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Tecnologias tradicionais auxiliam conservação da biodiversidade em áreas metropolitanas

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Tecnologias de produção de bens e manejo de territórios desenvolvidas por comunidades tradicionais ganharam destaque nos primeiros eventos presenciais da Estratégia e Plano de Ação para a Biodiversidade (Epab). Os encontros ocorreram em março e em abril na Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) da Grande Teresina e na Região Metropolitana de Florianópolis.  

Um dos destaques dos eventos foi a geração de renda com a venda de azeite, sabão e carvão utilizando tecnologias alinhadas ao tempo de regeneração da floresta das quebradeiras de coco babaçu em Timon (MA), que faz parte da Ride da Grande Teresina. 

Aliado às geotecnologias modernas, o povo Guarani da Terra Indígena Morro dos Cavalos, em Palhoça (SC), regenera o território junto a iniciativas de Recuperação de Áreas Degradadas (RAD) nos limites da região, fazendo crescer, por exemplo, o número de árvores de palmito-juçara, nativo da Mata Atlântica e em risco de extinção.  

As oficinas da Epab integram o Projeto CITinova II, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que apoia regiões metropolitanas no planejamento integrado da biodiversidade, de maneira a alinhar a conservação ambiental, desenvolvimento socioeconômico e bem-estar da população. 

“Incluir a conservação da biodiversidade no planejamento urbano é um passo importante para tornar nossas cidades mais saudáveis e resilientes. Ao conduzir processos como a Epab, o CITInova II contribui para que a sustentabilidade seja incorporada como elemento central do desenvolvimento urbano, com benefícios diretos para o clima, tanto em termos sociais quanto econômicos”, disse o diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade do MCTI e diretor nacional do Projeto CITinova II, Osvaldo Moraes. 

Leia mais:  Parceria entre MCTI e FAO impulsiona inovação para recuperar áreas degradadas na Amazônia

O processo participativo de diagnóstico usado pelo projeto vai conectar políticas públicas, ciência, saberes tradicionais e gestão territorial. Participaram dos encontros representantes de comunidades quilombolas e indígenas e extrativistas da pesca artesanal, além de universidades, organizações da sociedade civil e órgãos públicos. 

Durante as oficinas também foram identificadas iniciativas de artesanato indígena, pesca artesanal, meliponicultura, turismo de base comunitária, turismo de natureza, agricultura familiar, horticultura agroecológica e agroindústria de produtos como mandioca, pequi e caju. Essas informações serão incluídas nos diagnósticos que servirão de base para a elaboração coletiva da Epab. 

“A estratégia vai revelar os desafios e as oportunidades para toda a região implementar políticas públicas ainda mais assertivas pensando na conservação da nossa biodiversidade, com benefícios para o clima e a saúde humana”, afirmou o coordenador da Agenda Teresina 2030, da Prefeitura de Teresina, e ponto focal do Projeto CITinova II no município, Leonardo Madeira. 

Após a elaboração de documentos de subsídio e reuniões de temáticas de trabalho, serão promovidos encontros de cocriação da Epab e uma consulta pública. O resultado será a disponibilização a gestores públicos, academia e sociedade civil, de um documento com objetivos, metas, ações e prazos consolidados para apoiar as Regiões Metropolitanas na condução de ações e políticas de conservação da biodiversidade. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Parceria entre MCTI e FAO impulsiona inovação para recuperar áreas degradadas na Amazônia

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Garantir alimentos de qualidade, proteger o meio ambiente e gerar oportunidades para comunidades locais passam, cada vez mais, pelo avanço da ciência. Com esse foco, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu nesta terça-feira (5), em Brasília (DF), o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Alberto Meza Robayo. O encontro tratou do fortalecimento da cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável, com destaque para iniciativas voltadas à Amazônia. 

Durante a reunião, foram discutidas ações conjuntas que integram pesquisa, inovação e políticas públicas para enfrentar desafios como a recuperação de áreas degradadas, a segurança alimentar e a mitigação dos impactos climáticos. A FAO, agência da Organização das Nações Unidas (ONU) criada em 1945, atua em mais de 130 países apoiando governos na formulação de estratégias para agricultura, nutrição e uso sustentável dos recursos naturais. 

Um dos principais pontos abordados foi o Projeto de Cooperação Internacional para a restauração de zonas úmidas e outros ecossistemas estratégicos da Amazônia, conhecido como Mamirauá II. A iniciativa prevê capacitação técnica, desenvolvimento de tecnologias e apoio a comunidades tradicionais, com metas como a recuperação de 25,7 mil hectares e a redução de emissões de gases de efeito estufa. 

A ministra destacou o papel da ciência como base para o desenvolvimento regional e para a construção de soluções sustentáveis. “Quando o presidente Lula assumiu seu terceiro mandato em 2023, deixou claro a prioridade que o governo brasileiro daria à região amazônica, seja para o seu desenvolvimento econômico e social, seja para a redução do desmatamento e recuperação de áreas degradadas”, afirmou. 

Ela também ressaltou a estrutura criada pelo ministério para fortalecer a atuação na região. “Entendemos que a estratégia para a Amazônia deve incluir a geração de conhecimento, a criação e manutenção de infraestruturas de pesquisa e a definição de ferramentas para a difusão de tecnologias para o setor produtivo e para a sociedade”, completou. 

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O representante da FAO no Brasil destacou a convergência de esforços entre o organismo internacional e o governo brasileiro em torno da agenda amazônica. Segundo ele, a cooperação tem avançado com foco na ciência e na inovação como instrumentos para o desenvolvimento sustentável da região. “Temos trabalhado de forma articulada para fortalecer iniciativas voltadas à Amazônia, com ênfase na geração de conhecimento, na cooperação técnica e na construção de soluções que beneficiem as comunidades locais e contribuam para a conservação ambiental”, afirmou. 

Também fazem parte das iniciativas desenvolvidas pelo MCTI o programa Mais Ciência na Amazônia e o Pró-Amazônia, vinculados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que apoiam projetos voltados ao uso sustentável dos recursos naturais e ao fortalecimento da base científica regional. 

Além disso, o ministério mantém atuação na região por meio de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, responsáveis por pesquisas e formação de profissionais. 

As ações discutidas no encontro dialogam com compromissos internacionais, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ao promover a conservação da biodiversidade, o acesso à alimentação e o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI avança em estratégia de semicondutores com parceria global para formação de profissionais e inovação

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deu mais um passo importante para fortalecer o setor de semicondutores no País. Em cerimônia nesta terça-feira (5), em Brasília (DF), a ministra Luciana Santos assinou uma carta de intenções com a empresa Synopsys International Limited, referência mundial em soluções para design eletrônico. 

A iniciativa marca o início de uma cooperação estratégica para o desenvolvimento da microeletrônica no Brasil, com foco na formação de profissionais, no estímulo ao empreendedorismo e no avanço de pesquisas na área. O acordo também abre caminho para a negociação de uma parceria mais ampla entre as instituições. 

Entre as ações previstas, estão a capacitação de recursos humanos, o apoio à criação de startups de base tecnológica e o desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa e inovação. A expectativa é que a colaboração contribua para reduzir o déficit de profissionais na área e impulsione a produção de conhecimento e tecnologia no Brasil. 

Durante a cerimônia, Luciana Santos destacou que investir em pessoas é o caminho para acelerar o desenvolvimento tecnológico. “Há estudos que apontam para um déficit de 500 mil profissionais na área, e parcerias como essa ajudam a minimizar essa defasagem e garantir a competitividade do País e de profissionais brasileiros no mercado”, analisou.  

O diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Synopsys, Victor Grimblatt,  reforçou que a cooperação entre o setor privado e o Governo do Brasil é fundamental para a criação de um ambiente propício para o desenvolvimento. “Queremos apoiar o empreendedorismo e a inovação. O conhecimento das empresas e dos governos não devem ficar segregados, deve ser compartilhado para garantir o crescimento de todos”, afirmou.  

CI Inovador

Protagonista na articulação da política nacional de ciência e tecnologia, o MCTI lidera o esforço para ampliar a capacidade brasileira em um setor considerado essencial para a economia digital. A parceria com a empresa americana está alinhada ao Programa CI Inovador, que busca atender à crescente demanda por especialistas em semicondutores e fortalecer o ecossistema de inovação no País. 

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Com a nova parceria, o MCTI reforça seu papel como indutor de políticas públicas de transformação digital e soberania tecnológica, conectando o Brasil às principais agendas globais de inovação e preparando o País para os desafios da nova economia. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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