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MCVM é recomeço para quem perdeu tudo

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Na segunda reportagem da série “Casa é mais do que moradia”, veja como o programa do Governo do Brasil ajudou na reconstrução de cidades destruídas por eventos climáticos extremos

Quanto a água entrou na casa de William Farias, ela não levou apenas móveis, paredes e documentos. Levou também a rotina, o endereço, os acenos ao longo do caminho de volta após o trabalho, o lugar onde a família reunia amigos e a sensação de segurança construída ao longo de uma vida. Morador do bairro Navegantes, em Porto Alegre, ele é uma das milhares de pessoas que sofreram perdas nas enchentes no RS em 2024.

Para apoiar pessoas como ele, o Governo Federal agiu com respostas emergências e imediatas. Foi aí que surgiu o programa Compra Assistida, que se tornou um alento não apenas para os gaúchos, mas também para os habitantes de municípios atingidos pelas chuvas em Minas Gerais no início de 2026.

Na segunda reportagem da série “Casa é mais do que moradia”, mostraremos como estão as famílias que conseguiram recomeçar com apoio da maior política habitacional do Governo do Brasil.

O auxiliar de tecelagem William Farias, 37 anos, viveu momentos de tristeza ao lado da esposa, Thayse, e da filha Mikaelly, em maio de 2024. Eles deixaram a casa quando a água ainda estava na altura da canela. A família passou 29 dias na casa de um cunhado até conseguirem retornar ao antigo endereço. Quando chegaram em casa, a cena encontrada era de móveis destruídos, muita lama e a sensação de que o esforço de anos havia sido levado pela força da água.

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Foi nesse momento que o Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução passou a representar uma perspectiva para o recomeço. Por meio da modalidade Compra Assistida, a família conseguiu adquirir um novo imóvel no bairro Rubem Berta, também em Porto Alegre. Para William, o programa apareceu como “a luz no fim do túnel”. Mais do que uma moradia, a nova casa trouxe fôlego para reorganizar a vida. Como ele

resumiu, depois da tragédia, ter novamente um lar foi “um alento para o coração” e um ânimo novo para seguir em frente.

A história de William se soma à de Tânia Marisa, 69 anos, e Luiz Carlos, 65. Também moradores do bairro Navegantes, eles perderam a casa e o comércio da família. Pouca coisa pôde ser salva.

Hoje, vivendo em um novo endereço no bairro Rubem Berta, Tânia descreve a conquista da casa como um marco de alívio. “Foi uma mão na roda. Muito bom. É tudo”, resumiu. Em outra fala, ao lembrar o momento em que recebeu as chaves, ela contou que não via a hora de entrar no novo lar.

Essas histórias ajudam a explicar por que casa é mais que moradia. Para quem perdeu tudo, a chave de uma nova residência representa o fim de uma etapa de incerteza e o começo de outra, em que a família volta a ter um lugar para dormir, cozinhar, guardar seus pertences, receber parentes e planejar o futuro.

Para atender as famílias vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, o Ministério das Cidades adotou duas estratégias principais no âmbito do Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução. A primeira, de curto prazo, é o Compra Assistida, que permite a aquisição de imóveis novos ou usados, em áreas urbanas, desde que estejam regulares e enquadrados no valor de até R$ 200 mil. A segunda, de médio prazo, envolve a construção de novos empreendimentos pelo MCMV-FAR, pelo MCMV-Rural e pelo Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

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No estado, o conjunto das ações do Ministério das Cidades soma R$ 3,5 bilhões em créditos extraordinários para iniciativas emergenciais e estruturais.

A modalidade Compra Assistida atende famílias das faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, com renda bruta mensal de até R$ 4,7 mil. O processo começa nos municípios, responsáveis por identificar as famílias atingidas, com ateste da Defesa Civil. Depois, Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal e Dataprev fazem as checagens e o processamento das informações para publicação das listas de beneficiários.

A resposta avançou ao longo dos meses. Em maio de 2026, 24.311 famílias gaúchas já haviam sido beneficiadas. Desse total, 13.299 estavam sendo atendidas pelo Compra Assistida, enquanto 11.012 faziam parte das frentes de construção de novas unidades pelo Minha Casa, Minha Vida Reconstrução.

Expansão do programa para outras regiões

A experiência construída no estado gaúcho também passou a orientar o atendimento às famílias de Minas Gerais. Após as chuvas intensas que atingiram a Zona da Mata no início de 2026, o Ministério das Cidades intensificou o trabalho junto aos municípios de Juiz de Fora e Ubá, que tiveram situação de calamidade pública reconhecida pelo Governo Federal.

O Compra Assistida foi estendido para essas localidades, com o objetivo de garantir uma resposta habitacional mais rápida às famílias que tiveram casas destruídas ou condenadas. Os imóveis poderão ser novos ou usados, no valor de até R$ 200 mil, e escolhidos em qualquer município mineiro, desde que atendam às regras do programa.

A resposta habitacional se conecta também a uma agenda de prevenção e infraestrutura urbana. Juiz de Fora conta com quatro projetos selecionados no Novo PAC Contenção de Encostas e Drenagem, que somam mais de R$ 400 milhões. Entre eles está a macrodrenagem das bacias dos córregos Ipiranga, Humaitá e São Pedro, no valor de R$ 356 milhões. Em Ubá, há um projeto de drenagem urbana selecionado no valor de R$ 64,7 milhões.

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Quando o Ministério das Cidades atua na reconstrução de moradias, na drenagem urbana, na contenção de encostas e na prevenção de desastres, a política pública deixa de ser apenas uma resposta emergencial. Ela passa a ser parte de um projeto de cidade mais segura e mais humana.

No Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, reconstruir significa devolver às famílias o direito de fechar a porta de casa com tranquilidade. Mas significa também olhar para fora dela: para a rua, para o transporte, para o acesso aos serviços, para a proteção contra novos eventos extremos e para a possibilidade de viver em uma cidade melhor. Casa é abrigo. É memória. É ponto de partida. E, para quem perdeu tudo, casa é também a chance de voltar a sonhar.

Acesse a Central de Conteúdos e as Redes Sociais do Ministério das Cidades

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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BRASIL

Ministro destaca NIB e novos acordos comerciais no II Fórum de Investimentos Brasil-UE

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira (23/6), durante a abertura do II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, que o país vive um momento socioeconômico positivo para parcerias internacionais. O evento foi realizado na ApexBrasil.

Ao lado do comissário europeu Jozef Síkela e da embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, o ministro destacou que os avanços da economia nacional e as diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB) reposicionam o país estrategicamente para liderar parcerias globais em sustentabilidade, transição ecológica e bioeconomia.

“A nova indústria do Brasil tem a ambição de ser mais exportadora, mais competitiva, mais produtiva e mais sustentável.  E é na sustentabilidade que o Brasil tem que fincar mesmo o seu projeto de desenvolvimento econômico. Nós temos fontes renováveis de energia, recursos hídricos abundantes e um compromisso sério do governo com a redução de qualquer tipo de desmatamento”, afirmou Márcio Elias Rosa, ao destacar que o governo aposta, com a NIB, na agregação de valor e no fortalecimento de parcerias com outras nações.

Ele destacou a consolidação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, EFTA e Singapura, além de outras parcerias em debate. De acordo com o ministro, essa “é a melhor resposta que se pode dar no nível político para aqueles que apostam na instituição de barreiras tarifárias ou não tarifárias desnecessárias”.

Ele ressaltou, ainda, que o foco do governo é oferecer um ambiente de negócios com “segurança jurídica, previsibilidade econômica e estabilidade política” para que as nações estejam mais próximas e integradas”.

Alianças de longo prazo

Já o comissário europeu Jozef Síkela destacou que está no país para tornar a parceria do Brasil com a União Europeia mais forte. Ele ponderou que a cooperação baseada em regras e benefícios mútuos e alianças de longo prazo são, muitas vezes, substituídas por uma busca por soluções rápidas.

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Síkela ressaltou o acordo Mercosul-UE como o caminho para levar a parceria entre os dois blocos adiante. “Nós compartilhamos um forte compromisso com a democracia, o multilateralismo e a ação climática. Durante este período de choques globais e guerras de comércio, nós temos deixado o campo aberto para trabalhar pela estabilidade e pela prosperidade”, afirmou.

Também na abertura do Fórum, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, disse que o acordo Mercosul-UE oferece uma nova oportunidade para olhar a parceria pela perspectiva do investimento, da competitividade, pela cooperação estratégica de longo prazo.

“O acordo ajuda a criar um quadro mais previsível, competitivo e estratégico. Mas acordos não geram resultados por si só. Eles criam oportunidades, confiança em um quadro de referência. Cabe aos governos, empresas e instituições financeiras transformar esse potencial em investimentos, projetos e resultados concretos. Queremos ver como esse acordo pode apoiar uma agenda de investimentos mais forte entre Brasil e Europa”, explicou.

O presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), José Pio Borges, ressaltou que os desafios das novas tecnologias exigem integração e complementaridade estratégica. “O Brasil e as nações europeias entendem que nossa força reside não na autossuficiência impossível, mas em complementaridade estratégica. Tomem o caso das terras raras como exemplo. O Brasil e a União Europeia, juntos, têm condição de dominar toda a cadeia produtiva, desde a extração mineral até o processamento e as aplicações em inteligência artificial e defesa”, avaliou.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir André Muller, salientou que mesmo diante de um cenário desafiador, o Brasil tem batido recordes de exportação e de atração de investimentos. “Atraímos, no ano passado, US$ 70 bilhões de investimentos em um momento complexo do cenário internacional. Mas isso não é por acaso. É por conta de uma decisão acertada de um caminho que o país trilha, que é do entendimento, negociação, abertura. Nós escolhemos esse caminho”, concluiu.

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O fórum, correalizado pela Delegação da UE no Brasil, ApexBrasil e Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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BRASIL

Brasil é um dos primeiros países a ter plano de descarbonização industrial aprovado por fundo climático global

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A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, comemorou a aprovação, pelo Climate Investment Funds (CIF), do Plano de Investimento do Brasil para o Programa de Descarbonização Industrial. Com a decisão, anunciada no último dia 17, o Brasil se torna um dos primeiros países entre os sete selecionados pela iniciativa global a concluir essa etapa.

Para Julia, a aprovação representa um avanço na estratégia que busca de acelerar a transformação da indústria brasileira. “É assim que transformamos metas climáticas em investimento, em emprego verde e em competitividade para a indústria nacional, num cenário internacional cada vez mais exigente em sustentabilidade”, afirma.

Dentro da estratégia, o MDIC atua como articulador da agenda, em articulação com outros órgãos federais e bancos multilaterais de desenvolvimento. O Plano, que é coordenado pelo Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), o BNDES, o BID, o BID Invest, o Banco Mundial e a IFC, prevê aporte de US$ 250 milhões em projetos de descarbonização, com potencial para mobilizar mais de US$ 3 bilhões em cofinanciamentos, incluindo US$ 1,36 bilhão do setor privado. Os recursos serão direcionados aos setores de ferro e aço, cimento, produtos químicos e fertilizantes, responsáveis por aproximadamente 65% das emissões industriais do país.

A estratégia apoiará processos produtivos de baixa emissão de carbono, projetos de eficiência energética e o desenvolvimento de clusters e infraestruturas industriais voltados à descarbonização. A implementação ocorrerá por meio da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), que apoiará a formação e a seleção da carteira de projetos.

Intensidade energética

A iniciativa vai ampliar o acesso a financiamento para setores de maior intensidade energética, promovendo a redução de emissões, a atração de investimentos, a geração de empregos verdes e o fortalecimento da competitividade da indústria brasileira.

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Estimativas apontam que os projetos apoiados poderão evitar a emissão de 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. A iniciativa também deverá ampliar o uso de energias renováveis na indústria, estimular práticas de economia circular e contribuir para a geração de empregos alinhados à transição para uma economia de baixo carbono.

Acesse o plano

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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