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MME autoriza novo contrato para levar energia a áreas remotas do Acre

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O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou, no dia 17 de abril, a celebração do contrato entre a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e a Energisa Acre para a execução da 4ª Tranche do Programa Luz para Todos em áreas remotas do Acre. Com investimento avaliado em R$ 83 milhões, a iniciativa vai beneficiar 2.550 novas unidades consumidoras por meio de Sistemas Individuais de Geração de Energia Elétrica com Fontes Intermitentes (SIGFIs), ampliando o acesso à energia em regiões onde a expansão da rede convencional não é tecnicamente ou economicamente viável.

“Esse é mais um passo que damos para avançarmos na universalização do acesso à energia elétrica, especialmente em áreas isoladas. Garantimos a continuidade do programa em localidades onde a expansão convencional da rede não é possível, levando um serviço essencial às famílias que historicamente ficaram à margem desse direito”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

A chegada da energia elétrica representa uma transformação concreta no cotidiano das populações beneficiadas. O Luz para Todos se consolida como uma das principais políticas públicas voltadas à redução das desigualdades regionais. Ao viabilizar soluções adaptadas à realidade de áreas remotas, como os sistemas individuais de geração, o programa assegura que comunidades isoladas possam ser atendidas de forma eficiente e sustentável, mesmo em locais de difícil acesso.

Avanços no Acre

Ao longo de sua trajetória, o Luz para Todos vem consolidando resultados expressivos no Acre. Desde 2003, mais de 67 mil famílias foram atendidas, tanto por meio da extensão convencional da rede elétrica quanto pela implementação de sistemas isolados de geração voltados às regiões remotas da Amazônia Legal. A partir de 2022, o programa intensificou sua atuação nas áreas remotas de difícil acesso no estado, alcançando 7.368 famílias. Nesse período, foram celebrados três contratos de operacionalização para atendimento na região, todos já concluídos, demonstrando o compromisso contínuo do Governo do Brasil com a expansão do serviço.

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O programa já investiu cerca de R$ 695,5 milhões no estado, sendo R$ 251,5 milhões direcionados especificamente para áreas remotas. Com a nova autorização, o MME reforça sua atuação estratégica para garantir que o processo de universalização do acesso à energia elétrica avance de forma consistente, levando desenvolvimento, cidadania e melhores condições de vida às populações isoladas do país.

 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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‘Crescimento econômico não cai do céu’ diz secretário do MDIC, citando políticas industrial e de inclusão

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Em sessão solene pelos 50 anos da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), realizada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (28/4), o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, relacionou os bons resultados do setor, nos últimos anos, à Nova Indústria Brasil (NIB) e aos programas de inclusão econômica do governo federal.

“O setor de duas rodas vem batendo recorde de vendas nos últimos tempos, assim como também o setor de linha branca. E não é casual, esse recorde. Ele é resultado da política econômica e das políticas públicas criadas no governo do presidente Lula”, afirmo Uallace, na tribuna do Plenário.

O secretário lembrou em, em governos anteriores, entre 2015 e 2022, a taxa média de crescimento do país foi de apenas 0,5%, com o desemprego ultrapassando 10% e o Brasil voltando ao mapa da fome.

Uallace pontou que 65% do PIB brasileiro depende do mercado interno, daí a importância de políticas que fortaleçam o poder de compra da população. “Se eu não promovo crescimento, esses setores que estão aqui, de bens de consumo duráveis, não vendem”, disse. “E é graças à política industrial, graças à política de valorização do salário mínimo, graças à retomada do crescimento econômico do país, que cresce em média 3% ao ano, que esses setores de bens de consumo duráveis estão batendo recorde de vendas.

Segundo o secretário, o compromisso do governo com a transição energética e a inovação tecnológica fizeram com que o setor industrial tivesse o maior crescimento dos últimos 14 anos de 2024: 3,8%, com alguns setores chegando a 20%, 30% e 40% de crescimento.

“Isso não cai do céu. Crescimento econômico, distribuição de renda, inclusão social não acontecem pela mão invisível do mercado”, afirmou.

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Ele destacou ainda o alto grau de adensamento tecnológico da indústria de duas rodas. “Não existe no Brasil, talvez, setores com cadeia produtiva tão verticalizada como o setor de duas rodas, com ecossistema formado. A Abraciclo é a síntese daquilo que o Brasil precisa para se desenvolver”.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECA Digital reúne especialistas em SP e consolida o País na vanguarda da proteção de crianças e adolescentes

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São Paulo, 27/4/26 – O seminário ECA Digital e Democracia Intergeracional reuniu, nesta segunda-feira (27), pesquisadores, profissionais do Direito, reguladores e representantes da sociedade civil e do poder público, em São Paulo. O evento foi organizado pelo Data Privacy Brasil, Instituto Alana, ESPM e Cedis-IDP para discutir os fundamentos normativos, os desafios regulatórios e o papel das instituições na implementação da Lei 15.211 — o ECA Digital, marco legal que consolida a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

A proposta é consolidar um espaço qualificado de debate sobre o ECA Digital e seus impactos na democracia intergeracional no País. O encontro reúne especialistas para discutir desafios regulatórios e institucionais da proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais.

No contexto da governança digital, os painéis promoveram o diálogo entre o novo marco regulatório e o sistema jurídico brasileiro de proteção de direitos, como o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O secretário nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Victor Oliveira Fernandes, afirmou que a efetividade da lei depende da atuação conjunta de diferentes setores. “A implementação exige uma rede ampla de atores comprometidos, com papel relevante da sociedade civil, da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e do governo. Precisamos somar esforços”, disse.

Ele também reforçou a importância do debate para a construção de estratégias de conformidade. “Diálogo e escuta ativa são essenciais para definir frentes de atuação que garantam a aplicação da lei”, completou.

Brasil na vanguarda global

Estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que, no fim de 2023, apenas um país discutia restrições de idade em redes sociais. Em 2025, esse número chegou a 25.

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O País está entre os pioneiros, com a Lei 15.211 em vigor e previsão de mecanismos como aferição de idade e vinculação de contas de crianças e adolescentes a responsáveis.

A construção do ECA Digital começou em 2021, com debates sobre publicidade direcionada, influenciadores mirins e loot boxes. Após três anos de discussão multissetorial, o texto foi aprovado e sancionado, tornando-se referência nas Américas e um dos marcos mais avançados na proteção digital de crianças e adolescentes.

Aplicação da lei

A aplicação da lei foi um dos pontos centrais do debate, com participação do Ministério Público de São Paulo, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, do Ministério Público Federal e do Instituto Alana. Os participantes ressaltaram que transformar a lei em prática exige coordenação institucional, divisão de responsabilidades e priorização de casos.

O Ministério Público Federal informou ter instaurado procedimento para acompanhar as quatro principais plataformas usadas por crianças e adolescentes no País — TikTok, YouTube, Instagram e WhatsApp — e avaliar as medidas de adequação ao ECA Digital. A iniciativa busca garantir transparência e subsidiar a regulamentação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Um exemplo citado evidenciou a gravidade das violações: grupos no Facebook dedicados a práticas irregulares envolvendo o Cadastro Nacional de Adoção chegaram a somar cerca de 70 grupos, com aproximadamente mil integrantes cada. O caso demonstra a urgência de mecanismos ágeis de remoção de conteúdo e de articulação entre instituições.

Da legislação ao território

A conselheira tutelar da Vila Mariana, Rebeca Domingues, destacou que São Paulo conta com 52 Conselhos Tutelares e 260 conselheiros, todos com papel essencial na rede de proteção. Segundo ela, em 2025, a capital registrou o maior índice de situações de impacto psicossocial envolvendo adolescentes, associado a violências digitais.

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O desconhecimento da lei também foi apontado como desafio. Em uma palestra recente em escola pública de Brasília, com cerca de 70 famílias e 20 professores, apenas sete pessoas disseram conhecer a Lei 15.211. O dado reforça a necessidade de ampliar ações de educação digital, especialmente entre famílias mais vulneráveis.
Para a diretora da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Marina Pita, o ECA Digital deve seguir o caminho do Código de Defesa do Consumidor. “Tem que estar impresso, integrado à vida das pessoas. Onde houver uma criança e um dispositivo, deve haver o ECA Digital”, afirmou.
A proibição da publicidade direcionada a crianças, prevista na Resolução 163 do Conanda, foi citada como exemplo de norma que ainda exige esforços contínuos de aplicação, reforçando que a aprovação da lei é ponto de partida, não de chegada.

Próximos passos

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados informou que deve publicar ainda nesta semana consulta pública sobre guia para fornecedores de tecnologia da informação, que delimita o alcance do ECA Digital e define deveres de prevenção, proteção, informação e segurança.

Em até 40 dias, será aberta nova consulta sobre mecanismos de aferição de idade, com requisitos técnicos e parâmetros mais claros sobre conteúdos proibidos ou inadequados.

O evento reforçou que o País tem a oportunidade de avançar na construção de um ambiente digital mais seguro, com responsabilidade compartilhada entre governo, sociedade civil, setor privado e sistema de justiça.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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