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AGRONEGÓCIOS

Produtores contribuem para aperfeiçoamento da plataforma AgroBrasil+Sustentável

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), realizou, nessa quarta-feira (6), em Brasília (DF), uma oficina de feedback e usabilidade da plataforma AgroBrasil+Sustentável.

Representantes das cadeias da soja, carne, madeira, café e cacau testaram a plataforma em ambiente de demonstração, com apoio técnico das equipes do Mapa e do Serpro. Os participantes acessaram funcionalidades como login via Gov.br, cadastro da propriedade e emissão de relatórios, além de registrarem percepções sobre a clareza das informações, a facilidade de uso e a utilidade prática da ferramenta.

O encontro contou com contribuições de produtores rurais de diferentes cadeias produtivas para aprimorar a plataforma, especialmente em aspectos relacionados à linguagem, à navegação, à qualificação da propriedade e à geração de relatórios de conformidade socioambiental.

A iniciativa ocorre em um contexto de crescente demanda por comprovação de boas práticas, rastreabilidade e origem livre de desmatamento, especialmente diante de regulamentações internacionais, como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Para a produtora de cacau do Pará, Verônica Preuss, participar da oficina foi uma oportunidade de contribuir para uma ferramenta capaz de dar mais visibilidade à produção rural. “Quanto mais informação a gente tiver, mais rastreável você é e mais possibilidade de comércio e de produção”, afirmou.

As contribuições coletadas serão sistematizadas e poderão subsidiar novos ciclos de aprimoramento da plataforma, com o objetivo de torná-la mais acessível, útil e alinhada às necessidades dos produtores rurais brasileiros.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIOS

Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

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Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Junho deve ter temperaturas elevadas e risco de seca no Centro-Sul

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O produtor rural brasileiro terá que gerenciar o risco climático na ponta do lápis em junho. O prognóstico oficial do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), publicado nesta sexta-feira (29.05, confirma que o calor acima da média histórica vai ditar o ritmo das lavouras no País.

A análise técnica dos dados oficiais revela que o mês não será de extremos uniformes, mas sim de um país dividido: enquanto o coração produtor da safrinha enfrenta o avanço do déficit hídrico, as extremidades norte e sul acendem o alerta para o manejo sanitário e atrasos logísticos devido ao excesso de chuvas.

Para além da tradicional divisão geográfica, a inteligência climática para junho se resume em três grandes ecossistemas de risco operacional para o agronegócio:

1. Zona Vermelha: Onde o calor acelera o déficit hídrico (Milho e Pastagens)

O principal sinal de alerta do Inmet atinge diretamente o potencial produtivo da safrinha de inverno que foi plantada tardiamente.

  • Centro-Oeste e Sudeste: A combinação de escassez de precipitações com temperaturas elevadas vai acelerar a evapotranspiração, esgotando a umidade do solo. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Sudeste enfrentam risco real de perda de rendimento nas áreas onde o milho cruza o florescimento e o enchimento de grãos ao longo de junho.

  • Norte do Paraná: Embora o Sul tenha um padrão diferente, o norte paranaense se alinha a esse cenário crítico. As lavouras de segunda safra estabelecidas fora da janela ideal sofrerão o impacto direto do solo seco combinado com o calor.

  • Matopiba e Roraima: Na fronteira do Matopiba, o calor intenso pressiona o milho tardio. Já no extremo norte do País, em Roraima, a falta de chuva associada a altas temperaturas ameaça o arranque inicial das áreas recém-semeadas de soja e milho.

  • Pecuária: Em todas essas regiões, o pecuarista deve antecipar o manejo de suplementação, pois a perda de vigor e da qualidade nutricional das pastagens será acentuada em junho.

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2. Gargalo Operacional: Onde o excesso de água trava as máquinas

O oposto do estresse hídrico também trará prejuízos, deslocando o problema do volume produzido para a qualidade e a logística de colheita.

  • Metade Sul do Rio Grande do Sul: Junho será marcado por volumes de chuva acima da média climatológica. Se por um lado isso garante excelente recarga de lençol freático para o início do trigo e da aveia, por outro cria um ambiente de lama e saturação do solo que vai travar as máquinas de arroz irrigado e dificultar os trabalhos de inverno.

  • Faixa Norte (Pará, Amapá e Sul do Amazonas): A umidade excessiva prevista para junho nesses estados vai colidir com a janela de colheita do milho segunda safra local. O produtor dessas áreas enfrentará dois problemas imediatos: atraso na entrada das colheitadeiras e aumento expressivo na pressão de doenças fúngicas foliares, o que exige atenção redobrada com o manejo químico.

3. Janela de Oportunidade: Onde o clima joga a favor do produtor

Nem todo o mapa está sob ameaça; junho trará condições ideais de desenvolvimento para duas frentes agrícolas específicas no Norte e Nordeste.

  • Sealba e Maranhão: O Nordeste receberá chuvas dentro ou acima da média. Isso consolida a umidade necessária para a maturação segura do milho safrinha maranhense e dá o arranque ideal para o plantio do feijão e do milho terceira safra na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia), que historicamente depende dessas precipitações de inverno.

  • Sudeste do Pará e Tocantins: Ao contrário do restante da região Norte, essas duas áreas experimentarão um padrão de tempo mais firme e seco, considerado perfeito pelo Inmet para o avanço rápido das operações de campo e colheita sem sobressaltos.

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Fonte: Pensar Agro

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