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EDUCAÇÃO

Após dois anos de Pé-de-Meia, abandono escolar no TO cai 42%

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O Pé-de-Meia completa dois anos em 2026 e, desde sua criação, colaborou para que o número de alunos fora do ensino médio caísse 42% no estado no Tocantins— enquanto em 2022 a taxa de abandono escolar era de 3,8%, em 2024 ela caiu para 2,2%. Além disso, a taxa de reprovação escolar também recuou em 5% no mesmo período, e o atraso escolar (distorção idade-série) sofreu queda de 54%, entre 2022 e 2025.  

Com 61.460 estudantes tocantinenses beneficiados desde sua criação, o que corresponde a 60% do total de alunos das redes públicas do estado, o investimento local do Governo do Brasil na política tem ajudado jovens a permanecerem na escola com uma trajetória de sucesso.  

Em todo o país, o programa teve 5,6 milhões de estudantes participantes e um investimento de R$ 18,6 bilhões, que resultou na diminuição da taxa de abandono escolar em quase pela metade (43%).  

Perfil – O perfil dos participantes do Pé-de-Meia reforça seu caráter de inclusão e equidade educacional. Voltado a estudantes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, jovens cujas famílias tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa, do total de beneficiários do Tocantins, desde o início do programa, 51,7% são meninas e 84,1% são negros, entre pretos e pardos. Nos dois anos, 1.627 estudantes indígenas receberam o incentivo no estado. 

Os participantes do ensino médio ganham R$ 200 por mês, caso mantenham a frequência escolar, e R$ 1.000 por ano de ensino concluído com aprovação, além de uma parcela extra para quem participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de conclusão. Enquanto as parcelas mensais podem ser utilizadas imediatamente, auxiliando em gastos diários dos estudantes, os pagamentos da parcela de R$ 1.000, por outro lado, são depositados em poupança e podem ser sacados apenas após a conclusão do ensino médio, como um incentivo para encerrar essa etapa de ensino e uma perspectiva para o futuro.  

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Pé-de-Meia – Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público. Seu objetivo é democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de fomentar mais inclusão pela educação, estimulando a mobilidade social. Os estados, os municípios e o Distrito Federal prestam as informações necessárias à execução do incentivo, possibilitando seu acesso aos estudantes matriculados nas respectivas redes de ensino.  

Panorama Pé-de-Meia | Tocantins 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)  

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Jordânia é o 75º país a aderir ao Programa de Estudantes-Convênio

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O Ministério da Educação (MEC) recebeu, na quinta-feira, 16 de abril, a visita do embaixador da Jordânia no Brasil, Maen Masadeh em um encontro que formalizou a intenção do país em participar do Programa de Estudantes-Convênio (PEC) e expandir a parceria bilateral nas áreas de educação e no desenvolvimento científico com o Brasil. 

Com o pedido, a Jordânia passa a ser 75º país a aderir ao programa de intercâmbio, um dos mais antigos e importantes instrumentos de política externa e de apoio à internacionalização das instituições de educação superior brasileiras. Agora, o MEC irá adequar seus sistemas para permitir o cadastro desses alunos. 

A medida aconteceu no âmbito do Acordo de Cooperação em Educação entre os dois países, vigente desde 2008, e possibilita o acesso de estudantes jordanianos às vagas gratuitas em cursos de graduação e pós-graduação brasileiros. 

O aumento do intercâmbio acadêmico entre os dois países poderá estimular novas parcerias entre universidades, a exemplo do Memorando de Entendimento existente entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Yarmouk University (YU), que prevê a mobilidade de estudantes e professores e a realização de projetos conjuntos. 

A representação jordaniana destacou ainda o interesse em promover iniciativas educacionais conjuntas nos temas de mudanças climáticas, ciências da saúde, inteligência artificial e agricultura para regiões áridas e semiáridas, nas quais o Brasil possui reconhecida expertise. 

Programa de Estudantes-Convênio – O programa, que completou 60 anos de sua modalidade para a graduação (PEC-G), também contempla alunos de pós-graduação (PEC-PG) e de português como língua estrangeira (PEC-PLE). A iniciativa facilita o acesso das instituições participantes a candidatos estrangeiros ao oferecer a rede de postos do MRE no exterior como ponto de divulgação, de contato e de coleta da documentação dos estudantes interessados. A Portaria Interministerial nº 7/2024 modernizou o programa, a fim de atrair mais estudantes estrangeiros para o Brasil. 

O programa teve quase 20 mil alunos beneficiados nos últimos 25 anos. Entre os ex-alunos de maior notoriedade, está o atual presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, que estudou administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV) nos anos 1980. As inscrições para a edição de 2027 do PEC-G e do PEC-PLE, que selecionará até 1,4 mil candidatos, estão abertas até 9 de maio. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Conheça as ações do MEC pela educação indígena

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Em 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, celebra-se a diversidade cultural, linguística e histórica dessas populaçõesDe acordo com o Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país abriga 1.654.876 indígenas, pertencentes a 391 povos e falantes de 295 línguas. Essas comunidades são atendidas, segundo o Censo Escolar de 2025, por 3.746 escolas indígenas de educação básica, com 28.163 professores e 290.798 estudantes. 

Com políticas voltadas à formação de professores, apoio financeiro às escolas, ampliação do acesso ao ensino superior e investimentos em infraestrutura, o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), atua para fortalecer a educação escolar indígena em todo o país. As ações buscam garantir que o direito à educação seja exercido de forma alinhada às culturas, línguas e modos de vida dos povos indígenas, valorizando seus conhecimentos e contribuindo para a construção de um sistema educacional mais diverso e inclusivo. 

A pasta também atua para promover a inclusão das histórias e culturas indígenas nos currículos escolares destinados a todos os estudantes brasileiros, conforme estabelece a Lei nº 11.645/2008, reconhecendo que conhecimentos indígenas possuem papel central na construção de respostas para desafios contemporâneos, como a crise climática, e tendo, nas ciências e epistemologias produzidas pelos povos originários, uma fonte para o ensino e a aprendizagem. 

Política nacional – Em 2025, a Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), criada pela Portaria nº 539/2025, organizou a oferta da educação para esses povos a partir dos territórios etnoeducacionais, respeitando suas especificidades culturais e territoriais. 

Entre os objetivos da política estão a implementação de uma governança da educação escolar indígena nos territórios, a ampliação da formação de professores indígenas, o incentivo à produção de materiais didáticos específicos, o fortalecimento da infraestrutura das escolas e a promoção do acesso e permanência de estudantes indígenas na educação básica e no ensino superior. 

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A rede de governança da política conta com 1.092 bolsistas distribuídos em 52 territórios etnoeducacionais. Cada território possui uma comissão gestora responsável por formular, monitorar e acompanhar a execução de planos de ação voltados ao desenvolvimento da educação escolar indígena. 

A iniciativa concretiza deliberações da 1ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada em 2009, que estabeleceu a importância da organização da educação a partir das territorialidades indígenas e com participação direta das comunidades na gestão das políticas educacionais. 

Investimentos – As políticas do MEC também incluem investimentos em infraestrutura. Como parte do Novo PAC Indígena, foram destinados R$ 35 milhões para a construção de oito escolas na Terra Indígena Yanomami, a maior do Brasil, onde vivem cerca de 30 mil pessoas. 

As unidades serão construídas em comunidades localizadas nos estados do Amazonas e de Roraima, com previsão inicial de atendimento de 1.505 estudantes. Os projetos arquitetônicos foram planejados para respeitar as características do território amazônico e as necessidades culturais das comunidades. 

A iniciativa busca responder a demandas históricas por melhores condições de ensino nas aldeias, fortalecendo a oferta de uma educação escolar indígena específica, diferenciada, intercultural e bilíngue ou multilíngue. 

Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) em suas modalidades Campo e Água, Sala de Recursos Multifuncional e Territórios Etnoeducacionais destinou R$ 24,5 milhões a escolas indígenas. 

Outra iniciativa é o Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Indígenas (Prolind), que financia projetos de formação inicial de professores indígenas em cursos de licenciatura específicos para atuação nas escolas indígenas. Em 2025, foram empenhados R$ 13 milhões para a oferta de 3.033 vagas. 

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Também voltada à qualificação docente, a Ação Saberes Indígenas na Escola apoia projetos de formação continuada de professores e a produção de materiais didáticos específicos e multilíngues. No último ciclo, foram investidos R$ 14 milhões em projetos desenvolvidos por 51 instituições de ensino superior, com 8.975 vagas ofertadas. 

Universidade federal indígena – Outro marco na ampliação do acesso ao ensino superior foi o anúncio da criação da Universidade Federal Indígena (Unind), uma instituição multicampi voltada à formação superior de povos indígenas de todas as regiões do país. 

Com sede em Brasília e vinculada aos Ministérios da Educação e dos Povos Indígenas, a universidade terá processos seletivos próprios e um projeto pedagógico orientado pela interculturalidade, pela valorização das línguas indígenas e pelo diálogo entre conhecimentos tradicionais e científicos. 

A instituição deverá iniciar suas atividades com dez cursos de graduação e previsão de expansão para até 48, atendendo cerca de 2,8 mil estudantes indígenas nos primeiros quatro anos. As áreas de formação incluem gestão ambiental e territorial, políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, saúde, direito, agroecologia, engenharias e formação de professores. 

A proposta foi construída a partir de consultas a lideranças e organizações indígenas e de seminários regionais realizados em todo o país, consolidando uma demanda histórica por uma universidade voltada às realidades e necessidades dos povos originários. 

Apoio à pesquisa – O fortalecimento da presença indígena também avança na pós-graduação. Em abril de 2026, o MEC, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), instituiu o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (PDAI)

A iniciativa prevê bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em instituições de ensino superior e centros de pesquisa, além de apoio à publicação, tradução e organização de repositórios digitais para divulgar produções científicas relacionadas aos conhecimentos indígenas. 

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O programa também incentiva a formação de professores e pesquisadores indígenas que desejam atuar na pós-graduação, ampliando a participação desses estudantes na produção científica nacional. 

Legislação – A Constituição Federal de 1988 consolidou importantes avanços no reconhecimento dos direitos indígenas, incluindo o direito à educação escolar indígena com características próprias. Esse modelo educacional deve ser intercultural, específico, comunitário e bilíngue ou multilíngue, respeitando as línguas, memórias históricas e formas de organização social de cada povo. 

Esses princípios foram reafirmados em marcos legais como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica. As normas orientam a organização de políticas públicas voltadas à valorização das identidades étnicas e ao fortalecimento das culturas indígenas no ambiente escolar. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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