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Alexandre Silveira e ministra de Portugal avançam parceria em energia limpa e preparam agenda de cooperação no Brasil

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reuniu-se nesta segunda-feira (1º), em Lisboa, com a ministra do Ambiente e Energia de Portugal, Maria da Graça Carvalho, para aprofundar a cooperação entre os dois países em áreas estratégicas para a transição energética, a sustentabilidade, a inovação tecnológica e a nova economia. Durante o encontro, os ministros alinharam uma agenda de trabalho que terá continuidade em julho, quando a ministra portuguesa visitará o Brasil para conhecer experiências, projetos e instalações de referência do setor energético nacional.

“O Brasil tem todas as condições para liderar a nova economia de baixo carbono, agregando valor às suas riquezas naturais por meio da indústria, da tecnologia e da inovação e podemos compartilhar nossas experiencias com nosso país irmão, Portugal”, disse Silveira.

Além dos laços históricos, a relação bilateral também se reflete na presença de empresas portuguesas estratégicas no mercado brasileiro. Durante o encontro, o ministro destacou a atuação da EDP, que teve recentemente renovadas suas concessões de distribuição de energia no Espírito Santo e em São Paulo, além da Galp, uma das principais produtoras de petróleo com atuação no Brasil e parceira da Petrobras.

Descarbonização e cooperação do Brasil

Um dos principais temas discutidos foi a cooperação na área de combustíveis de baixo carbono e biocombustíveis. Embora Portugal tenha avançado em políticas voltadas à descarbonização e à ampliação do uso de fontes renováveis, o país ainda não possui uma cadeia produtiva consolidada de biocombustíveis como a brasileira. Nesse contexto, o Brasil foi apresentado como parceiro estratégico para compartilhar conhecimento técnico, experiências regulatórias e soluções industriais desenvolvidas ao longo de décadas.

Silveira ressaltou que países com dimensões e potencialidades como o Brasil precisam aproveitar seus recursos naturais para promover a industrialização, gerar empregos qualificados e fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação. Segundo ele, a transição energética representa uma oportunidade para agregar valor às riquezas nacionais e impulsionar uma economia de baixo carbono baseada em conhecimento, indústria e desenvolvimento tecnológico.

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O ministro também destacou a importância da troca de experiências entre os dois governos para acelerar esse processo. As equipes técnicas dos dois países discutiram formas de aprofundar a cooperação em biocombustíveis, hidrogênio de baixa emissão de carbono, armazenamento de energia, integração de renováveis e novas tecnologias voltadas à descarbonização.

Durante a reunião, foram debatidas iniciativas desenvolvidas por empresas brasileiras ligadas à nova economia e à produção de combustíveis renováveis, entre elas o BeVant, biocombustível 100% produzido no Brasil, criado para substituir ou ser misturado ao óleo diesel tradicional em motores a combustão.

O tema despertou interesse da delegação portuguesa como exemplo da capacidade brasileira de desenvolver soluções inovadoras para reduzir emissões e ampliar a segurança energética. Ao apresentar exemplos da capacidade brasileira, Silveira citou a Inpasa, considerada uma das maiores produtoras de biocombustíveis da América Latina.

“A Inpasa mostra exatamente o caminho que defendemos para o Brasil: a transformação de riqueza natural em valor agregado, industrialização, tecnologia e emprego. É esse modelo que queremos compartilhar com nossos parceiros”, afirmou.

Missão no Brasil

A ministra Maria da Graça Carvalho ressaltou o interesse de Portugal em aprofundar a cooperação bilateral e ampliar as iniciativas conjuntas entre os dois países e agendou uma visita missão técnica ao Brasil em julho.

“Também gostaria de agradecer muito ao senhor ministro a visita que nos fez e a boa colaboração, o apoio que nos tem durante estes tempos difíceis de conflitos internacionais e da esperança que temos de ainda aprofundar mais esta relação entre Portugal e o Brasil na área da energia e na área de minas”, pontuou a ministra.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone:
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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BRASIL

Ministro destaca NIB e novos acordos comerciais no II Fórum de Investimentos Brasil-UE

Publicado

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira (23/6), durante a abertura do II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, que o país vive um momento socioeconômico positivo para parcerias internacionais. O evento foi realizado na ApexBrasil.

Ao lado do comissário europeu Jozef Síkela e da embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, o ministro destacou que os avanços da economia nacional e as diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB) reposicionam o país estrategicamente para liderar parcerias globais em sustentabilidade, transição ecológica e bioeconomia.

“A nova indústria do Brasil tem a ambição de ser mais exportadora, mais competitiva, mais produtiva e mais sustentável.  E é na sustentabilidade que o Brasil tem que fincar mesmo o seu projeto de desenvolvimento econômico. Nós temos fontes renováveis de energia, recursos hídricos abundantes e um compromisso sério do governo com a redução de qualquer tipo de desmatamento”, afirmou Márcio Elias Rosa, ao destacar que o governo aposta, com a NIB, na agregação de valor e no fortalecimento de parcerias com outras nações.

Ele destacou a consolidação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, EFTA e Singapura, além de outras parcerias em debate. De acordo com o ministro, essa “é a melhor resposta que se pode dar no nível político para aqueles que apostam na instituição de barreiras tarifárias ou não tarifárias desnecessárias”.

Ele ressaltou, ainda, que o foco do governo é oferecer um ambiente de negócios com “segurança jurídica, previsibilidade econômica e estabilidade política” para que as nações estejam mais próximas e integradas”.

Alianças de longo prazo

Já o comissário europeu Jozef Síkela destacou que está no país para tornar a parceria do Brasil com a União Europeia mais forte. Ele ponderou que a cooperação baseada em regras e benefícios mútuos e alianças de longo prazo são, muitas vezes, substituídas por uma busca por soluções rápidas.

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Síkela ressaltou o acordo Mercosul-UE como o caminho para levar a parceria entre os dois blocos adiante. “Nós compartilhamos um forte compromisso com a democracia, o multilateralismo e a ação climática. Durante este período de choques globais e guerras de comércio, nós temos deixado o campo aberto para trabalhar pela estabilidade e pela prosperidade”, afirmou.

Também na abertura do Fórum, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, disse que o acordo Mercosul-UE oferece uma nova oportunidade para olhar a parceria pela perspectiva do investimento, da competitividade, pela cooperação estratégica de longo prazo.

“O acordo ajuda a criar um quadro mais previsível, competitivo e estratégico. Mas acordos não geram resultados por si só. Eles criam oportunidades, confiança em um quadro de referência. Cabe aos governos, empresas e instituições financeiras transformar esse potencial em investimentos, projetos e resultados concretos. Queremos ver como esse acordo pode apoiar uma agenda de investimentos mais forte entre Brasil e Europa”, explicou.

O presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), José Pio Borges, ressaltou que os desafios das novas tecnologias exigem integração e complementaridade estratégica. “O Brasil e as nações europeias entendem que nossa força reside não na autossuficiência impossível, mas em complementaridade estratégica. Tomem o caso das terras raras como exemplo. O Brasil e a União Europeia, juntos, têm condição de dominar toda a cadeia produtiva, desde a extração mineral até o processamento e as aplicações em inteligência artificial e defesa”, avaliou.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir André Muller, salientou que mesmo diante de um cenário desafiador, o Brasil tem batido recordes de exportação e de atração de investimentos. “Atraímos, no ano passado, US$ 70 bilhões de investimentos em um momento complexo do cenário internacional. Mas isso não é por acaso. É por conta de uma decisão acertada de um caminho que o país trilha, que é do entendimento, negociação, abertura. Nós escolhemos esse caminho”, concluiu.

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O fórum, correalizado pela Delegação da UE no Brasil, ApexBrasil e Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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BRASIL

Brasil é um dos primeiros países a ter plano de descarbonização industrial aprovado por fundo climático global

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A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, comemorou a aprovação, pelo Climate Investment Funds (CIF), do Plano de Investimento do Brasil para o Programa de Descarbonização Industrial. Com a decisão, anunciada no último dia 17, o Brasil se torna um dos primeiros países entre os sete selecionados pela iniciativa global a concluir essa etapa.

Para Julia, a aprovação representa um avanço na estratégia que busca de acelerar a transformação da indústria brasileira. “É assim que transformamos metas climáticas em investimento, em emprego verde e em competitividade para a indústria nacional, num cenário internacional cada vez mais exigente em sustentabilidade”, afirma.

Dentro da estratégia, o MDIC atua como articulador da agenda, em articulação com outros órgãos federais e bancos multilaterais de desenvolvimento. O Plano, que é coordenado pelo Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), o BNDES, o BID, o BID Invest, o Banco Mundial e a IFC, prevê aporte de US$ 250 milhões em projetos de descarbonização, com potencial para mobilizar mais de US$ 3 bilhões em cofinanciamentos, incluindo US$ 1,36 bilhão do setor privado. Os recursos serão direcionados aos setores de ferro e aço, cimento, produtos químicos e fertilizantes, responsáveis por aproximadamente 65% das emissões industriais do país.

A estratégia apoiará processos produtivos de baixa emissão de carbono, projetos de eficiência energética e o desenvolvimento de clusters e infraestruturas industriais voltados à descarbonização. A implementação ocorrerá por meio da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), que apoiará a formação e a seleção da carteira de projetos.

Intensidade energética

A iniciativa vai ampliar o acesso a financiamento para setores de maior intensidade energética, promovendo a redução de emissões, a atração de investimentos, a geração de empregos verdes e o fortalecimento da competitividade da indústria brasileira.

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Estimativas apontam que os projetos apoiados poderão evitar a emissão de 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. A iniciativa também deverá ampliar o uso de energias renováveis na indústria, estimular práticas de economia circular e contribuir para a geração de empregos alinhados à transição para uma economia de baixo carbono.

Acesse o plano

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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