A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), consolidaram nesta quinta-feira (9.4) um marco para a cafeicultura mato-grossense. Após cinco anos de pesquisas da “Rota do Café”, foram validadas variedades de clones de alta performance que garantem produtividade recorde e qualidade superior para o mercado. A expedição técnica, encerrada em Nova Monte Verde, percorreu os municípios estratégicos de Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Juína e Nova Bandeirante entregando aos produtores locais o suporte tecnológico necessário para transformar a economia regional.
Durante a rota, propriedades rurais foram visitadas e produtores tiveram a oportunidade de dialogar diretamente com os pesquisadores, conhecendo na prática os avanços tecnológicos e as possibilidades de ampliação da cafeicultura na região.
A “Rota do Café” foi idealizada pelos pesquisadores Danielle Müller, Dalilhia Nazaré dos Santos e Wininton Mendes, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), além de prefeituras municipais, sindicatos rurais, associações de produtores, cooperativas e instituições de ensino e pesquisa.
Produtor no município de Cotriguaçu, Seo Vilson Bortolini destacou a importância do acesso ao conhecimento técnico. “Eu sempre fui muito curioso e gostei de ir em frente. Quando soube que os pesquisadores estariam aqui, chamei meu filho e minha nora para conhecer os resultados. Antes, trabalhávamos com café, mas sem muito conhecimento. Hoje, com o cultivo agroflorestal e apoio técnico, alcançamos resultados muito melhores. Essa atenção do Governo de MT com os produtores da agricultura familiar é realmente motivadora”, afirmou.
O engenheiro agrônomo Adalberto Junior, produtor rural e atual secretário de Agricultura e Pecuária de Juína, ressaltou a trajetória da cultura cafeeira no município. Segundo ele, desde a colonização, em 1979, o café sempre esteve presente na economia local, chegando a contar com 15 milhões de pés. Após um período de declínio, a retomada com o café clonal trouxe novos resultados. “Hoje temos cerca de três milhões de pés, com produtividade entre 60 e 100 sacas por mil pés. Isso é resultado do acompanhamento técnico da Empaer e dos investimentos da Seaf em máquinas, insumos e implementos, em parceria com a prefeitura”, destacou.
Secretário de Agricultura e Pecuária do município de Juína, Adalberto Junior. Foto: Assessoria Seaf/Empaer
Ele também citou o distrito Terra Rocha, onde cerca de 300 famílias estão organizadas na produção de café, contando com infraestrutura para beneficiamento e colheita mecanizada. “O produtor que planta três mil pés já consegue uma renda significativa. Isso tem trazido as famílias de volta para o campo, graças ao apoio do Governo do Estado”, completou.
Outro exemplo é o produtor Wellington Zock, de Castanheira, que participou do evento em Juína, iniciou o cultivo em 2023 e realizou a primeira colheita em 2025. “Ter acesso a uma pesquisa validada para nossa região fará toda a diferença. Agora, aprendi a classificar melhor as variedades e melhorar a produção”, disse.
De Santa Terezinha, o produtor Julio Cezar percorreu cerca de 950 km para participar do evento. “A palestra foi muito esclarecedora. Mesmo sendo uma região mais quente e diferente de Minas Gerais, fiquei animado ao ver que é possível investir no café no Araguaia”, relatou.
O secretário de Agricultura de Santa Terezinha, Diego Comel, também destacou o potencial da cultura. “A questão da polinização chamou muito a atenção para alcançar boa produtividade. Vamos levar esse conhecimento para nossa região e incentivar os produtores com base nas novas tecnologias”, afirmou.
O prefeito de Nova Monte Verde, Marino, ressaltou a parceria com o Governo do Estado. “Sempre fomos bem atendidos pela Seaf e pela Empaer. A agricultura familiar é fundamental para a segurança alimentar e o desenvolvimento de Mato Grosso”, pontuou.
Durante o evento, o município lançou o Programa Municipal de Incentivo à Cafeicultura (Procaf), voltado ao fortalecimento da produção de café. A iniciativa prevê apoio direto aos pequenos produtores com fornecimento de mudas, calcário, preparo do solo, assistência técnica e equipamentos.
O programa deve atender até 20 agricultores por ano, com foco na geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar e incentivo à produção sustentável. “É uma oportunidade concreta de impulsionar a cafeicultura no município, com critérios técnicos e responsabilidade na execução”, destacou o prefeito.
Conforme a pesquisadora Danielle Muller, as pesquisas em outras regiões do estado devem continuar. “O nosso estado é imenso, nós temos sim a perspectiva de iniciar pesquisas para outras regiões”, anunciou.
Para a Seaf, a “Rota do Café” representa mais um avanço no fortalecimento das políticas públicas voltadas à agricultura familiar, promovendo inovação, aumento de produtividade e melhoria na qualidade de vida dos produtores rurais mato-grossenses.
A Comarca de Alto Taquari tornou pública a lista de advogados aptos a atuar como defensores dativos, após a conclusão do processo de inscrição e análise documental. A medida amplia o atendimento jurídico à população que não tem condições de contratar um advogado.
O resultado foi divulgado por meio do Edital n. 6/2026, assinado pelo juiz de direito e diretor do foro, Luís Otávio Tonello dos Santos. O documento confirma a homologação das inscrições dos profissionais que atenderam a todos os requisitos previstos no edital anterior, destinado à formação de cadastro de advogados dativos na comarca.
Ao todo, mais de uma centena de advogados teve a inscrição deferida, estando habilitada para atuação conforme as áreas de interesse indicadas no momento do cadastro (listas A, B, C, D e E). A relação completa dos profissionais consta no edital, com identificação e número de registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O edital também informa que três inscrições foram indeferidas por descumprimento de exigências documentais. Entre os motivos estão a ausência de documentos obrigatórios e o envio de ficha sem assinatura digital. Os candidatos que tiveram a inscrição negada poderão apresentar recurso dentro do prazo estabelecido no edital de abertura.
Com a homologação, os profissionais passam a integrar o cadastro de advogados dativos da comarca, podendo ser nomeados para atuar em casos em que o cidadão necessita de assistência jurídica gratuita e não há defensor público disponível.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) tem avançado na construção dos três novos Hospitais Estaduais: no Araguaia (em Confresa), em Juína e em Tangará da Serra. O projeto arquitetônico de cada unidade possui uma área total de cerca de 18 mil m², entre edificação principal e edificações periféricas.
Os três novos Hospitais Estaduais contarão com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI, entre adulto, pediátrico, neonatal e unidade semi-intensiva neonatal, para atendimento de média e alta complexidade.
“No final de março, já entregamos o novo Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, e estamos construindo mais três hospitais de forma simultânea. Tudo isso para cobrir os vazios assistenciais de saúde, com serviços disponíveis próximo à casa dos moradores em todo o Estado, diminuindo a necessidade de deslocamento para a capital”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Conforme a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão, as obras dos três novos hospitais tem avançado de forma significativa.
“A Secretaria vai finalizar as novas unidades de saúde para a região do Araguaia, Juína e Tangará da Serra com todo o cuidado, assim como ocorreu com o Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, e com o hospital em Alta Floresta. Esse trabalho sério e comprometido com a população é motivo de muito orgulho para a gestão”, afirmou.
O Hospital Estadual do Noroeste Mato-grossense, em Juína, está com 60% de andamento e tem custo previsto de R$ 136 milhões em obras.
Já foi concluída a estrutura, coberturas, sistema hidráulico e sistema sanitário da edificação principal, piso porcelanato, revestimento dos banheiros, paredes em alvenaria e drywall, estrutura das edificações periféricas, alvenaria do abrigo de gases, parte da rede de média tensão e impermeabilização.
O Hospital Estadual do Araguaia Xingu, em Confresa, atingiu 60% dos R$ 147 milhões previstos de investimento.
Já foram concluídos o estrutural dos prédios principal e externo, alvenaria do prédio principal, estruturas metálicas e cobertura do prédio principal, revestimentos dos banheiros, pele de vidro interna, e instalação dos reservatórios tipo taça.
Crédito: SES-MT
A construção do Hospital Estadual do Médio Norte, em Tangará da Serra, chegou a 56% de andamento, com a previsão de investimento de R$ 145 milhões em obras.
Já foram finalizados o estrutural do prédio principal, alvenaria do prédio principal, estruturas metálicas da cobertura, revestimentos dos banheiros, Pele de vidro interna, impermeabilização e instalação dos reservatórios tipo taça.
Crédito: SES-MT
As três unidades de saúde contarão com 10 consultórios médicos, dois consultórios para atendimento a gestantes, quatro salas pré-parto, parto e pós-parto (PPP), seis salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue, banco de leite materno e realização de exames, como tomografia, colonoscopia e raios X.
Saiba mais sobre o Hospital de Alta Floresta
Com investimento de R$ 205 milhões, sendo R$ 186,9 milhões em obras e R$ 18,1 milhões em equipamentos, o Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, foi inaugurado no dia 26 de março de 2026.
A unidade conta com 18 mil m² de área construída e com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI, sendo 20 para adultos, 10 de UTI pediátrica e 10 de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) pediátrica.
Com estrutura moderna e tecnologia de ponta, o hospital funcionará como referência para a região. Dentre as especialidades previstas para a unidade, estão: oncologia, cardiologia intervencionista, ortopedia, cirurgia geral, pediatria clínica e cirúrgica, urgência e emergência, neurologia e neurocirurgia.