Mil atende mulheres maiores de 16 anos em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência, com baixa ou nenhuma escolaridade e é fomentado pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do governo federal. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). 

Fonte: Ministério da Educação

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