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Política Nacional para Mulheres Indígenas avança para fase final, com participação de lideranças indígenas e de órgãos federais

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A Política Nacional para Mulheres Indígenas (PNMI) avança para sua fase final e se consolida como um marco histórico na proteção e defesa dos direitos das mulheres indígenas. O Ministério das Mulheres faz parte dessa conquista e participou, nesta terça-feira (7/4), da cerimônia de apresentação das diretrizes que nortearão a PNMI, articulada pelo Ministério dos Povos Indígenas, em parceria com o Ministério das Mulheres e de outros órgãos federais, além da ONU Mulheres. 

A solenidade, que teve início às 9h30 no bloco K da Esplanada dos Ministérios, contou com representantes de órgãos federais e de lideranças indígenas, foi planejada no âmbito da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), movimento organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil que acontece em Brasília (DF), de 5 a 11 de abril.   

Em fase final de validação, o texto da PNMI estabelece diretrizes intersetoriais para enfrentar violências, promover seus direitos e fortalecer a autonomia de mulheres indígenas, com base na articulação do governo federal e na participação social de lideranças indígenas, em um contexto de agravamento das violações e de intensificação de conflitos territoriais no país.

Representando o Ministério das Mulheres, a diretora de Proteção de Direitos, da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres, Terlúcia Silva, reafirmou o compromisso da pasta com os direitos das mulheres indígenas.  

“O compromisso do Ministério das Mulheres é continuar atuando de forma qualificada, intersetorial e interministerial, em articulação com os entes, para garantir a política pública para as mulheres indígenas. Uma política pública não se faz só de intenção. Se não tiver recursos, orçamento e comprometimento, ela fica no papel”, disse.  

Ela também enfatizou o protagonismo das mulheres indígenas na mobilização social. “As entregas do governo são fruto da mobilização e da organização social. As mulheres indígenas têm esse papel fundamental.” 

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Ações estruturantes para enfrentar as desigualdades  

A minuta do decreto que cria a PNMI foi resultado de ampla participação social, especialmente da 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, realizada em agosto de 2025, que reuniu cerca de 5 mil mulheres de mais de 100 povos. 

A Política conta com eixos estruturantes, como território, saúde, educação, enfrentamento às violências, autonomia econômica e participação política. A proposta reconhece a interseccionalidade das desigualdades e assegura a autodeterminação dos povos indígenas.

Atuação do Ministério das Mulheres 

O Ministério das Mulheres desempenha papel central na formulação e implementação da política, com destaque para ações voltadas ao enfrentamento às violências, incluindo a elaboração de protocolo intercultural de atendimento. 

Em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas, o Ministério executa o PRODOC 2026–2028, voltado à qualificação de dados, ao fortalecimento de redes de atendimento e à atuação em territórios prioritários, como Yanomami e Marajó.

Entre as ações previstas estão a criação de painéis de dados territoriais, diagnósticos antropológicos, capacitação de organizações locais e campanhas informativas, contribuindo para a implementação da PNMI com base em evidências e respostas territoriais.

A PNMI inclui a criação de Grupo de Trabalho Interministerial com o Ministério dos Povos Indígenas, acordos de cooperação para enfrentamento à violência, implantação das Casas da Mulher Indígena em todos os biomas do Brasil (Caatinga, Pampa, Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica), priorizando os territórios indígenas com maior índice de violência contra mulheres, e a adaptação de serviços como o Ligue 180 para atender às especificidades indígenas.

O contexto que fundamenta a política é marcado pelo aumento das violências contra mulheres indígenas. Entre 2014 e 2023, os registros cresceram 258%, com elevação de casos de violência física, psicológica e sexual. 

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Inovação e intersetorialidade 

A secretária nacional de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, Giovana Cruz Mandulão, também enfatizou o caráter inovador e coletivo da construção da PNMI. “É um marco histórico esse momento que a gente vive hoje. É um reconhecimento dessa luta histórica que nós temos feito. Uma luta que não começou dentro dos ministérios. Uma luta que não começou dentro do espaço do governo”, disse a secretária. 

Já a  líder indígena Joziléia Kaingang, da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), destacou a importância da PNMI como resultado da 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas e como uma ferramenta poderosa para o enfrentamento à violência de gênero nos territórios indígenas.  

“Hoje é um momento histórico para nós, mulheres indígenas, um momento importante para que a gente realmente construa um instrumento que vai fazer reverberar nos territórios o enfrentamento à violência contra as mulheres indígenas”, afirmou.  

Fonte: Ministério das Mulheres

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Ministro dos Transportes debate avanços em infraestrutura e liderança em agendas no Sudeste e no Sul

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O ministro dos Transportes, George Santoro, cumpriu, nesta quarta-feira (29), agendas em São Paulo e no Rio Grande do Sul com foco em infraestrutura, desenvolvimento econômico e gestão pública. Pela manhã, participou do evento “Inteligência em Foco: Brasil, Tendências de um Mercado Dinâmico”, promovido pela S&P Global Market Intelligence, na capital paulista.

“O Brasil está diante de uma janela de oportunidades muito importante. Temos estabilidade institucional, previsibilidade e uma agenda forte de infraestrutura. Construímos hoje a maior carteira de concessões do mundo, tanto em rodovias quanto em ferrovias, com regras estáveis, matriz de risco clara e mecanismos de solução de conflitos que dão segurança ao investidor”, afirmou o ministro.

No encontro, ao tratar dos desafios logísticos, Santoro destacou a integração entre os modais como prioridade para aumentar a eficiência do transporte nacional.

“O país se consolidou como um grande exportador de commodities, mas precisa ganhar produtividade e isso passa por melhorar a logística. Estamos integrando modais, conectando portos, ampliando a malha ferroviária e criando condições para reduzir custos e aumentar a competitividade”, declarou.

Estratégias de liderança 

À noite, em Porto Alegre (RS), o ministro participou do evento “Novos Líderes para um Novo Mundo”. Na ocasião, integrou a master class “Negociação, decisão e liderança em cenários complexos”, ao lado de especialistas e representantes de instituições nacionais.

“A experiência na gestão pública mostra que decisões mais eficazes são construídas com diálogo, escuta ativa e confiança entre as instituições. Quando há disposição para ouvir e construir consensos, os resultados chegam de forma mais sólida. No setor público, isso é essencial para transformar projetos em entregas reais para a sociedade”, destacou George Santoro.

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Promovido pela CMI Interser Brasil, em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul, o encontro reuniu representantes dos setores público e privado para debater estratégias de negociação e tomada de decisão em ambientes desafiadores. 

A programação também marcou a abertura da etapa classificatória brasileira da International Negotiation Competition, considerada a maior competição universitária internacional da área. A etapa final será realizada em julho de 2026, no Canadá.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Ministério dos Transportes entrega passarela em São Leopoldo (RS) e 20 quilômetros de faixas adicionais entre Porto Alegre e Novo Hamburgo

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O ministro dos Transportes, George Santoro, entregou, nesta quarta-feira (29), a passarela de pedestres no bairro Scharlau, em São Leopoldo (RS). Também liberou 20 quilômetros de faixas adicionais entre Porto Alegre e Novo Hamburgo, no trecho Norte da BR-116/RS. O segmento é um dos mais movimentados do estado e historicamente marcado por congestionamentos e alto índice de sinistros de trânsito.

Com investimento de R$ 120 milhões, as intervenções ampliam a capacidade da rodovia e organizam o fluxo em horários de pico.

“O impacto é muito grande porque estamos falando da vida das pessoas. O trecho fica mais fluido e seguro, algo que faz toda a diferença em uma área urbana com tanto movimento de carros e pedestres”, disse o ministro.

Desde 2023, o Governo do Brasil entregou um conjunto de obras estruturantes na BR-116/RS, incluindo as novas pontes sobre o Rio dos Sinos e os complexos viários de Esteio e do próprio Scharlau. As intervenções melhoram pontos críticos da rodovia e beneficiam diretamente cerca de 4,2 milhões de moradores da Região Metropolitana de Porto Alegre.

No início de 2026, o Ministério dos Transportes também concluiu a nova ponte sobre o Rio Camaquã, com investimento de R$ 88,3 milhões, que amplia a capacidade logística da via em outro segmento estratégico.

Avanço em obras e novos investimentos

O ministro também anunciou a homologação da licitação dos remanescentes da ponte do Guaíba, na BR-116/290/RS.

“O projeto inclui quatro alças de acesso e um viaduto que conecta a Ilha Grande dos Marinheiros, uma demanda histórica da população. É uma obra fundamental para destravar o acesso a Porto Alegre e melhorar a mobilidade na região metropolitana”, afirmou o ministro George Santoro.

Ritmo acelerado no Rio Grande do Sul

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A agenda no estado continua nesta quinta-feira (30), com a entrega da duplicação de 14 quilômetros da BR-290/RS, em Pantano Grande, às 9h30, obra que vai melhorar a mobilidade e a segurança na região.

As entregas na região ocorrem na esteira de 2025, ano em que o Rio Grande do Sul foi o estado que mais recebeu investimentos federais em infraestrutura de transportes no país e mantém ritmo acelerado de obras em 2026. Foram cerca de R$ 570 milhões aplicados em obras do Ministério dos Transportes, em um esforço de reconstrução do estado após as enchentes de 2024.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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