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EDUCAÇÃO

Institutos federais auxiliam população com assistência em habitação

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Os Institutos Federais de Sergipe (IFS) e do Rio de Janeiro (IFF), integrantes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, oferecem serviços gratuitos e atendimento à comunidade nas áreas de habitação e moradia, beneficiando populações vulneráveis. 

Em Aracaju (SE), o Escritório Modelo de Prática de Edificações do IFS é um caminho para a população que busca auxílio na elaboração de projetos de residências populares, em pequenas reformas e na regularização fundiária de imóveis. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no Campus Aracaju. O projeto é um laboratório prático para alunos dos cursos técnicos integrados e subsequentes de edificações, engenharia civil e saneamento ambiental, oferecendo experiências da profissão e permitindo o desenvolvimento de competências. 

O atendimento é realizado de forma gratuita à população e há duas opções de cadastramento: a pessoa interessada nos serviços pode se dirigir presencialmente ao campus ou ainda ser encaminhada pela Defensoria Pública do Estado de Sergipe, que normalmente elabora a documentação final nos casos de regularização fundiária de imóveis. Após o cadastramento, os estudantes realizam visita técnica aos beneficiários para levantamentos cadastrais importantes para a elaboração dos projetos. 

Os estudantes trabalham com a perspectiva da sustentabilidade em seus projetos, buscando soluções que usam o mínimo de recursos financeiro e reduzam ao máximo o consumo dos recursos naturais. Desde o início da iniciativa, em 2015, já foram beneficiadas 50 famílias de baixa renda da região com a elaboração de projetos para reforma e regularização de suas habitações. O trabalho é uma parceria entre o IFS e a Defensoria Pública do Estado de Sergipe. 

No ano passado, o Escritório Modelo recebeu o Selo ODS 2025, em reconhecimento à implementação de boas práticas na categoria “Cidades e Comunidades Sustentáveis”. A premiação representa o alcance de metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

Habitação de interesse social – Já no Rio de Janeiro, o projeto “Posto Avançado para a Lei de Assistência Técnica (Athis): metodologia e tecnologias sociais para habitação de interesse social” atende a moradores de áreas vulneráveis de Campos dos Goytacazes e de São Francisco do Itabapoana, municípios do Norte Fluminense, com o suporte técnico de estudantes de arquitetura e urbanismo do Campus Campos Centro do IFF. O projeto foi criado em 2021 e tem como base a Lei Federal nº 11.888/2008, que garante assistência técnica gratuita de arquitetura e engenharia para famílias de baixa renda. 

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O atendimento em São Francisco tem foco na comunidade quilombola de Deserto Feliz.  Mais do que desenhar casas, a equipe auxilia famílias que residem em áreas de risco e que convivem com falta de saneamento e violência urbana.  Nesse contexto, os estudantes saem das salas de aula para ouvir os moradores, mapear riscos estruturais e propor reformas viáveis utilizando tecnologias sociais, com a inclusão de soluções de baixo custo, sustentáveis e fáceis de aplicar. 

O “posto avançado” funciona como um integrador comunitário em parceria com o Estúdio Dignifica, núcleo de extensão do IFF que atua como um escritório público de arquitetura social. O objetivo é desenvolver e testar metodologia de assistência técnica pública e gratuita em arquitetura e urbanismo para famílias de baixa renda, mediante apoio técnico em habitação de interesse social e oferta de assessoria individual, com propostas de projeto, orientação e acompanhamento técnico para obras. 

Atualmente, a Athis está priorizando o atendimento de demandas coletivas, que são aquelas que impactam um grupo ou comunidade. O grupo também atua na confecção de publicações, cartilhas, palestras e exposições para a conscientização e divulgação do projeto. O e-mail de contato para manifestar interesse em ser atendido pela ação é [email protected]. 

Inovando no conceito de arquitetura pública, o projeto conquistou, no ano passado, o primeiro lugar na Mostra de Extensão desenvolvida conjuntamente pelo IFF, pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). 

Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação (MEC), com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do IFF e do IFS 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Da EJA ao título de doutora honoris causa

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Frequentar a escola era um desejo que Creuza Oliveira, 68 anos, tinha desde criança, mas, devido à sua realidade, não pôde ser alcançado na idade regular. Aos dez anos, já trabalhava como doméstica em casa de família. Enquanto as crianças da casa onde trabalhava iam para a escola, Creuza permanecia nos afazeres domésticos, sem poder frequentar as aulas ou brincar como gostaria.  

Mas o sonho de Creuza permaneceu com ela até a vida adulta, quando não apenas voltou a estudar, mas também concluiu o ensino fundamental e o ensino médio, por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essa trajetória também permitiu que Creuza pudesse iniciar uma luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas. Essa iniciativa lhe rendeu, em 2023, o título de doutora honoris causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

A trajetória educacional de Creuza foi retomada quando ela se aproximou de um grupo de trabalhadoras domésticas. Nos encontros, conheceu novas possibilidades de acesso aos estudos e teve contato com o curso noturno do Colégio Antônio Vieira, então conhecido como supletivo. Após integrar o grupo, matriculou-se na escola. 

Estar em sala de aula significava realizar um desejo que havia sido negado na infância. Também permitia encontrar pessoas com experiências semelhantes às suas. “Eu estava aprendendo, mas estava também compartilhando várias situações com meus irmãos e irmãs iguais a mim”, conta. 

 Assista ao vídeo:

Nesse ambiente, o aprendizado se somava à possibilidade de conversar sobre a própria vida e ouvir outras histórias. A escola passou a integrar um percurso no qual a formação e a atuação coletiva se fortaleceram mutuamente. “A experiência e a vida de Creuza mostram a importância da educação de jovens e adultos”, afirma Marlene Souza Silva, ex-professora de Creuza e que acompanhou sua trajetória. 

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Para Marlene, a EJA contribui para formar pessoas que colocam o conhecimento a serviço de causas sociais. Ao lembrar o caminho de Creuza, ela destaca a construção gradual de vínculos com outras trabalhadoras, até que elas se reunissem para organizar uma associação. 

A atuação de Creuza na defesa das trabalhadoras domésticas ganhou reconhecimento também no meio acadêmico. Ao receber o título de doutora honoris causa pela UFBA, ela viu sua história de organização e participação social ser acolhida pela universidade. “A academia reconheceu essa luta histórica pelos direitos das trabalhadoras domésticas”, afirma. 

A homenagem reconhece uma contribuição construída ao longo da vida. Para Creuza, a conquista tem relação com um percurso que reúne a experiência no trabalho doméstico, a retomada dos estudos e o compromisso com outras mulheres da categoria. 

Sua história também permanece viva na memória de quem compartilhou essa caminhada. A amiga Valdirene Boaventura admira a facilidade com que Creuza recorda acontecimentos e fala sobre o que viveu. Por isso, insiste para que essas lembranças sejam registradas em um livro.  

Um convite a voltar à escola – Ao falar com quem ainda deseja estudar, Creuza parte da própria experiência. Lembra o que significa conseguir ler e interpretar um texto, perceber os conhecimentos adquiridos e reconhecer os avanços na própria trajetória. “Com certeza você vai ver a diferença quando você puder pegar um texto, ler, interpretar, quando você puder olhar e ver que você cresceu, que você avançou”, afirma. 

Para ela, essa conquista alcança também as gerações seguintes. Retomar os estudos é uma realização pessoal que pode incentivar filhos e netos a construir seus próprios caminhos. 

A menina que observava outras crianças saírem para a escola tornou-se uma mulher que convida outras pessoas a buscar o direito de aprender. Uma história em que o acesso à educação se entrelaça com a participação social e a construção de uma voz pública. 

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Números – De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o Brasil registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo da série histórica: 4,9% entre a população com 15 anos ou mais. Em 2024, o índice era de 5,3%. Essa faixa etária integra o público atendido pelas políticas de educação de jovens e adultos nos estados. 

CadEJA – O Ministério da Educação (MEC) desenvolve uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), conjunto de iniciativas colaborativas implementadas com a participação dos entes federativos, incluindo o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma virtual criada para registrar o interesse em cursar a EJA e auxiliar o planejamento da oferta de vagas.  

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA funciona como uma ponte entre pessoas interessadas em retomar os estudos e as oportunidades de EJA disponíveis. Na plataforma, as pessoas podem manifestar interesse em voltar a estudar e receber orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula. A iniciativa envolve quatro diferentes perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

PNLD Educação Infantil: escolha de obras começa nesta terça (13)

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Escolas públicas têm até 31 de outubro para escolher obras literárias e informativas para crianças da creche e da pré-escola e materiais de apoio pedagógico para professores da educação infantil, pelo sistema PNLD Gestão. A escolha das obras do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) – Educação Infantil para o triênio 2026-2029 começa nesta terça-feira, 13 de outubro.

O programa é responsável pela avaliação, seleção e aquisição de livros e outros materiais didáticos, voltados à prática educativa nas escolas públicas. Nesta edição, a escolha contempla obras literárias e informativas para crianças da creche e da pré-escola, além de materiais de apoio pedagógico destinados aos professores da educação infantil.

Como escolher – A seleção está organizada em três categorias:

  • Categoria 1 – Creche: obras literárias e informativas;
  • Categoria 2 – Pré-escola: obras literárias e informativas;
  • Categoria 3 – Professores: obras de apoio pedagógico para docentes da educação infantil.

A escolha deve ser realizada conjuntamente pelo corpo docente e pelo dirigente da escola, com base nas informações disponíveis no Guia Digital do PNLD Educação Infantil (2026-2029). A análise deve considerar a adequação das obras à faixa etária das crianças e sua pertinência em relação à proposta pedagógica da unidade escolar.

Os acervos são destinados às bibliotecas e aos espaços de leitura das escolas. A quantidade disponibilizada será definida de acordo com o número de estudantes atendidos em cada categoria. Os conjuntos da categoria 1 são compostos por 46 a 47 obras, enquanto os da categoria 2 reúnem de 50 a 52 obras.

Os acervos estão organizados em ordem alfabética, e a escola pode selecionar o mesmo acervo mais de uma vez.

Caso a unidade escolar opte por não receber os livros literários do PNLD Educação Infantil, deverá registrar a opção “NÃO DESEJO RECEBER” no sistema.

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Como acessar o PNLD Gestão – O acesso ao sistema é realizado exclusivamente pela plataforma Gov.br, com o CPF e a senha pessoal e intransferível do diretor da escola. Somente os diretores estão autorizados a acessar a plataforma para registrar a escolha das obras.

Para utilizar o sistema, é necessário ter cadastro ativo com o perfil “Gestor de Unidade de Ensino”. A Secretaria de Educação responsável deve analisar e aprovar as solicitações de acesso dos diretores.

As escolas devem realizar testes prévios de acesso para identificar eventuais problemas antes do início ou durante o período de escolha. O sistema permite solicitar cadastros e atualizar acessos ao longo de todo o ano.

Em caso de dúvidas ou dificuldades, as escolas podem entrar em contato com o FNDE pelo e-mail .

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica

Fonte: Ministério da Educação

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