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AGRONEGÓCIOS

Agro exporta R$ 45,6 bilhões e mantém 3º lugar no país

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões em exportações no primeiro semestre de 2026 e manteve o Estado como o terceiro maior exportador do setor no país, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. O resultado veio mesmo com uma queda de 9,6% na receita em relação ao mesmo período do ano passado, puxada principalmente pela redução dos embarques de café.

Entre janeiro e junho, Minas enviou 8,46 milhões de toneladas de produtos agropecuários para 166 países. O volume foi 3% menor que o registrado no primeiro semestre de 2025. Ainda assim, o Estado respondeu por 10,3% de tudo o que o agronegócio brasileiro vendeu ao exterior e o setor representou 40,9% da receita total das exportações mineiras.

Os números, levantados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) a partir dos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram uma mudança importante dentro da pauta. O café continuou dominante, mas soja e carnes ganharam espaço e ajudaram a amortecer a retração do principal produto mineiro.

O café respondeu sozinho por R$ 22,9 bilhões, pouco mais da metade de toda a receita agropecuária obtida no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre. A disponibilidade menor do produto reduziu os volumes, embora o preço médio de exportação tenha aumentado cerca de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025.

A influência do café sobre os números mineiros é enorme. No primeiro trimestre, por exemplo, as exportações do produto haviam caído 31,5% em volume e 18,5% em receita. O recuo foi suficiente para puxar para baixo o resultado de todo o agronegócio estadual, mesmo enquanto outras cadeias registravam crescimento.

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Isso ajuda a explicar uma aparente contradição: Minas continua entre os maiores exportadores agrícolas do Brasil, mas vendeu menos que no ano passado. Em 2025, o agronegócio mineiro havia alcançado o recorde de aproximadamente R$ 101 bilhões em vendas externas, resultado favorecido principalmente pela forte valorização internacional do café. A comparação de 2026, portanto, ocorre sobre uma base excepcionalmente elevada.

A soja foi uma das cadeias que impediram uma retração maior. O complexo formado por grão, farelo e óleo movimentou aproximadamente R$ 10,7 bilhões no primeiro semestre, com crescimento de cerca de 10% sobre 2025. O avanço também revela uma mudança na composição das vendas, com maior presença de farelo e óleo, produtos que passam por processamento antes de deixar o Estado.

As carnes apresentaram outro desempenho positivo. Os embarques de carne bovina, suína e de frango renderam aproximadamente R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% na comparação anual. O volume chegou a 247,3 mil toneladas, 3,7% acima do primeiro semestre do ano passado.

A diferença entre o crescimento da receita e o avanço do volume mostra que o valor médio das carnes exportadas aumentou. O movimento beneficia uma cadeia importante para Minas, que possui produção expressiva de bovinos, aves e suínos e uma estrutura industrial formada por frigoríficos, cooperativas e empresas de processamento.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, gerou cerca de R$ 2,7 bilhões em exportações no semestre. Os produtos florestais, que incluem celulose, madeira e papel, ficaram próximos de R$ 2,6 bilhões.

Juntos, café, complexo soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais concentraram mais de 96% das exportações do agronegócio mineiro. A pauta é concentrada em grandes cadeias, mas começa a apresentar nichos com maior grau de processamento e produtos ligados à tradição regional.

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Minas também aparece entre os principais fornecedores brasileiros de produtos como mel, lácteos, sementes, batatas processadas e doce de leite. Embora movimentem valores menores, essas cadeias têm importância porque permitem a entrada de cooperativas e agroindústrias de menor porte em mercados internacionais.

A diversificação também aparece nos destinos. A China permaneceu como principal comprador do agronegócio mineiro, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A União Europeia tem peso especial para o café: no primeiro quadrimestre, aproximadamente 94% do valor comprado pelo bloco de Minas estava concentrado no produto.

O peso do campo vai além das exportações. O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira alcançou o recorde de R$ 167,8 bilhões em 2025. Para 2026, as projeções divulgadas ao longo do ano mantêm o faturamento próximo desse patamar, embora com comportamentos diferentes entre as cadeias.

As lavouras representam aproximadamente dois terços do VBP estadual e o café continua na liderança. Estimativas divulgadas pela Seapa indicavam faturamento superior a R$ 60 bilhões para a cultura em 2026. Soja, cana-de-açúcar e milho aparecem na sequência entre as principais atividades agrícolas.

Na pecuária, a carne bovina segue como principal componente do faturamento. A projeção divulgada neste ano apontava para cerca de R$ 20 bilhões, enquanto o leite, outra atividade tradicional de Minas, enfrentava cenário mais difícil, com queda de preços e pressão sobre a rentabilidade do produtor.

Esse conjunto mostra que o desempenho do agronegócio mineiro em 2026 não pode ser resumido apenas à queda das exportações. O Estado atravessa uma acomodação depois do recorde registrado no ano passado, enquanto algumas cadeias ganham espaço justamente no momento em que o café perde parte da força excepcional observada em 2025.

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Para o produtor, essa diversificação reduz parcialmente a dependência de uma única commodity, mas não elimina os riscos. Café, soja, carnes e produtos florestais continuam fortemente expostos ao câmbio, aos preços internacionais, ao custo do crédito, às condições climáticas e às exigências dos mercados compradores.

Mesmo nesse ambiente, Minas chega à segunda metade de 2026 com o agronegócio respondendo por quatro de cada dez reais obtidos pelo Estado com exportações. Mais do que o valor absoluto dos R$ 45,6 bilhões, é essa participação, combinada à presença em 166 mercados e à expansão de cadeias além do café, que ajuda a explicar por que o campo permanece como uma das principais bases da economia mineira.

Fonte: Pensar Agro

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“Queremos que o Brasil seja o maior produtor de tilápia”, afirma Edipo Araujo, ao discursar no IFC Brasil 2026 no Paraná

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou nesta quarta-feira (2), em Foz do Iguaçu (PR), da abertura oficial da 8ª edição do International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil), considerado um dos principais eventos da cadeia produtiva do pescado na América Latina. Durante a agenda no estado, o ministro também se reuniu com o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Ênio Verri, para tratar de ações previstas no acordo de cooperação técnica entre as instituições.

Com mais de 14 mil pescadores artesanais, mais de 1.500 aquicultores e uma produção próxima de 200 mil toneladas de pescado, o Paraná ocupa posição de destaque na produção aquícola brasileira e é um dos principais polos de produção de tilápia do país. Realizado na região da Tríplice Fronteira, o IFC Brasil reúne representantes do setor produtivo, indústria, mercado, academia e poder público, promovendo a integração entre países e o intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e experiências.

Para o ministro Edipo Araujo, o evento representa um espaço consolidado de diálogo e articulação para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura. “O IFC é um congresso que já está consolidado no Brasil, que tem a participação de todo o setor produtivo, de todos os temas que envolvem inovação e tecnologia para a área da pesca e da aquicultura”, afirmou.

Com exposição de tecnologias, feira de negócios, programação técnica e espaços de diálogo e cooperação, o IFC Brasil contribui para a discussão de estratégias capazes de ampliar a produção de pescado, estimular a inovação, fortalecer mercados e promover o desenvolvimento sustentável da aquicultura brasileira e latino-americana.

A participação do MPA no evento ocorre em um contexto de expansão da demanda mundial por alimentos e proteínas de menor impacto ambiental. A América Latina apresenta elevado potencial para o crescimento da aquicultura, tornando iniciativas de integração regional importantes para aproximar conhecimento, inovação, produção e políticas públicas.

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Cooperação com Itaipu

Ainda nesta quarta-feira, o ministro Edipo Araujo se reuniu com o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Ênio Verri. O encontro teve como foco o acompanhamento das ações previstas no acordo de cooperação técnica entre o MPA e a empresa. “Trabalhar e olhar as ações do acordo de cooperação técnica foi o objetivo principal do nosso encontro. Esse acordo tem ações muito claras para o desenvolvimento da pesca e, principalmente, da aquicultura brasileira”, destacou o ministro.

Agenda continua nesta quinta-feira

A programação do ministro Edipo Araujo em Foz do Iguaçu continua nesta quinta-feira (3), com a participação no workshop “Desenvolvimento Sustentável da Tilapicultura no Reservatório de Itaipu”. O encontro contará também com a presença do ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Paraguai, Rolando de Barros Barreto. A atividade terá como foco a produção sustentável de tilápia no reservatório de Itaipu e o avanço da cooperação bilateral entre Brasil e Paraguai.

Segundo o ministro Edipo, o reservatório possui capacidade de suporte para uma produção estimada em até 400 mil toneladas. “Estamos aqui para discutir os temas que envolvem a produção da tilápia no reservatório de Itaipu”, afirmou. Atualmente, o Brasil é o quarto maior produtor de tilápia do mundo. Para Edipo, o fortalecimento da cooperação entre os dois países poderá contribuir para ampliar a produção nacional e elevar a posição brasileira no mercado internacional. “Com o avanço desse acordo bilateral entre os dois países, o Brasil sairá da quarta posição para a segunda posição, sendo realmente uma ação muito estratégica do governo para fortalecer a aquicultura brasileira e a tilápia brasileira”, destacou.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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MPA informa que captura do pargo atinge 80% do limite anual de 2026

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que, conforme o acompanhamento da temporada de pesca do pargo (Lutjanus purpureus) em 2026, as capturas da espécie atingiram 80% do limite anual estabelecido para a atividade. O percentual constitui gatilho de aviso para o monitoramento da evolução das capturas e não implica, neste momento, o encerramento da temporada de pesca. 

A Portaria Interministerial MPA/MMA nº 66, de 27 de julho de 2026, estabeleceu o limite anual de captura de até 2.750 toneladas de pargo para as embarcações autorizadas a operar nas modalidades de permissionamento 1.8, 1.9 e 1.10. 

De acordo com a legislação vigente, o encerramento da temporada ocorrerá quando as capturas atingirem 90% do limite anual estabelecido. Até que esse percentual seja alcançado, o MPA continuará acompanhando a evolução das capturas por meio dos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira. Quando atingido o gatilho de 90%, o encerramento da temporada de pesca do pargo será comunicado oficialmente pelo MPA e, posteriormente, formalizado por ato específico publicado no Diário Oficial da União. 

Após o encerramento da temporada, as embarcações autorizadas que estiverem em atividade de pesca no mar deverão retornar e realizar o desembarque do pargo no prazo de até dez dias corridos, contado a partir da data de encerramento. Após esse prazo, ficarão proibidas a captura, a retenção a bordo e o desembarque da espécie. 

O MPA reforça a importância de que os responsáveis legais pelas embarcações e os demais integrantes da cadeia produtiva acompanhem as comunicações oficiais sobre a evolução das capturas. O próximo gatilho, correspondente a 90% do limite anual, determinará o encerramento da temporada de pesca do pargo em 2026. 

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Painel de acompanhamento 

O painel disponibilizado pelo MPA apresenta o histórico da produção de pargo registrada entre 2021 e 2026, a partir dos dados obtidos pelos instrumentos oficiais de monitoramento da atividade pesqueira. As informações referentes às capturas anuais da espécie serão atualizadas periodicamente. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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