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Procon-MT alerta Águas Cuiabá sobre a cobrança do serviço na capital

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O Procon estadual se reuniu nesta quinta-feira (25.07) com representantes da concessionária Águas Cuiabá. Dois pontos preocupam o órgão de defesa do consumidor: o serviço de coleta de esgoto na rede da Bacia da Prainha, em Cuiabá, que teve a cobrança suspensa pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados por Cuiabá (Arsec); e reclamações que chegam desde o começo de julho questionando a forma como a cobrança do esgoto foi iniciada na capital.

Entre as reclamações que chegam ao órgão, estão casos em que o usuário alega: não poder realizar interligação à rede de coleta de esgoto por inviabilidade técnica; cobrança em áreas em que as obras de esgotamento sanitário não foram finalizadas; e que com o aviso de 30 dias para cobrança do serviço, a partir da notificação, não há tempo suficiente para refazer o orçamento doméstico. 

Segundo Arsec, a cobrança da tarifa de esgoto em Cuiabá equivale a 90% do valor da água consumida, conforme o contrato de concessão. 

Assim, o Procon-MT cobrou da concessionária do serviço mais atenção nesse período de transição, uma vez que as respostas que a empresa vem enviando ao órgão seguem um formato padrão e não ajudam no processo de busca de soluções. 

“Nesse período de transitoriedade de sistema, mais do que nunca é importante analisar caso a caso, buscar soluções concretas e conciliação. O Procon-MT compreende a importância e a urgência que a coleta efetiva do esgoto em Cuiabá tem para as questões ambientais, mas do ponto de vista do direito do consumidor precisamos de período de transitoriedade suficiente para que a população se adapte a mais essa cobrança”, pontuou a conciliadora Maria Cândida Caramanuru. 

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O órgão de proteção também demonstrou preocupação em relação à possível cobrança de tarifa de esgoto dos usuários atendidos pela rede da Bacia da Prainha, na área central de Cuiabá. Na quarta-feira (24.07), a Arsec proibiu a empresa Águas Cuiabá de cobrar a tarifa de esgoto de usuários atendidos por esta rede, a qual possui sistema misto de esgotamento sanitário (águas pluviais + esgoto).

Confira aqui a nota da Arsec. 

Tal região compreende os bairros do Centro Sul, Centro Norte, Dom Aquino, Poção, Bandeirantes, Baú, Lixeira, Miguel Sutil, Consil, Araés. Conforme nota emitida pela agência municipal, a concessão de saneamento da capital não permite comercialização do esgoto em áreas atendidas por sistema misto de esgotamento sanitário – apenas do sistema de separação absoluto (rede exclusiva para coleta e transporte do esgoto). 

Para a secretária adjunta de Proteção e Defesa do Consumidor, Gisela Simona, está havendo dupla interpretação das normas vigentes em Cuiabá, o que inclui o contrato de concessão e o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado junto ao Ministério Público Estadual. Entretanto, alertou Gisela, o consumidor não pode pagar a conta do esgoto duas vezes, visto que o sistema é misto em tal região. 

“Se temos um sistema que é de responsabilidade tanto de órgãos municipais quanto da empresa o concessionária, o consumidor não pode pagar duas vezes, ou seja, com tarifa de esgoto e com impostos. É preciso chegar a uma definição antes de iniciar qualquer cobrança”. 

Durante a reunião, a Águas Cuiabá afirmou que vai se reunir tanto com a Arsec quanto com o MPE em busca de soluções quanto à coleta na Bacia da Prainha. Já em relação às reclamações que chegaram ao Procon-MT este mês, comprometeu-se em revisar os posicionamentos da empresa para aumentar a resolução dos casos.

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MPMT promove alinhamento estratégico da rede de proteção em Juara

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A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT valida diagnóstico das redes de proteção à mulher

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da Procuradoria de Justiça Especializada Criminal e do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino (CAOVD), apresentou nesta sexta-feira (18) o Relatório do Diagnóstico das Redes de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e das Redes de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência. O documento, que reúne informações das 33 comarcas participantes do Projeto Gaia (Gestão Articulada e Interinstitucional de Apoio ao Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher), foi validado durante a reunião.Realizado de forma virtual, o encontro reuniu membros e servidores do Ministério Público em 24 comarcas. Também participaram integrantes da Corregedoria-Geral do MPMT, reforçando o compromisso institucional com o fortalecimento das ações de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.Durante o encontro, foi apresentado o relatório elaborado pelo Núcleo de Estatística do Departamento de Planejamento e Gestão (Deplan), que consolida e analisa as informações coletadas junto às comarcas participantes. O estudo reúne dados sobre a estrutura, potencialidades e desafios das Redes de Enfrentamento e Atendimento, servindo de subsídio para o planejamento e a qualificação das ações institucionais voltadas à proteção das mulheres.Além da apresentação dos resultados, a reunião teve como objetivo validar as informações sistematizadas e possibilitar que as Promotorias de Justiça participantes contribuíssem com observações e apontamentos sobre os dados levantados.Na próxima etapa, o CAOVD encaminhará relatórios analíticos individualizados para cada comarca participante. Os documentos trarão informações específicas sobre as redes locais e servirão de base para a implementação de melhorias, com foco no fortalecimento da articulação interinstitucional, no aperfeiçoamento dos fluxos de trabalho, na qualificação dos serviços e na ampliação da efetividade das políticas públicas de proteção às mulheres em situação de violência.A iniciativa integra as ações estratégicas do MPMT voltadas ao aprimoramento da governança das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e ao fortalecimento da atuação integrada entre os órgãos e instituições que compõem a rede de proteção.Projeto Gaia – Tem como objetivo fortalecer a atuação articulada e interinstitucional no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa promove o diagnóstico, a qualificação e o aprimoramento das Redes de Enfrentamento e Atendimento nas comarcas participantes, buscando ampliar a proteção e garantir um atendimento mais humanizado às mulheres em situação de violência.Participam do projeto as comarcas de Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Colíder, Comodoro, Diamantino, Guarantã do Norte, Juara, Juína, Lucas do Rio Verde, Mirassol D’Oeste, Nova Mutum, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, São José do Rio Claro, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Várzea Grande e Vila Rica.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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